SIM

QUARTO ANO DE NAMORO

Então, do nada, veio na mente de Asher e ele murmurou, sem acreditar:

—Nós temos a Bea.

Julie balançou a cabeça, desgostosa.

—Não, eu tenho a Bea. Ela é minha.

—Pare de ser egoísta. Nós podemos dividi-la.

—Eu não a divido com pessoas que não se lembravam da existência dela.

—Eu não...

—Asher.

—Beatrice ainda parece um sonho — confessou. — Inacreditável. Irreal. Boa demais para ser verdade.

—Ela é — disse Julie, sem dúvidas. — E ela é real.

—Você também esqueceu dela — murmurou Ash.

—O quê?! — exclamou Julie, escandalizada pelo que ouvia. — Como você pode dizer isso? Eu nunca...

—Julie — Ash a imitou.

Julie suspirou, sorrindo para si mesma e para ele, e concordou:

—Ela é boa demais para ser verdade. Às vezes acho que é um sonho, minha imaginação.

—Com quem ela ficou?

—Agora — enfatizou — você quer saber? Que belo pai você será.

—Será? — Asher animou-se, sorrindo para ela em busca de confirmação. — Você disse será?

—Hipoteticamente.

—Então, hipoteticamente, se você e eu nos casassemos...

—Hipoteticamente — interrompeu Julie para ter certeza que era hipotético.

—Hipoteticamente — repetiu ele, de acordo, revirando os olhos para ela, para que ela soubesse que não, não era hipotético. — Você deixaria que Bea tivesse o meu nome?

—Não. — Julie sorriu. — Ela não vai se chamar Asher.

Notas finais
Só próxima semana agora.