Notas iniciais
Capítulo editado 15/12/24



Leon

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A vida é tão estranha. Quando imaginei que um simples emprego de babá mudaria completamente quem sou? E, quando digo que mudou, quero deixar claro: foi para melhor.


Um ultimato.

Um ano.

Um emprego.

Uma família.

Uma governanta.

Uma mulher perfeita.

Quatro crianças.

E um babá.


O resultado de tudo isso? Uma família completamente transformada e feliz.



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— Pai, a Esther tá tentando esmagar o gatinho de novo. — A voz de Eliza me desperta.


Olho ao redor até encontrar minha garotinha de pouco mais de um ano abraçada ao gatinho de estimação da família.


— Filha, o que o papai disse sobre abraçar o gato?


— Mas ele é tão fofo! — Um biquinho irresistível toma os lábios da minha bebê.


— Mas ele não gosta, vamos soltar ele.


— Não!


— Deixa de fogo nas ventas, Esther. Solta o coitado do gato, ele tá quase sufocando.


— Papai!


Opa, agora o tempo vai fechar. Imediatamente, Esther coloca o felino no chão e corre para os meus braços.


— Fala, Ema. — Olho para minha outra garotinha.


— Colo.


Minha menina, com seus seis anos, está no “auge” do ciúme em relação à Esther, e isso tem sido um problema.


— O papai só tem dois braços, Ema.


— Lógico. Se tivesse mais, seria um mutante.


Ah, e ela anda bem afiada nas respostas.


— Olha a língua de trapo, Ema. — Minha menina bufa, contrariada.


— Você só fica com essa menina no colo.


— Papai é meu!


Olho para Esther, que está com um sorrisinho triunfante, como se dissesse: “Perdeu, playboy.”


— Vamos resolver isso no tapa. Desce ela, papai. Desce...


Arregalo os olhos dramaticamente.


— O que sua mãe disse sobre bater na sua irmã?


— Que não pode.


— Então...


— Então você pode ficar aí com ela, mas depois nem vem me procurar pra te ajudar com a mamãe.


— Ema...


— Mãe, sabia que tem uma mulher no escritório do papai que...


Coloco a mão na boca de Ema antes que ela complete a frase, mas já é tarde demais. Violetta estreita o olhar na minha direção, me fazendo crer que estou fodido e mal pago.


— Obrigado, filha. — Pronuncio, sarcástico.


— Disponha. — Ela joga os longos fios loiros para o lado. Menina-propaganda da L’Oréal Paris. Garotinha do mal.



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— Leon, olha! — Enzo grita.


Respiro fundo, me preparando para a cena a seguir. Cap, o labrador de Enzo, está na piscina junto com ele. Para completar, a Senhorita Lispector, a iguana de Eliza, também está na farra. Na borda da piscina, a gaiola da Senhorita Mary Pop, a porquinha-da-índia que Ema carrega pra cima e pra baixo, balança perigosamente enquanto Ema se prepara para um mergulho.


Coloco Esther no chão, vendo-a correr para a piscina.


— Hey. — Ela me olha. — Traga aqueles trecos que te fazem boiar. Nada de entrar na piscina sem aquilo.


Depois de pronta, Esther se junta à farra dos irmãos, tentando inutilmente levar o gatinho, carinhosamente apelidado de Bob, para a piscina. O gato me olha em um pedido mudo de socorro.


Dou de ombros e posso jurar que a expressão do gato é de “À noite, eu te pego e te arranho.”



” Caminho em direção a espreguiçadeira que minha mulher está deitada, porém, antes que possa de fato chegar até ela, um furacãozinho esbarra em minhas pernas —O que nós conversamos sobre correr perto da piscina? Estevão me da um sorriso fofo e tenho vontade de esmagá-lo em um abraço igual sua irmã faz com o gatinho. —Eu posso... —Já disse que não! A voz de Violetta interrompe a fala de nosso filho, o que o faz sorrir. Sim, sorrir. Estevão é a alegria em pessoa. Nada, nunca o deixa de mau humor... De todos os E's ele é o mais estranho. —Pode o que, filho? —Ficar com ele? Tenho até medo de questionar, mas... —Ficar com o quê?- Estevão faz um barulhinho de porco e, segundos depois, um mini porco sai sabe-se lá de onde. S-E-N-H-O-R. —Onde você arranjou essa coisa? —Tio Diego que me deu. -ele sorri tão animado- posso ficar?

