Quero você
1 Quero você
Notas iniciais
Carla, tenho zero experiência em Jeller, você sabe. E espero que perceba o quanto me esforcei para escrever essa OS (risos), enfim, espero que goste!
Parabéns novamente!!!
— Até quando vão ficar nessa, Jane? – Tasha pergunta enquanto entrega o ursinho de borracha para Grace que resmungava em seu colo.
— Ele está muito melhor sem mim, Tasha. – Responde Jane. – Olha quanta coisa ele perde estando comigo. Por isso resolvi deixá-lo livre.
Explica a morena que deixou Kurt há mais de um mês. Jane já vinha há um tempo preocupada com o rumo que o relacionamento dos dois estava tomando. Fazia tempo que ela tentava engravidar e não tinha sucesso. E ela sabia o quanto Kurt amava ser pai. Não era para provar nada a ninguém, mas ela quis muito um filho dele e sabia que ele ficaria feliz com uma criança, principalmente uma que estivesse por perto sempre. Jane sabia o quanto o machucava ter Bethany tão longe.
Outra prova de que deveria deix-lo foi há cerca de um mês, naquela festa... Como ela se esqueceria o olhar de Kurt para aquelas duas jovens mulheres. A forma como elas o veneravam. Era isso que Kurt precisava em sua vida. Uma mulher para protegê-lo. E não Jane com todos os seus problemas. Ele merecia alguém jovem, uma mulher cheia de vida, corajosa, que o colocasse pra cima e que o fizesse sentir-se o macho-alfa que ele era. Talvez, até mesmo Allie seria melhor pra ele que ela. Eles até tinham uma filha juntos.
— Você já disse isso várias vezes. – Conclui Patterson que percebe que a maneira de Jane falar não convence ninguém. – Eu só penso que vocês deviam conversar abertamente e você deixar que ele lhe fale o que realmente quer e não ficar pensando no que você acha que é melhor pra ele.
— Poxa Jane. Não via Kurt correr tanto atrás de alguém como correu e lutou por você desde o dia que foi achada naquela mala. – Opina Tasha.
— Aí é que está. Vocês não conseguem ver? – Reflete ela. – Ele não faz outra coisa desde aquele dia a não ser ficar ao meu lado. – Explica Jane. – Talvez sinta que sou sua responsabilidade por ter seu nome tatuado em minhas costas, mas não precisa ser assim. Ele não tem que viver em função de mim.
— Jane, você não está pensando direito. Tente entender que Kurt está sofrendo, e você também. E não é justo fazer isso com vocês dois.
— Podem vir que o bolo está assado. – Fala Patterson saindo de trás do balcão da cozinha onde havia acabado de colocar a forma com o bolo cheio de chocolate na cobertura.
— Hum que delícia. – Diz Tasha se levantando. – Vamos Grace. – A latina fala para a garotinha de cabelos cacheados.
— Eu não vou querer. – Fala Jane fazendo careta. – Ultimamente só de ver chocolate já me dá ânsia.
— Mas eu fiz esse bolo porque sei que sem Kurt aqui você só está comendo coisas compradas. – Reclama Patterson.
— Vocês podem comer que eu vou ficar com meus biscoitos mesmo. – Fala a morena tatuada.
— Então vou até levar um pedaço para o Reade. Ele adora bolo de chocolate. – Tasha fala animada.
— Você tem certeza mesmo, Jane? – Insiste Patterson.
— Tenho podem ficar tranquilas.
As garotas lancham e tomam chá. Tasha oferece um pouco do bolo para Grace que não nega, pois toda criança gosta de chocolate mas se limita a uma fatia pequena pra não dar muito açúcar para uma criança de uma ano de idade.
