Querida prima Anne
11 Capitulo 9
Notas iniciais
Capitulo 9
Netherfield!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Meryton era como outras cidades pequenas. Uma pequena população, onde todas pessoas se conheciam, alguns poderia até recitar a árvore genealógica do seu vizinho. Como em qualquer cidade havia muitas mulheres responsáveis pelo transporte de informação, ou em outras palavras fofoqueiras; mas sendo uma cidade pequena as fofocas boas não eram frequentes ou interessante, tudo se resumia a briga de vizinhos, modelos novos de roupas que chegaram a costureira, alguém havia caído na lama e outras notícias simples como essa. Por esse motivo qualquer coisa diferente dos itens citados acima podemos dizer era capa do jornal.
Quando a senhoras responsáveis pelo transporte de informação souberam que uma dos maiores casas da região estaria sendo alugada, por ninguém menos que um rapaz rico e solteiro, logo virou uma notícia de conhecimento geral. A mulheres que tinham filha, sobrinha ou neta começaram a fazer planos para chamar a atenção do pobre rapaz que ainda nem havia chegado.
Logo que essas mesmas mulheres se lembravam da família Bennet e suas belas filhas, seus estômagos embrulhavam. A provabilidade de atrair alguém era muito maior para elas, principalmente a mais velha srta. Bennet. Mas mesmo assim elas não iriam desistir de ter esperança.
Charles Bingley, que sem saber era o principal assunto na cidade, tinha alugado Netherfield por simples razões. Ele precisava cumprir a vontade de seu pai para os Bingley ter o sua própria terra. Seu grande amigo havia aconselhado a adquirir um lugar perto de Londres e que lugar melhor do Hertfordshire?
E por último o local o fazia se lembrar da vila onde havia crescido, crianças correndo pela cidade, um mercado pequeno mais agradável e uma bela paisagem ao redor sem contar que os habitantes pareciam muito agradáveis, mesmo que para Caroline Meryton só servia para fazer ela lembrar de época em que ela era somente a filha de um comerciante.
Darcy chegou a cidade muito a contra gosto. Ele não queria estar em lugar nenhum longe de suas irmãs, mas Anne e até mesmo Georgiana tinha insistido que ele precisava de um tempo longe de preocupações. O que elas não entendiam é, que, estando longe ele se preocuparia mais ainda. Ele entendia que Georgiana estava se recuperando com a ajuda da sra. Annesly e Anne, sua confiança logo seria restabelecida, mas agora a história era outra. Anne não estava se voltado para tristeza e melancolia e estava fazendo o possível para ajudar Georgiana, mas ele podia ver que ela não era a mesma. Anne sempre foi destemida e agora caminhadas ou cavalgadas que ela costumava fazer sozinha agora ela fazia questão de ter um lacaio acompanhando até mesmo em voltas pelos jardins e quando ela a via sozinho em em um quarto ele costumava cantarolar ou assobiar baixinho e todas as noites ele sempre demorava pra se aposentar todas noites.
Mesmo que Richard havia chegado e prometeu cuidar das duas, e elas prometeram manter uma correspondêcia frequente ele não foi aliviado. A única coisa que o convenceu a acompanhar o amigo foi resolvida da seguinte forma:
“Darcy, eu já te disse que vou cuidar delas!”
“Eu sei. Mas você tem que admitir que elas ainda estão abaladas pelo que aconteceu.”
“Foi a quase dois meses! Elas estão se recuperando bem.”
“Mesmo assim eu não posso deixar elas sozinhas.”
“Elas vão ficar comigo. Não sozinhas!” A tendência superprotetora do primo era frustrante.
“Eu sei, mas… e se elas precisarem de algo que só eu posso dar?”
“Apoio? Ouvido amigo? Sou perfeitamente capaz de obter a confiança delas.!”
“Você não é irmão. Eu sou. Se Anne fosse viajar comigo mas por causa desse luto ela não quer ir e eu não deixaria Georgiana com Caroline Bingley sozinha naquelas tardes de chá.”
