Querida Stayce
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Se você está lendo isto, significa que tem o mínimo de esperança nesta história..kkk Tentarei não te decepcionar...
– Bem, é isso aí alunos, por hoje é só. Beijos, e até a próxima — disse a professora Dora, pegando sua pasta de cima da mesa e saindo da sala com o soar da campainha.
Última aula. Fim do primeiro dia.Anne pegou sua mochila da carteira e saiu da sala, deixando sua amiga para trás — Bethe já estava puxando assunto com o novato, de novo.O corredor do colégio estava cheio, com muitos alunos que ela conhecia há muito tempo — uns 5 anos, mais precisamente, desde que se matriculou na escola -, mas nunca tivera muito assunto com eles, afinal, sempre achou a maioria comum demais, sem muito conteúdo para compartilhar ou mesmo interesses diferentes dos "normais". Anne gostava de tudo que fosse novo, ou estranho.Menos o cara novato em sua sala. Ele era o tipo de "estranho" que seu instinto dizia pra se afastar.***Meggie parou seu carro em um posto de gasolina, pouco depois de entrar na cidade de Brighan. Colocou a arma na cintura, por baixo do seu moletom azul-escuro, na parte de trás do seus jeans, e saiu do carro. Entrando na loja de conveniências, encontrou lá dentro um casal lanchando, em uma mesa, do lado da janela. No balcão, o recepcionista vestia um uniforme laranja, com seu nome na plaquinha da camisa.– Bom dia... — cumprimentou Meggie, se aproximando dele, com os olhos semicerrados, forçando sua visão para enxergar o que estava escrito em sua camisa — Peter, né?– Sim, bom dia. Como posso ajudá-la?– Gostaria de um energético, bem forte — ele saiu prontamente para serví-la. O som do sininho da porta tocou, entrando um policial no local. Anne o observava discretamente.– Aqui — o recepcionista a assustou. — Seu energético — disse, lhe entregando a bebida.– Ah, obrigada. Ei, por acaso você viu esse jovem por aqui? — perguntou ela, lhe dando o dinheiro pela bebida, e lhe mostrando a foto de um rapaz com cabelos pretos e ondulados.– Acho que não, sou novo aqui na loja. Ei, espera... — Ele pegou a foto educadamente de sua mão.– Está procurando alguém? — De repente, o policial já estava ao seu lado — Você não é daqui. Ao menos eu nunca te vi por essas bandas. — alguns segundos de silêncio. — Você tá com olheiras fundas... comprando energético... alguém deve ser muito importante para fazê-la dirigir a noite toda até esta pacata cidade. Veio de onde, Senhorita...?– Alborn. E, com todo respeito, não lhe devo nada além de educação, muito menos satisfações, oficial...?– Rony. Xerife James Rony, ao seu dispor — ele sorria, como se estivesse se divertindo com alguma piada interna.– Sim, ele esteve aqui. Acho que semana pasada — respondeu o recepcionista, entregando-lhe de volta a foto.– E você sabe se ele ainda está na cidade? Ou onde ele está? — Perguntou Meggie, quase sussurrando. O xerife não parava de encará-la.– Não. Mas verifique os hotéis da cidade. Só temos dois, então se não der certo num...– Ah, sim. Muito obrigada... — Ela acenou com a cabeça para os dois e se dirigiu à porta.– Se permanecer na cidade, logo nos veremos por aí, senhorita Alborn. — O xerife pegou na ponta da aba do seu chapéu e abaixou, em forma de cumprimento, e ela saiu. Ele se voltou para o recepcionista: — Num tempo bom desse, com esse sol raro aqui em Brighan, por quais razões você usaria um moletom, meu jovem?– Não sei? Talvez, eu queira esconder alguma coisa?– Exatamente... — seu olhar era desconfiado.Quando estava lá fora, ao abrir o carro, Meggie ouviu alguém assobiar e chamar seu nome:– Srta. Alborn — o xerife saiu da loja, em direção à sua viatura — só mais uma coisa: Essa é a minha cidade. Se você causar qualquer problema nela, irei cuidar de você pessoalmente, entendido? Considere-se avisada. — Ele entrou no carro e acelerou na estrada. Meggie revirou os olhos, pedindo paciêcia a si mesma. Entrou no seu veículo e pegou um mapa da cidade de Brighan, procurando os dois hotéis dali. O mais próximo ficava um pouco mais ao Sul, Hotel Dalas.Saiu do posto, analisando suas pistas, e pensando em como estava próxima de sua vingança.***Anne Stayce aguardou por mais algum tempo na frente do colégio, esperando o turno da Sra. Filligan na biblioteca acabar, para voltar de carona com Bethe — que ainda estava com o Mill, na sala.O sol ia descendo aos poucos, dando lugar à escuridão da noite. Os barulhos dos últimos carros no estacionamento davam lugar ao silêncio da solidão.– Olá, srta. Stayce — uma voz rouca surgiu atrás dela, fazendo o coração de Anne acelerar súbitamente, sentindo a adrenalina surgir e se espalhar por todo seu corpo. Rápidamente ela se recompôs, controlando seu susto.– Ah, você... — Anne deixou deixou seu descontentamento explícito na voz — cadê a Bethe? Não tava contigo? – É, estava. Ela foi até a biblioteca atrás de sua mãe, e pediu para que se lhe encontrasse, pedisse pra você esperar por ela. — Mill deu um sorriso amistoso. Anne não retribuiu.– Muito obrigada, agora se pudesse me dar licença, gostaria de ficar sozinha.
