Quiddich
1 Primeira parte
Notas iniciais
Por favor, acomodem-se em suas camas/cadeira/sofá e puxem um chocolate para perto, pois a história irá começar.
Obrigado pela preferência da Cartney's Emprise e voltem sempre, foi um prazer escrever/ler com vocês. Não se esqueçam de deixar ao final do capítulo um pedaço de review, pois o próximo que ver irá querer ler ao saber que está bem sucedida.
Primeiro Ano:
FLASH BACK
Uma Cabeleira ruiva se destacava no céu nublado. Tudo bem, ninguém imaginaria que, ali, naquela floresta, atrás da Toca, aonde Gina Weasley treinou, poderia encontrar a frágil Rose Weasley, que alegava não conseguir subir em uma vassoura antes de cair, quem a visse agora, discordaria. A ruiva se entrelaçava com a vassoura em uma sincronia aonde os olhos não distinguiam o corpo do cabo de madeira da Nimbus 2013, só tendo os cabelos esvoaçantes como referência.
Era pequena, a menina, o que contribuía bastante para as artimanhas que treinava fora da vista de pessoas, a não ser o garotinho loiro — que viera, convidado por Albus Potter, passar as férias na Toca — que abobalhado com a admiração que sentiu, se refugiava na cobertura das folhas da árvore próxima.
Foi naquele momento em que ele, pela primeira vez, quis jogar quadribol e saber fazer algo parecido com o que a menina fazia.
Ela voava de um lado para o outro e em um braço enganchado estava um novelo de meias do tamanho de um gole, que ele descobriu depois ser o improvisado instrumento dos artilheiros que a menina improvisou.
Rose enganchado o gole ziguezagueou como se jogadores invisíveis a estivessem impedindo e muito rápido, mais rápido do que Scorpius conseguiu processar, ela elevou a vassoura com rapidez e com o gole na mão, passou o braço direito por trás da cabeça e arremessou em direção a arcos improvisados que se firmavam no galho de uma árvore.
Ele nunca tinha visto esta técnica de arremessou e, certamente, confundiria muitos goleiros. Ela teria futuro.
Segundo ano:
FLASH BACK:
As rivalidades entre Scorpius Malfoy e Rose Weasley cresceram consideravelmente depois que o Sonserino conseguiu entrar no time e se exibia, propositalmente, em direção a Grifinória com a lembrança do dia em que a pegou treinando o motivando.
Na verdade, o Malfoy, mesmo não admitindo, treinou incessáveis vezes o arremesso criado pela ruiva, mas seu braço não tinha a mesma agilidade que a menina possuía e por isso, os goles sempre iam em direção errado ou quicava em direção ao chão.
Naquele dia, ele estava treinando o arremesso quando avistou uma ruiva incrédula o assistindo. Ele quis se exibir, provar que conseguia fazer o mesmo que ela e tentou, novamente. Não conseguindo e com os gritos insistentes de Rose, ele desceu da vassoura em direção a ela. A vassoura apoiada no ombro, desfilava como se o charme estivesse no quanto despojada a vassoura se encontrava, jogada sobre o ombro. A Weasley só revirou os olhos com a mania do garoto, de 13 anos, ter de tentar jogar charme em qualquer hora, talvez esteja no sangue.
— Posso saber o que você estava fazendo? — indagou a ruiva, cruzando os braços no peito e o encarando com uma carranca que o dizia para tomar cuidado com as próximas palavras. Scorpius deu um sorriso de lado e bagunçava o cabelo com um ar sensual que ele tinha noção que causava nas garotas, Rose só reforçou a carranca.
— Confundus, estou jogando quadribol. Conhece¿ Aquele jogo aonde eu monto em uma vassoura e pego bolas para arremessar em um círculo. – disse Scorpius com a malícia escorrendo pelas palavras e o triunfo as salpicando. Para completar, juntou o dedo indicador e o dedão formando um anel com os dedos. Rose nem ligou para o apelido um tanto idiota da parte do garoto, sabia que a fazia para irritá-la, com triunfo, mas se acostumou sendo que desde o ano passado era chamada assim pelo garoto.