Mais tarde as garotas vão embora e Jane fica sozinha novamente. Ela alugou esse apartamento há um mês e mesmo sendo pequeno o sente vazio. Ela não consegue negar que queria Kurt ali com ela. Ou queria estar lá com ele. Era novembro e as noites estavam cada vez mais frias, mas ela não queria trazê-lo de volta para sua vida que já gerara tanta confusão pra ele. Ela sabia que com o tempo ele entenderia que era melhor pra ele assim.
Jane estava planejando ir embora de New York em breve. Ela já conversara com algumas pessoas com quem fez amizade ao longo do tempo e achava que em breve conseguiria algo. A morena procurava algo na área de investigação e inteligência. Provavelmente conseguiria trabalho em alguma agência privada. Com suas habilidades não deveria levar muito tempo. Assim se afastaria de Kurt e poderia se encontrar em outro lugar.
Uma semana mais tarde estava Jane sentada no banheiro frio do apartamento com o teste nas mãos. Ela nem conseguia acreditar que isso poderia ser verdade. Logo agora que acabara de fazer uma entrevista e estava super confiante.
“Patterson, assim que der me liga.”
Diz a morena deixando recado para a loira que não atendeu o telefone.
— O que houve, Jane. – Patterson diz retornando a ligação alguns minutos depois, assim que viu a mensagem
— Eu tô grávida. – Diz a morena aflita.
— Precisa falar com ele. – Fala a loira convicta da melhor solução.
— Eu sei... eu só...
— Você o que? Me dê um motivo, Jane.
— Eu não quero voltar pra ele por causa de uma criança e não quero que ele se sinta obrigado a ficar comigo depois de eu ter me afastado dele.
— Então não volte pra ele só por causa de uma criança, volte com ele pelo amor que vocês dois sentem, pela ligação de vocês desde que vocês se encontraram pela primeira vez.
— Talvez você tenha razão. – Concorda a morena.
— Talvez eu tenha razão? Com certeza eu tenho razão. – Briga a loira. – E se você não falar pode ter certeza que eu falarei.
— Jane. – Kurt abre a porta de seu apartamento e dá de cara com Jane.
— Eu sei que você não me esperava... Eu... – Ela não consegue colocar em palavras o que precisa falar.
— Entra.
Jane entra e os dois se assentam no sofá de frente um para o outro.
— Eu te esperava sim. – Fala ele com um sorriso que mostrava mais dor que alegria. – Eu te espero todos os dias há mais de um mês.
Jane o encara e percebe que olheiras sob os olhos dele e a barba por fazer. Doeu nela saber que era o motivo de ele estar assim.
— Me desculpa ter me afastado. Eu... posso ter agido errado, mas o que fiz foi buscando seu bem, Kurt.
— Buscando meu bem, Jane? – Pergunta Kurt com água nos olhos. – Eu não sei como estar longe de você pode me fazer bem. Mas se você não me ama mais está certa em se afastar.
— Não foi o que aconteceu, Kurt, eu nunca deixei de te amar.
— Então por que, Jane? O que houve com nosso amor. Tudo o que já vivemos, tudo o que passamos juntos nesses mais de cinco anos.
— Eu não quero ser um peso pra você, Kurt. – Explica a morena. – Apenas isso.
— Você nunca foi isso pra mim. Não sei como chegou a essa conclusão.
— Eu venho percebendo isso há algum tempo. Você poderia ter uma mulher mais jovem, que te venerasse, que te desse filhos... – Jane parou, pois sabia que isso não seria mais uma desculpa.
— Mas eu só quero você. – O homem toma a mão dela nas suas. – Só você, Jane. Você é minha mulher e eu escolhi estar ao seu lado. Eu não me importo de não termos filhos. Já tenho a Bethany e você tem a Avery. Podemos ser felizes só nós dois...
— Eu tô grávida. – Dispara ela.
— Você o que? – Kurt não tem certeza de que ouviu direito.
— Eu tô grávida, Kurt. – Confirma ela. – Eu fiquei sabendo ontem e fiquei tentando encontrar uma forma de te falar, e...
