Notas iniciais
Oi, gente! Mil desculpas pela demora, mas eu avisei que ia demoraar.
Aqui está o último capítulo! Acalmem-se, vai ter o epílogo, não se desesperem.

Isabel finalmente fora encontrada e agora estavam todos em uma festa comemorando. O desaparecimento dela causou várias reflexões e mudanças. Como broncas por atitudes indevidas para os bagunceiros, conselhos para os desavisados, um reforço da segurança e etc. Não só pela volta da pequena, mas também por que coincidentemente a data caiu no aniversário. Hoje, ela fazia 15 anos, mas ela decidiu não optar por uma festa de debutante, já que apenas pequena parte dos seus entes queridos estava ali. Faria esta festa em sua cidade e não hotel em que passava as férias.

Fani estava deslumbrante, sua mãe havia ajudado ela a se arrumar. Usava um vestido coral de renda, um cinto fino e discreto, saltos peep toe branco e um colar com um pingente com uma fadinha que ganhou de Rodrigo. Ela estava com uma maquiagem suave e os cabelos caiam em cascata de cachos. Ela estava muito feliz, não só por que o drama deles acabou, mas também por que seu drama próprio tinha acabado. Jessica e Danilo conversaram e liberaram o caso de Fani e Rodrigo. Ela nunca tinha estado tão feliz. Foi o melhor presente que ganhou de seu pai. Você deve estar se perguntando o que ela está fazendo agora, adivinhem, está com Rodrigo. Eles estão dançando uma música lenta na festa, sozinhos no meio da pista. Juntos, um sentindo o calor e o aroma do outro. As mãos do ruivo na cintura e na mão da adolescente e a garota segurando a mão de Rodrigo e a outra no ombro do rapaz. Os dois dançam tranqüilos como se tivessem todo o tempo do mundo, volta e meia fazem algum passinho diferente e desajeitado ou trocam um leve beijo. O amor dele era algo muito bonito de se ver, bem... Talvez não fosse amor, apenas uma paixão de verão, dessas que você investe, mas sabe que não vai dar em nada. Mas, o que for pra ser será, o que realmente importa é curtir o agora.

- Como está sendo sua festa de aniversário? Está gostando?

- Estou amando, principalmente por poder ficar com você sem medo. Mas, essa é só a festa preliminar.

- Preliminar?

- Isso, a festa real vai ser lá na minha cidade. Eu iria gostar muito que fosse para lá.

- Eu não sei se posso, tenho que cuidar minha mãe.

- Fala sério, Rodrigo, sua mãe sabe se cuidar muito bem sozinha.

- Vou perguntar pra ela, sobre a possibilidade de ir morar com vocês

- Conosco?! Você quer dizer... Na nossa casa?

- É... Acho que sim, ou talvez ficar com vovô e a vovó. Deve ser legal morar na capital. Aqui é tranqüilo, mas é tranqüilo demais às vezes.

- Realmente. Espero que possamos nos ver muito lá.

- Mas, enquanto a resposta não vem, por que não aproveitarmos cada segundo?

- Eu aceito. Vamos para a praia.

- Mas, não se esqueça de avisar para os nossos pais.

- Não queremos outra confusão dessas.

*-* *-* *-* *-*

O clima de romance que Fani e Rodrigo deixaram no ar inspirou os casais mais velhos que foram dançar também. Alguns estavam meio “enferrujados”, mas eles não ligavam para isso só queriam se divertir. Logo depois a música lenta acabou e entrou uma música um pouco mais agitada, uma música da época de sucesso de Elvis Presley. Charles estava sentado sozinho e Jessica não estava muito longe. Percebeu que eles eram os únicos “velhos” que não estavam dançando. Até Edu chegara para a alegria de uma ruiva em especial.

Charles respirou fundo, tomou coragem e se levantou. E foi se dirigindo em direção a Jessica, estava cansado de tentar pegar Dylan, ele era muito escorregadio e aquilo o irritava e com Jessica, ele não tinha nada a perder.