“Você realmente não confia em mim Darcy?”
“Confio é só…”
“É difícil deixar elas depois do que passaram?”
“É…”
“Posso dizer que eu te intendo… Um pouco!” Ele então se tornou pensativo. “Posso sugerir outra opção?”
“Fala.”
“Nós todos vamos pra Londres, de lá você vai para Netherfu… Nether… Seja lá o que for, com Bingley, e eu e as meninas ficamos em na cidade. Você disse que a propriedade de Bingley é perto de Londres não é?” Após uma confirmação ele continuou. “Então fica perto pra qualquer coisa que precisar você pode chegar rápido até Darcy’s House. Quando o período de luto de Anne acabar em novembro, elas vão lá com você até o fim da sua estadia e eu vou para a casa dos meus pais, fim.”
“É um bom plano…”
“Mas?..”
“Só se Anne aceitar. Georgiana eu sei que vai mas Anne não parecia inclinada a voltar para Londres antes.”
“Só perguntando pra saber.”
A pergunta foi feita as moças concordaram. Sem poder inventar desculpas sobre para evitar a solidão das suas irmãs ou ter ficar na mesma casa com Caroline Bingley, eles foram para Londres e agora, ele estava a caminho de Netherfield. A cidade por onde passaram aos seus olhos era agradável, nada que ter medo parecia um pouco com Lambton. Ele via crianças correndo pelas ruas com as roupas sujas e as vezes rasgadas por causa das suas travessuras. Ele não pode deixar de sorrir levemente chamando a atenção de seu companheiro.
“Isso é um sorriso no seu rosto Darcy?” Mais uma vez ele agradeceu por estar na própria carruagem, com Bingley como seu único companheiro.
“Talvez Charles.” Voltou a olhar pela janela.
“Piedade de uma pobre alma que sofre! Orai senhor, diga a fonte do seu bom humor!” Disse Bingley com sua alegria de costume.
“Teatro não foi feito para você Bingley.” Ele voltou a ficar sério, mas não carrancudo.
“Talvez não seja, mas não custa tentar. Darcy posso não posso ser o homem mas esperto da face da Terra, mas você esta evitando minha pergunta.” Falou com um sorriso.
“Eu tinha esperança de manter isso pra mim mesmo.” Com um suspiro bem humorado ele falou. “Vê as crianças correndo?”
“Sim.”
“Eu já fui uma delas.”
“Não pode ser! O sério senhor Darcy, mestre de Pemberly, já foi uma criança travessa!? Não é possível! Eu sempre te imaginei um garoto que passava as horas, na biblioteca gigante da sua casa, estudando todos os tipos de lições que os mestres fossem passar.”
“Eu tinha esses mestres sim. Mas as vezes fugia das lições.”
“Darcy, eu sinto muito. Mas não consigo te ver usando roupas enlameadas e fugindo das lições, essa imagem não vem a minha mente.” Ele fraziu a testa tentando pintar aquele quadro.
“Como você acha que o coronel ou o visconde me aturaria se eu não fizesse isso?”
“Então era para agradar seus primos?”
“Realmente Bingley é tão difícil assim me imaginar uma pessoa divertida?” Quando o outro fez uma careta confirmando ele soltou um suspiro exasperado. “Céus! Sim, quando eramos crianças eu, Richard, Henry e… um amigo que eu tinha na infância e mais tarde Anne, eu e Richard passávamos horas correndo pelos bosques a pé ou montados em póneis, e eu fazia tudo isso por gostar mesmo.”
“Quem poderia imaginar,... nem sempre você foi sério.”
“A vida faz as pessoas sérias Bingley… Talvez não você. Se precisar de provas pergunte aos meus primos, Anne poderia fazer um desenho das nossas memórias de infância para você pendurar em cima da sua lareira com o nome “meu amigo sabe se divertir.” Vai empressionar as pessoas.”
“Talvez eu faça. Talvez eu não precise de provas no fim. Eu vi vocês três juntos em Londres, fiquei surpreso com a sua capacidade de sorrir junto com os dois!”
