Querido Diário
7 CAPÍTULO 6 – TEORIA DA MALÍCIA
Notas iniciais
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CAPÍTULO 6 – TEORIA DA MALÍCIA
–-- Oi – uma voz feminina disse.
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Ela era belíssima com seus cabelos louros alaranjados com cachos soltos descendo até um palmo antes dos cotovelos. Seus olhos são azuis, porém não tem brilho algum como os de Alice ou os de Jasper. Sua estatura é alta, com seu corpo milimetricamente alinhado com curvas cheias e musculosas, como as de uma pessoa que malha. Ela era, concerteza, a mulher que eu nunca iria ser.
–-- Oi Tori, o que faz aqui? – Edward perguntou me tirando dos devaneios. A mulher me olhava de forma possessiva e confusa, como se perguntasse o que eu estou fazendo aqui.
–-- Vim perguntar se aquele lance de amanha ainda está de pé – falou erguendo uma sobrancelha, olhando pra Edward como se fosse superior a mim.
POV Edward
Merda, me esqueci completamente que sairia com Victória amanhã. Mas se ela tivesse aceitado ser minha namorada enquanto tinha chance, não teria esse problema de esquecer quando eu ou ela temos ‘compromisso’ marcado. Eu quero realmente sair com Isabella amanhã, mas não quero desmarcar com Victoria, se não ela vai pensar que eu estou com outra ‘peguete’.
–-- Amanhã? Nós não íamos juntos à loja de perfumes? – ouvi a voz de Isabella que estava tentando entrar na conversa. Droga!
–-- Perfumes? Que ótimo! Vou adorar ir com vocês, a Beyoncé lançou seu novo perfume e eu estou louca pra garantir a minha fragrância – ela se convidou dando um meio sorriso, mas dava pra perceber que estava com ciúmes.
–-- Bom, vamos comprar presentes pro Ronald também – tentei contornar a situação, pra ela não pensar que eu quero comprar a garota.
–-- Ronald? – ela colocou as mãos na cintura e em nenhum momento pareceu notar a presença de Isabella na sala. Típico dela.
–-- Sim, ele é um... – Isabella parou e olhou pros pés, pensando em boas palavras – homem revolucionário – disse e deu uma risadinha. Sorri, de fato isso se encaixava com o homem.
Olhei pra Isabella e ao mesmo tempo em que nossos olhares se encontraram, não consegui mais tirar meus olhos dos dela. Até meu sorriso se congelou no rosto, como se tivesse paralisia facial. O olhar dessa garota é tão inocente, penetrante e brilhante que qualquer um se prende com facilidade a esses belos olhos intensamente verdes. Ela também estacou e passou a olhar bem no fundo de meus olhos, como se enxergasse o que há além deles. De repente não ouvi nem vi mais nada além de seus belos olhos. Até reparei um ruído de voz ao fundo que parecia ser de Victoria, mas nem me dei ao trabalho de prestar atenção no que ela dizia. Só quando Victoria me deu um selinho demorado foi que voltei a realidade.
Quando ia falar de Victória pra ela, Alice apareceu gritando na sala.
–-- Adivinha gente?! Eu consegui arrumar um... – quando ela estava completando, Isabella voou apressada pra tapar sua boca.
–-- Quer que Ronald escute? – ela advertiu e Alice franziu o cenho, relembrando que a festa seria surpresa.
–-- Que ótimo! Só podia vir de vocês uma ideia dessas! Quero isso em meu aniversário viu? – ouvimos a voz de Victoria que saiu rindo do quarto de Emmett, com ele ao seu lado.
–-- Que nada, só vamos fazer porque a Bella vai ajudar nos custos – Emmett deu de ombros. Bella?
–-- Oh – ela disse e virou-se pra Isabella – então você é rica? Porque o Bellagio The Buffet é caríssimo – falou venenosa. Victoria sabia ser uma cobra quando queria.
–-- Sim, tenho bilhões de dólares importados diretamente de escavações – Isabella respondeu normalmente. Victoria ficou com uma interrogação na cara.
