Notas iniciais
Olá meus amores lindo do meu "tun tun". Estou inspirada hoje e criei esse capítulo rápido, mas só pude entrar na net hoje. Obrigada pelas fofas DudaHoran e 1moreHistory pelos comentários, deixaram o meu dia muito melhor. Bem, espero que gostem desse capítulo. Não está engraçado, mas eu gostei dele. Boa Leitura!

Hoje é domingo, fazia uma linda manhã para se dormir, tirando o fato que eu não poderia fazer isso. Isso mesmo, eu fui privada do meu soninho maravilhoso! Culpa de quem mesmo? Se você pensou no Marcos está completamente, perfeitamente... Enganada! Isso mesmo, pela primeira vez na minha vida a culpa não foi do Marcos e eu não coloquei a culpa nele. Para você vê como as coisas mudam de uma noite para outra... Ou quase isso!

- Thiago eu vou te matar! – Resmunguei pela milésima vez.

- Eu já entendi Amy! – Ele disse revirando os olhos e voltando sua atenção para os cacos de vidro no chão.

Não está entendo a cena? Eu te explico!

Ontem, depois que eu comi pizza com Marcos (Isso mesmo ele pediu pelo telefone) ele foi se deitar cedo, ou pelo menos foi o que entendi, pois ele saiu que nem vento de perto de mim. Quando estava em meus pensamentos idiotas, olho para o lado e ali, materializado estava Thiago Brown, o aluno novo.

Depois do meu susto, meu grito de susto e minha queda de susto por ter sido arrancada brutalmente de meus devaneios. Comecei a conversar com ele. Descobri várias coisas chatas até sobre ele, por exemplo, ele já havia estudado na escola (eu nem me lembrava dele), morou em várias cidades pelo mundo, pulou de “bang jump”, gosta de maça, de torta de maça, suco de maça e refrigerante de maça, que ele mesmo inventou. Havia voltado para a cidade porque seus pais haviam se separado, e sua mãe voltou para a casa dos seus avós por algum tempo. Ele entrou na escola e agora estava aqui conversando comigo.

Acho que isso é o mais importante da conversa. Conversa vai, conversa vem, ele me puxou para a cozinha. Eu nem protestei, por que estava ainda com fome. Vai ver que eu achasse alguma coisa para comer? Eu sou muito esfomeada! Ele disse que queria que eu provasse um biscoito que a sua avó tinha lhe ensinada, cuja havia aprendido com a avó, que aprendeu com a sua mãe que pegou a receita de uma mexicana.

Tenho que confessar que esse garoto é muito estranho. Sim, por que ele nem me olha na minha cara por um bom tempo, aparece do nada no meu lado, puxa assunto e agora quer me mostrar que sabe fazer biscoito. E ainda me conta de quem era à receita de biscoito.

Mas cada louco com a sua loucura, é o que eu sempre digo!

Ah! Mentira, eu nunca falo isso!

Voltando ao ponto da história que parei... Depois que os biscoitos estavam no forno (o que é muito estranho não ter nenhum adulto na escola, mais eu nunca vejo eles mesmo), ele foi ficando na minha frente, foi se aproximando, aproximando, aproximando... Juro que pensei que ele iria me beijar, e eu não iria fazer nada contra isso, afinal não haveria ninguém aqui para nos incomodar e ele era o maior gato! Mas para o meu engano, infelicidade ele só queria pegar a pimenta que estava atrás de mim.

Eu fiquei vermelha na hora é claro e ele apenas riu de mim! É ontem eu não estava muito bem. Voltando aos biscoitos, eles ficaram realmente gostosos. Comi quase a fornada inteira. Ele havia me perguntado se eu não tinha medo de engordar e eu apenas dei de ombros e disse: “Se eu engordar engordei. Se não, melhor para mim!” E continuei comendo meus deliciosos biscoitos e ele disse que estava encantado comigo.

Bem, se eu fosse uma menina... Normal, eu realmente me aproveitaria do momento e ficaria com ele sem pastejar, mas como eu sou Amy Parker, dei mais bola para os meus deliciosos biscoitos. Depois disso foi algo muito... Estranho e difícil de entender.

Uma hora estávamos rindo que nem crianças e outras a cozinha estava completamente ao chão, isso quer dizer, que quebramos uma boa parte da cozinha! O que eu não consigo entender é como conseguimos essa proeza. Tipo, uma hora eu estava tomando agua, noutra o copo estava no chão. Havia farinha em meus cabelos jogados por Thiago, digamos que tivemos nossa guerra de comida que acabaram quebrando algumas coisas, tudo muito clichê. Mas não imaginamos que iria chegar a esse ponto. Ficamos assustados é obvio, mas realmente não nos importamos como deveríamos por que saímos de “fininho” da cozinha e fomos para os nossos respectivos quartos.

Mas é claro que a minha felicidade não poderia durar muito, por que hoje pela manhã fui chamada na diretoria. O diretor Birkin brigou comigo, com Thiago e com Marcos. Não sei muito bem por que Marcos estava na escola, mas ele levou bronca também. Ficamos de castigo sem poder ir para casa por três semanas, nossos pais foram avisados e tínhamos que cumprir serviços como castigo pelo estrago na cozinha.

