Notas iniciais
Não atrapalharei a leitura de vocês, vejo vocês lá embaixo :{P
Boa leitura

Abri a porta do meu quarto como se estivesse arremessando algo com muita raiva, entrei, a fechei fazendo um grande barulho quando bateu e me joguei na cama. Um grito veio do andar de baixo, provavelmente meu pai dizendo para parar de bater as portas, mas a porta abafou o grito, fazendo com que eu não ouvisse o que ele disse. Eu olhei para o pequeno livro na minha mão e olhei por todas as páginas vazias. Abri o livro e comecei a escrever.

Querido diário,

Eu não tenho ideia de o que me fez sair e comprar esse negócio estúpido, ou porque estou me importando em escrever nele, mas eu estou, e isso que importa.

Alguma vez já desejou que sua vida não fosse tão ferrada? Que tudo não fosse tão confuso? Que você é livre para fazer o que quiser e ninguém iria te julgar por isso? Bom, tenho certeza que sim. Tudo isso tem um motivo: Tori Vega.

Desde que ela entrou na Hollywood Arts minha vida tem sido um caos e é tudo culpa dela.

Eu supostamente deveria ser a garota que todos tem medo. Eu deveria estar apaixonada pelo Beck. Eu deveria ser muitas coisas, mas não sou, graças a ela.

Ela é tão perfeita. Todos querem ela. Inclusive eu.

Mas eu sei que ela nunca será minha. Vega nem sequer pensa que somos amigas. Ela nunca me amaria do jeito que amo ela, especialmente quando ela tem todos os garotos que ela quer aos seus pés. Eu não significo nada para ela. Eu não deveria amar ela. Eu não deveria nem mesmo gostar dela, mas eu gosto e odeio isso.

Desde o primeiro dia que conheci ela, ela foi tão legal comigo. E eu odeio isso. Eu fui má com ela, ela deveria ser má comigo também. Mas Vega não joga com as regras de outras pessoas. Ah não, ela entra na sua vida e faz o que quiser. Ela mexe com sua mente e faz você pensar coisas ridículas. Ela faz você querer que nada mais existia, que só tivesse vocês dois sozinhos. Juntos pra sempre, sem a opnião de ninguém entrando no caminho de tudo. E esse é um dos motivos que fez eu me apaixonar por ela.

Eu custumava pensar que odiava a Vega. Eu ainda tento pensar isso, mas sei que não é verdade. Eu odeio o jeito que ela faz eu me sentir. Eu odeio como ela tem todos os os garotos aos seus pés. Eu odeio como eu sei que o Beck ama ela mas do que ele me ama. Eu odeio o jeito que ela é mais talentosa do que eu jamais serei. Mas eu nunca poderia odiar ela

Eu imagino que tudo isso é sem valor e estúpido. Isso nunca vai fazer ela ver o quanto eu me importo, o quanto eu queria que ela me amasse. E ela está apenas em frente com sua vida, sem nada pra incomodar. Nada pra ela se preocupar.

Eu deveria parar de escrever isso agora. Isso tem o efeito oposto que eu esperava que iria ter em mim. Isso está apenas me fazendo quer ela mais e mais, desejar que ela fosse minha. E cada uma dessas palavras só me lembra que eu não posso ter ela. Se um dia eu tivesse a possibilidade de ter ela, não seria escrevendo em um diário que eu conseguiria.

Eu pensei outras vezes se Vega se importa comigo. Ela já fez algumas coisas que me fizeram pensar isso, então não estou completamente louca. Todos esses abraços, ela me levando para o "janitor's closet", me salvando daquela assustadora mulher em Yerba, etc...Então me lembrei é totalmente impossível a possibilidade de ela se importar comigo. Mas eu continuo com essa vida pela metade, passando cada dia desejando que tudo pudesse ser diferente.

E agora estou sentada no meu quarto, apenas desperdiçando tempo escrevendo tudo isso. Ela não verá isso, tenho certeza. Mas isso faz eu perceber o quão inútil isso é. Vega nunca verá o quanto eu amo ela. Ela não se importaria de qualquer forma. Pra ela, sou apenas uma vadia que quer que ela não seja feliz. Eu não sei o que me faz agir como se odiasse ela quando estou o tempo todo desejando que ela me amasse. Acho que sou apenas estúpida.

