Quimera
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Demorei um bucado né? >_
Sorry ;-; podem me matar, mas aguentem as consequencias depois.
Boa leitura.
Capitulo 9
Um clima agradável se espalhava por toda metrópole, após uma temporada intensa de chuva a atmosfera ficou arejada e o céu límpido, livre para que as estrelas e a lua brilhassem com toda a sua glória.
Isso de nada interessava o jovem loiro, que preferia olhar as vitrines a admirar a noite, procurando por anúncios de promoção. Parou em uma loja de doces, observando mais atentamente a grande caixa de bombons em formato de coração que estava amostra, fazia praticamente dois meses que ele e Ruki se “relacionavam” e sentia que deveria comemorar, afinal não era qualquer um que ficava mais de um mês com o baixinho.
Teve vontade de comprar a caixa, mas desistiu imaginando a reação de Ruki, provavelmente falaria algo como “não sou seu namorado” e jogaria os doces fora ou os esfregaria em sua cara! Apostava na segunda opção.
Mais a frente encontrou a Starbucks Coffee ainda aberta, Ruki não gostava de café, mas apreciava o cappuccino daquele lugar, já era alguma coisa. Pediu duas da bebida pra viagem, voltando a caminhar rumo ao apartamento do menor.
Conforme adentrava as ruas, se distanciando da avenida movimentada, o cenário mudava gradativamente, calçadas não tão límpidas e becos fétidos cruzavam o seu caminho, em um deles um bêbado lutava para ficar de pé, usando as paredes que exalavam urina como auxilio.
Deteve-se na frente do beco, braços que se assemelhavam a tentáculos enlaçaram seu pescoço e uma presença conhecida se apoiou em suas costas, a respiração arfante da criatura se chocando em sua orelha, continuou sem reação.
- Podre..- a voz era distorcida e vulgar como o ser que o abraçava- uma alma podre e deliciosa...de ela para mim- concluiu com um gemido que intencionava ser sedutor, mas que para Reita soava asqueroso.
Deu uma boa olhada no bêbado, gravando suas feições antes de dar um passo para fora daquele lugar, desprendendo-se do enlaço que o envolvia.
Atravessando mais uma quadra chegou ao prédio, após pegar o elevador e esperar 5 minutos para que esse parasse no andar indicado finalmente estava na porta do apartamento. Bateu nesta por educação já que tinha liberdade para entrar quando quisesse, contanto que o outro soubesse que viria. Não achava seguro ele deixar a porta destrancada, mesmo o mais velho insistindo que o lugar era seguro.
Seu pulso acelerou de ansiedade ao ouvir a porta ser aberta.
- Konbawa Ruk- mal terminou a frase e foi arrastado para dentro do cômodo, sendo imprensado contra a parede ao lado da entrada, seus olhos se fecharam automaticamente pelo impacto, logo voltando a se abrir.
- Ru-Ruki-san?- chamou intrigado, o menor segurava as laterais de sua blusa prendendo-o a parede, os olhos cintilavam de uma forma estranha e ele pressionava o joelho entre suas pernas, vestindo apenas uma camisa de botões florida.
- Fica quieto e me come que hoje estou com um fogo infernal- atacou a boca do maior, abrindo espaço entre os dentes e a língua adversária. Reita correspondeu prontamente, iniciando uma batalha entre elas de posse e território, onde uma queria tomar o espaço da outra.
- E quando você não esta?- falou em um tom humorado e malicioso que aprendeu a ter nessas horas.
Trocou as posições, soltando o embrulho com as bebidas, não se importando do destino que elas teriam nem do estado que estariam depois. Ergueu as pernas do outro para que pudesse ficar entre elas, subindo as mãos para os glúteos desnudos, apalpando-os com vigor.
- Hum! Cala boca e mete em mim! Ou não ficou duro ainda?- deixou os braços por cima de seus ombros, cruzando as panturrilhas na altura de sua cintura.
- Preciso de um pouco mais de estimulo- sorriu, abrindo o sinto e a calça com uma mão só — pois a outra segurava Ruki- abaixando o pano até ter o membro semi rígido amostra, com a mesma mão começou a estimular ambos, movimentando os quadris em um ensaio do coito.
- Ahh..- se inclinou agarrando o dorso de sua blusa, o rosto encontrando um lugar confortável na curva do pescoço.