Eu achei isso tudo muito injusto!

Eu nem tive culpa de nada!

- Thiago, como fizemos isso? – Eu disse juntando farinha do chão com uma pá e vassoura.

- Não sei Amy! – Ele disse voltando para seus cacos de vidros.

Depois de algum tempo de silêncio, não conseguia mais ficar naquele silêncio, comecei a puxar assunto.

- O que será que Marcos fez de errado?

- Quem se importa? – Ele falou com um tom meio irritado.

- Achei que ele era seu amigo!

- Pode se dizer que ele é. – Thiago disse dando os ombros. – Mas não estou interessada em saber o que ele anda fazendo as escondidas na escola.

- Eu fiquei curiosa! – Eu soltei.

Thiago ergueu seus olhos para mim e riu. – Quando você não esta curiosa?

Eu apenas sorri!

- Em todo caso, acho que você deveria estar mesmo preocupada com o seu namorado! – Ele disse desviando os olhos de mim.

- Ele não é meu namorado! – Eu neguei.

- Sério? – Ele disse isso como se não tivesse acreditando.

Qual é o problemas das pessoas?

Só por que nos odiamos, não significa que temos um caso secreto de amor como esses clichês baratos por ai. De verdade, não acredito em clichês! Ah! Quem está querendo enganar? Estou escrevendo um diário, tem algo mais clichê que isso?

- Sim! – Eu disse com certeza – Somos apenas amigos, ou nem isso. – Eu falei incerta do que éramos, ah quem se importa mesmo?

- Não pareceu ontem quando vi vocês na sala. – Ele disse. – Vocês estavam abraçados e parecia algo mais. Além de que vocês tem sorte que estamos apenas nós nessa deserta escola.

- Oi? Só temos nós três? – Eu perguntei assustada.

- Não percebeu que não tem nenhuma outra alma viva nesta maldita escola? Nem mesmo o diretor está aqui neste domingo. Vi o carro dele saindo da escola agora a pouco.

Isso me pegou de surpresa! Imaginava que teria mais alguém nesta coisa que chama de escola, afinal é internato não é? Como eles queriam que a gente vivesse aqui se todos vão embora aos fins de semana? Isso é um absurdo! Cadê as autoridades para eu denunciar essa falta grave no sistema de ensino? Ok. Estou parecendo minha mãe falando quando fica estressada com a escola, trabalho e outras coisas. Ela fala até parecido quando briga com Phil e meu pai é um caso aparte, ela solta palavrão mesmo.

- Não! – Eu disse soltando a vassoura em um canto junto com a pá. Havia terminado de juntar tudo que encontrei em pó do chão. Agora faltava uma pia enorme cheia de louça para lavar. Thiago iria ficar com a arrumação dos armários. E Marcos... Onde ele estava?

- O que Marcos esta fazendo? Ele não devia estar aqui nos ajudando? – Eu perguntei quando caminhei desanimada até a pia.

- Ele deve estar limpando a janela que quebrou.

- Esse menino tem problema, eu sempre disse, mas ninguém nunca me ouviu! – Eu falei rindo.

- Já que é você que esta dizendo. – Thiago disse dando os ombros.

Esse garoto era muito chato!

Estou tentando animar as coisas e ele nem ai para mim. Acho que vou ficar quieta e me envolver nos pensamentos idiotas quando ele fica em silêncio arrumando sei lá o que.

Depois de tudo terminado, isso significa que a cozinha havia voltado ao normal, ou quase isso, nos jogamos no sofá da sala. Eu estava cansada, e se eu pudesse dormiria ali mesmo sem pensar duas vezes, mas acho que não ficaria muito bom com Thiago ali no meu lado não é?

- Estou com fome! – Eu falei depois de alguns minutos escutando a minha barriga reclamar para que fosse alimentada.

- Você sempre está com fome! – Thiago disse revirando os olhos.

- Você é sempre assim tão chato ou o que? – Eu falei irritada já.

Se ele não queria a minha companhia, que fosse embora. Não olhasse mais na minha cara, ou sei lá. Mas que não agisse assim.

- Sou chato apenas com as pessoas que gosto! – Ele falou, o que me pegou desprevenida.

Ele disse que gostava de mim? Ou foi apenas a minha imaginação.

- Eu não lembrava que você estudasse aqui comigo antes. – Eu falei pela milésima vez. Tinha uma esperança que me lembrasse dele.

- Eu sei disso. Digamos que você andava com Peter e aquela sua amiga ruiva Charlote não é? – Ele perguntou e eu confirmei. – E eu também estudava na outra sala, então você não me conhecia.

- Mas como você sabia quem eu era? – Perguntei confusa. Se eu não o conhecia, como ele me conhecia?

- Uma vez Joseph que estudava comigo, me disse quem era você. – Ele disse como se isso fosse simples. Joseph começou a estudar na mesma sala que eu na terceira serie eu acho, então até que fazia sentido, por que eu era amiga dele. Oh! Meu passado me condena! – Lembro que você era muito baixinha, usava duas “Marias Chiquinhas” altas e ria muito.

