Quinns Confessions
1 Capítulo 1
Notas iniciais
- Então o que você queria tanto falar para mim, Quinn? –Emma disse.
-Eu tenho um enorme segredo dentro de mim. Ele está me consumindo.
-Não me diga que você está gravida novamente.
-Não, não. Mas é a respeito disso que eu quero conversar. Você se lembra de quando eu estava gravida, não se lembra?
-Claro que lembro. Isso faz pouquíssimo tempo.
-Então, digamos que aquela gravidez não foi tão acidental assim.
-O que?!
-Eu planejei ficar grávida do Puck.
-Ele também planejou ser pai?
-Não, claro que não.
-Quinn, me conte a historia toda. Por favor.
-Foi assim: Eu estava namorando o Finn, ele era um namorado maravilhoso, um doce... Eu sabia que ele tinha uma quedinha pela nariguda, mas, eu não ligava. Eu estava feliz com ele, mas, quando ele entrou no Glee Club foi à treva. Eu não aguentava o ver passar tanto tempo com aquela... Aquela... Coisa!
-Aonde o Noah entra nessa história?
-O Puck... Bom à senhora sabe como é o Puck não sabe?
-Claro que sei Quinn! Mas por favor, continue.
-O Puck é irresistivelmente canalhamente adorável.
-E mesmo assim você topou se envolver com ele?
-Eu queria trair o Finn. Queria faze-lo sentir que eu não era para sempre. E que não iria estar lá quando a nariguda encontrasse alguém do tamanho dos sonhos dela e o largasse.
-Então você o traiu.
-Sim, nós o traímos. Mas antes de passar pela minha cabeça dormir com Puck, eu só queria me agarrar com ele. Ele era, e ainda é, alvo fácil. Ele se agarra com qualquer coisa que usa saia. Então não foi difícil convence-lo a fazer isso.
*FLASHBACK UM *
Quinn se encontra com Puck enquanto ele sai do treino, enquanto Finn está passando um bom tempo com a Rachel.
-O treino hoje foi duro! Eu daria tudo para fugir da escola! Ou estar me agarrando com qualquer uma! –risos sarcásticos.
-Puck, você ainda vai se complicar com esse seu fogo! – disse Matt.
-Tipo o que?
-Sei lá, um dia você está tão animado que se esquece de... Ai você já sabe né? – Risos
-Sei claro que sei! Mas isso nunca vai acontecer!
-Sério?
-Meu próximo alvo é bem mais diferente dos demais.
- Quem seria?
-Eu não vou te falar, cara. Você vai me matar.
-Ela namora?
-Mais ou menos. Quer saber cara? Vamos esquecer tudo e cair na noite! Hoje é sexta!- Risos animados dos dois. Eles logo em seguida tiram as camisetas.
-Oi Puck!
-O-ooi Quinn!
-Cara, vou indo. Tchau Quinn!
-Tchau... Como é o nome dele mesmo?
- Matt, Fabray. Matt.
-Matt!
-O que você quer Fabray? Você sabe que o Finn tá com a Rachel. – Acontece uma pequena pausa. – De novo. Sabe, não é legal ele fazer isso com você. Se ele está com você, namorando contigo, ele não deveria ficar te trocando por ela. Isso não é legal com nenhuma das duas. Principalmente com ela. Ele fica iludindo a garota. Não que com você, não seja ruim nem nada, mas quando ele cansar dela, você ainda vai estar aqui.
-Não estarei não.
- Vocês terminaram?!
-Não. Mas e você? Como está? Solteiro?
-Sempre!- risos.
-Eu e você. Topa?
-Como é que é?! Você quer que eu traia meu melhor amigo? Com você?! Com uma loira ainda por cima?!
-Puck! Ele não me dá atenção, nem carinho nem nada! Ele me trocou pela Rachel. Rachel Berry!
-Uma ótima garota judia, por sinal.
-Puck!
-Olha Quinn, não rola. Eu não vou ficar com você. Isso é trair a minha amizade com ele e isso é errado.
-Ou a gente se agarra agora ou irei espalhar para todo mundo que você é gay!
-O que?!
-Isso mesmo que você ouviu! A-G-O-R-A!
-Quinn, isso não rola. É impossível! Eu gosto de outra.
-Quem? É melhor do que eu, por acaso?
-Ela é linda, da maneira dela.
-É a Rachel! Eu não acredito! Todos trocando a perfeita líder de torcida americana loira, por uma judia cafona?
-Sim. Ao contrario de você ela tem uma coisa chama caráter. E outra chamada alma. E um coração. Coisa que você jamais será capaz de ter.
-Puck eu não entendo você. Ela não é bonita, nem gostosa. E você precisa disso para viver.
-Talvez eu tenha mudado. Eu não sei o que deu em mim tá? Eu simplesmente gosto dela, e nada vai me afastar dela, Fabray. Nem você.
-Ela está com o Finn.
-Eu sei. Isso me mata.
-Fazemos o seguinte Puckerman: Nós ficamos algumas vezes. O Finn nos pega.
-Ai vocês terminam.
-Não, o Finn é bobo demais para isso. Ele vai se distanciar da judia gostosa, e ela ficará livre para você. O judeu babaca.
