Quimera
9 Capítulo 8
Notas iniciais
*se protege dos tiros com o escudo do capitão America*
Filinha pra matar a tia Ruu-sama a direita por favor u-u-q
Desculpem pelo hiatos da fic, aconteceram alguns contra tempos, mas eles não justificam o atraso ;-;
Eu adorei as reviews q recebi nesse meio tempo *-*, vcs são umas lindas q quero apertar todas ♥
Não teria escrito esse capitulo sem o apoio de vcs
Ele é dedicado a miniminisan q me cobra sempre q pode xD
(eu disse q ia dedicar pra vc não disse? *-*)
Sei q vc é super ocupada e mesmo assim pedi pra vc ler antes, sorry ♥
Sem mais delongas, desculpem pelos erros.
Boa leitura
“Vadiavam pelos corredores da escola a espera do sinal para o inicio da aula, estava com um grupo de colegas que conversavam entre si animadamente, as vezes perguntando algo que não respondia. Sua mente vagava em recordações dolorosas, se sentia enganado, traído, oco... como se sua alma não habitasse mais aquele corpo.
Quem sabe ele não a tivesse levado, junto com os seus sentimentos tão puros e a admiração que nutria pelo mesmo, deixando apenas a amargura, a vergonha e o ódio. Coisas que não completavam o seu vazio, só o tornavam maior.
- Takanori, aquele não é o seu..- a voz emudeceu para seus ouvidos, tudo em volta não passava de um borrão, sua mente ficou em branco e uma breve vertigem fez com que cambaleasse discretamente.
Viu o rapaz 2 anos mais velho se aproximar, um sorriso simpático na face e um olhar astuto em sua direção. Sentiu medo por um instante, mas se recompôs, endireitando a postura com o queixo erguido, em um ar de impertinência característico seu.
Observou-o cumprimentar a todos com um aperto de mão no estilo “brother”, abraçando aqueles em que era mais chegado, apesar de estarem na mesma escola era raro alguns deles se encontrarem pelo campus, principalmente por ele ser o presidente do grêmio estudantil e estar sempre ocupado, também era bastante popular entre os kouhais e as garotas.
Franziu as sobrancelhas quando este chegou mais perto de si, abraçando-o pelos ombros com um sorriso divertido, seu corpo tremeu involuntariamente e teve que virar o rosto para esconder sua vermelhidão, ignorando o assunto que se iniciou entre eles.
Para todos ele era uma pessoa perfeita, sociável, talentoso, bonito, tempos atrás também achava isso, mas agora conhecia seu verdadeiro eu, sabia da real natureza daquele que se dizia.. seu...
- Tenshi vamos, o sinal vai tocar logo- um dos colegas que estava com ele anunciou, não tinha notado-o antes, o reconheceu como o tesoureiro do grêmio.
- Hai hai- fez um gesto de que já ia, descendo a mão que estava no ombro de Takanori para seus quadris, sentindo o nervosismo que transpirava de seus poros- Até mais ot..
Afastou-se, desaparecendo ao longo do corredor, por pouco o mais novo não caiu, devido a súbita fraqueza de seus joelhos causada por ele, seus amigos nem se quer prestaram atenção na cena, continuando a andar rumo a sala, seguiu-os de cabeça baixa, prendendo as lagrimas que se acumularam em sua visão.
Mesmo que quisesse se convencer de que seu coração estava acelerado por medo, de que seu corpo tremia por repulsa, de que suas lagrimas eram de raiva por não poder fazer nada contra ele, sabia que em partes aquilo era mentira, e que no fundo o amava, amava aquele homem tirano e sem escrúpulos, amava o seu..”
Deparou-se com a janela embaçada pelo ar-condicionado, a paisagem passando por seus olhos e a sensação de estar em movimento lhe causavam um leve enjôo, desencostou a testa do vidro, desligando o aparelho mp3 que carregava, olhou em volta apenas para confirmar que os outros também dormiam, voltando a se recostar na poltrona e mirar a janela novamente, já que não havia outra coisa para fazer.
Estavam na van a caminho da estação de radio, aqueles últimos dias haviam sido agitados e com bastante trabalho, por isso estavam todos exaustos, e apesar da ansiedade ainda conseguiam tirar uns cochilos, no seu caso bem conturbado.
