Quos Pretioso Sanguine

2 Capítulo 1 - A Noiva


Notas iniciais
Boa leitura para todos!

\"Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?\"

— Friedrich Nietzsche -

Na verdade, ter me desenvolvido em uma época tão iluminada me trouxe muitas vantagens. As pessoas agora não possuíam muita fé, mesmo assim o Vaticano continuava ditando muitas regras, nessa época – para a infelicidade dos próprios humanos-.

Vampiros já começavam a se tornar apenas histórias infantis — uma graça concedida por nobres de nossa linhagem -, que financiavam muitas vertentes da filosofia e das artes. Além de todo o movimento que começava a iniciar, tendo aversão a mentalidade medieval.

Felizmente para mim, conheci uma jovem, que muito me encantou, uma jovem dançarina de Balé, filha de uma família importante de Veneza. Rapidamente comecei a cortejá-la, nada como um bom contato, só precisaria de um olhar, para saber aquilo que necessitava. Todos os homens a sua volta seguiam o mesmo perfil; educação fria, segundas intenções, propostas de um casamento tolo, tal qual o de minha primeira presa, e claro, humanos normais.

Precisei de duas semanas para finalmente ter alguma privacidade e conversar com ela. Infelizmente alguns de seus pretendentes sofreram acidentes terríveis — que fatalidades lamentáveis -. Mas finalmente tive a resposta de que necessitava, naquela tarde decidi que ela seria minha noiva, infelizmente, o Sol cancela os meus poderes, mantenho minha bela aparência, porém não posso usar nenhuma de minhas habilidades.

Naquela noite, esperei que ela terminasse de jantar com sua família. Mantive-me nas sombras de seu quarto até que esta dormisse, que linda visão, se eu possuísse coração, ele estaria batendo rapidamente. Então invadi seus sonhos, no inicio ela teve medo, medo daquilo que ela se tornaria, mas lentamente cedeu, e tornou-se minha noiva em três noites.

Ensiná-la cada passo inicial, ensiná-la quando parar de beber o sangue. Apreciar sua primeira mania, muito divertida; alimentar-se apenas de mulheres mais jovens do que ela mesma aparentava. Nesta época tivemos muitos problemas, pois ela tinha preferência em seduzir damas de alta classe, leva-las aos meus aposentos, divertirem-se, e então alimentar-se.

Me lembro de cada pele, de cada sabor, de cada gemer. Apreciava a hipocrisia de época que persistira; mulheres que deveriam casar virgens para seus maridos terem o direito de esgotarem-se com prostitutas e lhes passarem doenças em suas poucas vezes à cama.

Porém, rapidamente passaram-se cinco anos, ela continuava aparentando seus vinte e seis anos, como já possuía mais de três séculos decidi que era tempo de casar com ela, e partir daquela cidade antes que começassem as suspeitas.

Casamos na bela Basílica de San Giorgio Maggiore, uma linda basílica. Convidamos todos os nobres de Veneza, mesmo porque alguns deles eram de nossa espécie. Uma linda cerimônia foi realizada, comprei rosas o suficiente para cobrirem as ruas por onde nossa carruagem passaria até a saída da cidade. Aleguei que iríamos para minhas propriedades na Alemanha, e para lá fomos, possuía muitas propriedades na Alemanha, Inglaterra, Holanda e Espanha.

Em minhas propriedades na Alemanha permanecemos por quase um século, onde ensinei a ela a ignorar os cosméticos. Agora ela já era forte o suficiente para manipular sua aparência, assim como eu, poderia manipular o tipo de cabelo, a cor de seu cabelo, cor de seus olhos, formato de seu nariz e formato de seu queixo.

Foram épocas douradas, tivemos nosso primeiro encontro com o Clan da Noite, todos a receberam muito bem, também não seriam insensatos de menosprezar minha esposa. Naquela época eu era um dos vampiros mais antigos da Europa.

Esta fora uma época de bailes, de máscaras, de beleza e de poesia. Porém tudo mudou, de alguma forma o Vaticano nos descobriu, e enviou seus assassinos. Para a infelicidade daqueles pobres homens, Um homem ainda que armado, não possui a mínima chance contra um vampiro, vampiros não temem cruz ou espada, a única proteção do homem está em sua fé, todos aqueles que não possuem fé são presas em potencial. Para sorte de alguns, uma nobre entre nós conhecida como Condessa de Aryan, apreciava colecionar padres virgens como servos de suas vontades, após torná-los como nós, ela poderia fazer o que quisesse com eles, pois seriam virgens pela eternidade, assim que a noite caísse novamente.

De fato, em apenas vinte anos, a mesma agora possuía seu próprio esquadrão de padres virgens tornados vampiros que agora a serviam. Sua luxúria era conhecida por todos dentro do Clan, mas muitos de nós não apreciavam os padres, por possivelmente traírem os de sua espécie.

Notas finais
Continua...