Querido, Ela Te Amará
23 Capitulo 23
Notas iniciais
–Ane, você tá tão fofa –Hanna falou pela terceira vez, desde que eu terminei de me arrumar
–Não exagera Hanna, o que me surpreende é você ter um vestido assim em seu armário – falei provocando
–Nada haver, meu pai que me deu no meu aniversario do ano passado– ela falou dando de ombros.
–E porque tá tão novo assim ? – falei em duvida
–Não é porque ele me deu que eu vou usar, né Ane– falou em tom de obvio, me fazendo dar risada
–Tá– assim que respondi meu telefone tocou, olhei no visor e atende
Ligação On :
–Oi Ty
–Hei pequena, já to aqui na portão da Hanna. Tá pronta ?
–To saindo, tchau
–tchau
Ligação Off
– Tenho que ir Hanna, ele já chegou
–Vai lá, boa sorte com a sogra – falou dando risada, e fazendo aspas com os dedos na palavra “sogra”
–háhá Hanna
Passei pela sala e os pais da Hanna estavam vendo TV, acenei para eles, e sai.
Tyler estava parado ao lado de uma moto, conversando com Lucas.
–Hei, boa noite – falei assim que cheguei perto o suficiente para me ouvirem.
Dei um selinho no Tyler e abracei o Lucas
–Boa pequena– Tyler me respondeu pousando o braço em torno de minha cintura.
–Boa noite Ane. Agora deixa eu entrar que vocês já devem estar atrasados, tchau e bom jantar– Lucas falou saindo logo em seguida. Me virei de frente para o Tyler, que me abraçou.
–Então, já te falaram o quanto você tá linda ? – ele falou me fazendo corar
– Não
–Que bom então, vou ser o primeiro. Você tá linda, pequena– falou sorrindo e me dando um selinho
–Obrigado, você também não tá nada mal– ri da careta que ele fez. Ele tava com uma polo azul, uma calça preta e um sapa tênis também preto. Os cabelos, maiores do que quando cheguei a cidade, estavam bagunçados e úmidos, mostrando que ele tinha tomado banho a pouco tempo.
Ele rio, falando em seguida.
– Agora vamos que minha tia tá louca pra te conhecer.
– Devo ter medo?
–Não, ela é legal, só não estranhe se ela começar a falar do passado. Ela tem essa mania– falou fazendo outra careta.
– Na verdade, eu vou gostar principalmente se for sobre você.
–Ok, já vi que vou ser o assunto de vocês. Vamos? – ele perguntou me oferecendo um capacete
–Você pode pilotar? – perguntei botando o capacete, ele respondeu enquanto prendia direito a trava do meu capacete.
– Tenho carteira. Serve?
–Hm, tudo bem.
Subi na moto e prendi meu vestido para que não voasse
–Segura em mim que é para não cair– ele falou ligando a moto
–Tudo bem– falei e logo o rodeei com meus braços, pousando as mãos no seu abdome.
A viagem até o restaurante não demorou muito, então logo estávamos entrando no mesmo.
–Hm, fica aqui que eu vou chamar meu tio, volto agora – ele falou me dando um selinho e saindo em direção ao que eu achava ser a cozinha do restaurante.
Sentei em uma das mesas e fiquei observando até que um rapaz parou na minha frente
–Más olha só se o destino não quer me ajudar. Você de novo ? – ele falou
–Hm, desculpe. Falou comigo ?
–Não lembra de mim ruivinha ?
–Deveria? –perguntei olhando em volta, procurando pelo Tyler
–Te vi na sorveteria a umas duas semanas.
–Ah
–Posso me sentar ? – ele perguntou puxando a cadeira
– Não, ela já tá de saída rapaz – quando me virei pra ver quem falava, sorri ao ver o tio do Tyler, o Jorge
–Ah, desculpe então– o rapaz falou e logo saiu
Levantei-me e abracei o Jorge.
–Oh mocinha a que devo a honra da visita ? – ele perguntou após me cumprimentar
–O Tyler disse que sua mulher queria fazer um jantar comigo
–Ah é mesmo, cabeça esquecida essa minha – ele falou batendo na própria cabeça, me fazendo dar risada.