Agora que olhei isso, parece que escrevi bastante, mas eu poderia encher milhões de livros e ainda não falaria o quanto amo ela. E sei que, de qualquer forma, não importa pra ela.

Eu costumava pensar que amor não existia; que era tudo uma grande brincadeira. Então ela veio na minha vida e mudou tudo. Eu parei de me importar com Beck, apenas prestando atenção em Tori. Eu me odeio por isso. Deveria ser feliz certo? Ou pelo menos não deveria estar escrevendo em um estúpido diário sobre meus sentimentos. Mas eu não estou feliz e estou escrevendo sobre meus sentimentos.

Vou parar por aqui, simplesmente porque minha mão começou a doer e não quero escrever palavras inúteis que não significam nada.

Enão, tchau.


Uma vez que tinha acabado de escrever, eu fechei o livro e comecei a olhar pra capa. Quando eu estava pensando como ela ficaria se eu a pintasse de preto eu ouvi a campainha, interrompendo meus pensamentos. Um momento depois eu ouvi meu pai chamar meu nome. Eu reclamei para mim mesma e fiquei em pé, abri a porta do meu quarto e fui para o andar de baixo. Esperando na porta estava Beck e atrás dele estavam Cat, Andre, Robbie e Tori. Eu dei um suspiro e andei até o grupo de pessoas que eu chamava de amigos. Eu nem mesmo me importei em perguntar onde estávamos indo. Eu apenas andei em direção ao carro, esperando o resto do grupo se juntar a mim. Beck, Tori e Cat ficaram no mesmo carro que eu e Andre e Robbie ficaram no outro. O caminho inteiro se resumiu em olhar pra Vega, e quando ela olhava para mim, fingia que não estava olhando pra ela. Chegamos ao nosso destino e estacionamos o carro.

Estávamos no cinema e instantaneamente me arrependi de ter vindo. Sem dúvidas eu ficaria presa lá por uma hora assistindo algum filme estúpido. Entramos lá e Cat decidiu que iríamos ver um filme estúpido de crianças que salvavam o mundo do vilão. Viu? Estúpido, como eu já imaginava. Era obvio que ninguém mais queria ver esse filme, mas não se pode dizer não para Cat. Quando entramos na sala, os traillers já estavam começando e nós começamos a escolher os lugares. Eu tentei ficar o mais longe possível da Tori, mas minha ótima sorte me deixou sentada ao lado dela. Ela olhava pra mim como se eu fosse assassinar ela. Revirei os olhos e virei para Beck que estava sentado à minha direita.

– Por que diabos tinha que me trazer aqui? ~eu disse, não me importando em ser silenciosa. Algumas pessoas olharam pra mim, especialmente as mães das crianças de 3 anos que estavam lá~
Beck apenas suspirou, obviamente não respondendo minha pergunta.

O filme começou -não que eu me importasse-. Eu tentei prestar atenção, imaginando que o filme iria me distrair. Cerca de meia hora depois, eu comecei a me sentir cansada e caí no sono alguns minutos depois.

Eu acordei com o som da risada da Cat e com alguém cutucanto meu braço. Eu bocejei e vagarosamente abri meus olhos e percebi que minha cabeça estava encostada nos ombros de Vega. Eu rapidamente sentei corretamente, esperando que ainda estava escuro suficiente pra esconder o fato que eu estava vermelha.

–Porque não me acordou mais cedo? ~Eu gritei, tentando parecer o mais brava possível~

Ela encolheu os ombros.

– Você parecia muito cansada esses últimos dias, então pensei que apenas deixaria você dormir. E você parecer bem calma por alguns minutos ~ela disse com um sorriso nervoso.

Bufei e cruzei meus braços, me recusando a olhar pra ela. É culpa dela que eu estou cansada nesses últimos dias. Eu ficava quase a noite inteira, apenas pensando nela. Mesmo quando eu conseguia dormir ela aparecia em meus sonhos.