- É. Esse passado eu não pretendo voltar nunca mais! – Eu disse me lembrando de como eu costumava a me vestir. Era péssimo, ou melhor, era de criança.

- É isso! – Ele disse finalizando o assunto.

- Mas eu ainda continuo com fome! – Eu disse lembrando-me da minha barriga morta de fome.

- Vou fazer o nosso almoço então. – Ele disse se levantando.

Antes de sair da sala que estávamos ele veio até mim e me deu um beijo na bochecha e disse que ele era um ótimo cozinheiro. Eu apenas sorri. O que eu poderia fazer?

Não tive muito tempo para pensar em mais nada, pois Marcos chegou à sala e se sentou ao meu lado. Nos mantemos em silêncio. Não estava a fim de perguntar nada, e eu ainda estava com aquele sorriso idiota no rosto sem motivos. Marcos estava aquieto em meu lado, com olhos fechados.

- O que você e seu namorado aprontaram na cozinha? – Ele perguntou depois de alguns intermináveis minutos.

- Oi? – Eu perguntei confusa.

- Você me ouviu. E eu vi o que estrago que vocês fizeram na cozinha. – Ele disse abrindo os olhos e me encarando com aqueles perfeitos olhos castanhos. Não pude sustentar muito o seu olhar.

- Primeiro não somos namorados. – Eu comecei a dizer. – Segundo, não destruímos nada. As coisas que se destruíram sozinhas.

- Como se eu fosse acreditar Parker. Uma garota, um garoto e uma cozinha destruída. Achou que eu fosse cair neste papo que vocês jogaram para o diretor? – Ele disse ficando cada vez mais zangado. Por que ele estava zangado? Quem deveria estar zangada era eu. Que tipo de pessoa ele acha que sou?

- Que tipo de pessoa acha que sou? – Eu perguntei. – Achou que estávamos fazendo o que na cozinha?

Não sei por que perguntei, sabia a resposta.

- Não se faça de idiota Parker. Mas se não quer contar, não vou ser eu que vou ficar aqui para perguntar. – Ele disse se levantando irritado, quase gritando comigo. – Você tem sorte que apenas eu sei dessa sua história com Thiago, e para a sua alegria eu não contar nada a ninguém.

- Contar o que? – Eu perguntei gritando e me levantando para ficar em seu tamanho. – Não aconteceu nada entre mim e ele. Mas se você não quer acreditar nisso é problema seu. – Eu disse com muita raiva.

- E não foi só isso... – Marcos continuou com a voz alto irritada. – Eu vi na hora que ele te beijou, disse que gostava de você. – Ele continuou, só que agora gritando. – Vai me dizer que não esta rolando nada entre vocês e tudo naquela cozinha não passou de uma besta guerra de comida entre dois amigos?

– Não é por que você não presta que eu sou igual a você Stuart. – Eu falei e sai da sala batendo em seu ombro de proposito. Não estava a fim de continuar essa discussão desnecessária.

- Amy, espera! — Ele gritou quando eu estava no chegando ao corredor dos dormitórios das meninas. Eu parei e tentei me controlar para não bater na cara dele. – Não foi o que eu quis dizer... – Ele não pode terminar a sua frase, pois eu não deixei.

- Quer dizer que você não me acusou de transar com aquele garoto? – Eu falei. Marcos apenas ficou me olhando. – Foi o que pensei.

- Amy...

- Marcos me deixa! – Eu disse. – Se você não quer acreditar em mim, não posso fazer nada. Mas nunca mais fala comigo, nem nada do tipo. Quero esquecer que você existe, para sempre! – Eu falei e corri para o meu quarto.

Marcos não me chamou, não pediu desculpas nem nada do tipo. Ele ficou ali, olhando eu correndo para o quarto. Havia lagrimas em meus olhos e eu nem sabia a razão disso. Nunca fiquei assim quando brigava com ele, mas agora era diferente.

Ele não apenas brigou comigo, ele me acusou e nem quis me ouvir. Ele me magoou. Afinal, ele pensa que eu sou o que? Uma dessas vagabundas que ele pega nas esquinas?

Deitada em minha cama, eu adormeci. Enfim, poderia tirar o meu tão sonhado sono. Não importava que a minha barriga clamasse por comida, os meus olhos foram se fechando lentamente e adormeci.

Amy Parker

Notas finais
O que acharam? Mereço review's? Eai? O que estão achando da fic? Quero saber a opinião sincera. O que precisa ser melhorado? Alguém tem alguma ideia do que irá acontecer nos próximos capítulos? Com quem Amy combina? Não tem o que comentar? Me diga qual é a sua matéria favorita, o que mais gosta de fazer e qual é o seu livro favorito? Sei lá! Ah! Bem vindos leitores novos! Que tal aparecer para a Tia Balii? Eu respondo todos os reviews, todas as perguntas e não mordo! Juro! Ah! O próximo vai sair quando tiver mais de dois review's hein! beijos!