- Me concede a honra desta dança, senhorita? – ele perguntou formal

- Ora, por que não? Estão todos se divertindo – ela falou levantando-se e ajeitando seu vestido vermelho decotado.

Os dois se juntaram a pista de dança, e fizeram alguns passinhos, a maioria ridículos, mas o que importava era a diversão. Enquanto Jessica olhava para o lado olhando para que direção o filho fosse, Charles aproximou-se dela e quando ela voltou a olhar para o rosto do loiro, ele a beijou. Ousado como sempre ele foi, o modelo foi aprofundando o beijo que depositava naquela boca quente e macia.

*-* *-* *-*

Teresa e Francis conversavam animadamente, mas percebem que alguém não está se divertindo o bastante na festa. Glenda.

- O que aconteceu, irmã?

- Nada não

- Então por que está triste? – perguntou Teresa

- Justamente por isso. Não aconteceu nada!

- Não aconteceu nada com quem ou com o que?

- Com o Dylan, ele me despachou e agora está se pegando com o Adônis

- Como é que é? Se pegando com o Adônis?

- Sim. Venham aqui! –ela falou fazendo para que a seguissem

Eles a seguem até uma das janelas do grande salão do hotel.

- Ali no campo! Prestem atenção!

Os dois estavam sentando nos bancos do campo de futebol e se agarravam com ferocidade.

- Como tem certeza que são eles? – perguntou Francis

- Eu reconheceria aqueles físicos em qualquer lugar

- Estou chocada! Não achei que seu primo fosse gay.

- Eu desconfiava, mas não tinha total certeza.

- Agora, eu estou forever alone. Não tenho nem a Isabel pra me fazer companhia. Ela já foi dormir.

- Por que você não vai ao vilarejo? Hoje é sábado, com certeza tem algum gatinho lá.

- Vem comigo, Teresa?

- Não, o seu gatinho está aqui! – falou Francis rapidamente com notável ciúme.

- Ownt, ele está com ciúmes! Que fofo!

- Pelo visto, eu vou sozinha...

- Boa sorte, Glenda!

- Vai que é tua, mana!

Glenda encolheu a barriga, endireitou a coluna, estufou o peito, ajeitou os cabelos e saiu toda confiante.

- Onde nós estávamos mesmo?

- Acho que estávamos na parte que a gente se beija.

*-* *-* *-*

- Rômulo, o que eu sou sua? – ela pergunta entre a pausa de beijos

- Como assim? – ele perguntou depois de dar um selinho nela

- Quanto eu significo para você?

- Bastante!

- Bastante quanto?

- Bastante... Bastante. Você me ensinou muitas coisas, aprendi muitas coisas sobre beijos e sexo que nem imaginava que existiam e você foi... Ah, você sabe... Minha primeira garota.

- Espero que seja a única... Não quero te dividir com ninguém

- O que está insinuando?

- Justamente o que você está pensando

- Você quer ser minha ami... Estou brincando... Você quer ser minha namorada?

- Eu vou ter que pensar no assunto

- Como assim, pensar no assunto? Achei que tivesse certeza.

- Acho que minha mente está confusa – ela fazia um joguinho com o loiro.

- Hum... Mente confusa, não é? O que eu posso fazer para espairecer suas idéias?

- Por que não falamos sobre isso no seu quarto? Mais especificamente na sua cama.

- Adorei a ideia, mas tenho uma dúvida, você quer que conversemos sobre isso com muita ou pouca roupa?

- Pouquíssima, é claro. – ela falou bastante maliciosa.

Notas finais
Eu achava que ia história ia ser maior, porém devidos a alguns problemas, ela foi adiantada. Mas, estou muito feliz com meu trabalho que também é de vocês, sem vocês eu não seria nada.
Os agradecimentos finais vão estar no próximo capítulo
E aí, gostaram? Deixem seu comentário ^^