–Não tem nada. Más o senhor já encontrou o Tyler por ai ?
–Não.Ele não tava com você não ?
–Estava, só que foi atrás do senhor
–hm... Olha ele ai – ele falou apontando para trás por onde o Tyler vinha
–Eu saiu atrás do senhor, sendo que o senhor estava aqui esse tempo todo ? – ele perguntou quando chegou e parou ao meu lado
–Ninguém mandou herdar a parte mais lerda da família
–háhá. Agora vamos ? – ele perguntou ao Jorge que afirmou, e logo acenou a um homem que logo veio até nós
–Ér, você pode ficar tomando conta do restaurante essa noite?
–Claro chefe, o movimento tá pouco. E boa noite Tyler, e senhorita– o homem falou dando um aceno de cabeça.
–boa noite
Jorge saiu na frente e nós o seguimos até fora do restaurante.
–Onde é sua casa ? – perguntei baixo ao Tyler
–É em cima do restaurante
Logo paramos em frente a um portão, o Jorge abriu e então subimos uma escada que no fim deu a uma porta.
Jorge parou em frente a porta e então tocou a campainha.
Não demorou muito para uma mulher de aparência jovem abrir a porta, e depois de nos ver ela acabou abrindo um sorrido.
–Oh, é vocês. Entrem queridos
Jorge deu um selinho nela, e logo entrou seguido por mim e Tyler.
–Oh ! Então você é a famosa Ane ? – ela perguntou quando nos sentamos na sala, ela e Jorge em um sofá de frente ao que eu e o Tyler estávamos sentados .
–Famosa eu não sei, más eu sou a Ane sim. Prazer senhora– falei estendendo minha mão
–Oh querida sem senhora, por favor, só Julia mesmo– ela falou sorrindo
–Tudo bem senh... digo Julia– me corrige sorrindo.
–Então, você e o Tyler se conheceram aonde ? – ela perguntou
–Hm... estudamos na mesma escola
–Não, quero saber exatamente com foi– ela falou dessa vez mais animada
–Desculpa Ane, é que minha esposa é uma romântica, então adora escutar historias detalhadamente– Jorge explicou dando risada
–Tia, deixa a Ane em paz– Tyler falou pra ela que fez uma careta pra ele e me olhou de volta
–Não perguntei nada a nenhum dos dois. Repetindo, como foi que vocês se conheceram ?
–Ele derrubou café nas minhas coisas– falei apontando discretamente pro Tyler
–Ela tava escutando musica e lendo enquanto andava, então era meio obvio que iria esbarrar em alguém– Tyler falou apontando pra mim
–Hei, se eu estava distraída você deveria desviar, não acha ? – perguntei me virando pra ele
–Eu nem te conhecia. Achei que você iria olhar pra cima ou qualquer coisa do tipo– falou também se virando pra mim
–Ok, admito que deveria ter tomado cuidado, mais você também estava errado– falei empurrando sua testa com o dedo indicador
–Tudo bem admito– falou dando de ombros e me roubando um selinho, me fazendo dar risada.
Me virei pra frente e corei quando percebi os tios dele nos observando com um sorrido nos lábios.
–Ai Meu Deus ! – Julia exclamou sorrindo mais largamente
–Hm... então a senhora...
– Você, por favor. – Julia falou ainda sorrindo
– Tudo bem. Você está de quantos meses ? – perguntei me referindo a gravidez que Jorge tinha comentado outro dia.
–5 meses – ela sorrio– Nem dá pra notar direito, não aumentei quase nada.
–Isso é só até o 6° mês. Logo, logo a barriga cresce mais rápido– falei sorrindo
–Sério ? – acenei positivamente– Más como você sabe ?
–Acompanhei a gravidez da minha mãe. Não dava pra notar também
– Ah então você tem um irmão, quantos anos ?
– Na verdade tenho dois. Uma menina e um menino, os dois tem quatro anos – falei
–Ah, são gêmeos ? – Ela perguntou animada
–Sim, tenho uma foto aqui, quer ver ? – perguntei, e levantei para mostra-la quando ela acenou positivamente com a cabeça.