-Fechado. – Eles estendem a mão em forma de um aperto de mãos.
-Quando começamos?
-Que tal agora? – Ele a puxa pela cintura grudando seu corpo ao dela, se aprofundando num intenso beijo.
*FIM DO FLASHBACK UM*
-Nossa, o Noah nunca foi de perder tempo não é? –Exclama Emma!
-Nunca! – risos- Ele nunca foi bobo.
-Então, e a gravidez?
-Nós ficamos. Nem uma, nem duas. Foram várias ficadas. Achei que um mês daria, mas foram três meses e meio.
-Três meses e meio?!
-Sim. Na metade do segundo mês ele me disse que o plano não estava funcionando e era melhor desistirmos. Mas eu não queria. Eu estava apaixonada por ele! Eu o queria. Eu queria tê-lo só para mim. Sem planos idiotas, sem coadjuvantes tontos. Sem ninguém. Só eu e ele, no meu perfeito conto de fadas.
-Como seria esse conto de fadas?
- Eu e ele, num belo jardim, com um laguinho no meio, num belíssimo dia ensolarado, faríamos um piquenique, eu roubaria um beijo dele e sairia correndo, ele viria atrás me pegaria pela cintura, ele tropeçaria no próprio pé, cairíamos, e ele me ficaria me beijando até o anoitecer.
-Muito bonito Quinn. Já tentou escrever a respeito?
-Sim! Um milhão de vezes!
-Então, e a gravidez?
-Bom, eu me apaixonei por ele. E ele não estava mais tão interessado em mim assim. Não que um dia ele estivesse. Então o convidei para ir para a minha casa, dar uns amassos comigo. E o resto foi fácil: Eu dei um pouco de bebida a ele, ele ficou mais... Digamos... Animado. E deu no que deu: Dormimos juntos.
-E o fato de estar gorda?
-Foi uma desculpa minha. Eu fiquei dizendo isso algumas vezes, ele começou a pegar em mim para me provar ao contrario.
-Quinn, não era problema dormir com o Noah. E sim não fazer da maneira correta. E ele sabe fazer da maneira correta. A maior prova disso, é que a Santana nunca ficou grávida.
-Aposto que ela já abortou.
-Ela vem aqui toda semana. Ela nunca fez isso.
-Sério?
-Sim, continuemos com a sua história. Por que não fizeram da maneira correta?
-Eu o convenci que a minha religião não permitia.
-E ele caiu nessa?
-Ele estava bêbado. – Emma respira fundo e diz:
- Eu não sei o que lhe dizer Quinn.
-Não precisa dizer nada! Só saber que mais alguém além de mim sabe disso é ótimo! Eu me sinto tão bem!
-Mas Quinn, ele pareceu ser tão preocupado com você durante a gravidez...
- Ele estava preocupado com aquela bebezinha idiota! Não comigo!
-Quinn...
-Tem mais.
-Continue.
-Eu trai meu namorado, arruinei as chances do Puck com outra garota, fiquei grávida, arrumei uma garotinha para ele, achei que assim ficaríamos juntos, teríamos um laço pelo resto de nossas vidas, mas não! Ele nunca mudou, ele nunca me amou. Eu ganhei estrias, estraguei a minha vida e ainda sim, não estou junto ao homem da minha vida! Isso não é justo!
- Então é justo você ter arruinado a minha vida e me fazer chorar toda noite? — Elas escutam uma voz masculina vinda do fundo da sala.
-Puck...
-Sim Fabray. Eu escutei tudo. Como você pode? Acho que de todas idiotas que eu fiz, essa foi a pior. Escutar o que você disse.
-Puck desculpa, eu estava apaixonada por você!
-Eu ouvi! Não era mais fácil ter falado? Do jeito que eu estava desiludido, eu teria topado ser seu bonequinho por mais algum tempo.
-Não finja que não liga para o que sinto.
-Você ligou para o que eu sinto?
-Eu não acredito que você chora todas as noites pela Rachel!
-Não seja burra, Fabray! Eu choro pela Beth.
-Pela Beth? Pela aquela bebezinha?
-Ela é minha filha. Nossa filha.
-Não. Ela não é filha de nenhum de nós dois.
-Como pode dizer isso? Como você dorme a noite sabendo que você teve uma filha e nunca mais poderá vê-la?
-Você sabe que eu nunca a amei.
-E seu instinto materno?
- Eu não tenho. Meu único instinto é ficar com você. – Ela corre em direção a ela e o agarra.
-Me solta! – Ele segura suas duas mãos. – Eu nunca quis e nunca vou querer nada com você Fabray. Principalmente depois do que você fez. Sabia que eu venho aqui dia sim dia não para lidar com isso? Sabia que antes de dormir eu choro todas as noites pensando que eu nunca poderei coloca-la para dormir. Eu comecei fazer trabalho voluntario com crianças para ver se assim, eu melhorava minha vida, mas nem assim. Você arruinou minha vida para sempre. E eu quero que você se lembre disso pelo resto da vida. – Ele a solta e sai andando.
-Por quê? Por quê?- Berra ela enquanto chora.
-Nós somos os frutos das nossas escolhas, Quinn. – Diz Emma.
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