Que é impossível falar outra coisa se não… —Pode! —Oba… —Ele já tem um nome? —Leon Vargas! -olho para Violetta. — Aqui! Agora! —Vamos Nhoic Nhoic, vamos brincar. —Na piscina não.-Sou categórico. —Por quê? —Porque porcos só brincam na lama. —Iguanas só vivem na terra, mas... Droga! —Liza, tira a iguana da água.

—O nome dela é Lispector, pai.

—Que seja. -volto a olhar Estevão. — não quero ver esse porco na água, fui claro? —Sim, papai. Então ele corre saltitante até o jardim. Já até posso imaginar a imundice que Estevão vai ficar.

Respiro fundo e volto a caminhar até Violetta, assim que chego me sento ao seu lado. —Amor... —Essa casa está parecendo um zoológico. -ela rosna. — daqui a pouco vocês me aparecem com um leão. —Vilu é saudável eles gostarem de animais.

—Saudável? Olha aquela piscina, Vargas… Dou uma rápida olhada —Ah, só o Cap está na piscina. —Isso mesmo. O cachorro está dentro da piscina junto com as crianças. Ela tira os óculos escuros me encarando friamente. —Baby... —Baby é teu… —Violetta! Que linguajar é esse? —Tô estressada. Me levanto, empurro Violetta levemente para frente para que assim eu possa me sentar atrás dela. —E tô com calor também. Sai daqui.

—Eu te amo, sabia? —Sei... -ela resmunga, se recostando melhor em minha Brastemp. — Amo muito. -dou um beijo na nuca da minha mulher, depois que descobri que ali é um dos seus pontos fracos, faço a festa meeeesmo. —Tá bom. —Violetta, quando alguém, vulgo seu marido gostoso, diz que te ama você deve dizer “eu também te amo”

Minha mulher ri, virando a cabeça de lado para poder me encarar. —Eu te amo muito, baby. Me estico um pouco, unindo meus lábios aos de minha patroa. —Eles ainda vão me fazer passar mal com toda essa algazarra. -ela resmunga, entre nosso beijo. — não tô aguentando mais. Vilu volta a sua posição original. —Só mais dois meses. -Ela bufa.

—Uma eternidade. Coloco minhas mãos na lateral da barriga de Violetta. Consigo sentir nossos pimpolhos chutarem firme em uma afirmativa de “Tamo chegando pra aumentar essa bagaça que cêis chamam de família” —Blahhh...você aguenta. —Estou ansiosa para ver o rostinho deles. -posso sentir o sorriso de minha Vilu. —E eu então? —Você é muito bom, hein amor?! Três anos de casados e você já me engravidou duas vezes. —Fazer o que... É o meu charme. —E, como se não bastasse, essa segunda gravidez é de gêmeos. —Nosso pequeno Ethan e nossa pequena Elis. -sei que Violetta faz uma careta para o nome que escolhi para nossa menininha. —Eu te amo tanto, Leon. -ela suspira. —Eu sei. —Idiota. Olha a mudança de humor ai gente! —Aqui está querida. Dona Clotilde brota ao nosso lado —Caralho! Você tá cada dia mais bruxa em Bruxa. SaMulher me da medo —Vá se foder, Vargas. Se bem conheço Violetta, ela está revirando os olhos para o meu diálogo com a Dona Trunchbull. —Obrigada, Bah. —De nada e não fique muito sol.

—Pode deixar . —Espera e o meu suco? -indago confuso. —Você está grávido? Acho que não... Levante e vá se servir.

—Bruxa dos setenta e um. —Incapaz —Isso eu não sou minha filha è sò você —Okay, chega. -afs, Violetta sempre interrompe minhas melhores tiradas. — Bah, a Christina e o Robert já...

—CHEGAMOS NESSA PORRA!-Deus, minha mãe já chega fazendo escândalo.

Um coro de “vovó” e “vovô” se faz presente, acompanhado de “tia Fran” e “tio Diego”.


— Isso responde sua pergunta? — a velha coroca diz com um sorriso zombeteiro. — Vou servir o almoço.


— Okay, obrigada, Bah.


— Hey! Como está a norinha mais prenha desse mundo? — minha mãe exclama, com seu linguajar típico.


Violetta sorri, já acostumada:


— Fora o excesso de peso, estou ótima.


— Posso ver. Nem levantou pra me cumprimentar — alfineta dona Christina, como sempre ácida.


— Deixa a Violetta em paz, Christina. Não está vendo que ela está grávida?


