Notas iniciais
Espero que gostem, amores!!! Obrigada pelos reviews

– Ah eu não acredito, em algumas horas estaremos na Riviera Francesa! – Bruna pulava de um lado para o outro, enquanto Isabella e Maria Joana riam.

– Vai ser muito perfeito! – Ana Julia disse enquanto organizava algumas coisas na bolsa.

Estavam todas no quarto de Anaju, as malas estavam no andar debaixo e o pai de Ana Julia as levaria de carro até o aeroporto. O tempo estava frio e chuvoso, e isso estava deixando Bella um pouco preocupada, mas nada que estragasse a vontade de viajar logo e começar as férias que tinham tudo para serem as melhores.

– Quase perfeito, né? – Majô revirou os olhos e Anaju tacou uma almofada na cara da amiga.

– Para de frescura, Maria Joana Chiappetta! Aceite o seguinte fato: Você verá seu amor, Arthur Aguiar, durante toda a viagem. Isso vale pra você também, Isabella!

– Eu não tenho problemas em ver o Arthur a viagem toda. – Bella brincou e Ana Julia riu.

– Você entendeu!

– Boa viagem, meninas! Juízo, viu? Ana Julia, me ligue quando chegar lá, filha! – Sr. Dorigon era só recomendações e Anaju rolava os olhos insistentemente, fazendo Bella e Majô rirem baixo dentro do aeroporto.

– Tá bom pai, amo você, agora tchau, tenho coisas pra fazer! – Ela disse rapidamente e se despediu, sorrindo.

– Quanto amor com o papai, Anaju! – Bru disse e todas riram.

As quatro garotas andaram pelos corredores do aeroporto com suas quinhentas malas até o guichê onde fariam o check-in. Estava chovendo e elas já estavam preparadas para possíveis atrasos, mas nada muito preocupante, até porque estavam juntas, e acabariam se divertindo de um jeito ou outro. O vôo dos garotos sairia três horas após o delas, isso fora decidido no par ou ímpar porque queriam poupar o máximo de tempo juntos. Depois de meia hora de atraso, Bella começou a perceber que a chuva caía muito mais forte, e que a maior parte dos vôos estavam sendo atrasados por isso.

– Puta merda, eu não aguento mais ficar aqui! – Majô reclamou e Bella fez careta.

– Eu também não, eu quero ir pra França!

– Ah, jura? – Bru olhava para o aeroporto cada vez mais lotado e cheio de passageiros indignados com a demora com um olhar desanimado.

– Gente, gente! – Anaju chegou correndo – Falei com um cara da companhia aérea, ele disse que tá impossível voar com essa chuva! Vão atrasar e cancelar todos os vôos até que isso seja normalizado!

– AH NÃO! – Maria Joana berrou e levantou. – Nosso vôo era duas da tarde, já são quase quatro!

– Daqui a pouco os garotos estão aqui... – Bruna disse com uma voz afetada e Isabella levantou a cabeça rapidamente, percebendo o que a amiga havia dito. Seu coração começou a bater acelerado quando encarou essa possibilidade.

– Não é, Bella? – Ela ouviu a voz de Ana Julia e chacoalhou a cabeça, retornando à realidade.

– Desculpa amor, eu tava viajando aqui! Pensando na viagem! – Disse sincera e a amiga riu.

Então sentiu seu celular vibrando na bolsa e pegou rapidamente o aparelho. Era uma ligação de Gui.

– Fala, maninho!

– Vocês já estão na França? – Ele perguntou e Bella bufou, tentando rir.

– Todos os vôos estão atrasados, ou sendo cancelados, Gui! Ainda estamos no aeroporto!

– Sério? Acabamos de chegar aqui, e nossa! Isso tá uma loucura! – Gui dizia olhando para os lados e esbarrando em umas pessoas. Rafa estava logo ao seu lado, prestando atenção na conversa.

– Eu sei que está! Já fizeram o check-in? – Isabella perguntou andando de um lado para o outro. Estava ficando ansiosa, de novo. Uma sensação boa estava tomando conta dela, ao lembrar da noite anterior. “É só um novo começo. O nosso começo.” A voz de Rafa ecoava em sua mente. "O nosso começo".