- “Um sonho, ne ..” – a cada dia se via mais atormentado por aquelas lembranças, elas apareciam no sono ou como flashs enquanto estava acordado, se perguntava se era algum tipo de sinal para que desse mais atenção ao seu passado em vez de ignorá-lo.
Talvez aquelas lembranças fossem importantes, mas se era para fazê-lo fraquejar em seu objetivo, preferia continuar na ignorância, mesmo que fosse por se sentir preso aquela época que havia se metido em tamanha enrascada.
Estavam a poucos quarteirões do estúdio, logo os que dormiam foram despertando e os burburinhos se espalharam pela van, um Aoi sonolento reclamava agarrado as coxas do namorado, dizendo que da li ninguém o tirava, não até Uruha empurrá-lo sem delicadeza para fora de seu colo, fazendo com que rolasse pelo carpete até os acentos da frente, riu, assim como o resto da trupe que organizavam as coisas para saírem.
Um dos staffs se preocupou em verificar se o moreno estava ferido, já que este havia batido a cabeça e continuava imóvel com a cara no chão, por sorte –ou não- não era nada que ele não estivesse acostumado.
- Itaa isso arde!- se sentou em cima da batata da perna, esfregando o rosto que estava vermelho por ter arrastado na superfície áspera.
- Uruha, assim você estraga a aparência do nosso guitarrista, o marketing de um artista é o rosto, você sabe — Kai repreendeu de modo zombeteiro.
- Ele se recupera, vai levanta bebezão- bateu na cabeça do mais velho ao passar por este para descer da van.
- Você me paga!- correu atrás do loiro, que nem se quer se deu ao trabalho de desviar do ataque, segurando as mãos do outro em uma briga para medir forças.
- Que pirraça esses dois- pendurou a alça da mochila no ombro, ficando ao lado de Reiki que presenciava tudo com um sorriso humorado.
- É isso que traz alegria aos nossos dias Ruu-chan- apertou seu ombro amigavelmente, se juntando a Kai para ajudar a levar os equipamentos.
- Você também com isso de Ruu-chan?- resmungou de braços cruzados, vendo os dois guitarristas quase rasgarem as roupas no meio da luta- É.. sobrou pra mim..
- Acabou a palhaçada! Nada de nudez em publico, tenham um pouco mais de decência!- separou os dois pela gola da blusa, os soltando quando eles pararam de se debater- Ao trabalho, vão, vão, vão!
- Hai..- responderam contrariados, ainda rosnando um paro o outro até a entrada do estúdio.
- Tsc, fala serio- sorriu, podia parecer que eles se odiavam, mas todos sabiam que aquela era a forma deles demonstrarem afeto em publico.
- “Até que é eficaz, se todos essas brigas significarem amor, então eles se amam muito!”- riu, um certo incomodo tirando seu sorriso aos poucos, por alguma razão Reita lhe veio a mente.
Não sentiu a falta dele naqueles dias, como imaginava, o que estranhou foi ele não ter lhe mandado nenhuma mensagem naquele intervalo de tempo, do jeito que o universitário era pensou que não o deixaria em paz um segundo se quer, mas ele mal se manifestara, nenhuma ligação mensagem, email, nada.
- “Pra quem dizia que iria sentir tanto a minha falta”- fechou o cenho sem perceber- “Parece que se esqueceu de mim, quem sabe não conheceu alguém na cidade natal”- apesar da idéia ser oportuna, lhe trazia um mal estar ao peito.
- “Foda-se! Não me importo!”- bufou, dispensando um olhar ameaçador para um staff que passava na sua frente carregando um amplificador, assustando o pobre rapaz que quase caiu.
Iria extravasar seu recente mau humor nos vocais àquela noite.
~//~
- Otsukaresama!- eram cumprimentados pelos funcionários que encontravam no caminho, acenando e agradecendo enquanto falavam alto sobre a transmissão.
Havia sido apenas uma entrevista curta sobre Cockayne Soup e a musica que tocaram no estúdio, “Haru ni Chirikeri Mi Wa Kareru De Gozaimasu”, como esperado o furi pegou rapidamente entre o fãs que assistiam do lado de fora, que não eram muitos, mas estavam bastante animados, enchendo-os de entusiasmo.