Levantei com meu celular e mostrei uma foto do Alex e da Ali para ela .
–Auw, são tão lindos, más não se parecem com você, porque ?– ela perguntou me olhando
–É porque minha mãe é loira.
– Entendi, você saiu parecida com seu pai, então. Más como são os nomes dos seus irmãos e de seus pais ?
–Hm, a menina se chama Alicia, más todos a chamam de Ali. O menino se chama Alex, sem apelidos. Minha mãe é a Viviam e pronto. – resolvi não falar o nome daquele cara.
Ela me olhou por um tempo percebendo que deixei de falar um nome más eu só sorri, então ela logo perguntou outra coisa.
–E o seu é Ane mesmo,ou é apelido ?
–Meu nome é Anelim.
–Diferente. Sua mãe é Viviam de que ?
–Viviam Avlis – falei e logo depois ela sorriu largamente
–Espera. Você é filha da Vivi ?
–Como assim ? – perguntei confusa
–Eu estudei com uma menina chamada Viviam Avlis, más conhecida com Vivi. Ela é loira, alta, fez medicina, não foi ? –ela falou animada
–É, ela é mesmo médica, más vocês estudaram mesmo juntas ?
– Sim, eu me mudei pra cá assim que desisti da faculdade, mais eu lembro da Viviam, ela concluiu a faculdade ?
–Sim.Más ela chegou a trancar a faculdade quando descobriu que estava grávida
–Nossa,dessa parte eu não sabia, eu sabia que ela tinha começado a namorar um cara, más não soube da gravidez. Deve ter sido quando vim embora–ela falou como se estivesse tendo uma lembrança
–Vocês se conheceram no curso ?
–Não exatamente. Fizemos amizade na verdade, por causa de uma confusão com um garoto– ela falou e logo depois deu risada
– Como assim ?
–Descobrimos que o garoto com saiamos estava com nós duas ao mesmo tempo, então demos um jeito no garoto e logo acabamos criando uma amizade depois disso.Algum tempo depois ela comentou comigo que estava namorando outro cara, más logo tive que vim embora, então acabei perdendo contato. – ela falou sorrindo
–Ah
Quando olhamos pros lados, foi que notamos que já estávamos sozinhas na sala.
–Onde eles foram ? – perguntei me referindo ao Tyler e Jorge
–Devem ter ido comer, são dois mortos de fome– ela falou entre risos
Nos levantamos e fomos para a cozinha. Encontramos eles ajeitando os pratos na mesa
–Não falei?! Só podiam estarem onde tem comida – falou ainda sorrindo e trazendo a comida para pôr na mesa.
O Jantar ocorreu bem, teve algumas partes mais constrangedoras por conta das perguntas da Julia, também demos muitas risada com as historias que ela contou que viveu junto com minha mãe. No final do jantar ela me disse que gostou muito de mim, e que ficava feliz por mim e pelo Tyler.
–Olha querida, você pode vim aqui a hora que quiser esta legal? – Julia me falou após me abraçar.
–Claro
–E quando eu falei a qualquer hora, eu quis dizer que não precisa vim só quando o Tyler te trazer, ok ? Pode vim sozinha mesmo, ou com sua mãe. – ela acrescenta sorrindo
–Sim, vou passar o recado a ela– falei sorrindo.
Nos despedimos deles, e então descemos para poder pegar a moto.
–Então... gostou da minha tia ? – Tyler perguntou assim que chegamos onde a moto estava
–Ela é bem legal, e... nossa, ainda não acredito que ela já conheça minha mãe– falei ainda digerindo a informação.
–é bem estranho mesmo, mais foi até legal. Então vamos ? – ele perguntou me passando o capacete.
–Já vou pra casa ? –perguntei me ajeitando
–E não aproveitar nem um pouquinho você ? Não senhorita, já te divide com minha família hoje, então preciso de você só pra mim pelo menos um pouquinho.
–Ok, não está mais aqui quem falou. Más aonde você vai me levar? – perguntei subindo na moto e o abraçando
–Segredo –falou ligando e dando partida na moto.
A viajem novamente não foi muito longa, e logo paramos em um parque mais afastado.
