Quem sou eu?
6 Sexto
Notas iniciais
Os dias passam rápido com Marinette se limitando a ensaiarem apenas na escola agora pois a professora conseguiu permissão para ensaiar durante a tarde com alguns alunos que ainda tinham dificuldades e com os principais. O dia da peça chega e todos já estão prontos e ansiosos para sua apresentação, Rosa sobe ao palco faz a abertura e se apresenta como narradora da peça indo para seu lugar junto a um microfone, as cortinas se abrem mostrando um cenário de uma casa se mostras e Rosa começa.
— Era uma vez um homem cuja primeira esposa tinha morrido de uma doença grave o deixando sozinho com sua jovem filha, e que resolveu se casar novamente para dar a filha uma nova família mas a nova esposa era muito arrogante e tinha duas filhas da mesma idade da jovem filha do homem, que eram igualmente arrogantes como a mãe. Em contraparte a filha do homem era como sua falecida esposa, muito meiga e bondosa com todos...
(Vou continuar daqui como se eles vivessem a história para dar uma emoção melhor, vou identificar quem coloquei como personagem da peça.)
Um certo dia o homem teve que viajar a trabalho para outro reino, deixando sua nova esposa e suas três filhas.
Nino – Adeus minha querida, logo voltarei – Disse ele em um tom apaixonado aproximando para dar-lhe um beijo, mas esta virou o rosto e disse.
Chloé – Humpf! Vá logo e traga dinheiro para esta casa caída. – Com um olhar abatido foi para as filhas da mulher dando-lhes um abraço cada uma, para ao chegar a Cinderela sorrir dando um beijo em sua testa e a abraçando com carinho.
Nino — Adeus minhas filhas, vou sentir saudades de vocês. – Disse ao se desvincular de Cinderela.
Marinette — Volte logo papai, estarei esperando.
E assim partiu o homem para nunca mais voltar pois no meio de seu caminho surgiram bandidos que o assassinaram e roubaram suas mercadorias. Dias depois um oficial apareceu a casa e informou a família da morte do homem e o saber da morte do pai Cinderela caiu ao planto correu para seu quarto sofrendo a morte de seu pai e sua mãe, ficando sem carinho e conforto de ninguém. No outro dia ela acorda de forma lenta e sem animo, se vendo no espelho percebe os olhos inchados e avermelhados por ter passado a noite chorando, sem vontade se arruma e sai de seu quarto estranhando o silencio que estava vistoriando todos os cômodos e lugares vê que a casa vazia dos empregados preocupada, vai para a sala de jantar e encontra sua madrasta e suas irmãs sentas a mesa tomando o café em silencio, receosa vai a mesa e se senta começando a comer para logo perguntar.
Marinette- O que houve com os empregados, Madrasta?
Chloé — Eu os demiti.
Marinette — Por que? – Pergunta surpresa e aflita, provocando risos nas irmãs.
Chloé — Não temos como manter mais os empregados já que meu marido morreu. Para reduzir custos demiti todos os empregados.
Marinette — E-e quem vai cuidar da casa agora?
Chloé — Oh! Minha querida, essa pessoa será a senhorita mesma. A partir de hoje vai se mudar para o sótão, para pagar as dívidas de seu pai e outras coisas eu decidi vender todos os móveis de seu quarto e seus vestidos. Não se preocupe deixei outras roupas para você no sótão e outras roupas.
Marinette — O...O que? Por que só eu?
Chloé — Ah! Meu bem. O motivo de ser você? É porque você se preocupa conosco não é? Não quer ver eu suas irmãs na rua e mal vestidas não é?
Marinette — N-não... – Disse com os olhos marejados de lagrimas.
Chloé — Então se já terminou de se alimentar pode começar a fazer a faxina da casa e trate de agora em diante comer na cozinha. – Disse por fim e mandou a garota se retirar.
Na cozinha Cinderela cai ao chão próxima a lareira e chora desesperada. Os dia seguintes se passam com Cinderela fazendo os serviços mais sujos que sua madrasta conseguiu lhe impor a fazendo dormir no sótão, enquanto suas irmãs dormiam no aconchego de suas camas e seus quartos quentes.
Todos os dias depois de terminar seus serviços de casa a pobre garota se sentava perto a lareira o que deixava suas roupas sempre sujas de cinzas e quando suas irmãs a viam daquela forma zombavam da mesma, embora tivesse que vestir roupas velhas, Cinderela ainda cem vezes mais bonita que as irmãs com seus vestidos esplendidos.
Alix – Há! Há! Há! Cinderela sua porca suja, não sabe tomar banho não?!
