Querido diário

3 O loirinho e seus amigos


E foi nesse momento em que conheci a Hinata, uma menina um pouco tímida, porém encantadoramente linda e doce.

Apesar de ter acabado de conhecer a Hinata, tenho a sensação de que já a conhecia antes.

Hm... Hinata... não consigo lembrar... mas esse nome me parece familiar

— O-ohayo. Respondeu ela bem baixinho.

Ah! Agora eu lembrei, Hinata, a menina que estudava no turno da manhã... A conhecia de vista, mas sempre soube que ela era bem tímida, ela sempre falou muito baixo e quase sempre gaguejando. Eu lembro que me perguntava se ela era realmente gaga. Lembro que já até fiz piadinhas mentais de que na próxima vez que nos encontrássemos, traria um microfone, "Toma Hinata, trouxe um microfone para todos nós podermos ouvir sua voz!". Eu era uma pessoa horrível.

Estranho, Tenten, Hinata e Ino ficaram me olhando como se eu fosse um alien, provável que por eu estar entretida nos meus pensamentos e com certeza fazendo caras e bocas.

— Ohayou Hinata! Respondi — Muito prazer em te conhecer!

Nos sentamos todas juntas para esperar o professor de física chegar, que por incrível que pareça estava atrasado, quem poderia ser? Hatake Kakashi. O professor mais gostoso do colégio.

O loirinho e seus amigos

Continuamos conversando sobre todas novidades que eu perdi enquanto esperávamos pela chegada do professor.

Passaram-se cinco minutos, dez minutos, 15 minutos ... Já estávamos impacientes quando a porta finalmente se abriu, mas ao invés do nosso querido sensei de cabelos prateados, entraram cinco garotos na sala.

Aí você me pergunta, de que interessa escrever em um diário que cinco garotos entraram na sala? Interessa que eles são novos por aqui, e são lindos!

Já vi que esse ano vai ser bem interessante, essa sala vai ser maravilhosa de se estudar. Finalmente algo de bom aconteceu na minha turma!

O único lugar onde têm cadeiras em quantidade suficiente para que o grupinho maravilhoso consiga sentar-se juntos é aqui atrás, perto da gente, então, pelo menos é o que eu acho, todos vieram na direção da nossa fileira, que já estava meio desorganizada com mochilas sem seus devidos donos ocupando cadeiras, algumas pessoas — eu — usando a cadeira para apoiar no os pés, enfim, a sala estava totalmente desconfigurada, cheia de espaços vazios dando livre acesso a quem quisesse passar.

Espero que Tsunade não venha na sala hoje, ela é extremamente metódica e sempre fica uma fera quando se depara com desorganização. Reza a lenda que são os hormônios os grandes vilões.

O primeiro a vir na nossa direção era um ruivo de olhos verdes, muito gato, porém meio antipático, não deu bom dia e nem falou nada com ninguém, só veio andando ao longo da fileira. Virei para resmungar com a Ino sobre o ruivo, mas parei incrédula. A porca, com a cara mais deslavada do mundo estava empurrando uma lapiseira com o cotovelo em direção a ponta da mesa, disfarçou um pouco e empurrou a lapiseira, bem na frente dele. — Cara, que truque velho, só um idiota cairia nesse truque!— O menino deve ter no mínimo uma tia ou avó safada que contava historinhas antes de dormir sobre como ela fez o boy magia nota-la na escola, pelo menos a minha mãe me contava essas coisas... E viu? O que foi que eu disse sobre o plano da porca? O ruivo nem olhou na cara dela, passou direto com as mãos nos bolsos e se sentou a duas fileiras de distância, atrás da vaca da Karin e ao lado de uma loira que não conheço.