– O Felipe e o Arthur estão na fila, eu e o Rafa estamos indo para lá! – Ele respondeu simplesmente – Quando terminarmos, eu te ligo! Beijo!

Gui desligou o telefone e deu um passo para trás quando percebeu que Rafa estava quase colado nele. Vitti chacoalhou a cabeça e riu.

– Mal, cara. – Ele levantou as mãos se desculpando, o que fez o amigo rir. – Elas conseguiram viajar?

Rafa colocou as mãos nos bolsos. Estava extremamente curioso, e mais ainda, torcendo para que não tivessem conseguido. Mal podia acreditar na aproximação que ele e Isabella tiveram na noite anterior, mas queria sentir aquilo de novo. Era estranho, surreal, e ele queria mais.

– Não, elas estão aqui ainda. – Gui disse calmo e saiu andando até onde Simas e Aguiar estavam. Rafa ficou paralisado, com um sorriso idiota se formando no rosto e mesmo sem entender nada, subitamente ansioso.

– Vem, dude! – Gui gritou e ele voltou à realidade, seguindo o amigo.

Isabella e as amigas estavam sentadas no chão em um canto do aeroporto. Tinham levantado para darem uma volta pelo local, e quando voltaram não encontraram mais cadeiras disponíveis. Maria Joana estava quase dormindo, enquanto lia uma revista sobre mamíferos. Anaju ouvia música no seu iPod, mas apesar dos fones, dava pra ouvir o som de Wrecking Ball. Bella e Bru dividiam os fones de um outro aparelho, enquanto Isabella batucava insistentemente na própria perna, deixando Bru nervosa. As duas ouviam Wonderwall.

– Para com isso, louca! – Ela segurou a mão da amiga, que riu sem graça.

– Desculpa.

– Tá ansiosa por quê? – Bru perguntou sem nenhuma cerimônia e Bella engoliu seco.

– Pra... Pra viajar, ué. – Mentiu e Bruna riu alto.

– Pra viajar ou para ver um certo Rafael Vitti que está aqui no mesmo aeroporto que você? – A garota tirou seu fone e sentou-se de frente para a amiga, com um olhar malicioso.

– Pirou, Bruna? – Bella quase berrou – Nada a ver, porque eu estaria ansiosa pra isso? Eu vejo o Vitti todo dia, não tem nem mais graça!

– Ah sim, mas agora vocês estão se dando bem e...

– Cala a boca! – Isabella a interrompeu olhando para as duas amigas. Ela não tinha conversado sobre isso com Maria Joana e Ana Julia, ainda que Majô soubesse da aula de Português, por alto.

– Ah, vê se me erra Isabella Santoni Hamacek! Elas não tão ouvindo nada! – Bru bufou e Bella riu baixo.

– Mesmo assim!

– Mas você tá nervosa por isso que EU SEI. – Bruna afirmou cheia de certeza e Isabella bateu a mão na testa, em sinal de desaprovação.

– Ah, vá a merda, Bruna Hamu! Dane-se, eu não tô nem ligando pro fato do Rafa estar aqui, você bebe, sabia? Tô bem tranquila em relação a isso, inclusive!

– Ah é?

– É.

– Então beleza, ele tá quase atrás de você.

Isabella arregalou os olhos e tentou fazer sua melhor cara para olhar para trás. Inclinou suavemente o pescoço, sem levantar, e viu os quatro garotos se aproximando. Primeiramente, seu olhar bateu em Arthur, que vinha mais à frente com seu irmão. Em seguida, Viu Felipe e Rafa rindo animados e voltou seu olhar pra frente.

– Nossa amiga, que cara! – Bru disse e Bella deu o dedo, ambas rindo.

– As meninas tão ali, Gui! – Arthur disse alto e apontando, fazendo Felipe e Rafa pararem de andar atrás deles. Rafa procurou rapidamente e viu Bru, que sorriu para ele. Bella estava de costas, então Bruna também apontou para eles, à medida que se aproximavam, e Isabella virou o pescoço para trás. Seu olhar encontrou o de Rafa, e por mais que ela quisesse desviar, fingir que não tinha o vista, nada conseguia impedir que seus olhos azuis continuassem fitando os castanhos do rapaz. Felipe percebeu e riu sozinho, mas ninguém estava prestando atenção nele.

