Querido Irmão
4 Capítulo 4 - Felicidade Dura Pouco
- Pequena...
- Não me chame como você a chama. – cortou ela.
- Eu não a chamo assim. – ele pousou a mão sobre seu ombro enquanto Isabella estava de costas, terminando de fechar os botões de sua calça. – Não chamo ninguém assim, só você.
- Por que ainda está com ela, Damon? – Isabella virou-se bruscamente, sua voz saindo meio trêmula e nervosa. Seus olhos estavam marejados e ela tinha as mãos fechadas em punho, pôde reparar a força com que apertava as unhas contra a palma.
- Você sabe por quê.
- Mas nós podemos ficar juntos sem precisar assumir nada. – uma lágrima teimosa escorreu pela maçã de seu rosto e Isabella rapidamente a limpou, virando-se. Demonstrar fraqueza – por ele – estava fora de questão. – Você disse que gosta de mim, não é verdade?
Damon a ouviu fungar, e isso fez com que seu coração se partisse. Ele se aproximou de Isabella, levando as mãos até seus ombros. Encostou a testa em sua nuca, fechando os olhos. As mãos pousaram nas curvas de sua cintura. Isabella sentiu seu corpo se arrepiar por completo ao sentir a respiração de Damon em sua nuca e mordeu o lábio para esconder o soluço. Ele a queria tanto e o machucava saber que ela estava chateada por sua culpa.
- É claro que eu gosto de você, Bella. Você sabe disso mais do que ninguém.
- Mas mesmo assim você continua com ela. – Isabella soltou sua respiração, tirando as mãos de Damon de sua cintura. Apoiou-se nos braços na bancada da pia e olhou para o chão, evitando o olhar de Damon. Ela sofria por ele há tanto tempo e ele nunca viu isso. Foram dois meses de desenhos com uma Victoria morta, dois meses de choros abafados por travesseiros, dois meses agüentando ver Damon beijá-la e ter a vontade louca de matá-la ali mesmo.
O rapaz se aproximou e abaixou um pouco o rosto para tentar encontrar seus olhos tristes. Levantou o rosto de Isabella pelo queixo e reparou que ela insistia em não encontrar seus olhos. Roçou gentilmente a ponta do nariz no dela, a fazendo sorrir de lado. Aquilo foi um alívio. Damon encostou os lábios nos de Isabella. Primeiro num leve selinho e em seguida um selinho demorado. Quando seus lábios se encaixaram mais uma vez para um beijo, Isabella sentiu um arrepio forte com a ponta da língua de Damon fazendo o desenho de seus lábios e em seguida abriu devagar a boca, permitindo que ele intensificasse o beijo.
Nem ela e muito menos ele sentiam que aquele beijo era um daqueles beijos que davam só para provocar um ao outro. Não tinha malícia alguma ali. Era um sentimento puro que parecia preencher o espaço vazio em cada um deles. As mãos de Damon estavam firmes na cintura de Isabella, enquanto os braços desta envolviam o pescoço do rapaz. Ao partirem o beijo, os dois sorriram, fechando os olhos de novo. Damon encostou a testa na dela, sorrindo abertamente ao abrir os olhos e encontrar aquele sorriso de lado que Isabella mantinha no rosto.
- Eu posso terminar com a Victoria se você quiser. – ele sussurrou, convicto da decisão que havia tomado. Damon estava seguro de que queria Isabella só para ele e queria ser dela. Não tinha mais como esconder seu segredo, até ela já sabia disso há muito tempo.
Os olhos da menina se abriram no minuto em que ele completou sua frase. Ela franziu o cenho com um sorriso de lado e em seguida riu baixinho, corando de leve.
Faria isso por mim?
- Faria muito mais. – ele murmurou com os lábios próximos dos dela, grudando-os em seguida num selinho demorado.
Isabella soltou um gritinho histérico e riu alto em seguida, sendo acompanhada de Damon. Ela o abraçou forte, escondendo o rosto na curva de seu pescoço. Tinha um sorriso enorme, um sorriso que ele adorava. Ele afagou suas costas, fazendo um carinho de baixo para cima. Virou um pouco o rosto para depositar um beijo em sua bochecha.
- Obrigada. – sussurrou ela numa voz meiga.
xxx
Dois longos meses se passaram desde que Damon havia terminado com Victoria. Foi uma tarde dramática cheia de choros e pedidos de desculpas da parte de Victoria por seus ataques de ciúmes e frescuras que nem o próprio Damon conseguia prestar atenção. Ele fora frio e seco com ela, dizendo que estava de saco cheio. Quis rir, mas não queria se mostrar tão insensível assim. Lembrava de que a primeira coisa que fez ao chegar em casa depois de ter terminado tudo com Victoria foi pegar Isabella pelo colo na cozinha enquanto ela fazia waffles e levá-la para seu quarto, onde eles se trancaram o resto da noite. A felicidade era nítida nos olhos de Isabella e Damon sentia seu coração bater mais forte por isso.
