Querido desconhecido

4 Para Francesco Matarazzo.


Querido Francesco,

Estou no carro para ir ao navio, e amigos distraindo.

E Blackwood pensando nela, na McQueen e seus problemas em nosso quarto ano, mas poderá ela podia ter tomado o controle de um jogo perigoso e nos tornando peças inúteis, mas ela não o fez, e até que nobre dela, mas a conheço.

Ela ainda tem planos pro 5° ano, não é? Eu estou enrolando, pois não sei como lhe dizer sem começar a chorar de novo, pois sou um fracasso ás vezes e você saber disso melhor que ninguém.

Quando ler isto, queime em seguida e finja que nunca leu algo escrito por mim, por favor? Aquele maldito momento em que penso chegou cedo demais para o meu gosto... Como começar uma carta? É o que me pergunto depois de tantos anos fugindo que nem um diabo da cruz, mas o que fazer quando necessitamos de silêncio? Paz? Ou compreensão de outros seres humanos? Pois bem, eu não faço a mínima ideia.

Me chamam de gênio por minhas notas, mas comparadas a de Blackwood, eu tenho seríssimas dúvidas, mas porque eu escrevo? Pois é o único que não irá usar isso contra mim, afinal conheço o seu segredo, e não se preocupe, ninguém o saberá.

Souber de muitas coisas ao longo dos anos, e muitas delas não me fizeram o bem que todo mundo queria, sabia que Snape e Lily foram as luzes de minha infância rígida e quase sem amor, pois é, agradeço aquele idiota raposa que me odeia ás vezes, mas ele me salvou de loop sem fim, pois era o que me aguardava quando os meus irmãos se esquecem que eu existo de verdade naquela casa, afinal eles não se interessam por jogos quando se entram na puberdade, e muito menos eu, mas eu ainda brinco, pois Lily merece.

Boas, ruins e péssimas, e principalmente péssimas. Como posso continuar a amar alguém que me desprezar e se tornar cada vez mais longe dos meus dedos? Como? Foi o que me perguntei nas ultimas duras horas antes de sair daquele maldito banheiro, e limpar os meus olhos e mostrar ao mundo quem eu sou, mas afinal quem eu sou? Quem eu devo ser? Eu sou apenas um inútil sem qualquer ambição sobre o mundo, ou eu era isso até pouco tempo atrás. Depois da rejeição veio à escuridão, como Elizabeth morbidamente classificou o meu humor, mas Francis o que devemos fazer quando amamos alguém tão perigosamente longe de nossos dedos? E tornamos cada vez mais difícil isso... e eu não sei como reagir, afinal o que sinto é como um vento caótico e sem destino, pois não conheço o seu fim, e muito menos o seu inicio, como lidar com isso? Eu a adoro, corrigindo, a amo desde... não sei a resposta, nunca souber pois eu não quero machuca-la, e isso é incrível vindo de mim, não é? Eu sei, é incrível, mas como reagir a tudo isso sem surtar e ter um daqueles momentos em que corro para longe de tudo como sempre fiz? Mas foi quando ele apareceu, aquele maldito filho da puta.

Aquele filho da puta! Desculpe os palavreados de baixo calão, velho amigo, mas eu preciso. Necessito deste raro momento, enquanto as linhas estão sendo formadas por essas palavras secas e sem vida, sabes quanto anos eu esperei? Saber? E ele vem, e tomar de mim. Por Deus! Eu estou agonizando agora, como eu gostaria de dizer a mim mesmo que é um erro fatal de minha parte, mas não é, caro amigo.

Afinal, ele a quer também. A desejar tão ardentemente que me deixar furioso por ousar desejar ela, afinal ela é adorável. Sabe, eu pensei em muitas coisas com o passar dos anos, mas aos meus 14 anos, isso é quase um jogo sem fim, sabia disso? Eu sempre fui esperto, cívico e cheio de desejos inumanos para alguém como eu, nós vivemos em meio aos gênios de nossa geração.

Você. Wess. Black. Wall. McQueen. Horklyns. VonDebruk. Blackwood. Todos eles são gênios de suas respectivas casas assim como muitos dele nós somos, mas quem realmente somos? Porque realmente existimos? Matarazzo, eu estou quase morrendo, e considero quase uma afronta a mim mesmo, mas o que pensar quando se tratar dela, mas afinal o que desejo dela? Eu desconsidero muitas coisas quando se tratar dela, sabia? Minha casa é divergente a sua, nós somos Falcões enquanto vocês são Ursos Negros, mas o que dizer quando a dona de meus pensamentos é uma tigresa? Estou quase enlouquecendo mesmo que eu fuja de todos aqueles pensamentos, de todas as verdades, de todas as mentiras que surgem ao logo de todo o processo de autoconhecimento.

O que fazer, Matarazzo? Eu necessito de respostas. Pois ela anda me infectando com seus mistérios, e eu quero descobri-los, e ama-la de corpo, alma e coração.

E estou perdidamente apaixonada por ela.

Considerações,

Anthony Price.

Notas finais
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