– Vamos ~ela disse, interrompendo meus pensamentos, enquanto pegava meu pulso~ o filme acabou alguns minutos atrás. Deveríamos sair ~ela disse enquanto eu percebia que todo mundo já havia deixado a sala~

Olhei pra ela. -Me levanto quando eu quiser.

Ela deixou um suspiro de frustração escapar, então ficou em pé, ainda segurando meu pulso. Ela tentou me colocar de pé, mas eu continuava sentada. Quando eu finalmente baixei a guarda, pensando que ela tinha desistido, ela puxou com força uma última vez, e nós duas caímos em uma posição estranha no chão. Ela estava embaixo de mim, somente nós duas sobre o chão do cinema. Me coloquei de pé, evitando fazer contato com os olhos dela.

– Bom trabalho Vega. ~murmurei, saindo da sala.

Nem mesmo me importei em olhar pra trás e ver se ela estava me seguindo. Eu já estava no estacionamento, entrando no meu carro, quando ouvi:

– Jade, espera!

Fingi que não ouvi e continuei entrando no carro, até que ela me alcançou.

– O que foi? ~eu perguntei com meus dentes grudados~

– É....que eu estava pensando de poderia me dar uma carona pra casa? Cat levou Beck e Andre pra ver outro filme. Eu escapei.

Eu queria dizer não e a forçar a esperar os outros terminarem de ver o filme e pegar a carona com um deles, mas meu lado bom decidiu fazer uma boa ação.

– Tá ~eu suspirei e aponte para o outro lado do carro~ entra.

Vega sorriu pra mim rapidamente, correu pro outro lado do carro e sentou. Eu também entrei no carro, fechei a porta e virei a chave. No caminho pra fora do estacionamento eu quase atingi uma senhora e 5 crianças, ganhando um suspiro entediado de Tori. Liguei o rádio, esperando que a música me deixasse distraída dos meus pensamentos, claro que não funcionou, então aumentei o volume. A música ainda não me fez esquecer que a única coisa entre eu e ela era o freio de mão do meu carro. Tive que utilizar todo meu auto controle para manter minha atenção na estrada e não olhar pra Tori.

Eu devo ter deixado o volume realmente muito alto, porque minutos depois eu ouvi ela dizer meu nome bem alto. Eu abaixei o volume e olhei pra ela.

– Você...está bem? ~ela perguntou, inclinando sua cabeça pro lado~

Uma risada um pouco cruel escapou de mim — Que tipo de pergunta é essa?

Ela encolheu os ombros. — Você parece meio distante esses dias, queria ter certeza que nada está errado.

Eu queria dizer tudo pra ela. Que minha vida estava um caos total. Que eu queria que tudo estivesse diferente. Mas eu apenas disse:

– Estou bem.

De repente, senti a mão dela sobre a minha. As batidas do meu coração aceleraram imediatamente e fiquei surpresa que não tive um ataque do coração naquele momento. Ela removeu sua mão de cima da minha, como se tivesse acabado de perceber o que ela tinha feito.

– Desculpa ~ela disse, voltando seu olhar para seus pés.

Eu balançei minha cabeça — Não importa. Eu disse rapidamente, focando na estrada novamente

O resto do caminho foi silencioso. Chegamos na casa dela, mas não queria que ela saísse, mesmo que nós não nos falamos.

– Tchau. ~eu disse enquanto ela saía do carro. Ela acenou pra mim, sorrindo, então voltei pra casa.

Eu não queria ir pra casa, mas não tinha outra escolha. Levou apenas 10 minutos até eu chegar em casa. Eu desliguei o carro e entrei, imediatamente subindo as escadas para meu quarto. Eu estava prestes a deitar quando percebi. O diário estava aberto, em cima da minha cama. Eu rapidamente fui até ele e deixei o pequeno livro fechado. Eu senti raiva de mim mesma por ter sido ignorante suficiente pra deixar o diário na penteadeira, completamente aberto.

O som de passos interromperam meus pensamentos. Eu virei e vi meu pai em pé, na porta do meu quarto. Continuei em pé, sem coragem de mexer um músculo.