Eles não admitiram estar juntos nem para os próprios amigos pelo medo de por acaso botar tudo a perder no melhor momento de suas vidas. Sempre que podiam, se escondiam no armário do zelador durante os intervalos para dar uns beijos e, ao chegarem em casa, conseguiam realizar todos os desejos acumulados enquanto estavam no armário apertado que cheirava a mofo.
Um gemido alto escapou dos lábios de Isabella quando sentiu Damon dentro de si, penetrando-lhe de forma brusca e rápida. Uma de suas mãos estava em sua nuca, com as unhas cravadas na mesma enquanto a outra se apoiava em seus ombros. Seu rosto estava enterrado no pescoço do rapaz enquanto ele lhe beijava o ombro nu. Naquele dia, eles não conseguiram segurar a excitação e esperaram a movimentação do lado de fora se acalmar.
O corpo de Isabella estava grudado entre a parede e um Damon seminu, vestindo uma camisa amassada com a bermuda e a boxer abaixada até os tornozelos. Uma das pernas de Isabella pendia sobre uma das de Damon, deixando a penetração um pouco mais fácil. Seus dedos entrelaçaram nos cabelos do rapaz, os puxando quando os movimentos foram tomando uma velocidade maior, a fazendo revirar os olhos e tombar a cabeça para trás. Ele roçava de leve a ponta do nariz no pescoço de Isabella, arrancando-lhe arrepios e suspiros trêmulos. Damon movimentava seu quadril para frente e para trás rapidamente, sorrindo malicioso ao ver os delírios de sua garota.
Quando os movimentos de Damon se tornaram um pouco mais brutos, ela não agüentou. Afundou o rosto em seu pescoço e ali abafou um grito ao chegar ao orgasmo perfeito. Sorriu, mordendo o lábio inferior ao ouvir os gemidos cansados e excitantes de Damon em seu ouvido, denunciando que ele havia acabado de gozar. Isabella deu um leve beijo em seu pescoço, fazendo um carinho em sua nuca. Ele afastou um pouco o rosto, sorrindo abertamente para ela. Colou gentilmente seus lábios nos da menina, com os cantos da boca se curvando num sorriso.
Se afastaram devagar e sem vontade um do outro, ajeitando suas roupas. Enquanto Isabella terminava de vestir sua camiseta, sentiu os lábios quentes de Damon colarem em seu pescoço.
- Já disse o quanto eu te amo? – ele sussurrou contra sua pele, a fazendo estremecer de leve.
- Hoje não. – respondeu manhosa.
- Eu te amo muito, – beijou-lhe o pescoço novamente – muito, – seu maxilar – muito. — virou-a de frente, beijando seu queixo e a boca em seguida.
Isabella riu baixinho, passando os braços por seu pescoço. As mãos de Damon pousaram em sua cintura, puxando-a para mais perto. Ela fechou os olhos quando ele encostou a testa na sua, sorrindo.
- Eu te amo mais ainda.
Selaram os lábios uma última vez antes de finalmente saírem do armário, Damon saindo primeiro para reparar alguma alma viva no corredor os observando.
xxx
Bonnie esperava por Isabella perto da arquibancada do outro lado do prédio principal, onde sempre passavam todos os intervalos desde que se conheceram. Ali assistiam a turminha popular – a turminha de Damon, ou seja – se divertindo. Isabella gostava de observar Damon e de reparar quando ele olhava para ela, dando uma piscadela discreta. Mas ao sentar-se na arquibancada pintada de branco, reparou que Boniie parecia nervosa ao seu lado.
- Você está bem? – perguntou, preocupada.
- É que... – ela suspirou fundo e olhou para a melhor amiga. – Tenho uma coisa para te contar...
Isabella ergueu a sobrancelhas, balançando a cabeça para que ela prosseguisse. Bonnie mordeu o lábio inferior e soltou a bomba.
- Parece que o Damon e a Victoria voltaram.
O rosto um pouco sorridente de Isabella se transformou numa expressão leve de raiva. Seus lábios estavam apertados numa linha reta e Alice pôde reparar suas mãos fechadas em punho. Isabella fechou os olhos com força. Alice teve medo até de se aproximar e quando achou que a amiga tinha finalmente se controlado e aceitado o fato, Isabella soltou um grito estridente. A raiva a consumira por inteira, ela podia senti-la passeando por suas veias enquanto seu sangue fervia.
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