Sabrina – Irmã! Irmã! Eu acho que ela gosta é de tomar banho de cinzas, olha só a roupa dela! Há! Há! Há!
As duas zombavam dela todos os dias e faziam de tudo para sempre atrapalharem seus trabalhos a chamando constantemente, esses eram os dias, semanas e meses de Cinderela, a fazendo rezar para sua mãe todas as noites pedindo fortemente para que um dia seu destino mudasse e ela pudesse escapar daquilo. O que ela não esperava é que esses dias estavam chegando ao fim ao receber uma carta vinda do palácio para todos do reino, na qual dizia:
“Em comemoração ao aniversário do Príncipe o rei
Estará organizando um baile de máscaras para que
Seu filho irá escolher uma jovem do reino para ser a
Sua noiva....”
Ao lerem a cara as duas irmãs de Cinderela ficaram em grande comoção e alegria, pensando na festa e em como conquistar o Príncipe, já a jovem Cinderela pensava em apenas poder dançar e aproveitar a grande festa, por isso foi a sua Madrasta.
Marinette — Madrasta querida! Me permita ir ao baile do Príncipe!
Chloé — Há! Há! Há! Não venha com essas bajulações Cinderela! – Ela ria em desdém da garota. – Garota tola! Como se fosse possível uma empregada como você poder ir, se coloque em seu lugar. Você não tem classe para ir nesse tipo de lugar! Muito menos uma roupa decente.
Marinette — Mas no convite dizia todas as garota jovens do reino e se minhas irmãs me emprestarem algo eu poderia ir e juro não interferir em nada, por favor somos uma família. – Suplicou a jovem se ajoelhando diante da madrasta que a olhava pensativa para a garota até que respondeu.
Chloé — Pois bem, se prometer não interferir em nada. E terminar toda a lista de tarefas que tenho para você poderá ir ao baile, se não... VAI FICAR AQUI! Há! Há! Há! – Desse ela se afastando da garota e levando as filhas. – Venham queridas temos que comprar vestidos novos.
Sabrina – Eba!! Vou querer o vestido mais bonito de todos, para chamar a atenção do príncipe, Há! Há! Há!
Alix – Não se iluda! Quem vai chamar a atenção do príncipe será somente EU!
Chloé – Se acalmem meninas, as duas terão sua chance, agora vamos. Cinderela a noite te darei a lista, okay?
Marinette – Sim Madrasta. – E saiu a grande megera deixando a querida Cinderela a sonhar com o baile enquanto fazia suas tarefas. Quando a noite chegou Cinderela foi procurar a Madrasta que estava com suas filhas experimentando os vestidos que tinham comprado para irem ao baile de outro dia.
Marinette – Madrasta... – Disse em um tom baixo e um pouco acuada.
Chloé – Ah! Cinderela, entre. Aqui está a lista, pegue-a. – Ordenou ela esticando um papel enrolado, a menina se aproximou olhando de canto de olho os lindos vestidos das irmãs e ficou com uma pontada de inveja mas voltando sua atenção para o papel ela puxou a fita que o prendia, nesse momento as irmãs se viraram para olha-la, quando Cinderela desenrolou o papel ficou pasma, era uma grande lista de coisas que ela teria que fazer.
As irmãs davam risinho enquanto ela olhou para a madrasta com um olhar triste.
Marinette — Mas... Isso vai ser impossível de se completar até mesmo antes do baile...
Chloé – Se não pode completar essas tarefas não merece ir ao baile, eu até separei um vestido da sua irmã para você... Mas, se diz que não pode fazer e prefere ficar em casa...
Marinette – Não! Eu farei! Vou conseguir! – Um sorriso de descaso se formou na boca da madrasta.
Chloé – Espero que sim, agora se retire.
Marinette – Sim madrasta! – E sai correndo do quarto das irmãs indo para o sótão ao chegar fecha a porta com as costas que logo escorrega para o chão olhando a enorme lista.
Marinette – Eu nunca vou conseguir terminar... – Sussurrou e começou a chorar, pegando o papel e o jogando para o outro lado do quarto. Chorou por alguns minutos até um pingo de esperança voltou a surgir em seu coração, engatinhando até a lista se levantou com ela na mão dizendo. – Se eu começar a agora eu conseguirei ir! – Disse, saindo do quarto e indo começar a fazer as tarefas.
O tempo passou e Cinderela conciliou as tarefas que a madrasta tinha lhe dado com as que ela já tinha que fazer que era o almoço da madrasta e das irmãs e outras, de madrugada ela tinha conseguido tirar um cochilo para depois voltar ao trabalho, quando já era noite e faltava pouco para o baile ela foi a Madrasta novamente que já estava vestida com um lindo vestido preto pregueado e com detalhes em dourados em vários lugares, suas irmãs estavam igualmente bem vestidas ao chegar a mulher mais velha lhe deu um olhar duro e desprezo mas ela falou.