Não só isso, ter sua musica transmitida para todo pais era estupendo para os rapazes, que saiam felizes e satisfeitos pela lateral do prédio para não chamarem atenção.
Estavam a caminho da van estacionada do outro lado, quando Ruki notou uma figura escondida pelas sombras da ruela se desencostar da parede, parou sendo deixado para trás pelos outros, um vergão em suas sobrancelhas, a figura parecia um homem, mas estava muito escuro para que enxergasse, até que este deu um passo em sua direção, ficando em uma área clara o suficiente para que o visse, seu coração se chocou contra suas costelas em uma forte palpitação, era Reita.
Não sabia o que sentir ou o que estava sentindo naquele momento, seu corpo estava paralisado e não conseguia respirar, deduziu que era pela surpresa. Forçou-se a relaxar, pensando racionalmente, vocalizando a pergunta que gritava em sua mente.
- O que faz aqui tão cedo?- foi frio e sucinto como sempre. No fundo estava um pouco abalado pela presença de Reita ali, mas não iria se deixar acometer por emoções estúpidas.
O maior que até então estava em silencio e distante se aproximou, ficando a poucos centímetros de um Ruki arredio.
- “Ele está mais alto?”
- Eu vim te ver, Ruki-san..- sorriu fraco, estendo os braços com a intenção de abraçá-lo.
Reita parecia diferente...de alguma forma, sua aura estava pesada, sedutora, quando a voz rouca encontrou a pele do vocalista seus pelos se arrepiaram, aquilo não era normal.
Não teve tempo de pensar muito antes de ter a cintura agarrada e a boca invadida com fúria e saudade, seu corpo sendo imprensado contra o do outro, que o apertava com uma força demasiada, não típica nem nos momentos mais quentes, a língua tocava todos os pontos de sua cavidade bocal, acariciando a sua própria, embebendo-o em saliva, deixando-o desnorteado e malditamente excitado.
Agarrou os cabelos um pouco abaixo da nuca, aprofundando o osculo que a muito não trocavam, não sentia os pés encostarem totalmente no chão, o que significava que ele realmente estava mais alto, descendo as mãos para seus braços percebeu que eles pareciam mais largos, como seus ombros e costas.
- “Não é possível que ele tenha mudado tanto fisicamente só em dois dias”- abriu os olhos que fechara por instinto, espiando-o entre o beijo, suas feições também estavam mais maduras.
Será que ele havia crescido enquanto estavam juntos e só percebeu agora por terem ficado longe? Devia ser isso.
Estava ficando roxo pela falta de ar, mas não queria parar, seus corpos imploravam por mais contato e quase se esqueceram de onde estavam, quase, por que o guitarrista moreno tratou de lembrá-los.
- Ruki, o que você ta..?- se calou ao ver a cena, o menor automaticamente empurrou Reita, dando passos oscilantes pra trás ao “descer” tão bruscamente, ambos se encarando ofegantes. Decidiu cair fora antes que a situação recaísse sobre si.
- Só não demore- falou, voltando a dobrar a esquina.O mais velho se recompôs, dando as costas em uma indicação de que iria para o mesmo lado que Aoi.
- Ruki-san!- chamou, seu peito repleto de receio, ele estava bravo?
- Esteja em minha casa à meia-noite. É melhor não se atrasar ou vou trancar a porta, e você não vai entrar até eu tê-lo perdoado por não ter entrado em contato comigo, entendeu? – sua voz era rígida, mas seu rosto estava corado- “Que merda eu acabei de falar?!”
- Hai!- o menor podia sentir o sorriso radiante de Reita lhe queimando as costas, tomando o mesmo rumo que os companheiros de banda.
O moreno esperava escorado na parede, fumando, estendeu um cigarro para Ruki, que foi prontamente aceito e aceso, a nicotina fazendo-o esquecer da gafe de segundos atrás.
- Então é ele seu novo amante? Não sabia que gostava de pirralhos- sorriu irônico, não estava constrangido por tê-los pego no flagra, era cara de pau demais pra isso.
- Ele não é tão novo, já tem 20 e é mais ativo que você- retribuiu a provocação, vendo com satisfação sua expressão mudar de irônica pra emburrada, com direito a beicinho e tudo.
