Questão de Sangue
7 Uma certa baixinha
Notas iniciais
demorei um pouco pra postar, mas vcs sabem neh, bloqueio criativo eh uma mer**comentem ok?A partir do próximo cap, as coisas ficam mais 'agitadas'=***
-Droga!- murmurou Frank raivoso. O jovem saiu da sala, passou por entre os corredores escuros do prédio em que o clã Bloodline se encontrava. Passou pór várias salas abertas e quartos destruídos “Vândalos...” pensou. Ele parou quando chegou na frente de uma porta, que ficava em um dos corredores menos escuros e sujos. -Louiiiiiiiise – falou Frank como se estivesse cantando o nome. Silencio. -Louise querida...- insistiu Frank batendo na porta -O que você quer Iero? – falou uma voz irritada de dentro da porta. -Iero? Ta braba comigo Lou? -Lou é a mãe! -Aceito isso como um sim...Qual é Louise, abre a porta. – disse Frank quando verificou que a porta estava trancada. -Não abro. -Eu tenho a chave, você sabe, eu vou entrar de qualquer jeito. Frank ganhou, e constatou isso quando ouviu passos em direção a porta. -Fique sabendo que eu te odeio. – falou a garota quando abriu a porta. -Você sempre diz isso quando eu te contrario. –Frank entrou no quarto e se sentou na cama que ficava embaixo da janela. Louise era, como Frank costumava dizer, uma bonequinha de porcelana ambulante de temperamento forte: era extremamente pálida, tinha longos cabelos negros encaracolados, olhos verde-vivos e conseguia ser mais baixa que Frank, que media 1,70 m (pelo que ele dizia). Louise era órfã, seus pais haviam morrido quando ela não tinha mais de 4 anos, e agora, aos 19, era a parceira de trabalho de Frank, que era seu superior e praticamente seu irmão. -Vá logo ao assunto, o que você quer? – perguntou a garota irritada. -Nossa, como você é grossa! Eu só queria visitar uma amiga ok! – disse Frank fingindo se sentir ofendido. -E pedir alguma coisa. Não estou certa? -Não!!! — Louise o encarou com uma sobrancelha erguida. – Talvez...- agora Louise tinha um sorrisinho sarcástico- Está... Mas eu não vim aqui te pedir uma coisa, eu vou te pedir uma coisa porque vim aqui...- então ele parou refletindo as palavras que acabara de dizer – Faz algum sentido o que eu disse? -Não. -Tanto faz. – ele falou se virando para poder ficar cara a cara com a garota. – Quer saber o que me trouxe aqui? – ela apenas concordou com a cabeça – Eu tenho uma missão pra você... –mas Frank não consegui completar a frase, porque milésimos depois da noticia, Louise se jogou em cima dele. -AAAAH!!! É POR ISSO QUE EU TE AMO FRANK! – ela disse distribuindo milhares de beijos em sua bochecha. -Louise! Calma! Deixa eu terminar. – falou tentando sair do abraço apertado da garota, que o soltou.- É uma missão muito importante, portanto, não reclame ok?-Diz logo qual é!-Ta, você vai ter que me ajudar a cuidar dos prisioneiros! Não é demais??? – agora um enorme sorriso cruzou a face de Frank,pra compensar a cara de poucos amigos que Louise assumira.-Eu te odeio Frank Iero. -Você disse que não ia reclamar!-Isso nem missão é! Eu vou virar um babá, isso sim!-Não é verdade! Eles são maus! Sério! – completou quando viu a cara de descrença de Louise, que se levantou e pegou seu sobretudo.-Vejamos.______________________________________________________________________________________________________ -Faça o favor de calar a boca. – e só recebeu um olhar fuzilador como resposta. Mikey, que estava encostado na parede, já estava irritado com a agitação do irmão, que ficava o tempo todo andando de um lado para outro, ora fazendo planos em voz alta, ora se repreendendo por ter sido feito prisioneiro. Este era seu defeito : estava desacostumado com a derrota. Após terem caído na armadilha , foram levados para a sede do clã e trancados dentro de um grande quarto, que estava mais para o quarto de um político bem sucedido do que para de um prisioneiro, tinha uma grande cama de casal antiga, uma escrivaninha , uma porta que levava para um banheiro, uma porta que levava ao corredor ( esta estava trancada) e uma janela que ficava no alto da parede, que era fechada por um vidro transparente e grades de aço e possuía um tampão, para que quando o sol nascesse a luz não entrasse. Gerard continuava andando de um lado para o outro, quando ouviu a porta sendo destrancada. Por ela, entraram o mesmo cara de poucas horas atrás e uma garota que nunca havia visto.