Os falos se esfregavam desinibidamente, os movimentos de sobe e desce a qual os tórax também eram submetidos faziam com que o pano que os cobria friccionasse na pele suada, e mesmo que aquilo tudo fosse muito gostoso, havia algo bem melhor e não queria mais adiar.
- Reita.. Reitahh- afastou-se o mínimo para olhá-lo, segurando seu punho para que parasse de masturbá-los.
- Já entendi- riu, se divertindo com a urgência que Ruki desejava o ato. Segurou o começo de suas coxas, separando bem as nadegas para se encaixar ali, e com uma única investida penetrou o corpo pequeno até o limite, controlando a respiração para que não se apressasse e se mexesse antes do devido, o ar passando entrecortado por seus lábios.
- Ahhhhhhhhhhhhhh- apertou os dígitos no tecido, prendendo-se a ele como um felino.
- “Maldito transtorno de crescimento!”- aquilo doía, mas era aquela dor que proporcionava seus momentos de paz e ainda desordenava-o completamente.
-Ah..Ruki-san.. você hum.. você é magnífico..- gemeu, sem conseguir resistir de rebolar dentro dele, acostumando-o com o volume demasiado, o menor relaxou os músculos, se contorcendo sobre o falo, excitado com a onda de prazer que percorreu sua espinha, precisava de mais.
- Aaa...Rei..por favor..me..hum!- uma forte estocada cortou seu pedido obsceno, os movimentos iniciaram acelerados, com os quadris ondulando um em busca do outro em uma dança libidinosa e frenética.
Reita deslizou as mãos pela cintura delgada, delineando seu abdômen com os dedos, queria tocá-lo melhor, e sem pensar duas vezes arrebentou os botões de sua camisa.
- Ah! Que merda Reita.. eu gostava dela!
- Então devia ter aberto antes- sorriu, passando o braço por suas costas para que a pressão contra a parede não fosse tão bruta.
- Ah é?..- pegou a gola da camisa dele, rasgando-a sem hesitar.
- Hey! Era nova..-riu, não tinha ficado chateado, mas entrara na brincadeira.
- Você..que começou..- sugava o ar enquanto falava para manter o fôlego.
O baixista teve uma idéia maldosa, segurou-o por trás dos joelhos levantando suas pernas em um único movimento, deixando seus pés suspensos no ar, se Ruki não fosse flexível teria distendido um músculo.
- AHH!- jogou a cabeça pra trás, atitude frustrada pela construção que os sustentava, lhe rendendo uma dor horrível no crânio, mas que era nula comparada à sensação de ser dividido em dois. Aquela nova posição fazia com que Reita alcançasse o mais fundo de si, era delirante.
- Ruki-san..- encostou a testa na dele, acarinhando seu rosto que fumegava, fascinado e ao mesmo tempo preocupado com sua expressão.
- Ruki-san não chore..- ele cerrava os olhos com força, mas podia ver que estavam úmidos.
- Eu não vou chorar seu...cretino..Ah!- uma investida, ele recomeçara a se movimentar- Desgraçado..idiota...canalha..- a cada estocada vocalizava um xingamento, se recusava a chorar novamente naquela condição, mesmo que a vontade viesse sempre que o prazer era demais para suportar.
- Seu..- foi calado por lábios afoitos, em um beijo tão voraz quanto todo o resto, com seu membro se esfregando na barriga do maior, uma das mãos dele apertando seu glúteo, suas pernas doloridas por ficarem suspensas por muito tempo, e seu interior sendo empalado pelo falo duro e ardente.
- Eu.. Ruki-san eu..- o vocalista tampou sua boca com a própria novamente, imaginava o que ele iria dizer.
- Não fala nada..só goza em mim..goza em mim Reita..- as engolfadas ficaram mais fortes, as faces não se desgrudaram trocando ofegos e selos ligeiros, sem demora o orgasmo os atingiu, devastando seus corpos e mentes. Reita ainda conseguiu se manter firme, escorregando com Ruki em seu colo até o chão.
Desceu suas pernas com cuidado, saindo dele igualmente para não feri-lo, ficaram naquela posição alguns minutos, até a adrenalina se diluir e os pulmões buscarem ar com a mesma calma de outrora. Reita foi o primeiro a se levantar, jogando o que sobrou de sua blusa no lixo.
Por sorte os copos estavam em um suporte e graças a isso caíram em pé, colocou o saco de papel na mesa da sala, pegando uma bebida pra si e a outra para Ruki que continuava no mesmo lugar, sentado no piso encostado a parede.