–-- O pai dela trabalha fazendo escavação por Las Vegas, ganha muito dinheiro por semana – Alice a corrigiu, mentindo na cara dura. Isabella uniu as sobrancelhas, mas para evitar mais explicações falsas, segurei sua mão, fazendo a expressão dela mudar pra surpresa. De repente minha barriga gelou e meus pelos do braço eriçaram-se com o toque macio da mão de Isabella, que apertou levemente seus dedos em minha mão.
–-- Legal, só não sabia que escavadores de sei lá o que ganhavam ‘bilhões’ – Victoria disse com desdém e depois conversou rapidamente com Emmett, pra logo ir finalmente embora.
–-- Essa garota é uma cobra – Alice disse quando a porta foi fechada e sentou de braços cruzados ao lado de Isabella.
–-- Você me chamou de Bella? – Isabella perguntou a Emmett, sem soltar minha mão. Isso me deixou extremamente feliz.
–-- Sim, Isabella pra lá e pra cá é muito comprido e chato – Emmett deu de ombros – algum problema?
–-- Nenhum, adoro quando me chamam assim – ela sorriu surpresa e olhou rapidamente pra mim, que sorri. Bella. Gosto de como soa.
–-- Então, Bella, já falou com seus pais pra pedir a grana? – Alice falou e Bella ergueu as sobrancelhas, lembrando do compromisso.
–-- Vou pedir agora mesmo – disse e quando ia se levantar, olhou pra mim e tirou lentamente a mão da minha.
Só pra me provocar! – pensei.
Ela pegou seu tablet dobrável e começou a digitar, talvez sobre as ‘aulas’ que tivera.
Ronald apareceu da cozinha com xícaras de café em uma bandeja nas mãos.
–-- Alguém quer um cafezinho? Eu aprendi a fazer, e achei delicioso – falou com um sorriso nervoso. Solidária, Alice foi a primeira a pegar uma xícara e logo depois me ofereceu uma.
–-- O que é isso? – disse Ronald se aproximando do tablet de Bella.
Bella, Bella, Bella. Adoro esse apelido!
–-- Um tablet dobrável 5.0 v712 – Bella falou sorrindo orgulhosa, sem tirar os olhos da tela.
–-- Posso tocar? Nunca toquei em um desses, mas já vi pessoas andarem com uns parecidos na estação de trem – disse pegando o aparelho em mãos, buliçoso. Tocou em todos os espaços possíveis da tela, admirando cada milímetro de imagem.
–-- Prove o café dele – Emmett disse e Bella obedeceu, pegando uma xícara de café e sentou ao meu lado novamente. Quando virou um pouco a xícara na boca, imediatamente a atirou pra longe e gritou de olhos fechados, fazendo derramar pingos quentes de café em mim, nela e em Alice que estava ao lado dela.
–-- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAh! – gritou com a língua pra fora e eu só faltei voar de susto – está queimando! Está queimando!
–-- O que? O que? Já estou indo! – Ronald gritou, baratinado, sem saber o que fazer. Voou pra cozinha e quando voltou trouxe em mãos uma jarra de água, que abriu e derramou água gelada em Bella, fazendo ela se calar e ficar estática.
–-- Porque fez isso, maluco? – falei e me virei pra ela, vendo seu lábio inferior tremer de frio e minha blusa... Colar em seu corpo. Nossa.
Antes que meus olhos pudessem explorar o paraíso proibido do corpo de Bella, a anã lunática pulou em cima dela, afim de socorrê-la.
–-- Estava quente! – Bella disse acariciando a língua.
–-- Aquilo era café quente, Bella – Emmett disse quase se rebocando de tanto rir.
–-- Desculpa, eu não prestei atenção. Achei que estivesse pegando fogo – Ronald se desculpou e Bella tratou de corrigí-lo.
–-- Não, não, eu é que peço desculpas pelo escândalo – Bella riu sem graça, coçando a nuca.
–-- Vem, vamos trocar essas roupas antes que fique gripada – Alice puxou Bella pelo braço em direção ao seu quarto.
–-- Ela nunca tomou café? Olha que eu vivo nas ruas, mas já experimentei! – Ronald estranhou.
–-- Não é culpa dela – Emmett deu de ombros.
–-- Quem ela é?