Marinette — E-eu terminei... – Disse em um tom cansado.
Chloé – Eu percebi, mas demorou demais já estamos de partida.
Marinette – Mas se aguardar alguns minutos eu me arrumarei o mais rápido o possível e voltarei.
Chloé – Pois bem, vá tem dez minutos até a carruagem chegar o vestido está no quarto da sua irmã.
Ela sorriu subindo a escada ela se limpou antes de se vestir quando foi ao quarto da irmã pegar o vestido ficou perplexa com a peça, era nada menos que um vestido simples com várias bolinhas coloridas espalhadas por todo ele parecia algo feito para um alegrador de festas, ver o vestido a deixou triste mas ela iria com aquilo mesmo pois tudo o que queria era participar da festa assim se vestiu penteou o cabelo o mais rápido possível e o prendeu em um coque frouxo e desceu.
Ao vê-la a mulher ficou espantada, mesmo usando um vestido ridículo a menina ainda parecia linda, seu cabelo, tudo transbordava beleza. Aquilo enfureceu a mulher que foi até a mesma com um sorriso diabólico dizendo.
Chloé – Oh! Minha querida... – Disse se aproximando. – Está linda...
Sabrina – O que, mamãe? – Incredula, mas recebeu um olhar da mãe e entendeu o que ela queria. – É verdade, está mesmo linda, não é irmã? — Falou para a outra, as três se aproximaram de Cinderela e ficaram a rodeando.
Marinette – M-mesmo? Estou bonita?
Alix – Sim, claro que está. Mas... Hum... Seu vestido tem um probleminha, aqui.
Marinette – P..problema? Onde? – Ao perguntar isso a mesma que lhe falara puxa a manga de seu vestido e o rasga. – Por que você fez isso?
Chloé – A minha querida... Estamos arrumando seu vestido. – E puxa outra parte do vestido o rasgando mais ainda. Cinderela tenta fugir mas as irmãs a seguram e a Madrasta acaba de rasgar toda a peça dizendo. – Minha querida, você achou mesmo que eu a deixaria ir ao baile e estragar as chances de suas irmãs?
Marinette – Por que? Eu prometi não interferir... – Chorava ao falar se engasgando com as palavras enquanto suas irmãs riam a soltando no chão com vários retalhos de vestidos jogados ao chão.
Chloé – Você não terminou de limpar a casa, olhe esses trapos pelo chão. Vá fazer seu serviço enquanto nós vamos para o baile. – Disse ouvindo a carruagem chegar. – Venham minhas filhas vamos a festa. E quando voltarmos poderemos ser da realeza! Há! Há! Há!
E saíram deixando a pobre garota chorando no chão segurando com força alguns pedaços do vestido que por mais que fosse ridículo ainda era um vestido, lentamente ela recolheu cada pedaço e foi para a cozinha perto da lareira onde tinha o costume de se sentar só desta vez ela se ajoelhou no chão chorando e jogando cada pedaço do vestido rasgado ao chão, até o momento que o tirou por inteiro e o jogou ao fogo o vendo se queimar enquanto trocava de roupa ainda chorando.
E no momento que ainda chorar ela ouviu ecoar pela cozinha uma suave voz que cantarolava uma doce música, diante da jovem surgiu uma fada trajando um lindo vestido branco e cintilante com várias camadas de tecido e cristais que pareciam com gotas de chuva sobre ela e o vestido, surpresa com a imagem da moça a sua frente ela perguntou um pouco assustada por ela ter surgido do nada.
Marinette – Q-quem é você?
Alya – Eu? Eu sou sua fada madrinha, minha querida. – Respondeu com a mesma voz doce que tinha surgindo a cantar.
Marinette – Fada madrinha? O que quer comigo?
Alya – Oras minha querida! Eu vim realizar seu desejo!
Marinette – Meu desejo?
Alya– Sim minha jovem, você não quer ir ao baile?
Marinette – E-eu quero mas... Eu não tenho vestido... Não tenho carruagem... Sapato... Não tenho nada – Falou com lagrimas nos olhos.
Alya – Mas isso não é problema meu amor, vou resolver isso com um passe de mágica! – Falou a fada segurando na mão da jovem e a levando para fora e com um balançar de varinha fez surgir uma linda carruagem branca com detalhes em dourado talhado nas rodas e no telhado.
Marinete – Mas não tem quem a puxe nem um cavalheiro...
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