– Olá! – Gui disse alto e Ana Julia tirou os fones de ouvido.

– Fazendo o que jogadas no canto? – Felipe perguntou e Bruna rolou os olhos, levantando e puxando Bella pela mão.

– A gente tava esperando vocês, sabe? Não vivemos sem vocês, Simas! – A garota disse com uma voz afetada e Felipe riu.

Bella virou para frente e estava a poucos centímetros de Rafa. Os dois se encararam em silêncio, enquanto Maria Joana, que largou a revista subitamente, contava a história do atraso de vôos para os garotos. Isabella abaixou o olhar, sem graça, e olhou para os pés de Vitti. Ele estava calçando um par de tênis com cadarços de cores diferentes. Seu olhar foi subindo pela bermuda colorida e pela camiseta preta, até chegar em seus olhos novamente. Rafa abriu um sorriso encantador, e a garota não pode evitar fazer o mesmo. O que estava acontecendo?

– Oi. – Ele disse com a voz baixa – Pensei que só fosse te ver na França.

– Eu também. – Ela sorriu sem jeito. Nenhum dos dois reparou o olhar curioso de Aguiar sobre eles. Dois minutos de silêncio.

– Chata essa chuva, né? – Rafa disse do nada e Isabella riu, fazendo-o corar. Estava se sentindo idiota, era melhor que tivesse ficado calado.

– Também acho. – Ela respondeu com um sorriso de canto, e Vitti não soube explicar, mas sentiu sua nuca arrepiar instantaneamente.

– Bella, eu tô com fome, vamos procurar algo pra comer? – Anaju chegou e encarou os dois, que se olhavam de forma estranha. – Eu hein. – Ela disse e Isabella riu, sem graça.

– Claro, Naju, vamos! – Ela concordou e Ana Julia a puxou pela mão.

Rafa as acompanhou com o olhar até que as perdeu de vista, o que não demorou muito. Ficou parado e olhando para o nada, imerso em seus pensamentos.

– Que porra foi aquela? – Arthur perguntou e Rafa quase deu um pulo de susto.

– Puta que pariu, vai assustar... O Gui! – Vitti disse e os dois gargalharam.

– Não desconversa, dude! – Aguiar cutucou e Rafa coçou a cabeça, sentindo o rosto queimar.

– Não foi nada, cara. – Mentiu.

– Ah sim! “Chata essa chuva, né?”- Arthur imitou a voz do amigo, que deu o dedo — Vocês dois estavam me assustando!

– Já disse que não é nada, Arthur! Não enche, vai! – Rafa disse e foi para onde Maria Joana e Felipe estavam.

– Mas que merda, a gente tá aqui tem mais de cinco horas! – Bru falou e enterrou a cabeça nos joelhos.

Estavam os oito sentados no chão do aeroporto. Rafa, Arthur e Ana Julia estavam jogando Monopoly Cartas pela milésima vez, Isabella estava deitada na barriga de Gui, ambos quase cochilando, Bruna estava quase quebrando o iPod por não conseguir achar nenhuma música nova e legal, e Maria Joana estava com Felipe tentando ajudar uma garota chilena a entender o que estava acontecendo com o aeroporto, mais adiante. Bella olhou para o rosto do irmão, que agora dormia tranquilamente e sorriu. Voltou seu olhar para os amigos, mais especificamente para Rafa, que olhou de volta, sorrindo. Anaju também viu.

– Vem jogar, amiga! – Ela disse e Vitti sorriu involuntariamente, fazendo Arthur rir sozinho.

– Ah, eu tô com sono! – Bella disse bocejando e os três riram. – Acho que vou comprar um café, alguém quer?

– Eu quero! – Bruna logo gritou e Isabella arqueou a sobrancelha, rindo.

– Eu também! – Arthur respondeu.

– Traz um pra mim também amiga? – Ana Julia pediu com carinha de anjo.

– Ah, não! Alguém vem comigo pra me ajudar. – Ela respondeu e todos riram.

– Eu te ajudo. – Rafa respondeu sem nem pensar e ficou de pé, ao lado da garota que o encarava boquiaberta, assim com os demais. – Também quero um café.