– Então. ~ele disse, com o rosto sem nenhuma emoção~ Tem algum segredo que esteja escondendo de mim?

Demorei pra responder, mantendo meu olhar no olhar dele, esperando que mostrasse algum sinal de emoção.

– Quero que saia dessa casa, amanhã. ~ele falou e simplesmente virou as costas pra ela e desceu as escadas.

Um milhão de pensamentos diferentes estavam correndo em minha mente naquele momento. Ele estava realmente me expulsando de casa? Teria permissão de algum dia voltar pra cá? Claro, eu odiava morar com ele, mas esse era o único lugar que eu tinha. Onde eu ficaria até -ou se- ele me deixasse voltar pra cá? Eu suspirei e me joguei na cama, enfiando meu rosto embaixo dos travesseiros e cobertores. Mordi meu lábio para evitar que as lágrimas escorressem. Eu não poderia mostrar nenhum sinal de fraqueza, nem mesmo se não tivesse ninguém em volta pra me ver.

Eu devo ter ficado lá até dormir, porque quando eu olhei para o céu lá fora estava totalmente preto, olhei pro meu despertador, que me dizia que era 2:00 da manhã. Vagarosamente me forcei ficar em pé, pegando algumas roubas e enfiando em uma mala. Depois que ela estava cheia de roupas eu abri os bolsos laterais e comecei a colocar meus objetos pessoais dentro deles. Sem mesmo perceber, eu acabei colocando o diário lá dentro.

Quando terminei de guardar minhas coisas, eu comecei a pensar onde iria ficar. A opção obvia era procurar Beck, mas por alguma razão minha mente eliminava a ideia. Outra ideia estúpida e ridícula vinha na minha mente, e foi a ideia que eu segui.

– Jade? O que faz aqui?

Fui recebida pelo suspiro de Tori, que parecia preparada pra dormir. Seu cabelo estava uma bagunça, e ela estava vestida com pijamas, que estranhamente quase me fez sorrir. Eu rapidamente tirei esse pensamento da cabeça. Vega estava me fazendo muito sensível.

Eu entrei na casa dela, sem me incomodar em perguntar se podia entrar. Sentei no sofá e olhei pra ela. — Estou aqui pra jogar todos os meus problemas em cima de você, de novo. ~falei, com um sorriso malicioso~

Ela se sentou ao meu lado, obviamente pronta para me encher de perguntas. E foi exatamente o que ela fez.

– Terminou com Beck? Ou ele terminou com você? Ou- ~ela parou assim que percebeu o quão rápido ela estava falando.

– Hmm, desculpa. ~ela disse, desviando o olhar por alguns segundos~ Então o que aconteceu?

Eu tinha planejado em dizer pra ela que eu não podia ficar na minha casa por um tempo, mas em vez disso, eu contei a história, detalhada, tentando não falar sobre o diário. Ela ainda sentada, não dizendo nada, e tendo certeza que entenderia todos os detalhes.

– Mas...por que não foi pra casa do Beck? ~ela perguntou, quando eu finalmente tinha parado de falar, era a solução óbvia, mas parecia mais complicado~

Dei de ombros. — Não quis, apenas não quis. ~eu disse, olhando para as minhas mãos, evitando olhar pra ela.

– Tem alguma coisa errada entre você e ele?

– Não. ~disse rapidamente, me arrependendo logo depois~ Desculpa, é que você parece o tipo de pessoa que resolve todos os problemas, de todo mundo. ~eu disse, sorrindo, olhei pra cima e vi ela sorrindo também~

– Bom, eu acho que está tudo bem pra você ficar aqui por um tempo. ~ela disse, com um pequeno sorriso~

– Obrigada Vega. Significa muito pra mim.

Ela estendeu os braços, esperando um abraço, eu revirei os olhos, mas abracei ela, apoiando meu queixo em seu ombro.

Meu desejo de ficar assim pra sempre obviamente não se realizou, pois alguns segundos depois ela foi pra trás.

– Então, você trouxe suas coisas? ~ela disse, inclinando a cabeça~

– Que? ~eu perguntei, estava distraída, demorei alguns segundos até dizer -Ah claro, minhas malas, estão no carro.

