Queria te odiar.
5 5º Capitulo
Notas iniciais
P.O.V Anny
Acabei de sair da casa do Rick, já escureceu e aquele amigo da onça não quis me acompanhar.
Estava andando normalmente quando vejo um carro fazendo a mesma trajetória que eu, ah, deve ser coisa da minha cabeça, não é verdade?
Continuei andando, virei uma viela antes da minha e encontrei uma loira com uma cara nada boa, confesso que me assustei, mas não queria demonstrar.
–Olá queridinha.-Disse a garota.
–Eu te conheço?-Perguntei.
–Todos me conhecem meu bem.
–Quem é você?-Perguntei com um certo tom de inocência.
Olhei bem para ela e lembrei!!!
Me virei para sair correndo e ir embora, mas infelizmente um cara muito alto e muito forte estava atrás de mim, eu olhei um pouco assustada para ele, e quando ia gritar por socorro recebo uma pancada na cabeça e não vejo mais nada.
***
Acordei e estava em um lugar desconhecido, minha cabeça doía muito, as lembranças de tudo que aconteceu surgiram devagar. Olhei ao meu redor e não encontrei ninguém, uma luz saia da janela me revelando que já devia ser a tarde.
–Quem bom que acordou.-Era a vós dela!
–O que eu fiz para você?!
–Não se faça de inocente!!!
Ela estava com uma madeira na mão.
–Eu não sei do que está falando!.
–Talvez eu te ajude a lembrar.
Recebi umas 3 pancadas daquela madeira em minha perna e o sangue já estava espalhado pelo calça, e doía muito. Não vou chorar!!!, pode doer o quanto for, não vou chorar!!!, eu podia não chorar, mas não tinha como não gritas, depois ela entregou a madeira para aquele homem que me pegou e disse para bater mais uma vez.
–AAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIII-Estava quase chorando, mas não vou chorar!
Agora ela estava com uma faca na mão, a mesma que encostou e pressionou sobre minha bochecha direita.
–Se lembra?
–Não sei de nada!.
–Pois bem.
Ela cortou minha bochecha com força, mas indo bem devagar, o que torturava mais. Apertei minha mão com a dor e ardência. Só lembro de ver meu sangue escorrer e de o cara ainda ter me batido muito, depois não aguentei mais, apaguei.
***
P.O.V Rick
Meu celular tocou.
–Alô?
–Darick?-era a mãe de Anny.
–Tia?, você está chorando? o que aconteceu?
–A Anny está ai?
–Claro que não! ela foi para casa a umas quatro horas.
–Ela não chegou em casa-Minha tia começou a chorar mais, só que agora eu estava chorando junto.
–EU VOU ACHAR ELA TIA, CALMA!!!!-Disse mais para mim mesmo do que para ela.
Desliguei e sai como um louco pela rua.
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