– Tudo bem. – Bella tentou não sorrir, mas estava feliz. Os dois seguiram lado a lado por entre as pessoas, ambos tentando ignorar os comentários que os amigos estavam fazendo disso.

– Você parece cansada. – Rafa quebrou o silêncio e Bella sorriu.

– Estou tão acabada assim? – Ela escondeu o rosto, fazendo o garoto rir e tirar suas mãos dali.

– Eu não disse isso! – Rafa completou, rindo um pouco.

– Eu sei que não! Mas eu realmente devo estar um bagaço, eu tô com sono, com dor nas costas, com a bunda quadrada, eu não aguento mais essa chuva, esse aeroporto, nada disso! – Bella disparou e Rafa parou de andar, deixando que ela seguisse sozinha.

– O que você tá fazendo? – Ela virou pra trás com cara de espanto e ele arqueou a sobrancelha, respondendo normalmente:

– Não há nada de errado com a tua bunda.

– Rafael Vitti! – Isabella ficou subitamente corada e estapeou o garoto, que começou a rir alto, e ela acabou fazendo o mesmo. – Você é retardado, só pode!

– Outch, muito obrigado! – Ele fez sinal de joinha e Bella riu.

– Posso ajudar? – A moça interrompeu e os dois olharam para a frente.

– Dois cafés fortes, dois capuccinos com creme extra, e um descafeinado! – Bella disse e a moça sorriu, anotando os pedidos.

– 58 reais. – Ela disse e Rafa estendeu a mão para pagar. Ele e Isabella foram para o lado do balcão esperar os pedidos. – Porque diabos a Ana Julia precisa de um descafeinado pra ACORDAR? – Ele disse do nada e Bella teve um acesso de riso, que o fez sorrir idiotamente.

– Não tente entender a Anaju, eu venho tentando há anos, acho que nunca vou conseguir! – Ela respondeu e Rafa riu. Os dois pegaram os copos e seguiram de volta.

– AE! – Arthur gritou indo até os dois, rindo. – Qual é o meu?

– Esse aqui! – Bella estendeu o outro copo e começou a beber o seu. Rafa entregou os demais cafés e olhou para ela.

Estava se sentindo estranho, era como se precisasse, de alguma maneira, ficar sozinho com Isabella. Porque só quando estavam sozinhos eles podiam agir da maneira que fizeram na praia. Porque ele ainda queria ver se tudo o que fora dito era verdade. Vitti encarava o copo, desanimado, quando ouviu a voz de Bella um pouco mais à frente.

– Ah, que merda, não foi isso que eu pedi! – Ela reclamava fazendo careta. – Vou lá trocar.

– Espera, Bella. – Ele disse e todos o olharam.

– Eu paguei no meu cartão, vou ter que ir junto. – Rafa disse e Isabella sorriu de uma maneira estranha, que Vitti não conseguiu decifrar.

Os dois estavam andando devagar e novamente em silêncio.

– O que você tem aí? – Rafa perguntou apontando para o copo, e Bella corou, chacoalhando a cabeça.

– Capuccino com creme extra. – Ela respondeu olhando para frente, sentindo seu coração bater mais acelerado. Não tinha a mínima noção do porque estava fazendo aquilo.

– Mas você tinha pedido isso! – Rafa parou e a encarou, bastante confuso. Ela riu um pouco nervosa.

– Eu sei. – Bella disse andando e Rafa a seguiu.

– Não entendi.

– Lerdo.

– Am?

Isabella começou a rir e Rafa finalmente entendeu o que ela fizera, ao mesmo tempo que sentia borboletas fazendo festa em seu estômago. Então ela também pensava da mesma forma que ele, e isso era realmente bom. Rafa sorriu largamente e a garota fez o mesmo.

– Tá engraçadinha, hein? – Ele perguntou e Isabella riu alto.

– Não estou, eu sou!

– Bom saber! – Rafa disse com um olhar tarado e recebeu um tapa na testa.

– Cacete Vitti, acordou tarado hoje hein? – Ela disse e ele riu.

– Na verdade eu sou. – Vitti disse e os dois gargalharam.

