Querido Sirius...
1 Querido Sirius...
Notas iniciais

Walburga estava sentada na cadeira da casa dos Black’s. Olhava as folhas de papeis em branco, planejava escrever alguma coisa a seu filho, Sirius.
“Querido Sirius...”
Ela parou de escrever. Hesitou. Botou a pena no papel um momento, uma grande mancha estava no papel, ela suspirou e amassou o papel.
E recomeçou a escrever.
“Querido Sirius...”
Novamente parou a escrita, ele acreditaria que eu chamei-o de “querido”?, pensou ela. Mas, continuou a escrever.
Esperaria que você lê-se essa carta, queria. Mas, duvido que você leia, você me odeia. Sinceramente.
Tudo que você sabe fazer é me odiar? Certo? Não sei. Você me amou uma vez, Sirius? Me amou? Você não devia ter fugido...”
Ela parou de escrever, lágrimas saiam dos seus olhos, enxugou-as e prosseguiu:
“Sirius, você poderia voltar para casa? Seriamente, estou com saudades. Mesmo eu sendo aquela velha chata – como você sempre me chamou – venha para casa, por favor. Eu suplico. Sua personalidade sempre foi assim, né? O destemido Sirius! O corajoso Sirius! E tal. Mesmo você achando que Régulo é o nosso preferido, Sirius, por favor, volte!
Estou pintando um quadro meu, iria pintar um da nossa família se você estivesse aqui. Mas, não! Você tinha de ir! Você é a “Ovelha Branca” da família – não dá pra ser preta, pois, nosso sobrenome é significa “preto”
Se desse para voltar no tempo... eu voltaria. Seriamente, fizesse tudo certo. Daquela vez.
Você acha que apoiemos Você-Sabe-Quem? Acreditavam que Você-Sabe-Quem estava certo quanto a purificação da raça bruxa e prezavam os ideais sangue puro, e você, Sirius? Há quem é fiel?
Dumbledore ou Você-Sabe-Quem?
Explique-se...”
De repente, Régulo apareceu na sala, vendo a mãe chorar parou um pouco e hesitou.
— Sirius? – perguntou ele, suavemente.
— Sim, Régulo – respondeu Walburga –, mas, não conte para ninguém!
Ele entregou um pano a mãe, que enxugou as lágrimas.
— Você não pode ficar chorando assim, mãe. – disse Régulo, abraçando a mãe, de lado. – Quando terminar a carta, envie a casa dos Potter’s, ele deve estar lá com o seu amigo – ele fez uma cara de superioridade e continuou falando: – traidor de sangue do James Potter, ficando perto daquela sangue-ruim da Evans...
— Bom, Régulo, vá buscar um copo d’água para mim, vá, vá, querido – ela mandou, levantando da cadeira.
— Tá, mãe. Mas, não chore mais por causa de Sirius, ele quis assim. – Régulo tentou consolar a mãe, mas não deu certo.
— Vai logo, Régulo!
— Tá, mãe.
Ela foi até o quadro que ela estava pintando, pegou um novo, começou a pintar, olhando uma foto velha de Sirius.
Régulo apareceu com o copo d’água, chocado, vendo a mãe pintar o irmão.
— Mãe...! – ele chamou.
— O que foi, Régulo? – ela perguntou, antes de se virar.
— Quem chamou Lily de sangue-ruim? – perguntou Sirius.
— Sirius! – ela exclamou.
— Achei que não gostasse de mim, mamãe – ele disse. – E, Régulo, não chame Lily de sangue-ruim, ou James de traidor de sangue, senão... você fica sem a sua cabeça. Vai ficar linda na escada.
Régulo semicerrou os olhos, observou o irmão.
— Eu chamo quem eu quiser e... do que eu quiser... seu cachorro molhado!
— Não se xinguem! – berrou Walburga. – Sirius, o que veio fazer aqui?
— Buscar algumas coisas no meu antigo quarto, você ainda tem esperança que eu venha te visitar? – perguntou ele, frio.
— Sirius, não vá! – ela berrou, antes de Sirius correr para cima. – SIRIUS! – ela urrou, pegando a carta. Numa fração de segundos, hesitou, mas, rasgou-a no meio, como se não valesse nada. Será que não valia nada para Walburga?
— SIRIUS, VOLTE AQUI! – berrou ela. – SIRIUS!
Ela pegou todos os pedaços da carta e jogou na brasa.
Quem é você, Sirius Black?
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