- Hum! Duvido- murmurou ofendido.
- Não é tão difícil, afinal você é uke- riu, a face dele empalideceu.
- Como você sabe?! Quem te contou?!- chacoalhou-o pelos ombros, gritando.
- Ops- tampou a boca como se tivesse falado algo que não devia, mas não se importava de verdade.
- Foi o Kou não É?!! Aquele desgraçado! Eu vou matar ele! KOUYOU!!- saiu correndo até o loiro que estava na frente da van junto aos outros, pulando em suas costas e puxando seus cabelos, Uruha que foi pego de repente não conseguiu evitar nem se proteger, ficando assustado com o súbito ataque.
- Você está louco seu bastardo?!- tirou-o de suas costas, derrubando-o no chão, ele se levantou vermelho de raiva, agora o barraco tava armado.
- Não! Você está! Contou pra ele, você jurou que não ia contar e falou pra ele!- apontava o dedo na cara do mais novo que ficou ainda mais irritado.- Falou o que? Pra quem? Você pirou?!
- Você sabe!- pulou novamente em cima loiro, puxando-o pela camisa e derrubando-o no chão, assim como havia feito consigo.
Ruki presenciava a briga de longe, dessa vez o estopim fora ele. Não se sentia culpado, sinceramente estava se divertindo!
- “Reiki tinha razão, isso me alegrou!”- riu, se aproximando do casal encrenca numero um do Gazette.
~//~
Depois de deixarem a radio e passarem em um bar para descontrair, foi deixado na entrada do seu prédio. Tomou um banho, tirando o resto de maquiagem que restara em seu rosto, vestindo um roupão da mesma textura que uma toalha, era desnecessário vestir roupas se iria ficar nu logo.
Pegou uma latinha de cerveja na geladeira, tomando um gole antes mesmo de fechar a porta, tinha mania de pensar com a geladeira aberta,se distraia olhando para a comida congelada e o ar frio o ajudava a espairecer, fechou quando o eletro começou apitar, indo pra sala.
Faltavam poucos minutos para meio-noite, estava tão cansado que pensou seriamente em trancar a porta antes que desse o horário.
- “Ele ficaria choramingando do lado de fora o resto da noite, como um cachorrinho abandonado”- sorriu, sentando-se no sofá para esperar, se isso acontecesse não conseguiria dormir, e também... o beijo de mais cedo havia despertado seu libido.
Sentiu o baixo ventre fisgar, um arrepio acompanhado de calor passando por todo o seu corpo ao lembrar-se do quanto o maior parecia necessitado, dobrou os joelhos apoiando os pés na borda do sofá com as pernas abertas, deitando o pescoço no encosto com um dos braços também sobre este, descendo a mão livre para o meio das pernas.
- “O que faria se eu começasse sem você, Reita?”- sorriu enviesado.
Envolveu os dedos curtos em seu membro semi-ereto, a mente turva pela bebida se confundindo ainda mais com o prazer, o calor que aflorava dentro de si escapava por meio de ofegos, derretendo sua sanidade, escorregou no estofado, encolhendo os joelhos, a mão que ainda segurava a latinha estava largada ao seu lado, amassando-a quando tocava em seus pontos sensíveis.
Em sua imaginação, os dígitos que o acariciavam não eram seus, e sim aqueles que o seguravam poderosamente mais cedo, grossos, ásperos e quentes. Apoiou os cotovelos na base do sofá empinando os quadris, a face enrubescida tanto pelo álcool quanto pelo desejo, estava mesmo se masturbando pensando em Reita?
- “Vergonhoso!”- pressionou a fenda do falo com o polegar, comprimindo a glande e friccionando-a.
- Ah! Aaa ..- mordeu o lábio inferior, não para abafar os gemidos e sim por que gostava da sensação, tomando um gole da cerveja que desceu como acido por sua garganta, todo o seu interior fervia como se a água de seu corpo estivesse em ebulição.
Do lado de fora do apartamento Suzuki havia acabado de chegar, estava um pouco nervoso apesar de não fazer nem 3 horas que eles se viram, o vocalista tinha esse poder sobre si, bateu na porta esperando algum indicio de que pudesse entrar, o que não aconteceu, repetiu o ato pacientemente prestando atenção em qualquer barulho que viesse do cômodo.
