Quem poderia dizer?
1 Capitulo Único
Notas iniciais
"Vamos, Neville! Ande! Vá lá e fale. Afinal, você é ou não um grifo? Não, não venha com esses pensamentos, o Chapéu Seletor nunca erra, nunca, nunca."
Eram esses pensamentos que rondavam a cabeça de Neville Longbottom ao observar os cabelos loiros dançando no ritmo que o vento forte naquele dia de outono mandava. Esses cabelos seguiam o rosto sereno e os olhos sonhadores — agora cobertos por óculos que muitos consideravam estranhos, mas que para ele eram lindos — de Luna Lovegood.
As mãos suadas esfregaram a calça em busca de algo para as manter secas enquanto ele seguia tremulo até a menina que girava em círculos agitando a varinha e murmurando um feitiço que provavelmente só existia em sua cabeça. Mas, infelizmente, antes de completar seu caminho até ela, ele parou e a observou ela, que corria em direção a floresta. Sua expressão entristeceu e ele baixou a cabeça enquanto seguia até o salão principal. É, talvez estivessem destinados a isso, a ficarem separados, a nunca terem um ao outro. Seus pensamentos esperançosos se acabaram e tudo se voltou para o quão covarde era.
– Neville! — ouviu a voz já tão conhecida lhe chamar e se virou a tempo de a ver correndo em sua direção carregando uma florzinha vermelha. Ela se aproximou mais e lhe entregou a flor. — Ela é tão linda... Lembrei de você quando a vi. Ela se chama amor perfeito — ele corou e percebeu que ela ficava da cor da planta que carregava.
Ou talvez não, talvez estivessem destinados a estar juntos, quem poderia dizer?
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