Querida Esposa... De Mentirinha
6 Capítulo 6
Seu Nome Fox On
Tomei um banho e me enrolei na toalha, fui para o meu closet, fiquei pensando no que o Justin me disse sobre eu usar saias muito compridas, não é que eu queira agradar ele, mas eu vou mudar um pouco o meu visual, acho que eu devo fazer isso sim, pois eu sempre uso o mesmo estilo de roupa.
Maquiei-me um pouco, uma maquiagem leve não gosto de usar coisas extravagantes no trabalho.
Olhei-me no espelho e bom podemos dizer que eu estava bonita, muito bonita. Até diria linda, mas, eu estaria sendo muito convencida, quando sai do quarto o Justin estava sentado na cozinha, me esperando, quando ele me viu ficou de boca aberta, tentou esconder o Maximo sua expressão de surpresa, mas eu percebi.
Eu: Vamos? – falei tentando segurar o riso, as caras e bocas dele são muito engraçadas e difícil não rir.
Justin: É... Ham... Ir? Para onde? – perguntou gaguejando ainda em transe
Eu: Para o trabalho né Justin. – disse como se fosse obvio, mas era obvio.
Justin: É... Isso trabalho, rsrs, eu estava brincando. – disse sorrindo tentando disfarçar. – Seguiu o meu conselho né? Agora está usando saias mais curtas e blusas mais decotadas.
Eu: Conselho? – me fiz de sinica – Eu estava com pressa e peguei a primeira roupa que vi no meu guarda roupa – disse fingindo ser sincera, não quero que ele fique pensando que foi para agradar ele, e por sorte eu sou boa me mentir e ele acreditou.
Justin: Bom agora vc é minha esposa não quero muitos homens olhando para vc. – disse em tom de brincadeira me fazendo rir
Eu: Ok Justin, então agora vamos? Não quero chegar atrasada. – disse pegando a chave do carro em cima da bancada da cozinha
Justin: Ok, então vamos. – disse me seguindo até a porta
Descemos e fomos para o estacionamento eu vi que ele estava indo em direção a uma moto.
Eu: Que legal vc tem uma moto. – disse animada
Justin: É. Eu amo motos, não curto muito carro, mas... Por que tanta animação com uma moto? – perguntou curiosa
Eu: Meu pai é muito chato comigo, ele não permite que eu compre uma moto, ele é duro demais comigo. – disse desanimada
Justin: Entendi, mas vc nunca andou de moto?
Eu: Não, nunca. Deve ser legal.
Justin: Então um dia eu te dou uma carona, escondido do seu pai, não quero perder meu emprego.
Eu: Justin, eu sou sua chefe, meu pai não pode te demiti, relaxa. – disse indirente
Justin: Ham, ok. Então vamos? – disse entrando no carro.
Entramos no carro e estávamos indo para o trabalho, quando cai um temporal e ficamos presos no transito.
Eu: Tenho que ligar para o trabalho e avisar que vamos chegar atrasados. – disse reparando o engarrafamento que nos estávamos
Justin: Deixa que eu ligo. E também temos uma reunião hoje, ainda bem que hoje é sábado trabalhamos só até as três horas.
Eu: É mesmo, e hoje temos o jantar com o super entende.
Ele estava ligando, mas ninguém atendia, acho que estão presos no transito também, a chuva não parava de cair. Eu me lembrei que tinha que falar com ele sobre o que conversamos ontem.
Eu: Justin, sabe o que conversamos ontem? Sobre eu não poder ter filhos. – disse e ele assentiu positivamente coma cabeça – Então, não conta aquilo para ninguém ta?
Justin: Tudo bem Seu Nome, eu não irei contar. Eu entendo vc.
Eu: É que eu nunca contei isso para ninguém, é que eu não gosto de conversar sobre isso, é muito ruim saber que vc é incapaz de ter filhos. – disse e não me contive de chorar um pouco, toda vez que eu falava ou pensava sobre isso eu ficava assim, era estranho se abrir com ele, mas parece que eu me sinto segura com ele, isso é meio estranho.
Paramos em um sinal e suas mãos foram até meu rosto secando minhas lagrimas, ficamos uns minutos em silêncio, quando tomamos um susto com um relâmpago muito alto e fez com que ele tirasse a sua mão do meu rosto.
Eu: É, tudo bem, isso foi engraçada. – fiz uma cara estranha, para não dizer ao contrario e nos rimos.
A fila de carros começou a andar e em cerca de alguns minutos chegamos no trabalho, nosso caminho foi um pouco calado, de vez enquanto eu perguntava algumas coisas para ele.
Estávamos no elevador do edifício, indo em direção ao meu escritório.
Eu: Nosso que legal vamos para o Caribe. – disse ainda sem acreditar no que ele disse ontem à noite.
Justin: Eu ainda estou surpreso de vc nunca ter ido lá, vc é rica, eu pensava que vc já tivesse viajado o mundo inteiro.
Eu: É, eu tenho dinheiro, mas já disse que infelizmente não tenho tempo para viajar.
Justin: Eu sei, mas para que lugares vc já viajou? – perguntou tentando puxar assunto
Eu: Eu fiz um cruzeiro pelo mar mediterrâneo, já fui no Egito, Grécia, Itália, Inglaterra e outros lugares pela Europa.
Justin: Que maneiro. – disse enquanto apertava o botão para chamar o elevador – Eu tenho vontade de ir para Grécia, lá é tão lindo.
Eu: É, lá realmente é lindo.
Justin: Ah Seu Nome, eu tenho que te contar uma coisa. – disse um pouco perturbado – Bom, eu contei para o Ryan que nos estávamos nos casando de mentira, olha eu confio nele e sei que ele não vai contar.
Eu: Espero Justin, se não eu mato vcs dois.
Justin: Eu confio nele, sei que ele não vai contar para ninguém.
Estávamos no elevador e permanecemos calados, acho que ficamos muito em silêncio porque temos, sei lá, vergonha de conversamos. Até porque não temos nada para conversar, nada para falar, apenas temos um contrato de “casamento.”
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