Seu peito pulsou e um calafrio lhe correu a espinha. Tinha ouvido o que pensou que ouviu?
Abriu a porta com cuidado, espreitando por uma fresta a sala compacta, tendo a visão do traseiro de Ruki virado em sua direção, sendo a vez do seu membro pulsar. Entrou, fechando a porta de costas, tirou o tênis andando cautelosamente até o menor, a cada passo que dava até ele, mais sua excitação crescia.
Se livrou do casaco e da blusa, amparando um dos joelhos no móvel, ficando por cima do vocalista sem encostar neste, ainda, ele estava tão entretido se tocando que não havia notado sua presença. Deslizou a mão pela coxa robusta até o quadril, sentindo seus músculos se tencionarem.
- Tadaima, Ruki-san- sorriu, depositando um beijo entre seu pescoço e ombro.
- Re-Reita?- olhou-o de lado, surpreso e constrangido – não tanto quanto a situação lhe pedia- como não havia ouvido ele se aproximar e naquela posição?!
- Se soubesse que estava tão carente teria vindo antes- se aconchegou atrás dele, escorregando a palma pela curva do seu tronco, alcançando os mamilos eriçados, atiçou um deles beliscando-o de leve, desarmando qualquer argumento que o menor tivesse.
-Idiota..- foi tudo o que conseguiu dizer mediante as caricias do maior, teve o roupão tirado afoitamente, sentindo o peito desnudo dele colar em seu dorso, a pouca troca de calor que o contato lhe proporcionava deixava-o ansioso por mais, ser tocado por ele era tudo que queria no momento.
Sua mão que em nenhum momento parou a masturbação foi substituída pela de Reita, um urro de satisfação escapando de seus lábios sem pudor, ele massageava-o habilmente, apertando seus testículos e fazendo movimentos rápidos em seu falo, com uma atenção especial a glande.
Arranhava a capa do sofá, esmagando a latinha a qual o liquido transbordava algumas vezes, os lábios que até então se deliciavam com seu pescoço subiram para sua orelha direita lambendo os piercings que haviam ali, uma área erógena sua.
- Aaa..hnn..Rei..- ondulava os quadris contra a mão do outro tornando ato mais alucinado, fechando os olhos e tombando a cabeça pra trás.
- Eu senti tanta saudade Ruki-san- contornou o interior de sua orelha, a voz grave eriçando-o.
- Hum..foram só dois dias..- inclinou o pescoço querendo mais daquela caricia.
- Mas você está bem sensível- riu baixo, mordiscando uma das argolas e puxando-a de leve, arrancando mais um gemido agudo do menor.
- Ah.. cala boca seu..hum- resmungou um palavrão irreconhecível pelos gemidos, sentindo a boca abandonar sua orelha e suas costas ficarem descobertas, olhou pelo meio das pernas o que Reita iria fazer, seu rosto enrubesceu ainda mais e foi impossível controlar o grito.
- Ahhhhhhhhhhhh.. não..Reitahh.. aí não..aaa..- ele mordia o interior de suas nadegas, circulando a pequena entrada com a língua que se reteseu, excitando o mais novo, lambeu o começo do escroto, chupando a pele fina enquanto instigava o orifício com o polegar, esfregando-o e penetrando-o, mas rapidamente se retirando dele, o que fazia com que “piscasse” pra si.
- PA-pare .. isso não.. hmm- saliva escorria de seu queixo, não conseguia fechar a boca nem para engoli-la de tantos ruídos que saltavam de sua garganta, estava enlouquecendo.
- Por que?- parou por um momento, apenas para ouvir o que Ruki teria a dizer.
- Porque..- pegou fôlego, virando a cabeça com dificuldade para vê-lo- Eu vou gozar..
O semblante lascivo de Ruki fez sua ereção confinada pela calça dobrar.
-“Completamente violável” – apertou uma das nadegas entre os dedos, deixando vergões vermelhos na tez clara, lambendo-a em seguida- Não é isso que quer?
- Nã-ao tão..ah.. depressa – era complicado falar, até porque os movimentos em seu membro não pararam, pelo contrario, continuavam ágeis e entorpecedores.