-Olá meninos- disse Frank trancando a porta atrás de si. Gerard estava tão cansado que nem tentou escapar.- Vocês já me conhecem né? Pois bem, essa é Louise,e vai ficar cuidando de vocês junto comigo. – falou apontando para a garota, ela era muito bonita. -Por que não nos matam logo hein? – perguntou Gerard se virando para Frank. -GERARD! -Fica quieto Mikey! – e se virou novamente para Frank que estava de pé a sua frente. -Nem eu sei. – ele respondeu com simplicidade, o que fez com que o mais velho ficar furioso e o segurar pelo colarinho. -Você acha mesmo que eu caio nessa Iero?- falou entre dentes. -Solte-o agora! – falou Louise, se colocando ao lado de Gerard, com uma faca apontada para seu pescoço. -Pare com isso Louise! – repreendeu Frank.- Se eu soubesse, te contaria, afinal, não ia fazer diferença alguma pra você. Gerard olhou nos olhos do rapaz, e percebeu que estava sendo sincero, então o soltou lentamente. -Você vai precisar de mais do que uma faca para me parar. – falou sarcástico para a garota, que apenas deu um sorrisinho abrindo o sobretudo e deixando várias armas expostas, entre elas pistolas e estacas. -Eu sei. -Parem com isso. – Frank os intrometeu. – Eu sei o seu nome -disse apontando para Gerard. – mas qual é o dele? -Michael Way, prazer. -Prazer? Qual é o seu problema Mikey? – falou Gerard incrédulo. -Educação, irmãozinho, você deveria ter também. -Ah é, me desculpe, posso pegar seu casaco Sr. Iero? – disse o mais velho imitando uma voz nobre. -Até que você está bem animadinho pra quem foi aprisionado Gerard. – falou Frank. – Todo seu. – disse entregando o casaco a Gerard, que somente sorriu e o jogou no chão. -Você acha é? – falou entre dentes. -Vocês são ridículos... – comentou Louise. Os dois olharam para a garota. -Quem é a baixinha? – falou Gerard. -Eu já disse. -Eu sei que é a Louise, mas o que é ela exatamente? -Sua supervisora junto comigo, minha parceira de trabalho. Gerard cerrou os olhos e a encarou, esta retribuiu o olhar até que uma expressão de surpresa passou rapidamente por sua face e virou de costas. -O que foi? – perguntou Frank , que ficou no meio dos dois sem entender o que acontecera. -Nada...- disse Gerard em um sussurro. -Ok então. Louise? – falou cutando seu ombro. -Sim? -O Mikey ali é seu. -EI! – protestou Mikey. -Não reclame, Lou tem uma sensibilidade de anjo. – disse arrancando um sorriso sarcástico da jovem. -Deu pra perceber. – provocou Gerard. -Você é bem irritadinho né? Acho que vou ter que tomar cuidado com você. -Tente. -E também é modesto, gosto disso – respondeu Frank irônico. Ele consultou o seu relógio e voltou seus olhos para os dois irmãos. – Sinto dizer, mas já é hora de ir, mas não se preocupem... -Ai que bom, já estava ficando preocupado – interrompeu o mais velho -...Voltaremos a noite de novo. – então Frank se virou, abriu a porta dando passagem para Louise, e depois saiu.______________________________________________________________________________________________________ -Aquele Gerard...não gostei nem um pouco dele... -Você não gosta de ninguém. -Seu idiota. Eu falei sério. Ele parece ser muito esperto. -Ele é muito esperto. É impressão minha, ou você está com medo dele?- como resposta, Louise o olhou com ódio. – É, acho que foi impressão minha. -Não é medo...É mais pra... -Cautela? -Sim. -Não se preocupe, o Frank aqui vai sempre estar por perto! -Só você mesmo hein Frank... -Ei! Eu falei sério!!! -Ok ok... -Você ta me provocando é baixinha ? -EI! Isso foi baixo ok! Muito baixo! -Sei sei...agora vai dormir, vamos ter uma noite cheia.
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