Rose corou com a malícia do garoto e com a boca abrindo e fechando de incredulidade, sentiu as maçãs do rosto se aquecerem – não por vergonha.
— Por Merlin, sempre soube do seu gosto por vassouras e bolas, não se preocupe, Hogwarts não ficará chocada com a revelação, apesar que muitos já desconfiavam – disse a Weasley com a exatidão perfeita de espanto falso e uma inocência que não provinha. Rose piscou para ele e não deixou o loiro a assustá-la com brincadeiras grotescas.
— Não se aflinga, Weasley, você ainda tem chance comigo – provocou Scorpius, recebendo o famoso revirar de olhos alá Rose. A ruiva se recompôs e voltando ao assunto principal perguntou:
— Aonde viu isso, Malfoy? — era uma pergunta trouxa, sendo que ela só viu uma pessoa fazer isso, ela mesma.
— Porque perguntastes, minha donzela, se já “saibaste” a resposta das suas perguntas noturnas só de vieres até mim. – declamava Scorpius, com as mãos se movimentando como se atuasse para uma peça de Shakespeare.
— Você sabe que não basta falar “este” no final de cada verbo para se passar por um shakespereano. – disse Rose, como se falasse do tempo – Mas, por favor, Scorpius, não canse minha beleza e me diga, aonde você aprendeu esse arremesso¿
— Roza, Roza, Roza, você já sabe muito bem. Na verdade, creio que é uma bela técnica, muito inovadora e peculiar – dizia Scorpius transferindo a vassoura de um ombro para outro.
Rose bufou. Seu segredo fora revelado para as cobras.
Saiu pisando duro até a entrada da escola. Scorpius observou enquanto os cabelos florescentes se iam com o limite da visão, e suspirou. Teve uma bela conversa com a ruiva, há tempos queria conversar civilizado com a ruiva e bem, conseguiu na medida do esperado e possível.
Voltou a se concentrar com um sorriso despontando os cantos dos lábios.
Terceiro ano:
FLASH BACK:
Naquele ano, Scorpius tinha uma motivação a mais. Rose tinha, finalmente, entrado para o time da Grifinória e só de ter a chance de competir com a Weasley lhe agradava.
Poderia admitir com facilidade que nesse ano e junto do passado seu relacionamento com a Rose não fora somente brigas e até conversas civilizadas surgiram. Ele gostou dessa nova “amizade” que conseguiu.
O jogo estava marcado para a tarde e sua euforia estava começando a ser notado pelo seu melhor amigo, Albus Potter.
— Calma aê, Scorpius, desta forma vai abrir um buraco nos seus pés. Não entendo todo esse nervosismo – dizia o moreno enquanto ajustava a gola do uniforme e puxava a cordinha do capuz.
— Não é nervosismo, Albus, é alegria. Vou ganhar da sua prima, Albus. Ela vai ver. Oh, se vai! – cantarolava Scorpius quase saltitando de um lado para o outro. O sorriso não desaparecia do rosto, parecia pintado permanentemente.
— Isso ainda dá em namoro! – dizia para si mesmo, Albus. Sacudindo as mãos e pulando, fazia seu mantra de boa sorte para o jogo.
— Que namoro?
— Esqueça, Scorpius. Esqueça.
Entraram no campo com a vassoura transpassada na nuca e os braços pendurados no cabo de madeira. Scorpius não desprendeu o olhar da ruiva que o encarava com um sorrisinho malicioso. Sua veste estava ajustada no corpo da maneira que conseguia acentuá-las. O cabelo, preso em um rabo de cavalo, balançava com o vento. A vassoura estava com uma ponta no chão e a outra sendo segurado pela Rose. Ela o observou, sorridente.
Ele devolveu o sorriso e pela primeira vez, achou-a linda. Não prestou atenção nas regras ditadas pela Madame Hooch, só continuava admirando a ruiva que vestia pela primeira vez o uniforme de uma jogadora de quadribol. Devia ter vestido isso há muito tempo atrás.
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