Quem sou eu?

13 Capítulo Treze


Notas iniciais
Gente, privacidade para escrever, FINALLY! Aproveite ^^

A minha única opção era esperar meus pais chegarem em casa, a primeira foi minha mãe, que teve a seguinte reação :

– Mas que bagunça é essa, Amethyst? — Ela perguntou analisando a sala de estar surpresa — O que você perdeu essa vez, hein?!

Fiquei indignada com a sua pergunta.

– E você põe a culpa em mim?! — Disse — A nossa casa foi saqueada, gênia!

Minha mãe largou a bolsa no chão e me deu um abraço depois, com as mãos em meus ombros, perguntou :

– Eles fizeram algo com você? — Ela perguntou, examinando meu rosto — Eu sei que você estava em casa, então...

É... Ferrou.

– Mãe, eu estou bem, não aconteceu nada comigo — Falei.

– Então você ficou sentadinha quietinha observando eles saquearem a nossa casa, mocinha?!

Tirei as suas mãos de meus ombros.

– Se eu não fizesse isso, eu provavelmente levaria um tiro, mãe — Disse calma.

Eu não deveria ter falado aquilo, ela ficou tensa.

– Ai meu Deus, eles estavam armados?! Ainda bem que... — Ela parou a frase e olhou para mim irritada, é, eu estava ferrada mesmo — Você não estava em casa! Ninguém saqueia uma casa com alguém dentro!

– Hãn... Mãe, acho que isso é de menos agora, né? Acho melhor você ligar para o papai e sei lá, ligar para a polícia...?

Minha mãe me olhou com uma expressão de reprovação e pegou o celular da bolsa. Subi as escadas correndo.

Entrei em meu quarto e olhei toda a bagunça, dei um suspiro alto e longo, recolhi todos os objetos que estavam jogados no chão, livros, roupas, tudo que alguém poderia imaginar, e os coloquei em seus devidos lugares, meu quarto agora parecia o único que não procuraram por objetos de valor, o cômodo estava limpinho e até tive o trabalho de arrumar minha cama, que raramente era arrumada.

Peguei a minha mochila e coloquei meus cadernos e estojo na escrivaninha de meu quarto, sentei na cadeira e fiz o monte de tarefa de casa apenas para não levar bronca da professora e ser levada para a diretoria, denteção? Não, obrigada.

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No dia seguinte, Shailenne fez a maior algazarra ao me ver chegando na sala de aula. Me abraçou e disse o quanto sentia muito por ter discutido comigo, ela falou mais, mas eu estava com muito sono para querer ouvir Shailenne. A minha escola não havia sido construída há muito tempo como as outras (uns quatro anos) e éramos uma escola que as aulas começavam ás sete da manhã e acabava meio dia, eu tinha todo o direito de ficar com sono.

A aula não teve nenhum problema, pelo menos não comigo, nem com Shailenne. Não falei com James, não teria nada para falar mesmo. Na saída, Shailenne mencionou algo comigo.

– Bem... Eu estive pensando e achei que a gente poderia ir para uma viagem nesse final de semana, sabe? Para se divertir um pouco...

– Não vai rolar.

Ela ficou surpresa com a minha resposta fria.

– Por quê? — Ela perguntou com uma cara de cachorrinho abandonado.

– Por que meus pais não irão me deixar, é isso.

– E se você convencer eles, hein? — Ela perguntou com uma cara safada.

Dei um suspiro baixo.

– Mesmo que se eles deixassem eu não iria.

– Por quê? — Ela perguntou de novo.

Eu realmente não estava a fim de ir na viagem, ás vezes a preguiça me derrota e me faz ficar em casa, enquanto os outros estão curtindo a vida.

Decidi ser sincera.

– Por que não estou a fim, é isso — Falei.

Shailenne suspirou alto e disse :

– E se eu convencer o Evan a ir junto? — Ela perguntou sorrindo.

Dei as costas e fui caminhando até o ponto de ônibus, ouvi Shailenne gritar para mim Parece que convenci alguém!, e apostei comigo mesma de que ela havia ido falar com Evan sobre aquilo, se quer que ele estivesse sentado no banco que normalmente sempre esteve sentado.

Fiquei muito tempo sentada no banco do ponto de ônibus, não quis nem olhar para ver se Shailenne foi mesmo conversar com Evan sobre o assunto, espero que não, eu estava com medo de Evan ter a impressão de que eu era desesperada por ele e que eu faria qualquer coisa, desde que ele estivesse junto. Não, eu não queria essa imagem nem morta.

Eu também não queria que depois de que se Evan e Shailenne conversassem e ele vir falar comigo sobre aquilo. Constrangedor demais para mim, provavelmente eu deixaria escapar baboseira de minha boca e Evan iria rir por eu ficar sem jeito, eu acabaria rindo também, depois de rirmos, um de nós falaria algo fofinho e ficaríamos naquele clima, depois iriamos nos beijar. Eu tinha tudo em mente daquilo.

Não que eu não queresse beijar Evan e tal, tudo bem, eu queria mas, o ponto de ônibus é meio cheio para isso, e para mim aquilo seria constrangedor, preciso de mais privacidade para esses assuntos.

Depois de um tempo o ônibus chegou e entrei nele, a viagem não foi complicada, cheguei em casa depois de um tempo no ônibus, meus pais estavam em casa e nada de bagunça na sala, estava tudo como antes de saque.

Larguei a mochila no sofá da sala de estar, minha mãe veio da cozinha, seus cabelos morenos estavam prendidos em um coque e usava um avental branco, dava para notar de que ela estava cozinhando.

– Oi, filha. Como foi a escola? — Perguntou ela, sua pergunta típica de sempre que chego da escola.

– Bem — Falei.

– Que bom, o almoço logo estará pronto, ok?

– Ok — Respondi.

Sentei no sofá da sala de estar e liguei a televisão no noticiário, eu praticamente nunca assistia nada, então não tinha um canal favorito, não sabia quase nenhum número de canal. Eu era um verdadeira noob quando se tratava de televisão.

Por um momento me perguntei a mim mesma se eu deveria comentar com meus pais sobre o assunto da viagem de Shailenne, talvez eu me passaria por desesperada para ir, decidi não falar com eles sobre isso, não naquele momento.

Depois de um tempo minha mãe me chamou para almoçar, meu pai desceu as escadas e veio, todos nos sentamos na mesa da cozinha, por mais uma vez, me perguntei se eu deveria mencionar sobre a viagem.

Notas finais
Pronto! Mel Dels, parece que levei um milênio para terminar esse capítulo '-' Deixe suas sugestões nos comentários!