Depois do ruivo antipático veio um loirinho de olhos azuis todo sorridente, abaixou e pegou a lapiseira com aquela cara de quem estava fazendo um bem pra humanidade e sem conseguir disfarçar muito, ele meteu um olhão nas pernas da Ino. Ou ele caiu no plano da Ino e é um idiota, ou ele só é muito gente fina mesmo, e ao observá-lo, creio que talvez ele seja a segunda opção, uma pessoa bacana, pois ele passou e deu um bom dia um tanto espalhafatoso, porém com um sorriso lindo. Ele seguiu o caminho do ruivo mas sentou ao meu lado, porém arrastando a cadeira para um pouco mais próximo do ruivo. Virei para comentar com alguém sobre o loirinho e ao olhar pra frente me deparei com a Hinata mais vermelha que um pimentão.

— Hi... Hinata, você ta legal? O que houve com ela meu Deus? — Tá tão vermelha!

— Eu... to... bem! Arigatou! Ela deu uma "gaguejadinha" de leve e falou bem baixinho, mas ela falou! Essa a foi a frase mais longa que já a ouvi falar.

O terceiro dos meninos passou, e por pouco não quebrei o pescoço, ou não inundei a sala. Sinto até que por alguns momentos me faltou o ar. De todos os meninos que entraram por aquela porta, esse foi o que mais reparei, lindo. Ele era moreno, alguns centímetros mais alto do que eu, parecia ser uma pessoa mais séria devido ao semblante. Tinha olhos negros, a pele clara e o cabelo repicado. Acho que se eu descrevê-lo mais um pouquinho irei acabar me apaixonando, melhor parar por aqui...

Droga... Já o quero pra mim.

Meu bonitinho passou, olhou bem pra mim — pelo menos foi o que pensei — e por um momento pensei que ele fosse falar comigo, mas me enganei. Ele passou reto e nem bom dia me deu! Será que é tímido? Podia ter me cumprimentado, né? Enfim, ele passou direto e sentou próximo ao loirinho gente fina.

Depois dele, veio um com uma TREMENDA cara de sono, bocejando sem fazer nenhuma cerimônia. Também não se deu o trabalho de cumprimentar ninguém, sentou na ultima cadeira do canto da sala e já foi posicionando a mochila como se fosse um travesseiro... Aposto que vai dormir.

Ele até que é bonitinho, mas já tenho o meu preferido. Depois observei um outro moreno passar, esse tinha cabelos longos e os olhos claros iguais aos da Hinata, gato, sem dúvidas. Ele cumprimentou a Hinata e assim que passou eu ouvi a Ino cochichar:

— Olha essa bunda!

A minha cara foi no chão, porque eu tenho quase certeza de que ele pode ouvir, mas não resisti, olhei e comprovei que era uma visão e tanto.

E após tantos homens lindos e gostosos passarem pela nossa fileira nos deliciando com a sua beleza, o professor gato finalmente chegou.

— Bom dia Crianças. E sedutoramente passou as mãos nos cabelos se preparando para a boa e velha desculpa esfarrapada. — Desculpem o atraso, acabei perdendo a chave do meu carro antes de sair de casa.

— Mentira! Reclamei junto do loirinho. Esse manja dos "paranauês"

Todos nos olharam, nada surpresos, afinal, todo mundo conhece a fama de "não-pontual" do nosso Sensei. Mas ele insiste em nos olhar incrédulos quando o questionamos.

— Como? Perguntou tentando forçar uma carinha inocente.

— Mentiroso. resmunguei emburrada e ele me olhou como se fosse o pobre coitado da vez.

— Kakashi Sensei, você é muito cara-de-pau para dizer que perdeu a chave do carro... já olhou seu pescoço? É catapora é ? Perguntou o loirinho.

Só então que o sensei foi ver as marcas de batom e outras manchas roxas que nem preciso dizer o que é não é? Mas foi engraçado ver a cara dele ao ver as manchas e as marcas, ele limpar e disfarçar ao mesmo tempo, aquela cena maravilhosa era hilária. Até a mascara estava meio torta.

O resto da aula passou rápido, claro que, com o Kakashi pegando no pé do loirinho o tempo todo. E sabe, física não é TÃO chato assim, pelo menos essa aula foi bem divertida.

Continua...