- Você esta bem?- entregou o copo para ele, tomando um gole do seu.
- Estou..- levou a borda com um furo aos lábios, sentindo o gosto doce e já frio do cappuccino.
- Você estava meio apressado hoje, aconteceu alguma coisa?- insistiu, sorrindo de lado.
- Coisas do trabalho- respondeu dando de ombros, aquilo não era totalmente verdade, sinceramente, não era nada verdade.
Outra coisa estava o afligindo, ela tinha 1,72 e estava recostada no batente da porta que dividia a sala da cozinha, seu nome era Suzuki Reita – era o que ele dizia – estudante de fotografia da Universidade de Arte de Masashino*, 20 anos recém completos, sensível e tímido quando não acostumado ao ambiente.
Há dois meses mantinham uma relação de sexo casual, até então tinha o controle sobre a situação, sobre ele e sobre si mesmo, porém, recentemente aquele quadro andava se revertendo, e muito.
Desconhecia o que havia acontecido em sua cidade natal, mas seja lá o que fosse Reita estava imanipulável, nenhuma provocação sua funcionava, constrange-lo como antes era impossível. As injurias eram respondidas com sorrisos, tentativas de fazê-lo corar eram quase convites para sexo, ele se tornara um adulto rápido demais e não conseguia lidar com isso, o pior, estava seduzindo-o de uma forma que era difícil escapar.
- Esta com fome? Quer que eu prepare alguma coisa enquanto você toma banho?
Fitou-o de esguelha, o peito descoberto mostrava um físico bem mais desenvolvido do que o garoto que conheceu na loja de CDs.
- Quero sim, não demoro- disse enfim se levantando, indo ao banheiro para se lavar.
O maior suspirou adentrando a cozinha, não sabia se era impressão, mas Ruki parecia um tanto apático aqueles dias, como se escondesse algo, bem.. sabia que ele escondia muitas coisas, mas daquela vez ele estava distante e temia que tivesse haver consigo ou com ele.
Pegou alguns legumes na geladeira e uma faca de açougueiro, cortando-os em cima de uma tabua de madeira.
- Ele vai se livrar de você..
Fez uma careta, sabia que cedo ou tarde o vocalista terminaria o que tinham, só esperava que demorasse um pouco mais para que pudesse abrir o jogo quando isso acontecesse. Não permitiria que seu precioso Takanori parasse nas mãos daquele homem de novo.
Fincou a faca na madeira, um olhar vago e sombrio em seu rosto, sua mente viajando anos atrás em memórias antigas, mas nunca enterradas, um filete de cólera crescendo em seu âmago até a presença de Ruki trazê-lo de volta ao presente.
- Não acabou ainda?- apesar de agressiva a pergunta não representava cobrança e sim curiosidade.
- Não, desculpe- sorriu sem jeito, vendo-o pegar uma faca e se postar ao seu lado, ajudando-o a cortar os condimentos.
Olhou-o de canto um pouco feliz com aquela aproximação, a conversa que sucedeu foi bastante proveitosa, falaram sobre seus dias e certas desventuras de Ruki no trabalho, o baixinho gostava de reclamar e isso com Reita podia fazer a vontade, já que o outro nunca mandava ele ficar quieto ou coisa parecida, ele gostava de ouvir o menor e se divertia com seus comentários.
Mexia a panela com o ensopado enquanto Ruki cortava as cenouras, experimentando o caldo para averiguar o sabor, faltava um pouco de sal.
- Taka me passa o-
- Não me chame assim!- gritou, apontando a faca para ele que se inclinou pra trás assustado — Eu não te dei esse direito! Jamais me chame assim!
- Es-esta bem- gaguejou nervosamente, confuso com aquela reação repentina.
- Eu.. só queria te chamar de uma forma mais intima..- confessou, Ruki pareceu se acalmar, percebendo que tinha exagerado.
- Faz o resto sozinho- largou a faca na tabua e foi pra sala, sentando-se no sofá. Uma palavra...nem isso uma abreviação do seu nome, como tão pouco podia abalá-lo daquele jeito?
- “Taka...Taka!...Takaah...Taka..”- a voz dele se propagava em sua mente, sussurrando, berrando, gemendo, falando, se infiltrando como uma infecção. Tampou os ouvidos, tentando desesperadamente abafá-la.
- A cada dia mais lunático não é Ruki?- Kyo se materializou diante de si, estranhamente a voz irritante do demônio conseguiu neutralizar aquela em sua cabeça.