– Vai lá pegar. ~ela respondeu~ Podemos colocar no meu quarto.

Eu levantei uma sobrancelha, fazendo com que ela revirasse os olhos.

– O que? Você pensou que eu iria fazer você dormir no sofá? ~ela riu e pegou minha mão~ Vamos. ~ela disse, me levando pra fora, pegamos as malas do carro e fomos pro quarto dela. Era muito pequeno e tinha coisas roxas em todo lugar~

– Deveria adicionar algumas cores mais escuras nesse quarto. ~eu disse, fazendo ela sorrir~

– Então ~eu continuei~ onde estão os sacos de dormir ou colchões para eu dormir?

– O que? Você achou que dormiria no chão?

– Então dormiremos na sua cama. Juntas. ~eu disse, ainda tentando entender a ideia, ela afirmou, deitou em sua cama, se enrolando nos cobertores~

Eu abri o zíper da minha mala e tirei uma camiseta com um tamanho maior, parecendo uma camisola e uma calça de dentro dela. Não me importei em me esconder enquanto me trocava, alguns segundos depois, eu notei que Vega tinha seu olhar fixado em mim.

– Gosta do que vê? ~eu provoquei, sorrindo~

– Possivelmente. ~ela disse, mudando a direção do olhar~

Eu sorri, jogando a camiseta que eu estava em cima das minhas coisas, então subi na cama e me acomodei ao lado dela. Ela já tinha dormido quando perguntei:

– Verdade ou desafio, Vega?

Seus olhos abriram devagar, enquanto ela bocejava então olhou pra mim.

– Jade, está muito tarde, eu quero dormir. ~ela disse, bocejando novamente~

– Foda-se, verdade ou desafio?

– Hmm, verdade, eu acho.

– Você já mergulhou nua? ~eu perguntei, com um leve sorriso quando senti um travesseiro batendo com força no meu rosto. Tirei ele da frente, já estava rindo.

– Não, nunca. ~ela disse, revirando os olhos~

– Deveria tentar alguma vez, pode ser bem divertido. ~eu sorri~

– Jade!

– Meu Deus Vega, foi só uma pergunta. ~disse, com um pequeno sorriso ainda em meu rosto~

– Verdade ou desafio? ~ela perguntou, com o olhar fixo em mim.

– Verdade, eu acho.

– Você realmente ama o Beck?

Essa pergunta fez meu coração acelerar. — Talvez. ~eu disse, em um volume que ela quase não ouviu. Antes dela fazer mais perguntas, eu perguntei novamente:

– Verdade ou desafio?

– Provavelmente vou acabar morta, mas...desafio. ~ela disse, com um tom nervoso na voz~

Um sorriso malicioso apareceu em meu rosto. — Te desafio a vir nadar nua comigo depois.

– Você está louca, totalmente louca. ~ela disse, olhando para mim~ — Enfim, verdade ou desafio?

– Desafio. ~eu disse rapidamente evitando ter que responder seu último comentário.

– Te desafio a dizer a verdade. ~ela disse, com um sorriso orgulhoso em seu rosto~

– Esperta. ~eu comentei, secretamente com medo do que ela iria perguntar~ O que quer saber?

– Por que não ama o Beck?

– Eu nunca disse que não o amava.

– Você disse "talvez", o que é como dizer não.

– Eu...eu apenas não quero falar sobre isso, tá bom? ~suspirei, me surpreendendo que ela não se importou em perguntar outras coisas e apenas concordou com a cabeça~

O jogo foi por mais 10 minutos, depois ficamos entediadas e fomos dormir.

– Boa noite, Jade. ~Vega disse, apagando o abajur e deitando sua cabeça no travesseiro~

Eu achei que ficaria acordada a noite inteira, mas incrivelmente, logo quando ela desligou a luz e o quarto ficou totalmente escuro, eu dormi.

Notas finais
Espero que tenham gostado, se quiserem a fic original é só me pedir no meu twitter @justicemyqueen que eu mando o nome da autora e/ou o link da fic.
Vejo vocês no próximo capítulo. :D