Querido Sequestrador

9 Não quero te causar problemas.


Notas iniciais
Eu sei, demorei, mas vai valer a pena c:

Ele a segurou no exato momento...

Em que ela caiu.

Christopher

Christopher a segurou em seus braços.

—Helena? Helena!

Ele ajoelhou-se ao seu lado.

—Meu Deus, Helena, por favor...

Ele a pegou nos braços, levando-a para a cama. Na metade do caminho a ruiva abriu lentamente os olhos verdes, passando a mão pelo peitoral de Christopher, ele parou.

—Helena? O que aconteceu? Tá tudo bem?

—Se toda vez que eu cair assim você me segurar desse jeito, uau, eu preciso cair mais.

Ele a soltou na cama.

—Para de brincadeira, o que aconteceu ali?

—Não comi nada desde hoje de manhã, no café. Fraqueza, talvez.

—E aquele berro?

—Tinha uma aranha dentro da gaveta. —Ela riu, mas, ele percebeu que algo estava estranho, dando alguns passos para trás.

—Você tem certeza?

—Absoluta. —Ela sorriu, mas algo em seu olhar estava escondido. — Agora vou terminar meu banho. —Levantou-se, pouco tonta— Ah, continue passando esse perfume. Fica quase irresistível. —Piscou, e sumiu banheiro a dentro.

Ele sentou-se na cama.

Pegou-se rindo.

—Quase irresistível? Boba.

Lá embaixo, um barulho alertara que sua mãe chegara.

Apoiou-se na porta.

—Helena?

—Oi?

—Minha mãe chegou. Vou descer. Qualquer coisa chama!

—Certo!

Helena

Apoiou-se na parede espelhada do Box.

Sentia dor, e tudo girava a seu redor.

Sua cabeça parecia que iria explodir a qualquer momento.

—Eu preciso pensar algo reconfortante...

Sentou-se no chão, fechou os olhos.

Lembrou-se do aroma de Christopher,da força delicada que ele destinou para erguer-la. No fundo,ele era bom. Não queria que ele sofresse, e não poderia deixar que sua cabeça estúpida estragasse isso.

Levantou-se zonza. Sua cabeça começou a formigar quando enfiou-se na água morna. Foi rápida, e em pouco tempo estava enrolada por toalhas. Ouviu a voz dele, dizendo que desceria, algo relacionado a sua mãe.

Abriu as gavetas em busca de medicação, e achou uma aspirina perdida dentre alguns pertences dele.

Tomou em um gole e saiu.

O quarto, agora vazio, exalava o perfume dele. Ela sorriu.

—Vamos aprontar uma com o senhor Christopher... —e abriu a porta dele no armário, vestindo uma de suas blusas.

Descalça, saiu fechando a porta.

—Chris? Meu amor... —Pela fresta da parede espelhada, o viu conversando com a mãe, de costas.

Sorriu diabólica.

—Christopher! Que história é essa de “Já volto”, e não volta mais? Sinto sua falta do meu lado, meu moreninho...

E apareceu. No topo da escada.

Christopher só faltou engasgar. Enquanto Marie gargalhou alto.

Ela desceu as escadas lentamente.

—Isso não se faz, sabia? —Ela riu, sentando-se ao lado dele.

—Helena, que diab... —Ela lhe deu um beijo na bochecha, enquanto ele corava.

—Pela primeira vez eu vejo meu filho tão vermelho! —Ela riu.

Helena levantou, colocando as mãos dele em sua cintura.

—Vou roubar ele um pouquinho da senhora.. —Disse, mordendo a ponta da sua orelha.

Marie gargalhou alto.

—Isso mesmo! Eu vou acertar os detalhes de um jantar beneficente. Divirtam-se —Piscou.

—Ah, pode apostar! —Ela riu. O puxando para cima.

Quando a porta fechou, ele virou-se.

—Que diabos foi isso?

—Você fica uma graça vermelhinho, sabia?

—Também, você me aparece com uma blusa minha, na frente da minha mãe!

—Ué, vamos apimentar um pouco esse falso relacionamento. Tá muito quieto para o meu gosto.

—Você é louca. —Ele colocou as mãos na nuca.

—Talvez. —Ela entrou no closet. —Mas, pelo menos agora, ela não vai acreditar se teu irmão disser que é mentira. —Ela deu os ombros.