- O que você quer Kyo?- olhou-o com impaciência, seu tom soando tão obscuro quanto o dele.
- Percebi que está em duvida sobre dar um fora ou não no garoto- indicou a cozinha com a cabeça, dando ênfase a quem se referia mesmo que estivesse obvio.
- Então.. eu vou te ajudara decidir..- apoiou as duas mãos no sofá, cercando o outro que envergou as sobrancelhas, desconfiado.
- Destrua-o..- se curvou para mais perto dele- Humilhe-o, faça-o com que te odeie, vai ser o melhor a fazer antes que ele te atrapalhe.
Fechou o cenho, sabia que Kyo estava certo, aquele era o único jeito de fazer Reita desistir de si, mas não queria concordar.
- “Não quero magoá-lo”- sorriu internamente, jamais imaginou que pensaria isso um dia. Estava preocupado com alguém?
- Atrapalhar em que? Eu cumpri com o meu dever muito bem até agora, com Reita ou sem Reita.
- Pode ser, mas se tivesse que escolher entre o seu cadáver e o pirralinho ali, escolheria ele.
- Acha que eu desperdiçaria sete anos de massacres por um parceiro de foda?- zombou.
- Como se aquelas pessoas importassem pra você, mataria o dobro se fosse necessário- ele desviou o olhar, sem argumentos para contrariá-lo, abriu um sorriso monstruoso.
- Acho que você não sabe, por isso vou te avisar- o humano voltou a fita-lo, interessado no que tinha a dizer e perturbado com a aproximação de seus rostos.
- Se você cogitar em quebrar o contrato, ele será anulado – apanhou seu pescoço, constatando com um prazer sádico que seria fácil quebrá-lo- E eu vou devorar você...em todos os sentidos.
O estomago de Ruki embrulhou em ânsia pela ameaça, cravou as unhas em seu antebraço, furando parcialmente a pele com a força empregada, Kyo o soltou por resposta a dor.
- Vai sonhando- cuspiu as palavras com escárnio, massageando a região lastimada. O demônio praguejou em uma língua estrangeira, se desfazendo em fuligem.
Pulou do sofá, andando de um lado pro outro agoniado com a raiva e frustração que germinavam em seu interior, tentando descontar a ira derrubou um vaso que estava na mesinha de centro, este fez um barulho estridente ao se chocar com o chão.
- O que aconteceu?!- correu para fora da cozinha alarmado, vendo o pequeno sentado no sofá escondendo a face com os braços, andou até ele, passando pelos estilhaços de porcelana.
- Eu sei que você não esta bem, me diz o que houve..- começou em seu jeito gentil, aquilo não havia mudado, mas Ruki desejou que tivesse, assim não se sentiria tão mal em magoa-lo.
- Eu te machuquei? Ainda está dolorido daquela vez?- puxou um dos seus braços de leve para fita-lo nos olhos, sentindo Ruki fechá-los com mais persistencia.
Fazia uma semana desde o incidente em que sangrara, depois daquilo passou um dia inteiro sentado em cima de um saco de batata frita congelada, não tocavam no assunto desde então e fingia não ter ouvido a declaração dele.
Funcionou naqueles últimos sete dias, porém Reita estava em seu limite, quase se confessou enquanto transavam e se não o tivesse impedido não sabia o que teria feito, não podia mais se enganar achando que ficariam juntos até concluir o contrato. Pela primeira vez em muito tempo, foi ingênuo.
- Por favor, Ruki-san fala comigo..eu..- aspirou o ar com força, tinha que falar, iria botar tudo a perder, mas se aquela relação estava mesmo por um fio, tinha que arriscar- Eu te..
- Para! Para já com isso!- destampou o rosto se levantando, sua expressão seria intimidando o outro- Para de tentar demonstrar seus sentimentos, isso me enoja.
Choque, todo o seu sistema nervoso paralisou se negando a processar o que ele tinha dito. Não importava o quanto Ruki pudesse ser rude, ele jamais havia o tratado assim.
O ar se tornou rarefeito e o silencio fúnebre pesava em seus corpos, até o vocalista sentiu-se angustiado. Pegou um cigarro pronto para acendê-lo, mas Reita arrancou de seus lábios.
- Você não vai fugir- não iria usar sua alergia para enxotá-lo.
Ruki suspirou, seria bem mais fácil se Reita simplesmente fosse embora, então não teria que fazer aquilo.