–-- Lá vamos nós denovo – falei para logo começar a explicar a história de Bella.
POV Bella
–-- Alice – falei enquanto Alice vasculhava o guarda-roupa a procura de alguma peça que me servisse.
–-- Fala, Bella.
–-- Aquela Victoria é irmã de Edward? – perguntei curiosa, olhando para a janela.
–-- Não, aquela vaca ruiva dos infernos é uma... bem... é ‘uma’ – ela riu.
–-- Não entendi – confessei unindo as sobrancelhas.
–-- É complicado entender mesmo – disse e tirou a cara do guarda-roupa pra me fitar – um dia eles estão aqui na maior pegação e no outro nem se olham direito.
–-- Então eles tem um ‘lance’? – falei me sentindo enturmada. Alice riu e assentiu pra mim, voltando a se enfiar dentro do guarda-roupa.
–-- É, pode dizer que eles são como Romeu e Julieta, só que na versão de sacanagem. Eles não se amam, só se sentem atraídos um pelo outro. Ficam se pegando às escondidas porque na faculdade são de equipes diferentes.
–-- Entendi... Romeu e Julieta? – perguntei curiosa.
–-- Ah é – ela riu – você não conhece romance ainda. Vou te emprestar uns livros meus pra você ler nos tempos livres, são ótimos pra ocupar a mente.
–-- Eu adoraria... Mas então, quando se tem um ‘lance’ com alguém, podemos, sabe... fazer aquilo? – falei constrangida.
–-- Aquilo o quê? – perguntou.
–-- Você sabe, aquilo naquilo... – disse me referindo a quando ela pressionou os lábios contra os de Edward e Alice riu diabolicamente.
–-- Ah, aquilo se tem com qualquer pessoa. Com acompanhantes, com o vizinho, com o entregador de pizza ou até mesmo com o cachorro – ela caiu na gargalhada e acabou batendo a cabeça no teto do guarda-roupa – ai!
–-- Uau...
–-- Pois é. É uma delícia! – falou cheia de si com um sorriso sapeca. Será que estávamos pensando na mesma coisa? – olha Bella, eu achei um jeans skinny preto que fica largo em mim, mas não tenho blusa que sirva... Vou pegar uma emprestada do Ed, espera aqui – ergueu-me um dedo e saiu saltitando porta afora. Quando voltou, estava com uma blusa regata branca lisa que ficaria enorme em mim, talvez até mostrando os seios pelas laterais das mangas.
–-- Hm... Vou pegar uma regata colada minha pra colocar por dentro e vai ficar tudo cor de rosa! – ela sorriu e tratou de voltar a mexer no guarda-roupa atrás da bendita ‘regata’.
Quando ela voltou, me ajudou a colocar a regata dela e depois a de Edward, até chegar a hora da calça.
–-- Muito bem, Bella – ela suspirou me olhando – não vai ser fácil, preciso que você me ajude – falou e eu assenti, confusa – encolhe a barriga! – falou rápido demais e me empurrou contra a parede.
–-- Ahh! – gritei e ela colocou a calça dentro de minhas duas pernas, mas ela travou bem em minhas coxas – isso não dá em mim!
–-- Dá sim... – disse em pausas enquanto forçava a calça a subir – esse... é... o... estilo... dela...!
–-- AAAAAAAAAAHHHH!!!! – gemi altíssimo quando Alice conseguiu me tirar do chão, então, caímos juntas.
–-- Calma, Bella! Me ajuda! – falou e me ajudou a levantar.
–-- Tudo bem... Um... Dois... – comecei a contar pra prender a barriga e ela puxar.
–--Três! – ela disse e eu respirei bem fundo, puxando todo o ar possível enquanto ela me levantava na parede novamente.
–-- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
POV Edward
–-- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – ouvimos a voz de Bella gritando e sobressaltamos. Um grito de desespero.
–-- Ela tá matando a Bella! Avante, Quatr0! – Emmett gritou e todos corremos pra porta de Alice, colando os ouvidos cuidadosamente na porta.
–-- Vai com calma! Tá doendo! – Bella disse.