Descemos e caminhamos até próximo a um laguinho que ficava mais afastado do movimento das pessoas presentes no parque. Tinha uma parte mais escondida do laguinho, que tinha um banco de aparência antiga.
–Porque você me trouxe aqui ? – perguntei quando ele se sentou
–Porque eu precisava falar uma coisa para você– ele falou sorrindo
Limpei uma parte do banquinho para poder me sentar, más nem foi preciso, já que assim que me aproximei, o Tyler me puxou me pousando no seu colo.
–Hei ! –Exclamei batendo em seu braço.Ele deu risada e então me rodeou com os braços, me dando um abraço pela cintura, deixou um beijo no meu ombro e então olhou para cima.
–Sabe porque eu adoro esse lugar? –ele perguntou
–Não. Porque ?
–Ele me deixa calmo, é o mais próximo da natureza que eu encontro nessa cidade, não tem muita influência humana. É especial, e sempre que eu me estressava eu vinha pra cá, então meio que se tornou um santuário. Com tantas luzes na cidade, nem dá pra reparar muito nas estrelas, e você nem imagina o quanto eu adoro observar as estrelas. – ele deu uma risadinha – Tenho essa mania desde pequeno. Então para mim, esse lugar era a única coisa que me acalmava, me dava paz, enfim, me fazia feliz. Só que ai, num certo dia em que eu estava com muita raiva de tudo, por conta de mais uma confusão em que tinha me metido, eu tava puto com um cara, e eu não tava nem um pouco ligando se eu iria ser preso de novo por causar baderna na rua, eu só queria da uma surra no mané. Só que quando eu sai de casa, minha tia me deu um copo de café, então meio puto ainda com o cara que já tinha dado um jeito de fugir, eu fui pro colégio. Quando cheguei ao colégio, a primeira coisa que notei fui um ser distraído, caminhando pelo pátio com um cabelo chamando atenção por onde passava. – ele se virou pra mim, sorrio, e voltou a olhar pra cima– Como disse, esse lugar era a única coisa que me acalmava. Porque a partir do momento que eu vi dois olhos verdes me olhando , tudo que eu sentia simplesmente desapareceu, espera, na verdade tudo ao meu redor desapareceu. E então esse lugar deixou de ser único porque eu tinha acabado de encontrar uma sensação bem melhor do que sentia aqui, e toda essa sensação tava a uma cadeira de distancia. – ele sorriu e então voltou seu olhar pra mim.
–Es-espera, você tá me dizendo que... –ele me interrompeu antes que eu terminasse.
–Pequena– ele falou sorrindo e me ajeitando melhor em seu colo. – Desde a primeira vez que eu te vi de verdade, porque aquela vez no posto não conta. –dei risada– Continuando, desde a primeira vez que te vi, eu simplesmente não parei de pensar em você. A quem eu to querendo enganar, com apenas uma conversa, eu fiquei praticamente de quatro por ti pequena.
–Sério ? –perguntei sorrindo e sentindo minhas bochechas corarem
–Acho que qualquer pessoa notou. Más ainda não é isso que tenho pra te falar.
–Então o que é ?
Ele levantou comigo ainda em seu colo, e então me colocou de pé em cima do banco, o que me fez ficar um pouco mais alta que ele que estava em pé na minha frente com as mão sobre minha cintura.
–Então... er– ele coçou um pouco a cabeça, olhou pra cima e falou– Eu não sei como vou te perguntar isso, até porque nunca quis perguntar isso a nenhuma menina. Então vai ser na lata mesmo. Anelim Avlis você aceita namorar comigo ? – ele perguntou me olhando, e depois de respirar fundo para poder controlar tudo o que estava sentindo dentro de mim, eu o respondi.
–Más é claro que sim– falei pra ele que me puxou me abraçando e terminou de dando um beijo.
Ficamos mais um tempo lá, entre risos e beijos, e depois ele me levou de volta pra casa.
Quando cheguei em casa, parte das luzes já estavam desligadas, então fui direto para meu quarto.
Me aprontei e logo deitei pra dormir, e claro que o sorriso nos meus lábios tinha um só motivo:
Meu namorado’
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