“Essa é uma das coisas que eu mais valorizo. Richard e Anne sempre estiveram comigo, mesmo quando a milhas e milhas de distância.”
“É essa amizade de vocês dá inveja.” Falou Bingley melancólico.
“Ora Bingley, essa é uma careta no seu rosto?” Ela provocou o amigo. “Você também está entre os meus amigos mais próximos, mesmo que não nos conhecemos a tanto tempo assim.” Tentando trazer de volta os bons ânimos do amigo.
“Eu sei Darcy! Só estava invejoso de não ter companheiros de longa data como você. Mas olhe já estamos no portão! Veja Netherfield.” Seu bom humor voltou quando falava com orgulho da casa que havia escolhido.
Fitzwilliam tinha que admitir era uma bela casa. A frente era muito bonita, aquelas colunas foram muito bem dispostas fazendo a entrada ser ornamentada sem exageros. Os salões era muito agradáveis. Tudo muito bonito, exceto que não parecia um lar, não era uma casa para morar com a família e sim visitar durante o verão ou algo assim. A mobília era elegante demais para fornecer conforto, tudo bem eles iriam redecorar e tudo ficaria… Não! Caroline iria redecorar e tudo ficaria pior! Deus ajude que Bingley case logo e com uma mulher de bom gosto como ele.
Depois que todos descansaram e desceram para o chá. Bingley fez um anuncio que fez seu convidado estremecer. Eles estariam indo a um baile está noite. Um baile em uma cidade desconhecida, com pessoas desconhecidas, um baile onde todos iriam dançar, conversar. Péssima ideia, péssima ideia! Como ele queira estar em Londres agora! Ele não precisava ter vindo com os outros. Podia ter saído mais cedo, dava uma desculpa de que tinha assuntos com seu advogado. Mas não, ele tinha ficado tão contente que os Hurst estavam indo junto eu teriam que usar duas carruagens que só pensou no prase de viajar sem ouvir Caroline no pé da sua orelha. Se arrependimento matasse…
“Charles, você não deveria nos fazer participar de um baile caipira do campo! Alguns de nós podem não querer estar na presença desse povinho!”
“Se você está falando por si mesma, pode ficar e os outro que não quiserem também podem.” Falou Bingley.
Um brilho apareceu nos olhos da mulher e antes que ela pudesse sugerir para Darcy ficar com ela, ele tomou a frente.
“Na verdade eu não me importo em nada de ir a esse baile!” Dos males o menor.
A frustração de Caroline, logo deu lugar a perspetiva de dançar com seu futuro noivo. Logo todos estavam indo para o baile.
Por mais que tenha sido muita coragem dele ir para um baile sem conhecer ninguém, ele não manteve essa coragem por muito tempo. E a sua mascara de indiferença que Anne iria chamar de “Sim estou desconfortável, mas o que importa?” ficou no seu rosto a noite inteira essa mascara em especial não era assustadora, mas mantinha todos longe, que era o que ele queria, e mesmo quando alguém o interessou ela se manteve lá. No passar das horas ele ficou andando pela, sala pensando em várias coisas. Como fugir de lá, como convidar ela para uma dança, como ele havia pensado tal coisa, como ele poderia se divertir quando suas irmãs estavam sofrendo por causa de um vilão e ele no meio dessa festa. No meio desses pensamentos ele não notava pessoas tentando falar com ele e quando notava respondia atrasado ou com respostas curtas. Ali não era seu lugar não abandonado por Bingley que resolveu danças todas danças!
Ao fim de tudo ele, se sentiu vitorioso, podia ter sido pior. Ele podia ter sido pior, ele podia ter se levado pelo pensamento e dançado com uma estranha! Fitzwilliam saiu do salão se saber que naquela noite ele tinha feito algo mais próximo de um inimigo em um membro do sexo feminino. E que agora se ela o convidasse para dançar, ela negaria.
Fale com o autor