Notas iniciais
A Sumida voltou õ/ Com minha história favorita õ/

Ao abrir,Ezequiel sorria.

—Trouxe tuas codornas com damasco, e a minha pizza,é claaaaro!

A resposta de Christoper,foi completamente oposta.

—Você acha que minha cobertura é um mistério?

Helena

O amigo franziu os olhos e riu.

—Eu diria que é escura e moderna,mas mistério é um pouco demais,não acha?

Ezequiel passou pelo amigo,jogando os jantares sobre a mesa de centro e esticando os pés sobre a mesma.

—Por que?

Christopher revirou os olhos ao fechar a porta

—Adivinha.

O amigo,de cabelos castanhos tão claro que parecia caramelo,banhado ao loiro,sorriu.

—Helena. O que a coreana fez dessa vez?

—Como sabe que ela é coreana?

O jovem jogou uma pilha de papéis grampeados.

—Fiz o favor de pesquis...

A frase foi interrompida,Ezequiel foi atingido...Bem,por uma almofada.

Em pé,ao lado da passagem que levava ao segundo andar,Helena estava com as mãos na cintura. Entretanto, o amigo de infância de Christopher sacará a arma. A guardando logo que percebera o que lhe atingira.

—Você é louca menina?! Por que fez isso?

Helena sorriu diabolicamente.

—Tire. As. Patas. Da. Mesa.

Christopher não se agüentou,começou a rir da incredulidade do amigo. Que olhava da mesa para ela,como se realmente tivesse atirado.

—Essa casa não é sua!

—E nem educação é tua. Pelo amor dos anjos rapaz. Quanta ignorância.

Em passos pequenos e rápidos,ela juntou a poeira e jogou sobre Ezequiel.

—Viu como é bom?!

Cruzando os braços e de olhos cerrados,ela observava o loiro-caramelizado tirar a sujeira de si mesmo. Christopher parou de rir quando Ezequiel perdeu a paciência.

—NÃO VAI FAZER NADA?

Ele suspirou.

—Ela tem razão. Nem eu coloco os pés sobre a mesa. Não sei por que você faz isso.

—Oras,sou seu amigo a anos e...

—Isso é pizza?

Os olhos verdes da menina rolaram até a caixa quadriculada. Ezequiel suspirou de maneira cansada.

—Fique a vontade.. —Jogou-se sobre o sofá— Me dá um pedaço?

A menina esticou o braço para entregar a ele,logo em seguida sentou-se ao seu lado.

Christopher observou a cena: O amigo pegando o controle,com uma pizza em mãos,ao lado,a garota que ele raptara a dois dias,pedindo filme de terror com outro pedaço.

Sentiu-se um estranho na própria casa,mas não pode deixar de rir,involuntariamente,não era sempre — Na verdade,não se lembrava da última vez — Que tinha tanta risada em sua cobertura.

Sentou-se na poltrona enquanto Helena tentava arrancar o controle de Ezequiel,que o esticou acima da cabeça.

Sem opção,largou o prato francês por outro pedaço de calabresa. A essa altura os dois haviam concordado em assistir “A Invocação do Mal”.

...

Ezequiel agradeceu a Deus quando os créditos começaram a rolar,rindo,virou-se para o amigo.

—Se você abrir teu bico para a almofada que coloquei na minha frente,eu conto para todos que...você dormiu. —Rolou os olhos para a menina— Ou vocês dormiram.

Pegou uma almofada ~Like Helena~ e arremessou contra o amigo de longa data. Que em um pulo levantou.

—Por que você fez isso demente?!

—Droga Christopher! Precisava dormir?! Tá certo que o filme era um tédio...mas não justifica!

Christopher bocejou.

—Ta,Ta. Desculpa.

Ezequiel olhou para a menina, que, agora, como um anjo ressonara.O peito subindo e descendo em uma respiração controlada. Pegou as folhas e fez sinal para que o amigo lhe seguisse.

Quando chegaram na cozinha, ele subiu na bancada. Destravava o cofre, enquanto falava:

—Não vai soltar a menina?

Christopher ponderou.

—É muito risco, não acha?

Estava arrumando as folhas entre os milhões de dólares,quando respondeu.

—Então vai manter-la presa até os últimos dias?

—Eu não sei. Sinto que Santiago me colocou em uma bela encruzilhada. Soltar a menina é arriscado demais. Ela pode não ver nada, mas mais ou menos sabe quem somos. Não a soltar é aprisionar eternamente. —Ele massageava as fontes quando o loiro saltou de lá de cima,batendo as mãos.