— Jane! Nós vamos ter um filho. – Agora as lágrimas rolavam livremente dos olhos dele. – Um filho nosso.
— Sim, Kurt. – Jane também estava emocionada e não conseguiu segurar as lágrimas.
Kurt a puxou pra ele e beijou os lábios dela suavemente, porém se demorando um pouco para sentir aquilo que o fez tanta falta nos últimos dias.
— Me diz que vai voltar pra mim. – Pede ele a encarando e a segurando pela nuca.
— Sim. Eu vou voltar. – Responde entre lágrimas. – Se você ainda me quiser.
Após conversar com Patterson no dia anterior Jane chegou à conclusão de que não fazia sentido levar adiante essa separação. Ela sabia que precisava falar com Kurt de qualquer forma, por causa do bebê. E descobrir que estava grávida a fez refletir ainda mais sobre seu relacionamento com Kurt. Ela o amava e sabia sobre os sentimentos dele, mesmo com tantas inseguranças que via por trás de tudo o que acontecera com eles desde que se conheceram. A morena estava disposta a fazer dar certo de uma vez.
— Se eu quero? Como eu quero. – Responde ele se levantando do sofá. E tem uma coisa que eu quero muito e espero que você também tenha sentido falta.
— Do seu jantar? – Pergunta ela com um sorriso malicioso. – Eu senti muita falta, porque só estava comendo porcarias.
— Eu não estava falando do meu jantar, mas mais tarde preparo algo pra você. Agora estou pensando em outra coisa.
Kurt a toma pela mão e a encaminha para o quarto. De pé ao lado da cama ele retira as roupas dela devagar, disposto a sentir esse momento como se fosse único. Quando Jane estava apenas de sutiã, ele choveu beijos sobre os ombros e o colo dela com suavidade. A morena suspirava diante do toque e do calor dos lábios dele. Ela se precipitou para lhe retirar a camisa, mas ele a impediu.
— Eu quero fazer tudo por você hoje. – Murmurou Kurt baixinho.
A morena apenas sorriu ao ser deitada na cama enquanto ele lhe retirava os sapatos e desabotoava a calça. Apenas com as roupas íntimas ele a torturava lhe beijando o corpo. Suavemente o sentiu tocar e beijar seu ventre. Ali onde estava guardado e protegido o filho dos dois.
Ela gemeu quando ele desabotoou o sutiã e tomou seus seios. A língua e os lábios dele a torturavam e a faziam sentir uma queimação entre as pernas, era uma sensação boa, porém quase insuportável.
— Kurt...
Ela gemeu quando a boca dele estava sobre seu sexo. Por cima do tecido fino da calcinha ela sentia o calor do hálito dele, mas foi quando ele retirou a peça e a tomou completamente com a boca e a língua que ela foi à loucura. Os movimentos eram contínuos, Jane segurava a cabeça dele e o estimulava a continuar. Em poucos minutos, sentiu o céu desabar e fechou seus olhos enquanto seu corpo era tomado por tremores. Deus, como sentira falta disso!
— Agora vamos cuidar de você. – Disse a ele que havia se deitado ao seu lado na cama. – Você está com roupas demais.
Mais tarde naquela noite, após fazerem amor por mais duas vezes, e também após preparar uma massa ao molho para jantarem, Kurt estava de pé ao lado da janela. O rapaz olhava para o céu nublado de New York e também observava as luzes dos prédios ao longe. Ele contemplava e agradecia por ter a sorte de encontrar o amor em uma mulher tão forte e que era capaz até de se afastar para que ele ficasse bem.
— Kurt... – A ouviu resmungar seu nome.
— Estou indo meu amor.
Ele puxou a cortina e se deitou ao lado dela. Com o corpo dela de costas para o seu, o rapaz levou a mão à barriga dela e a deixou descansar ali. Com beijos suaves colocados sobre os cabelos dela, ambos adormeceram.
Notas finais
xoxo
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