–-- Ah Bella, pra encaixar vai ter que ser no tranco! – Alice disse e eu arregalei os olhos. Emmett tentou prender o riso e Ronald estava com uma sobrancelha erguida.
–-- Uau, não sabia que a anã torcia pra outro time — .disse e isso só aumentou a crise abafada de risos de Emmett, que precisou se afastar pra não fazer barulho. Quando ouvimos passos vindos do corredor, puxei Emmett e Ronald para o meu quarto, que ficava do lado.
–-- Alice, eu trouxe o suspensório que me pediu – disse Jasper e Ronald observou ele entrar no quarto – minha... Nossa! – ele disse e dessa vez todos nós rimos.
–-- Se controlem caras! – falei e eles fecharam a boca, voltando pra porta de Alice.
–-- Ajude essa porcaria a subir, Jazz! – Alice disse, irritada. Caí na gargalhada com Emmett.
–-- Não dá, está muito em baixo!
–-- Eu falei, não dá em mim, está apertado! – Bella disse e eu arregalei os olhos, chocado. Emmett, como não consegue se controlar, caiu numa gargalhada altíssima se encostando na porta, fazendo ela ir ao chão, mas antes de ela se abrir ele nos puxou com ele.
–-- O que é isso? – Alice disse enquanto tentava cobrir Bella, que tentava a todo custo levantar... uma calça.
–-- O que estão fazendo? – Jasper perguntou.
–-- É que... O Emmett é um tarado, não aguentou nos ver e já foi nos agarrando – falei.
–-- Ele me acha irresistível – Ronald completou e tive que prender o riso.
–-- Ei! – Emmett se defendeu – não estava agarrando homem nenhum, estava ouvindo a Bella gemendo.
–-- O que? – Bella colocou a cabeça pra fora do ‘escudo’ de Alice – eu estou tentando fazer essa maldita calça subir!
–-- Vocês têm as mentes muito maliciosas – Jasper disse.
–-- Se bem que se eu estivesse ouvindo pensaria a mesma coisa – Alice disse colocando um dedo no queixo.
–-- Viu? – falei em minha defesa. Depois disso só vi Jasper e Alice voarem pra cima de mim, de Ronald e de Emmett, estressados.
(...) No outro dia...
7h50min
POV Bella
Acordei meio sonolenta e morrendo de dor nas costas. Deitar em um colchão no chão é confortável, mas dormir não é. Aproveitei que estava bem cedo e pedi o dinheiro a meus pais através do tablet.
Andei pela sala escutando um barulho de TV e encontrei Ronald sentado no sofá, mexendo numa xícara de café enquanto assistia televisão.
–-- Ronald? Acordado essa hora? – falei coçando os olhos, sentando de frente pra ele.
–-- Eu acordo todos os dias as 6h, esqueceu? – me deu um sorriso – que bom que acordou cedo.
–-- É, o fuso horário em 3785 d.C. ainda não acabou – falei preguiçosamente passando a mão nos cabelos.
–-- Eu poderia dizer que sei como é, mas não sei – riu e eu ri também – posso te fazer uma pergunta?
–-- Claro.
–-- A partir de que ano a pobreza deixou de existir? – me perguntou esperançoso.
–-- Bom, a partir de 2015 a pobreza deixou de existir em todo o mundo por causa de um presidente que era pobre... Esqueci o nome dele – dei de ombros.
–-- Isso é ótimo! – ele disse alegre.
Conversamos até 8h e eu descobri muitas coisas interessantes sobre Ronald. Ele estudou em Harvard aos 16 anos mas largou a faculdade antes de se formar porque seus pais desapareceram. E como ele era de menor, não pôde ficar com o dinheiro, e acabou indo pra rua. Quando chegou nos 18, suas tias o roubaram e fugiram pra algum lugar no Canadá. Logo depois disso, ele arranjou uma namorada rica, e a enganou por algum tempo dizendo ser rico, até que ela descobriu a verdade e desapareceu. Algum tempo depois, Edward acordou e veio pra sala conosco, e conversamos os três.
Me senti realmente bem pagando a festa pra Ronald. Ele, pelo que me contara, sempre fora um homem de garra e que batalha constantemente pra alcançar seus objetivos.