- Está bem- voltou a se posicionar em cima dele, pegando a cerveja e enchendo a boca com a bebida, devolveu a lata distorcida para o mais velho, que inclinou o rosto em sua direção, os lábios entre abertos esperando o beijo que viria.
Invadiu mais uma vez a boca do vocalista, dividindo o liquido amargo com ele, que se misturava com a saliva doce de ambos e fervia em suas papilas gustativas, as cabeças e línguas se moviam sincronizadas para que o osculo se tornasse profundo e luxurioso, as vezes os lábios se acariciavam sutilmente, aproveitando a maciez um do outro, para então os músculos úmidos voltarem a se encontrar.
Ruki sentiu seu ventre se contrair e uma energia gostosa percorrê-lo, seu orgasmo estava próximo, até que Reita parou apertando-o centímetros abaixo da glande, impedindo seu ápice.
- Ah! Não.. não pare- reclamou manhosamente.
- Mas você disse que não queria gozar- sorriu astucioso.
- Mas agora eu quero!- retrucou aborrecido, querer gozar e não poder era doloroso!
- Então peça- Ruki bufou, voltando o rosto para o outro lado, sabia que ele resistiria, era isso que tornava as coisas divertidas. Comprimiu seu falo, arrancando-lhe uma careta e outro grunhido, não tinha outra opção.
- Por favor, Reita- deixou as faces próximas o suficiente para que seu nariz roçasse com o dele, puxando os fios loiros com um pouco de raiva- Faça-me gozar.
- Bom garoto- beijou seu pescoço- Não foi tão difícil, não é?- riu da expressão contrariada dele, ficou na frente de seus glúteos, inserindo dois dedos em seu orifício, alargando-o com estocadas lentas e curtas, abriu os dedos introduzindo a língua entre eles, a saliva escorrendo para dentro do canal estreito.
- AH! Aaaaah..- mordeu o nó do indicador angustiado, o estimulo em seu membro havia continuado, e com tantas partes do seu corpo sendo acariciadas ao mesmo tempo,não ia suportar.
Acelerou os movimentos em ambos os lados, querendo proporcionar o clímax do menor, que alguns segundos depois se derramou em sua mão, com um longo e alto gemido, formando um arco com a coluna. Assim que os espasmos do orgasmo passaram este despencou no estofado, deixando cair a lata de cerveja.
- “Droga, vai manchar”- suspirou, não sentia as pernas e sua cabeça girava por causa do álcool em excesso. Queria ficar ali e dormir, mas isso não seria possível. Foi erguido pelo mais alto – agora bem mais alto — que carregou-o até o quarto.
- Me coloca no chão, hum.. eu consigo andar- falou meio mole, a altura só o deixava mais tonto.
- Nem pensar, mal consegue falar quanto mais andar- riu, deitando-o na cama com esmero, não sabia se Ruki era incrivelmente leve, ou se tinha ficado mais forte.
Tirou a calça e a roupa intima, aliviado por estar finalmente liberto, massageou o falo dolorido por não receber atenção, afagando a bochecha do outro loiro que estava de olhos fechados, claramente sonolento.
- Ruki-san, abra os olhos- sorriu docemente ao ser atendido- Me desculpe, mas eu estou mesmo muito excitado- beijou seu colo, ombros e peito tentando desperta-lo.
- Tudo bem- falou desdenhoso como se não quisesse aquilo também, levantando sua face para olhá-lo- Você conseguiu me acender aqui embaixo, então termine o que começou.
- Sim senhor- selou os lábios em um beijo mais calmo, mas não menos luxurioso. Assim que o ar faltou, Ruki virou de bruços, ficando na mesma posição de antes.
Segurou as ancas com firmeza, respirando fundo antes de encaixar a ponta do falo no circulo rosado, atravessando a barreira que não esperava encontrar, já que o menor sempre fora muito receptivo, conseguindo penetrar apenas até a metade, o aperto em seu órgão sendo quase insuportável se não fosse tão maravilhoso.
- Ahn Ruki-san, relaxe- sentia que o outro estava tenso e mesmo sendo tentador, não se moveria até ele permitir.
