Queridos Professores.
4 Encontro Romântico, mas nem tanto.
Notas iniciais
Estava tentando ensinar uma nova matéria para o Segundo B quando uma das inspetoras entrou na sala, ela avisou que uma das alunas do Primeiro C estava passando mal e pediu para o professor de Educação Física me chamar. Mariah era uma velha amiga de infância de Kimberly e Nicole, era uma menina de estatura média e não costumava falar muito em aula, uma ótima aluna. Assim que cheguei na quadra, encontrei Dwayne e Mariah sentados na arquibancada:
—Mandou me chamar?— me aproximei de ambos.
—Proff, você não tem algum remédio para cólica e um absorvente para me emprestar?— Mariah pressionava a barriga, Dwayne parecia preocupado. Olhei ao redor da quadra, havia uma mancha de sangue perto da cesta de basquete.
—Eu devo ter algum remédio na minha bolsa...— ela nem deixou-me terminar.
—Posso ir lá pegar?
Desconfiei, porém deixei-a ir pegar o tal remédio, afinal as bolsas de necessidade era separada da habitual, e alguma inspetora iria com ela. Respirei fundo, me sentei ao lado de Dwayne:
—Eu acho que ai está sujo!— ele avisou, porém, graças a Deus, ali estava limpo.— Eu não queria te chamar, mas ela implorou.
—Cadê o resto da turma?
—Mandei para a sala, contra a minha vontade.— ele sorriu.
Por um minuto voltei minha atenção para aquela boca maravilhosamente desenhada, acompanhada de seus ombros largos e de seus músculos. Eu não poderia deixar de notar seu peitoral exposto pela sua regata preta, suas coxas pareciam até maiores que a minha. Eu acho que passei tempo demais o observando:
—Você está bem, Patrícia?— ele perguntou. Aquele safado estava se divertindo com minha vulnerabilidade?
—Melhor impossível. Na verdade, seria bem possível.— acabei dando um risinho envergonhado. Eu sempre falava de mais nessas horas de nervosismo. Olhei para seu braço esquerdo novamente, havia uma tatuagem intrigante ali.— O que significa?
—An, isso aqui?
Puta que pariu. Ele tirou a camisa para que eu pudesse ver sua tatuagem, e era realmente foda, porém eu notei outra coisa; aquele peitoral malhado que quase enterrei minha cara algumas semanas atrás. Ele riu, novamente, e continuou:
—Este é o sol que trás boa sorte*— ele falou.— E também vários outros motivos, como religião e força.
—E permitiram você à trabalhar com ela?
—No começou, foi difícil, mas já acostumaram.
Depois daquele dia, chegou a noite de Sexta-Feira, como de costume, era uma noite de descanso. Fiquei jogando vídeogame o dia inteiro, agora o relógio marcava 9:45PM quando meu celular apitou mensagem. Olhei o nome do remetente: Kimberly.
"Proff?" eu me lembro que minha regra era fazer amizade com os alunos, para que as aulas não ficassem chatas. Em um certo dia, Kim e Nikki pediram meu número e eu dei, sempre trocávamos mensagens engraçadas, ou passávamos horas conversando asneiras.
"Sim?!" respondi.
"Você tem um encontro com o professor gato de educação física, naquele restaurante chique perto da praia. Amanhã, ás 08:00PM e não se atrase. Ele que me pediu para te convidar, só para constar."
Aquele mensagem havia me deixado de boca aberta. Ressaltando que eu não tenho quinze anos, por mais que pareça. Eu tinha um encontro com o senhor músculo religioso, isso não me acontece todo dia. Eu não sabia o que responder, então respondi um "Ok" e pedi para que me ajudassem com a roupa.
O fim da Sexta-Feira não demorou à passar, e a tarde de Sábado não foi diferente. 07:58PM e eu já estava na entrada daquele restaurante, observava a passagem quando ouvi alguns passos chegando (quando se está ansiosa para ver alguém, até os passos você pode ouvir). Me virei, porém não bati com a cabeça naquele tórax nada pequeno, Dwayne trajava roupas formais, assim como eu:
—Posso ajudar?— ele se pronunciou. Impressão minha ou aquilo tinha virado nosso "sempre", AI MEU DEUS, esquece o que eu disse.
—Se você for o meu encontro de hoje à noite você ajuda muito.— sorri. Ele aproximou seu rosto do meu e ficou me encarando, por um momento eu achei que ele iria me dar aqueles beijos de cinema, porém ele me deu um beijo de leve na bochecha.
—Está linda!— ele me elogiou, e parecia que aquele era o meu primeiro encontro à sós com um rapaz.
—Você também.— coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha, ele sinalizou o caminho até a mesa reservada.
—Como está sendo seu final de semana?— ele quebrou o silêncio após meia-hora só comendo.
—Ótimo, sentia falta de comer assim.— eu ri pelo nariz, ele também riu. Eu adorava fazer as pessoas rirem.
—Quer dar uma volta pela praia?— ele largou os talheres sobre a mesa, pronto para pedir a conta, porém o garçom falou que a conta já havia sido paga—Como assim?
—Não tenho permissão para divulgar nomes, mas garanto que a conta já está paga!
Nós não insistimos, agradecemos e fomos para a praia. Algumas águias voavam, aproveitavam que a praia estava vazia para aproveitarem. Dwayne caminhava tranquilamente olhando as paisagens, e eu (como sempre) aproveitava para aproveitar sua feição:
—Por que me observa tanto?— ele perguntou, ele parecia um pouco irritado, porém sua risada me aliviou.
—Eu gosto de observar pessoas bonitas.— eu tomei coragem e sustentei seu olhar, ele puxou meu braço levemente, juntou nossos corpos e, antes do tão sonhado momento acontecer, ouvimos gritinhos de alegria.
—Porra, Nicole, estragou o momento!— Kimberly advertiu a amiga.
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