Após todos tomarmos café da manhã, colocamos nosso plano em ação. Alice organizaria o lugar, Emmett iria convidar as pessoas enquanto Jasper ia distraí-lo levando-o a sua faculdade e eu e Edward íamos ao shopping comprar presentes, roupas pra mim e íamos à loja de perfumes. Quando o dinheiro chegou, partilhamos em uma quantia igual, mas desconfio que Emmett tenha tirado uma casquinha a mais. Mas não me importei.
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Alice mais uma vez me ajudou na batalha coxas x calça e depois coloquei uma blusa simples branca com um blazer verde escuro. Personalizei com um anel que achei e umas pulseiras de couro, acompanhados por um colar branco com alguns pingentes em formato retangular milimetricamente afastados um do outro. Ela disse que eu ia ao shopping e deveria usar um vestido, mas nenhum de seus vestidos cabe em mim. E também eu, particularmente, amei meu look.
Eu e Edward saímos disfarçadamente pela porta pra Ronald não perceber e fomos até seu belo carro, Volvo.
–-- Ah, cara – Edward disse passando os dedos nos cabelos.
–-- O que foi?
–-- Esqueci de dar parabéns pra Ronald.
–-- Tudo bem – falei dando duas batidinhas em sua mão – isso faz parte da surpresa. Ele vai pensar que ninguém sabe, quando na verdade, estamos planejando uma ótima festa – garanti, piscando pra ele. Senti o anel que eu usava deslizar de meu dedo e cair no tapete do carro onde Edward estava.
–-- De quem é esse anel? – ele perguntou olhando de meu dedo anelar pro chão do carro.
–-- Acho que é do Emmett, peguei emprestado – dei de ombros e me abaixei pra pegá-lo.
Quando minha face tocou o joelho de Edward, ele estremeceu. O tempo está realmente frio hoje.
–-- Que diabos está acontecendo aqui? – ouvi a voz histérica de Victoria e acabei batendo a cabeça no volante acima de mim, assustada. Edward também sobressaltou e segurou meu braço.
–-- Ela deixou o anel cair – ele respondeu tranquilamente.
–-- E por quê você não pode pegar? Ela precisa mesmo enfiar a cara no seu...
–-- Pare de ser maldosa, Victoria – ele se defendeu e eu lutei tentando pegar o anel, até que senti o círculo frio em minha mão. O puxei e sentei corretamente no banco, podendo assim ver Victoria parada ao meu lado no vidro da porta.
–-- Achei! – falei mostrando o anel pra ela, e ela suspirou aliviada.
–-- Então – Edward deu uma risadinha sem graça – o que faz aqui?
–-- Vamos a loja de perfumes, lembra? – falou e não me lembrei de tê-la convidado.
–-- Ah, então entra – Edward disse meio carrancudo. Ela me fitou e depois fitou o banco, como se me mandasse sair dali. Engoli em seco, o olhar dessa garota me assusta!
–-- A porta está aberta – Edward disse apertando a chave de segurança pra abrir a porta do fundo. Victoria bateu o pé e bufou, mas sentou no fundo do carro e Edward deu a partida.
Não entendo porque ela é tão rematada comigo. Eu nunca fiz nada a ela, pelo menos não que eu me lembre. Esse banco da frente não é dela e eu não ia sair de jeito nenhum, eu cheguei e estava vazio. Se fosse dela, Edward comentaria alguma coisa comigo, aí sim eu sairia de bom grado. Não faço nada pra agradar ninguém, ela que goste de mim se quiser.
Mas de qualquer forma isso não me incomodou tanto assim. O pior de tudo é a malícia que esse povo enxerga em situações simples. Caramba! Primeiro foi porque Alice me ajudou a vestir a calça e agora eu fui buscar o anel. Contato humano, mesmo que acidental, significa que eu quero casar e ter filhos com a pessoa? Fala sério! A teoria da malícia é tão delicada em 2013 que me dá até cólera. Eu quero só ver o que vai acontecer nessa ida ao shopping, mal posso esperar pra falar tudo que estou pensando.
Notas finais
Vejam o trailer da fic: http://www.youtube.com/watch?v=9yAwEWdl1y8
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