—E matar?

—Você está louco? Matar uma menina inocente? Uma vítima?

—Já não está mais aqui quem falou. —Levantou as mãos em rendição— Mas você precisa fazer alguma coisa a respeito.

—Se ela pudesse esquecer tudo isso..

—Não trabalhamos com Talvez, você sabe bem disso.

—Óbvio que sei Ezequiel. Só que ela...Alguma coisa nela... —Ele pôs as mãos na nuca— Não sei te explicar.

Ezequiel suspirou.

—Quando estiver sozinho, leia o que eu te trouxe. —Bateu nas costas do amigo e balançou a cabeça— Enquanto decide o que fazer,Só toma cuidado para...Você sabe, não se apaixonar. No nosso trabalho, a Emoção tem que ficar bem longe da Razão.

Deu uma piscada e tomou rumo pela sala, Christopher fechou os olhos enquanto a porta batia.

Seus olhos azuis pensaram em ler sobre a menina agora, mas o receio que a peste poderia acordar lhe travou na hora.

Caminhou até sua sala novamente. Agora ela estava estirada como uma gatinha sonolenta. Ele sentou-se ao seu lado, e começou a balançar-la lentamente. Até os belos olhos verdes abrir.

—Só mais cinco minutinhos.

O moreno revirou o olhar.

—Ou você levanta ou vai dormir ai. Vamos,vamos,vamos!

Completamente preguiçosa, a menina arrastou-se, seguindo-o até o quarto de hospedes. Ele empurrou a porta e ela jogou-se na cama. Ele mal havia encostado a fechadura, e ela já havia mergulhado em um sono profundo.

~*~

Quando Christopher sentiu os quentes raios solares chocarem-se com seu rosto, enrolou-se novamente nas cobertas. Perdeu a contagem dos minutos, mas já não conseguia dormir.

Então levantou-se, tomou um banho rápido e vestiu o típico terno preto. Alcançou a mala escura, e descia as escadas pegando a chave do carro que escolherá para hoje, quando sentiu O Aroma.

Foi obrigado a parar,e dar três passos para trás. Onde Flagrara Helena colocando um prato recheado de panquecas na mesa.

Ao o ver, ela sorriu travessa:

—Surpresa!

—Ai. Meu. Deus. Helena!! Essa mesa foge completamente de toda a minha dieta!

Cookies. Bolos. Panquecas. Cupcake’s. Algumas frutas, mas muito doce.

—De nada! —Disse, enchendo a própria xícara de chocolate quente. — Vem, um dia não vai te matar.

Christopher olhou para o relógio de diamantes em seu pulso. Poderia passar em uma cafeteria, beber alguma coisa e chegar a tempo.

Mas, preferiu largar a maleta e sentar-se na ponta, ao lado da morena.

A hora foi passando, e das oito, ele saiu de casa às nove.

Enquanto fechava a porta do apartamento,sentiu-se mal por trancar a jovem lá dentro. Mas assim fez. E, enquanto ia para o elevador, enviou uma rápida mensagem a Ezequiel:

“Chame Marie. A menina não pode ficar só com uma muda de roupa.”

A resposta foi rápida:

“Quer que ela leve roupas, ou dê um cartão de crédito da sua conta? Kkk”

“Gostei da ideia. Isso mesmo,entreguem um cartão. Sem limite, e a leve para compras..!”

“Espera...,Eu?!”

“Não, meu cachorro.”

“Olha, não tem muita diferença de tratamento -.-“

“Para de ser besta e vai logo.”

“Aff. Não sou valorizado nesse trabalho :’(“

“Vai querer DR logo agora?”

“Nunca tem paciência para mim ;-; vou pedir demissão”

“Eu não to disposto a agüentar teus dramas Ezequiel!”

“DRAMA? EU TO CONTIGO TODO ESSE TEMPO, E QUERER UM POUCO DE VALORIZAÇÃO É DRAMA?”

“TPM ou menopausa meu filho? Chega de showzinho e me obedece,vai vai vai.”

“Ta ;-; ;-; ;-;”

~*~*~*

Ezequiel subiu resmungando as escadas. Girou a maçaneta e empurrou a porta.

Enquanto encostava a mesma, ia falando:

—Hoje é teu dia de sorte, Christ...Helena?

A Menina estava caída no chão...Completamente desacordada.

Notas finais
e.e e....?