– Vamos sentar em algum lugar, Don Juan? – Bella perguntou sorrindo e Rafa riu.

– Pode ser ali?

Rafa apontou para um canto próximo de uma livraria e Bella assentiu com a cabeça. Os dois seguiam lado a lado tranquilamente, quando um homem passou correndo e esbarrou em Bella, quase a derrubando. Rafa a segurou pelo braço e a garota derramou todo o café no chão.

– Ah, esse dia vai entrar pra história, droga! – A garota reclamou com um bico enorme no rosto e Rafa sorriu.

– Relaxa, vamos comprar outro! – Ele disse e Bella encarou a enorme fila da cafeteria.

– Ah, deixa vai. – Ela murmurou e seguiu para onde Rafa havia apontado, sentando-se no chão.

– Toma o meu então! – Vitti estendeu a mão para a garota que sorriu de canto, mas negou. – Vai, Bella! Ou pelo menos me ajuda, eu não vou tomar tudo isso mesmo!

– Tá, eu te ajudo! – Ela sorriu pegando o copo.

– A que devo a honra de uma conversa particular com Isabella Santoni Hamacek? – Rafa sentou na frente de Isabella, que riu mordendo o copo.

– Sabe, nós precisamos conversar muito sério. – A garota tirou o sorriso do rosto e Vitti franziu a testa, confuso e apreensivo.

– Sobre?

– Sobre quem vai ter a guarda da blusa vermelha. – Bella disse ainda com a voz séria e Rafa gargalhou muito alto.

– Sinto informar, mas a blusa é minha e eu não abro mão disso!

– Então teremos um problema. – Isabella arqueou a sobrancelha e os dois começaram a rir em conjunto.

– Ontem foi... Divertido. – Rafa sorriu e olhou para baixo, um pouco corado. Isabella sorriu ao perceber.

– Foi mesmo. Obrigada.

– Por?

– Por ter salvado minha noite, acho que eu teria cometido um suicídio se você não estivesse comigo, o Thomas merecia! – Ela disse e os dois riram.

Rafa encostou na parede ao lado da garota e a olhou de perto.

– Não precisa agradecer.

Isabella sorriu para o garoto que estava tão próximo de seu rosto que ela podia sentir sua respiração. Sentiu um arrepio percorrer seu corpo por causa disso, olhando para frente novamente e encarando o painel de pousos e decolagens. Vi um vôo confirmado para a França e apertou o braço de Rafa com força, que não entendeu e começou a olhar o painel também.

– Ufa, não é o nosso! – Bella largou o braço do garoto e suspirou aliviada. Rafa verificou que não se tratava do vôo dos garotos também.

– Por que ufa? – Ele a encarou e Bella rolou os olhos. – Putz! Você tem medo de altura! – Rafa bateu na própria testa e a garota assentiu, apreensiva.

– É tenso, mas fazer o que né? Fico tremendo só de pensar! – Isabella mostrou a mão trêmula para Vitti, que a segurou e sorriu.

– Não vai acontecer nada, fique calma! – Ele disse acariciando a palma da mão de Bella, que olhou sorrindo.

– Eu sei que não, mas...

– Não tem mas, Bella. Vai dar tudo certo, eu prometo pra você. – Vitti a encarou e sorriu de canto vendo o sorriso enorme que a garota abriu.

– Eu nunca pensei que fosse dizer isso, mas é uma pena que estamos em vôos separados. – Isabella disse e o garoto a encarou – Eu apertaria sua mão até quebrar seus ossos, isso é bem verdade. Tenho dó de quem for do meu lado! – Ela completou e Rafa deu uma risada alta, fazendo com que ela risse junto.

– Vou aconselhar as meninas a viajarem com luvas de boxe! – Vitti disse e Isabella riu alto, mordendo o ombro do garoto.

– Bobo!

– Linda! – Quando percebeu o que disse, tentou consertar. – Digo, linda aquela orquídea naquela loja de flores! – Sorri sem graça.