—O que você ta fazendo agora?

—Me vestindo —Ela colocou a cabeça para fora— Ou prefere que eu fique com sua blusa? — Piscou.

— Hele...

—Vou ficar com ela. É um vestido fofinho até.

—Por que isso?

Ela riu. O empurrando para sentar na cama.

—Eu estou um pouco no tédio sabe.

—Helena...por favor...veste sua roupa...

—Ou...? —Ela sorriu travessa, se aproximando.

Christopher

Ou ele perderia a razão.

Era o que queria dizer, mas não conseguia. Que ela era louca, isso ele já sabia desde o princípio. Mas nunca imaginou que chegaria ao ponto de o provocar assim.

Ela foi se aproximando.

Em um momento, ele estava de olhos fechados, noutro, sentiu pequenos dedos em sua barriga.

Quando abriu-os novamente, ela estava sobre ele. Ele ria, se contorcendo.

—VOCÊ É LOUCA! PARA...AI MEU DEUS —E gargalhava. Então girou, ficando sobre ela, prendeu suas mãos. Em um encaixe perfeito. —Quero ver você rir agora!

Ela piscou com olhinhos idênticos ao gato de botas.

—Não adianta me olhar assim. —Ele riu. — A senhorita ta muito abusada ultimamente.

Ela riu, olhando no fundo de seus olhos azuis.

—Ah...eu sei disso. Fica tranqüilo.

Ele se aproximou mais.

—E vai parar?

Ela pareceu pensar um pouco, e se aproximou mais. Prestes a colar seus lábios nos dele.

—Não.

Por alguns breves momentos, ele perdeu-se ali. Naquele aroma de cerejeiras. Naqueles olhos verdes que, aproveitando seu momento de distração, rolou para o lado, ficando em pé e rindo novamente.

—Não mesmo. —Ela cruzou os braços em uma gargalhada gostosa. — Realmente achou que seria assim tão fácil?

—Por que eu tenho a sensação que contigo nada é fácil? —Ele levantou, esticando-se.

Ela deu de ombros.

—Porque não é.

—Vai tirar minha blusa?

—Hum...Não. —Ela riu.

—Mas por que?

Ela escorou-se na porta do quarto.

—Você quer?

—Sim.

Ela sorriu ainda mais diabólica.

—Então vem pegar.

E saiu correndo.

Christopher nunca viu uma criatura tão pequena correr tanto.

Helena desceu as escadas em um pulo, cruzou a sala de jantar, rodopiou pela mesa da cozinha, com Christopher em seu alcance. Passou pela porta dos fundos, e saiu no quintal.

O gramado esverdeado seguia exuberante, contornando uma piscina enorme e retangular, de frente para o salão de festas.

Ela acelerou os passos, até parar e o ver sair.

Ela riu, circulando sua boca as mãos e gritando:

—Por que uma piscina perto de um lago tão lindo?

E correu para a borda de pedras. A menos de três metros, o lago cristalino estava abaixo dela.

Ele parou perto da churrasqueira.

—Porque nem sempre o lago é propício para nadar. —Ele gritou de volta, rindo.

Diminuiu o passo, e foi até ela. Ficando a sua frente na borda de pedras cinzas.

—Parou de brincar de gato e rato? —Ele riu.

—Aproveitar a vista. Acho que se eu morresse hoje, eu preferiria morrer com uma vista dessas.

—Que conversa é essa?

—Não quero te causar problemas, Christopher.

—O que?

—Acho que não deveria estar aqui. Eu sou sua refém.

—Mas...Helena isso não significa que...

—Não. Vamos acabar logo com isso. —Ela tocou seu rosto. — Assim, vai ser mais fácil para todo mundo.

E se jogou.

Christopher não pensou duas vezes, jogando-se atrás da coreana.

Quando caiu na água, sentiu o impacto da água gélida em seu corpo quente.

—HELENA!

Sua resposta, foi um puxão, e sentiu-se virado para ela.

Os olhos verdes eram travessos, quando o puxou pela gravata ensopada e colou seus lábios nos dele.

A perfeição do encaixe acabou iniciando,

Iniciando um beijo terno de surpresa, que lentamente, tornou-se um beijo de necessidade,de reciprocidade, um beijo de calor.

Notas finais
c:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.