— Como posso não ver? Olha o tamanho dessa barriga! A coitada já é baixa e ainda fica grávida de gêmeos. Você está destruidor, he

in, meu filho...

—Mãe…

—Estou só brincando. -ela se senta na espreguiçadeira ao nosso lado, suas mãos vão diretamente para a barriga de Vilu. — até que eles estão calminhos... —Agora... -minha mulher responde. — há cinco minutos eles estavam fazendo a festa. —É o sangue dos Vargas! -meu pai afirma com certo orgulho.

—Essa casa está parecendo um zoológico. Leon, meu amigo, já pensou em começar a cobrar ingresso de algumas crianças? Da pra ganhar um bom dinheiro... "O zoológico dos Castillo Vargas" —Cuida da sua vida, Diego. Porém, meu amigo sabe ser inconveniente. —Aquilo é um porco? -ele questiona. — Aliás, são dois porcos? Ah não, é só uma das s… Diego sorri sarcástico se fazendo de desentendido. Ele ainda me paga. — Sei que pelo olhar de Violetta estou fritérrimo. —Agora! -ela rosna. Me levanto e corro até onde Estevão está parando apenas para falar rapidamente com Francesca. —Como está meu sobrinho? Nunca vou saber me lança um sorriso animado —Forte e saudável. Seu amigo que tem me deixado louca...

—Por quê? —Ele está mais ansioso que eu para a chegada desse garotinho. —Mas ainda faltam quatro meses. —Pois é... Que Deus me ajude. Ouço Violetta gritar meu nome, Francesca me olha compreensiva me afasto dela e continuo a correr até onde Estevão está. —Deus.... você está parecendo um porquinho, Tevinho —Nhoic, Nhoic... Todo sujo de barro e um sorriso lindo no rosto. Tem como ficar bravo? Não mesmo! —Vamos colocar o porquinho na casinha dele e depois banho, ouviu?

—Pode banho junto com o Nhoic? —Não. E's? -a farra na piscina para, tenho a atenção de todos. — cada um coloca o seu animalzinho de estimação na casinha ou gaiola, banho e depois almoço. —Ah...

—Leon, só mais um pouco Balanço a cabeça, negando o pedido do mais velho dos E's.

—Já chega, Enzo. E pegue o secador na lavanderia...

Quarenta minutos depois, todos estamos sentados a mesa desfrutando do típico almoço de domingo. A gritaria e animação é garantida, diversos assuntos estão em pauta, inclusive a saída de Ema e Estevão com Thomas, que ocorrera no dia anterior. A tarde foi pequena para tanta alegria. Quando finalmente a noite cai, rumo em direção ao quarto de Eliza. —Pronta pra dormir? —Pai! Você precisa bater, eu sou adolescente agora. -ela se deita na cama, cobrindo-se com o grosso edredom. —Sei disso. -me sento ao seu lado. — mas você sempre será a minha bebê. —Eu sei... —Boa noite, Eliza. Eu te amo. Lhe dou um beijo na testa

—Boa noite, pai. Também te amo. Minha próxima parada é no quarto de Ema. —Bebê, lembrou-se de alimentar a Senhorita Mary Pop? Recebo um olhar torto da minha garotinha, Ema termina de arrumar sua mochila e caminha até a cama. —Lembrei e quer dizer que agora eu sou sua bebê?

—Você sempre será meu bebê, aquela que falava tudo no diminutivo.

—Sua diminutiva? -seus olhinhos verdes ganham um brilho todo especial.

—Só minha. Como foi com o Thomas ontem? -cubro-a com seu edredom vermelho.

—Normal. Mas eu não gosto de ir... Ele fica tentando fazer o Tevinho e eu chamarmos ele de pai.- um sentimento estranho toma meu íntimo.- mas você é meu pai. -sentimento esse que vai em bora com essa frase. Meu papaizinho.

Engulo em seco Seja homem, Vargas!

Que seja homem o que, puxo Ema para o meu colo a abraçando com todo meu amor.

—Obrigada por ser meu papai.

—Obrigado por me escolher para essa função. Agora, é hora de dormir.

—Tá. Eu te amo, pai.

—Eu te amo mais

—Não, eu que te amo mais.

—Eu sou o pai, eu amo mais. -rimos. Toda noite fazemos isso. — boa noite, diminutivo. —Boa noite, paizinho.

Próxima parada, quarto de Estevão e assim que chego tenho certeza de que algo não está certo. —O que foi filho? —Vovô disse que o Nhoic, Nhoic, vai virar bacon.