Rafa disse e ficou corado quando viu Isabella o encarar com os olhos quase saltando do rosto. Tinha pensado alto de novo, por que fazia isso? Queria enfiar a cara em um buraco. Bella percebeu que as mãos ainda estavam entrelaçadas, e sorriu, acariciando a mão de Vitti com o polegar, timidamente. Rafa teve a ligeira impressão de que aquilo não estava acontecendo, era tudo muito estranho para ele. Sorriu largamente e, também sem pensar muito, levou a mão de Bella, junto a sua, até próximo ao seu rosto, dando um beijo suave na mão dela, que não disse nada, só o encarou ainda mais sorridente.

– Isso é muito estranho. – Bella disse e Rafa a interrompeu.

– Outro dia você quebrou uma bailarina na minha cabeça. – Ele disse e ela o encarou, ensaiando uma cara de brava.

– Você que pediu! – Isabella disse enquanto sorria.

– Shh, quieta! – Ele pediu baixinho.

– O que foi? – Ela perguntou, surpresa.

– Só não estrague o momento. – Rafa disse sorrindo e ela não pode evitar de fazer o mesmo.

– Bella, acorda!

Rafa sussurrou esfregando os olhos e ela o encarou. Estavam dormindo abraçados, no chão do aeroporto. Tinham passado algumas horas conversando e comendo pipoca e chocolate, enquanto riam das pessoas que passavam por ali (principalmente um chinês tarado), até que foram vencidos pelo cansaço. Não tinham dormido de qualquer jeito e acordado assim, tinham dormido abraçados porque queriam se sentir protegidos um pelo outro. Já estavam começando a aceitar o fato de que tudo era diferente quando era só os dois.

– Que horas são? – Ela murmurou soltando o abraço, mesmo que não quisesse fazer isso de fato. Sentia-se incrivelmente (e estranhamente) confortável ali.

– Dez da noite, e seu vôo acaba de ser confirmado! – Ele disse a olhando nos olhos e viu a menina tremer. – Ei, o que eu te disse? – Ele acariciou seu rosto timidamente.

– Que vai dar tudo certo. – Ela disse com um meio sorriso desconfiado e Vitti sorriu largamente, a incentivando.

– E vai dar!

– Obrigada! – Isabella sorriu de um jeito mais aliviado dessa vez – Estou muito acabada? – Ela disse esfregando a mão no rosto, e Rafa riu.

– Está um bagaço, vai precisar até de plástica! – Ele disse sarcástico e os dois gargalharam.

– Idiota!

– Eu sei que você me ama, Bella! – Ele disse rindo e a garota gargalhou.

– Menos, bem menos, Rafael Vitti!

– Vamos logo, temos que encontrar o pessoal ainda! – Vitti disse animado pelo fato de estarem na França em algumas horas, e mais animado ainda por estar se sentindo extremamente feliz com toda aquela situação.

Os dois se aproximaram de onde os amigos estavam, mas ninguém tinha os visto ainda. Bella olhou para Rafa e sorriu.

– Até daqui a pouco! – Ela estalou um beijo na bochecha do garoto, que sorriu junto, e saiu andando.

– Bella! – Ele disse segurando o braço dela, que parou e olhou para trás.

– O que foi, Rafa?

– Boa viagem! E tente não quebrar a mão de nenhuma das meninas, tadinhas! – Ele disse e os dois riram.

– Vou tentar!

– E só mais uma coisa! – Vitti disse antes de largar o braço da garota, que o encarou em silêncio. – Espero que tudo continue assim, digo, entre nós dois. – Ele disse incrivelmente corado e Bella sorriu, apertando a mão do garoto.

– Eu também espero. Eu gosto da Isabella que eu sou quando estou com você, e também gosto do Rafael que você está sendo agora. — Ela disse também envergonhada.

– E eu adoro essa Isabella! – Vitti disse e os dois sorriram juntos – Quanto ao Rafael, ele sempre foi maravilhoso assim, sabe? – Ele completou e Bella riu alto.

– Tava demorando! Quando você vai deixar de se achar?

– No dia que você assumir que eu sou realista! – Ele disse e a garota rolou os olhos, ainda rindo.

– Te vejo na França, Rafa!

Notas finais
UHUL!!! Quem aqui tá ansioso pra que eles cheguem logo na França? Ah, uma perguntinha: como eu estou de féries, queria saber o seguinte, qual o horário que vocês gostariam que eu postasse a fanfic?