- E-eu..estou..eu estou relaxado imbecil! Ah!- agarrou a própria cintura, suas pernas tremiam e claramente não sustentavam seu peso.
Estava doendo! Após anos de sexo anal pensou que tivesse se acostumado completamente com a dor, mas aquilo estava realmente doendo, e só tinha uma explicação.
- Hum.. eu não aguento, eu vou enfiar tudo- avisou em uma voz rouca e controlada, iria explodir se não se movimentasse.
- E-espera, já não est- um grito mudo impediu que continuasse a frase, sentia o sexo quente rasgar-lhe as pregas, chegando tão fundo que tinha certeza que em um minimo movimento alcançaria sua próstata.
- Hmmmm…isso..ahh Ruki-san- deitou a testa suada em sua costas, conhecia o interior do vocalista como a palma da sua mão, mas daquela vez ele estava tão apertado e quente, que tinha medo de ter um orgasmo precoce.
- Que..- tentou controlar a respiração para se acalmar, mas a dor era excruciante- Que merda de bomba você tomou Reita?!
- Hã? – demorou um tempo para entender a pergunta, sua mente estava turva pelo imenso prazer, mas assim que compreendeu deixou escapar um sorriso orgulhoso.
- Engraçado né? Eu pensei que essa parte não pudesse crescer mais- espalhou beijos em sua nuca para dispersa-lo da dor.
Ruki corou meio desconcertado, então ele estava mesmo maior ali! Tomou coragem e se permitiu rebolar levemente, sabia que ia doer de qualquer jeito então tinha que se acostumar o quanto antes.
Reita captou a deixa, se retirando devagar e entrando em uma estocada direta, iniciando o movimento básico de vai e vem. Não demorou para que o mais baixo se habituasse, separando mais as pernas e inclinando-se pra frente até que os ombros encostassem no colchão, nem o travesseiro conseguindo abafar seus gemidos.
A dor não havia passado, longe disso, aumentava a cada estocada, mais viril e precisa, obrigando-o a acolher o corpo que o infligia, mas era um masoquista, depois do incomodo inicial aquela mesma dor se tornava viciante, o principal objeto de seu prazer, sabia disso, por que já tivera sexo violento inúmeras vezes.
Porém, Reita fazia aquilo ter uma proporção diferente, mais devastadora. Talvez a forma de tocá-lo, a forma como se arremetia em si, como seus gemidos soavam bem nos ouvidos. Por causa dele sentia tudo arder e queimar, como se larva derretida corresse em suas veias e não mais sangue, naquela noite em especial, isso estava bem mais perceptível, e simplesmente não sabia o porquê.
Sua próstata foi logo atingida, como pensou que seria e o prazer dobrou para ambos, Ruki contraia seu canal, tornando-o mais estreito e delicioso para Reita, a força posta para mantê-lo erguido deixando marcas roxas no quadril do menor, o atrito das peles se roçando causando pequenos choques.
Embrenhou a face por entre os cabelos do vocalista, procurando a orelha enfeitada e tão sensível, prendeu o lóbulo com o alargador entre os lábios, sugando e envolvendo a língua na jóia prateada.
- AH..Aah..hnm..- se contorceu, puxando os lençóis desordenados, seus olhos estavam úmidos de prazer, a ponto de transbordarem em forma de lagrimas, se sobressaltou com aquilo, estava chorando?
Passou a mão na bochecha, confirmando sua suspeita, abismado. Não chorava fazendo sexo desde que perdera a virgindade, e não seria hoje que isso aconteceria.
Limpou o rosto na fronha, apertando os olhos para que elas parassem de vir, mas qualquer esforço era inútil, as engolfadas o enfraqueciam e obstruíam seus pensamentos, mas não permitiria que Reita o visse assim, indefeso, totalmente perdido naquele prazer infame.
- Hum.. Ruki-san está tão molhado...- o maior sussurrou em sua orelha antes abusada, realmente conseguia sentir uma coisa viscosa escorrer em sua ante perna, mas não dava a mínima para o que era, escondendo o rosto como podia, tendo que levantá-lo algumas vezes para não sufocar com os próprios gemidos.