- O que foi? Eu não vou retirar o que eu disse- sorriu irônico, o semblante do mais alto estava perplexo.
- Por quê? As coisas não precisam ser assim, você não precisa ser tão..
- Babaca?- completou.
- Não era isso que eu ia dizer.
- Mas foi isso que você pensou. Está decepcionado? Achou que eu era uma boa pessoa Reita?
- Eu sei que você é..- o sarcasmo dele estava começando a irritá-lo.
- Está errado! Eu não ligo de machucar qualquer um pra ter o que eu quero. Eu sou sujo, eu jogo sujo- a teimosia dele estava tornando as coisas mais difíceis, tinha que apelar para o que o aborrecia.
- Chegou a pensar em quantos caras eu já trepei? – o mais novo apertou os punhos, sorriu perverso- Até aquele seu chefe, o Kamijou, ele era muito gostoso. Isso deve te incomodar não? Eu me incomodaria.
- Eu não sou você!- o menor recuou, não esperava por aquela reação agressiva. Respirou fundo, estava se exaltando — O seu passado não importa pra mim.
- “Se soubesse dele não diria isso”- permaneceu na defensiva, não teria muita chance contra Reita se ele partisse para violência.
- Ruki-san..- segurou seu queixo com a ponta dos dedos, amolecendo-o com um olhar sedutor — Eu sei que quando esta comigo não pensa em nenhum deles- o vocalista fechou os olhos, ele estava certo.
- Eu amo você..- disse, finalmente aliviou seu coração do peso daquelas palavras, pena que só serviu para despertar a ira do menor que golpeou seu braço, afastando-o.
- Será que você não entende?! Eu não preciso da droga do seu amor! Eu só quero que você sinta tesão por mim, que pense com o pau e não com esse sentimentalismo de merda!- marchou até a porta da sala, abrindo-a com uma força capaz de arrancá-la das dobradiças.
- Se não pode fazer isso por mim então saia!- Reita abriu a boca para falar, sendo interrompido com um grito.
- VAI EMBORA!- outro silencio recaiu sobre eles, se olhavam esperando alguma ação, o maior se deu por vencido caminhando até a saída.
- Sabe Ruki-san, apesar de tudo.. o tempo que passamos juntos foi maravilhoso. Obrigado..- a ultima palavra acertou Ruki como um tiro no peito, daqueles que dilaceram tudo até chegar do outro lado, fechou a porta.
- Que tipo de idiota agradece o cara que te deu um chute- seus lábios se puxaram em um sorriso distorcido, uma lágrima desordeira escorrendo por sua bochecha.
Caiu de joelhos, enxugando o rosto com pressa, não podia aceitar aquilo, chorar já era humilhante o suficiente pra si, por um sentimento tão estúpido a seu ver, era pior ainda.
- Não!- socou o piso, seus ossos estralando com o impacto, fez isso de novo e de novo, até sua pele se rasgar manchando o piso de madeira com sangue. Esticou os dedos fraturados, repousando a cabeça no braço, se iria chorar então que fosse de dor física.
Nunca admitiria aquele sentimento, admitir que Kyo estava certo desde o inicio, se recusava até mesmo de pronunciá-lo em pensamento. Porque estar apaixonado por Reita era a ultima coisa que precisava no momento.
- Se veio aqui para caçoar de mim, deve estar disposto a perder a língua- sentiu o demônio se aproximar, as botas negras estacando em sua frente.
- Não preciso, já está bastante miserável sem mim – largou a pasta que carregava ao alcance de Ruki, sumindo em uma das paredes, o vocalista a pegou, folheando algumas paginas. Era a fixa do próximo criminoso a morrer por suas mãos.
- Então é isso..- não tinha como escapar do contrato ou daquela pessoa, iria esquecer Reita e as coisas voltariam a ser como antes de conhecê-lo.
- “Foi melhor pra nós dois ”- fechou a pasta, se erguendo do chão.
Quem dera seu maldito coração consentisse com isso.
~//~
Notas finais
Pois é, passamos da metade da fic e como o casal psico não ta mais junto teremos mais assassinatos (um em cada cap praticamente) e mais coisisnhas sobre o Reita
Pra isso acontecer eu necessito de reviews, serio sem reviews Quimera não passa desse cap D: eu quero muito continuar com ela, mas como posso sem saber se estão gostando ou não.
Não vai cair o dedo de ninguem, e se cair super bonder resolve u-u
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