– Ah, claro. Desculpe pelo incômodo... — com um gesto de despedida, Mill tirou os óculos e seguiu em direção à sua motocicleta, tirando o capacete da mochila e colocando em sua cabeça. Anne notou os olhos cor de mel dele, "são quase amarelos", pensou ela. Mill deu partida na moto e observou Anne por alguns segundos. Ela sentiu um desconforto repentino em seu corpo, como se tivesse acabado de descer de algum brinquedo maluco, daqueles parques de diversão clandestinos. Mill voltou sua atenção para a frente e partiu do estacionamento.Anne correu para dentro do prédio, indo pelo corredor principal até à Ala D.– Ei, Anne! Espera! — Ela ouviu a voz de Bethe lhe chamar, mas não deu atenção, entrando no banheiro.Abrindo a tampa do vaso sanitário, Anne sentiu um líquido ácido passar pela sua garganta, saindo pela sua boca em forma de vômito, queimando suas vias nasais e deixando um gosto amargo em sua língua.Na frente do espelho, Anne segurou um pouco de água da torneira, com suas mãos em forma de concha, e jogou no seu rosto. "Que porra foi essa?", perguntou-se ela, olhando seu reflexo no espelho.– Amiga, o que houve ? — Bethe perguntou, entrando no banheiro e se deparando com Anne, de cabeça baixa e respirando fundo.***Meggie saiu do segundo hotel da cidade, Hotel Roxs, cansada e desmotivada, já que não obteve nenhum sucesso, assim como no Hotel Dalas, em sua busca pelo jovem de sua foto. Entrou no seu carro e seguiu pelas ruas de Brighan. As casas que via pelo caminho tinham uma arquitetura antiga, estilo vitroviana, resquícios do passado histórico da cidade. No cruzamento das avenidas Avenue 12 com a Street 8th, o semáfaro ficou vermelho, fazendo Meggie parar. Olhou no mostrador digital do carro: 19:17 p.m. Uma moto Harley preta, edição de colecionador, passou na frente do seu carro, pela Avenue 12. O piloto trajava uma jaqueta preta, com botas do exército e um capacete no estilo dos anos 80, com um grande visor transparente, de modo que a face ficava à mostra.Meggie o reconheceu imediatamente: Era ele!Tomada por uma fúria súbita, ela acelerou o seu carro, ultrapassando o sinal vermelho, em perseguição ao rapaz.Um acidente.No mesmo instante em que ela arrancou com o veículo, Meggie atingiu a traseira de um carro que vinha logo atrás da motocicleta. O impacto forte acionou os air-bags da sua BMW, impedindo o choque de sua cabeça contra o volante. Sua visão estava turva, e sua audição também parecia afetada, ouvindo apenas um zumbido agudo e constante.Aos poucos, Meggie retomara seus sentidos, conseguindo distinguir as luzes vermelha e azul que refletia no para-brisas, junto aos sons de sirene.Ela havia atingido uma viatura de polícia. De dentro do carro, o xerife James Rony saiu com sua arma em punhos, apontando em direção ao carro dela.– Saia com as mãos pra cima! — gritou ele. Meggie saiu, um pouco atordoada. Ele se adimirou ao reconhecê-la — senhorita Alborn, nos encontramos de novo? Como havia dito: Vou cuidar de você pessoalmente — ele tirou as algemas da cintura e as colocou em Meggie — você está presa.
Notas finais
É isso aí... Espero que tenha gostado do capítulo, e se não gostou, calma! Espera pra ler os próximos capítulos antes de dar seu veredito...
Ps: E se quiser me convidar para ler sua fanfic, saiba que eu ADORARIA lê-lo, só deixar nos comentários... E eu comento tb... Bjs...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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