Seu falo, que não lembrava quando havia endurecido de novo, foi agarrado pelo de faixa, causando mais ondas de prazer por todo o seu corpo, o ritmo delirante em que se moviam os cegavam até deles mesmos, o som das molas do colchão reclamando e do estrado da cama cedendo indicavam que talvez ela não sobrevivesse até o final, eles estavam perto.
Reita abandonou o membro do outro, entrelaçando as mãos com as dele, e com duas estocadas longas e lentas veio o orgasmo. Caíram exauridos um por cima do outro, mas o peso do maior não permaneceu muito tempo sobre Ruki, e nem veio abraçá-lo como sempre, intrigado se esforçou para olhá-lo por cima do ombro, a compreensão sendo imediata.
- Hey, Reita, eu pedi pra parar? Eu não gemi? Não gozei? Então não faça essa cara, não combina com você- se virou de frente para ele, uma pequena careta deixando transparecer o enorme desconforto que estava sentindo. Ele estava com a fronte franzida e os lábios espremidos, em uma expressão de choro nítida.
- Mas.. mas..- cerrou os olhos fortemente- Mas você esta sangrando Ruki-san!- falou alterado, as lagrimas já brotando de seus olhos.
- É só um detalhe, não é como se eu fosse morrer- ele contorceu a face, caindo em prantos, se jogou em cima do mais velho abraçando-o forte, mas não tanto para machucá-lo.
Sentia-se o pior, chorar como uma criança nos braços de Ruki, sendo ele quem tinha motivos pra tal.
- Desculpe, por favor me perdoe Ruki-san- afundou a cabeça em seu peito, desejando que o calor daquela região o engolisse.
- Não seja dramático, não estou culpando você de nada- suspirou, afagando o coro do maior, mas este parecia não ouvi-lo.
- Por favor não fique bravo, não me odeie- repetia grudando-se mais nele, mesmo que Ruki dissesse aquilo, não ponderava direito, tudo que conseguia pensar, é que precisava ser perdoado.
Desistiu de falar qualquer coisa, se resumindo em fazer carinho em suas costas e cabelo, afim de acalmá-lo. Perguntava-se por que agüentava tudo aquilo, se nunca fora paciente com nada nem ninguém, se nunca foi do tipo que consola, nem aninha, por que não mandava Reita pastar de uma vez?
- Eu te amo, então por favor não me odeie, por favor..- Ruki ficou terrivelmente serio, segurou-o pelos ombros, tentando empurrá-lo, mas quando esse percebeu sua intenção se colou ainda mais em si, estava dolorido demais para tentar lutar contra a força anormal do baixista, então preferiu esperar ele se acalmar.
Reita continuou repetindo aquelas mesmas palavras cada vez mais baixo, e sabia que agora podia afastá-lo, mas não o fez, ao em vez disso devolveu o abraço, voltando a afagar seu cabelo, resignado.
Em outra situação teria o atirado de lado sem pensar duas vezes, aproveitando para esmagar seus sentimentos e humilhá-lo, terminando de vez com aquele jogo.
Mas.. senti-lo tão frágil, estremecendo e soluçando, encharcando-o com seu choro, era...aborrecedor, sim de fato, ouvi-lo confessar seus sentimentos tão desesperadamente era no mínimo ridículo, mas... mexia consigo, Reita.. mexia consigo, e não queria dar segundos sentidos para o que a palavra “mexer” significava.
- Eu não te odeio, idiota- falou sem ter certeza se ele havia ouvido, seus soluços tinham cessado a um tempo, e ele não emitia nenhum som, provavelmente estava dormido.
Aquilo estava se tornando perigoso, se afundava naquela relação de boa vontade, não se reconhecia, aquilo não condizia consigo, não era mais o mesmo.
- “O que você fez comigo, Reita?”
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Notas finais
Sim, essa autora vai parar de ser negligente com sua unica obra relevante e pegar firme nas atualizações
Pra isso eu preciso da ajuda de vcs, pq sou um serzinho carente movido a reviews u-u.
Não to em posição de fazer chantagem e nem cobrar, só gostaria q por gentileza, mandassem as suas opiniões e me deixassem um pouco mais inspirada a escrever isso aqui.
Temos 6 assassinatos, mistérios e passados em incógnita e um fim que ao meu ver será macabro 8D, por isso não desistam de mim ;-;
Agora, reviews? *3*
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