Reviro meus olhos, mas não consigo segurar o riso.

Esqueci-me de mencionar, a única coisa que faz o Estevão chorar é algo relacionado a maus-tratos aos animais.

—Não pode rir. Eu vou virar americano.

—Isso você já é. -o pego no colo. — você quer dizer vegetariano

. —Pode ser. -O deito na cama. —Olha, ninguém vai fazer bacon do Nhoic, okay?

—Promete?

—Palavra do babá.

Logo o sorriso que tanto amo está de volta aquele rostinho lindo.

—Tá bom. —Agora, vá dormir. Já está tarde. Eu te amo, boa noite.

—Boa noite, papai. Te amo tipo um tantão.

E agora? Vamos até a Esther.

Quando adentro o quarto de meu bebê, ela já está no sétimo sono. Também, pudera, o tanto que correu hoje.

Me aproximo, lhe dando um beijo na bochecha.

—Te amo, filha. Tenha bons sonhos Olho para o lado e lá está o Bob. Por mais que Esther o esmague em abraços ele nunca a abandona. —Cuide bem dela. Recebo um miado como resposta.

Última parada da noite. —Hey, achei que já estivesse dormindo. Enzo me olha por breves segundos —Queria conversar.

Puxo um puff e me sento. —Sobre? —Eu não sou bom com palavras...

—Eu sei, mas... -em um ato completamente inesperado, Enzo se joga em meus braços em um abraço apertado e acompanhado de lágrimas. — Enzo… —Obrigado. Vo-você prometeu e cumpriu... lembra aquele dia no parque de diversões?- Afirmo.- eu...obrigado. —Eu jamais iria embora, Enzo. -minha voz soa trêmula. — vocês me conquistaram no prólogo.

—Eu te amo, pai. Opa. Agora tô em choque... Em choque e chorando igual bebê.

—Também te amo, filho. -minha voz soa trêmula e emocionada. — Meu pequeno herói. Saio do quarto de Enzo em total euforia. Assim que entro em meu quarto, olho para a minha mulher. A responsável por toda a minha alegria, ela está deitada na cama, tão sexy com seus óculos de leitura e alguns papéis em mãos.

—Hey, hoje você demorou e...-me jogo na cama e puxo Violetta para os meus braços, unindo nossos lábios. O gosto salgado de minhas lágrimas deixando tudo ainda mais emocionante.- Uau, o que é tudo isso?

—Eu te amo. Jamais amei ou vou amar alguém tanto quanto eu te amo. Nunca, jamais, irei te machucar ou deixar que alguém te machuque novamente. Você, nossos filhos, essa rotina, essa família maluca é o que me faz feliz. Eu te amo demais, Violetta Castillo Vargas.

Violetta me encara emocionada. Não preciso de palavras, mas ela faz questão de reafirmar

—Ter contratado um babá louco olhos verdes arquiteto, maluco e de coração enorme e alma linda foi a minha melhor decisão. Eu amo amar você, Leon Vargas. Amo você com todo o meu coração. Dessa vez, ela é a responsável por unir nossos lábios. Sei que temos muito que superar, a vida é feita de obstáculos e, no nosso caso, alguns bem difíceis. Thomas, Camila, os pais da Vilu que resolveram dar o ar da graça com uma carta àquela manhã, algo que a abalou muito, mas não importa. Nós iremos enfrentar cada obstáculo, um passo de cada vez. No final, estaremos todos juntos. Dona Christina, Dono, sim ele curte o dono, Robert, a Bruxa dos setenta e um, Okay, a Bah, Diego, Francesca, o mini Dominguez (sem nome), Violetta, Enzo, Eliza, Ema, Estevão, Esther, Ethan, Elis e eu. O babá mais maluco desse mundo. Somos uma família, uma grande família confusa e cheia de animais de estimação. —Baby? -olho para Violetta.

—Hum?

—Por que sempre E ? Por que sempre nomes começados com a letra “E”?

Minha mulher me lança um sorrisinho sapeca. —Segredo! Então sou “atacado” pelo lado selvagem e sexy de Violetta.

Hoje tem festa nesse apê. Oh sim... ela ainda vai me matar Fim? Acho que è só o começo de uma vida

Notas finais
Mais 3 E's pra farra em kkkk Obrigada gente Pelas RecomendaçöesFavoritações comentarios tudo eu amo vcs Espero q gostem dos meus novos trabalhos Ate a proxima
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!