Quem sou eu?

12 Capítulo Doze


Notas iniciais
É... Capítulo onze, o anterior doeu um pouco de escrever mas, esse aqui... Sei lá...

Cheguei em casa batendo os pés. A reação de minha mãe que estava na sala de estar foi felicidade, já que eu havia chegado em casa cedo e ela talvez tivesse achado que eu havia ouvido seu conselho ou algo assim, foi incrível como ela não percebeu o jeito que eu estava.

– Filha, que surpresa te ver em casa cedo hoje — Minha mãe disse, se levantando do sofá e me dando um curto abraço — Como foi a escola hoje?

– Bem — O entusiasmo em minha fala era zero, ela percebeu isso.

– Aconteceu algo, Amethyst?

– Não, nada... — Falei me afastando e indo em direção ás escadas — Eu só estou um pouquinho cansada, nada demais.

Deixei minha mãe ali e subi correndo as escadas. Entrei em meu quarto jogando a mochila na cama.

Fiquei um tempo sem fazer nada, parada ali do lado de minha cama, ás vezes eu sentava em minha cama, eu realmente não sabia o que eu estava fazendo. Até ouvir minha mãe me chamar :

– Amethyst! O almoço está na mesa, e eu já volto! Vou no trabalho buscar uns documentos!

– Tá! — Gritei, saindo de meu quarto e descendo as escadas, fui direto para a cozinha, ouvi o barulho do carro de minha mãe saindo da garagem e indo embora.

Me sentei na cadeira, spaghetti para variar, comi tudo em uma tacada só e coloquei o prato na lava-louça, e saí de casa. Eu sabia que eu não podia sair de casa, pelo menos eu achava, mas eu saí do mesmo jeito. Eu já era uma filha rebelde mesmo.

No primeiro momento eu não sabia onde eu estava indo, até que eu vi que estava já praticamente na frente do parque onde eu e Evan havíamos ficados sentados uma vez embaixo de uma árvore.

Entrei no parque e caminhei por ele algumas voltas para esvaziar a mente de tudo que eu havia passado naquele dia, Evan, Shailenne, professora e todos que me encheram o saco naquele dia, é, eu acho que tinha que esvaziar a cabeça de todo o universo.

Até um pastor alemão de tamanho médio vir por trás e lamber minha mão. Era igualzinho á Luna, por mais que Luna não tivesse um traço especial que só de ve-lo eu saberia que era ela, dava para ver só de olhar naqueles olhinhos brilhantes castanhos. Acariciei atrás da orelha e o cachorro começou a abanar o rabo, percebi que era realmente Luna, um cachorro qualquer não iria lamber minha mão do nada, e o único cachorro de raça pastor alemão médio que simpatizei foi Luna.

O que diria que Evan estava no parque, ou sua irmã, mas não acho que ela iria sozinha, duvido que conseguiria segurar Luna, era grande até demais para ela. Talvez os pais de Evan? Imagino que eles estivessem trabalhando, mesmo que no dia anterior eu tivesse visto em casa a mãe de Evan, eu presumi que fosse uma exceção, já que lá não estava o pai de Evan, ele não estava em casa por não ter almoçado com a gente.

Tomei a decisão de caminhar de costas, fazendo com que Luna me seguisse, seria mais fácil se ela tivesse uma coleira e uma guia, virei de costas para ela, Luna continuava a me seguir, agora seria mais fácil e eu não esbarraria em ninguém.

Depois de um tempo procurando Evan, avistei ele sentado na escada de pedra que ligava ao altar de uma estátua de um homem montado em um cavalo. Me aproximei dele, Evan me viu.

– Ficou com preguiça de procurar ela? — Perguntei, Luna se aproximou dele.

– Na verdade, eu vi que você achou ela, decidi sentar e ver até onde dava — Evan falava em ar triste.

Me sentei ao seu lado.

– Você está bem?

– Eu pareço estar? — Perguntou ele, imaginei o que era.

– Não era verdade, Evan — Falei.

Ele deu um suspiro longo.

– Então porque você falou aquilo, Amethyst? — Evan ficou um pouco irritado.

Tive que parar um pouco para pensar em dizer algo inteligente, eu não sabia o por que de eu ter falado aquilo.

– Olha, Evan — Comecei, eu fiquei irritada também — Eu não sei porque falei aquilo, tá bom? Eu estava irritada e deixei uma coisa que eu não queria falar escapar, ainda mais porque era uma mentira.

Dei um suspiro para me acalmar.

– Evan, o que temos significa sim algo, pelo menos para mim — Confessei.

Ele não pode evitar de sorrir um pouco.

– Só isso que você tem para confessar? — Evan perguntou.

– É, acho que o resto você já sabe.

Ele deu um sorriso safado.

– Sabe mesmo? — Evan perguntou.

– Tá bem, acho que não. Mas, são coisas que você terá que descobrir com tempo — Falei.

De repente, lembrei de algo. Mãe. Ela iria me matar, me levantei.

– Pra onde você vai? — Perguntou ele.

– Para casa, digamos que eu não deveria estar aqui.

Evan riu.

– Tá, tchau — Ele disse.

– Tchau.

Evan se levantou e se aproximou de mim para me dar um beijo de despedida, me esquivei e lhe dei um abraço.

– Quê?! — Ele disse, estava desapontado.

Eu ri.

– Desculpa, mas é muito legal zoar de você — Eu disse, lhe dei um beijo rápido e fui embora.

Eu já me preparava no caminho para quando minha mãe me desse uma bronca, e claro, começar com seus discursos. Provavelmente eu ficaria de castigo.

Mas, ao chegar em casa não havia ninguém lá.

Imaginei que minha mãe não estivesse em casa, fui para a garagem, nenhum dos carros estavam lá, relaxei um pouco. Até eu passar do corredor de entrada de minha casa e ver tudo bagunçado.

Havia gavetas, documentos, e todos os objetos que poderia se imaginar. Subi para meu quarto correndo, ele estava bagunçado também, minha mochila estava aberta, peguei ela na mão, havia todos os meus livros e cadernos lá, mas meu celular não estava em nenhum dos bolsos.

Desci as escadas para ligar para minha mãe, ou para meu pai se ela não atendesse, não achei o telefone fixo que costumava ficar ali, procurei por toda a casa por um santo telefone, mas nada. Decidi procurar algum objeto de valor em minha casa, nada.

Havia tudo sumido. Minha casa foi saqueada.

Notas finais
Vish... É tudo que posso dizer. Pelo menos ela fez as pazes com o Evan..