Notas iniciais
Espero que gostem!

Nome completo; Maia Tanaka.

Atividade extra curricular; Babar enquanto tira cochilos intermediários.

Passatempo; Reclamar, dormir e comer.

Idade; 17 anos de preguiça.

Características físicas; a da foto, acrescentando apenas algumas verrugas consideradas excessivas no traseiro.

***

Depois de ler aquelas maluquices, grito pelo nome de Oliver, que desce alarmante as escadas.

— O que foi? Alguém morreu? Não me faça perder tempo! — exclama ele, com a toalha amarrada na cintura. — Você me fez parar de cantar uma música e olha que eu estava no refrão final de "The end".

Reviro os olhos.

— Me explica isso, garoto inconveniente! — aponto dramaticamente para a tela do computador que exibia a minha foto num dos sites de relacionamentos mais acessados da escola. — Você fez da minha imagem uma piada. Essa traição foi pior do que a edição da Marvel, quando a Feiticeira Escarlate atacou a mansão dos vingadores e matou o Gavião Arqueiro, o Visão e o Homem Formiga, Scott Lang.

Oliver começou a gargalhar exageradamente. Chegando a rolar no sofá de tanto rir.

— Depois desse papelão a minha vida social está tão morta quanto o Tio Ben. — ironizei, impaciente.

Meu irmão parou de rir por um segundo.

— Depois de todas essas referencias, minha irmãzinha feia sambou na cara do Steven Rogers. — e depois voltou a gargalhar feito uma hiena fumando maconha.

Deixei aquela historinha de lado. Exclui a conta antes que mais gente visse.

Por fim, mamãe nos chamou para comer. Depois de almoçar, subi para o meu quarto e fui me vestir.

Não tinha nada de especial no guarda roupa para quarta-feiras chatas, apenas uma camiseta da Harley Quinn que ganhei super estreia de Esquadrão Suicida, ( que nem foi tão bom assim) uma calça preta que a essa altura já estava meio desbotada e um all star cano curto branco.

Soltei os cabelos e coloquei os meus óculos de lente.

O dia de hoje tem tudo para ser uma merda! Dois horários de inglês, seguido por geografia e um recreio incrivelmente monótono, pois a minha melhor amiga, Eleven pegou sarampo.

Pov Arthur.

Enquanto dirigia minha picape a caminho da escola, fiquei pensando na minha ex-noiva, Daphne, que me deixou plantado no altar para fugir com o seu próprio padrasto.

Depois desse acontecimento desastroso vivo em constante luto. Sendo diariamente alvo de chacota pelos meus colegas de trabalho.

Me mudei para Dever na tentativa de esquecer o passado e focar no presente.

Atuou como professor de Inglês a cerca de dez prazerosos anos. Sou muito profissional no que faço, garanto fazer péssimos alunos virarem estudiosos e brilhantes.

Depois de alguns minutos estressantes, me deparo com o prédio vermelho que funcionava o colégio. Chego na escola e deixo o carro no estacionamento.

Cumprimento cordialmente o vigia, sendo alvo de olhares do tipo "gente nova na área". Vou em direção à sala dos professores, converso com alguns mestres até o horário bater. Nada de mais. Apenas um papo informal de colegas de trabalho. Depois disso me encaminho até à sala de aula, imaginando como seria o primeiro dia com os pirralhos.

— Boa tarde, alunos. — saldo assim que adentro na sala.

Muitos me olham interrogativos, alguns retribuem a reverencia confiantes.

— Antes que me perguntem, sou o seu mais novo professor, Mario Artur e estarei lecionando na matéria de inglês.

Algumas garotas suspiram, sonhadoras. Daphne sempre me disse ter perfil para atrair olhares femininos mas confesso ficar constantemente incomodado com esse fato constrangedor.

Esculto mais alguém bater na porta e logo após uma garota coloca a cabeça pra dentro.

— Posso entrar? — pergunta, timidamente.

Fico sem reação. Ela era pequena, rosada e atrativa.

— Sim. — concordo, tentando manter a postura. Não consigo evitar em admirar o seu corpo, ela se parecia muito com a minha ex.

A garota se senta em uma das cadeiras no fundo ao lado de um garoto coreano.

Começo a minha aula, fazendo apresentações e contando um pouco sobre a minha biografia. Peço para que cada aluno se apresente como de costume. "Maia Tanaka" me surpreendo novamente com o seu tom doce e afetuoso.

Na tentativa de desviar Maia da minha cabeça, peço uma atividade na qual a garota faz questão de ser a primeira a resolver.

— Está correto. — me admiro.

— Obrigada. — comenta levemente ruborizada.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.