Querido Potter
15 Capítulo Quatorze - De Novo em Casa
Notas iniciais
Capítulo Quatorze — De Novo em Casa
James Potter
Eu só posso estar morto. Sim, morto, debaixo da terra ou sonhando... Sonhando não, é um pesadelo, isso sim!
Depois de conversar com o reitor conseguimos trancar três semanas a faculdade para ajudar Lily com a inutil da irmã dela. Já estávamos dentro do carro, na estrada voltando para casa quando começou a chover e o pneu furou.
As meninas ficaram dentro do carro enquanto eu, Remus e Sirius tentávamos iluminar as rodas do carro — já estava noite -, nos proteger da chuva e trocar de pneu, tudo ao mesmo tempo.
– Anda logo meninos. — Marlene disse colocando cabeça para fora molhando os delicados cachos mal formados.
– Está com pressa morena? Vem trocar você então! — latiu Sirius irritado com tudo que estava acontecendo.
– Calem-se! — disse Lily de dentro do carro. Sua voz me vez lembrar o motivo de todos estarmos indo de volta para casa e me fez lembrar consequentemente o que deveria ter que enfrentar ao chegar lá.
Depois de mais bate boca finalmente conseguimos trocar o pneu e entramos no carro ignorando nossas roupas molhadas.
Lily me olhou perplexa. Eu estava encharcado.
– Sua culpa. — disse olhando para frente e passando um dos braços sobre os ombros dela que urrou, mas não disse nada.
O restante da viagem fora "calma" com algumas brigas entre Sirius — que dirigia — e Marlene — que estava no banco de trás junto comigo, Dorcas e Lily. Remus estava no banco ao lado do motorista controlando as rádios e o volume do rádio, se manifestando poucas vezes em comparação Sirius. O cara parece uma matraca...
Finalmente havíamos chegado em casa. Sirius e Remus como sempre iriam ficar em minha casa e as meninas iriam ficar aquelas três semanas na casa dos Evans.
Assim que entrei fui surpreendido por meu irmão na sala, com uma garota apenas de calcinha e sutiã sobre seus ombros que aparentemente estava desacordada.
– Oi mano. — disse meu irmão se aproximando de mim e estendendo a mão para mim. Eu apenas fiquei olhando para a garota em seu ombro desmaiada imaginando o que havia acontecido.
– Cadê mamãe e papai? — perguntei finalmente apertando sua mão.
– Quando você ligou para eles, mamãe surtou de alegria e mandou papai comprar comida. — disse Josh cumprimentando meus amigos.
– Opa, comida. — disse Sirius sem nem ao menos tirar os olhos da menina.
– Ah, Josh... Mal eu lhe pergunte... Mas o que é isso? — perguntei coçando minha nuca e apontando para a menina ainda desmaiada.
– Ashley bebeu demais na nossa festinha. — meu irmão piscou para mim e subiu sem ao menos falar mais nada para o andar de cima nos deixando.
– Seu irmão é muito estranho cara. — disse Remus revirando os olhos e se sentando no sofá como sempre fazia quando éramos mais novos.
Não demorou muito para que meus pais chegassem e começasse a real tensão. Eu estava com os nervos à flor da pele e não sabia se deveria contar para eles na lata que estava com a Lily.
***
Lily Evans
Quando nós chegamos em casa os meninos foram para a casa do James e Dorcas e Marlene foram para a minha.
Minha mãe era a única que estava acordada. Meu pai iria ter que trabalhar no dia seguinte por isso — de acordo com minha mãe — ele não havia nos esperado, já Petúnia nunca iria me esperar de qualquer forma.
– Estas são Marlene e Dorcas, mamãe. — sorriu apresentando minhas amigas para minha mãe que sorriu feliz e abraçou-as.
– É bom conhecê-las, meninas... Vocês iram dormir no quarto de Lily, tem algum problema? — perguntou ela se sentando.
Nós fizemos o mesmo e as meninas pareciam ainda mais tensas do que eu. Acho que elas pensavam que iria falar de James.
– Sem problemas. — disseram as duas em coro.
– Ótimo, vou preparar as camas. Fique a vontade, meninas. — minha mãe saiu de perto de nós indo para o andar de cima em direção ao meu quarto.
Depois de ela ter sumido do nosso campo de vista falei:
– Eu não sei como falar para ela... — escondi meu rosto entre minhas mãos.
– Não fala agora Lily. Espera um pouco. — disse a loira alisando meu cabelo me deixando mais "calma".
– Vai dando "dicas"... — Marlene disse fazendo aspas com os dedos ao dizer a ultima palavra.
Eu não sabia como falar para eles. Meus pais simplesmente odeiam os Potter e não seria diferente com James que carrega o sobrenome para cima e para baixo com orgulho.
***
Nós acordamos com os berros de Petúnia como de costume — para mim.
– Onde tá o fogo? — gritou Dorcas arregalando os olhos e se sentando no colchão onde estava deitada no chão. Realmente os gritos que minha irmã dava eram assustadores.
– É só a Petúnia. — disse me levantando calmamente e indo em direção ao banheiro.
Troquei me calmamente e fui junto as meninas — que usaram os outros banheiros — tomar café.
– Bom dia garotas. — disse minha mãe servindo café ao meu pai que lia o jornal da manhã como todo dia.
– Olá garotas. — disse meu pai sem tirar os olhos do jornal. — Chegaram tarde ontem... — comentou fazendo-me revirar os olhos.
– Estava chovendo muito. – disse a loira se sentando à mesa junto comigo e Marlene.
– Imagino... Imagino. — sussurrou ele concentrado no jornal. — Vieram como? — perguntou e senti meu coração parar.
– Ônibus. — disse Marlene.
– Táxi. — respondi ao mesmo tempo em que a morena falava.
– Pegamos carona com um amigo. — a loira respondeu depois que meu pai nos olhou com uma das sobrancelhas arqueadas.
– Ouvi um movimento estranho ontem a noite, parecia ser a voz daquele marginalzinho do Potter. — disse meu pai e eu quis naquele momento colocar minha cabeça dentro de um buraco.
– O que o Potter estaria fazendo aqui papai? Ele não está na faculdade. — disse suando frio e apertando com força o copo de suco.
– Espero eu... Bem longe de todos nós. Pena que os pais dele não fazem o mesmo! — disse ele resmungão dobrando o jornal. Meu pai sorriu e beijou a bochecha de minha mãe para se levantar. — Estou indo trabalhar. Tenham um bom dia meninas.
– Obrigada senhor Evans. — disseram minhas amigas.
– Obrigada papai. — respondi ao mesmo tempo em que elas responderam, e ao ver meu pai sair pela porta de entrada encarei minhas amigas que estavam tão pálidas quanto eu.
– Certo, meninas vamos indo? Vou chamar Petúnia. — sorriu minha mãe alisando meu ombro.
– Aonde vamos? — perguntou Lene colocando uma torrada na boca.
– Muitos lugares... — suspirei cobrindo meu rosto com as mãos mais uma vez.
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