Notas iniciais
Yaaaaaaaaaay /o/ Primeiro de tudo muitoo obrigadooo a Meiko linda, que me ajudou com alguns pequenos erros aqui ♥ hsuahuas
E tae, espero que gostem :3

Já chegando perto do fim, não sinto mais meu corpo, que próvavelmente está cheio de furos de armas. Ao fundo só posso ouvir a risada e os gritos de vitória dos políciais. Todos da gangue já foram embora. A visão ficando embasada. O que eu to vendo?Apenas lembranças afinal. Deve ser realmente meu fim...

17 anos antes:

-Mamãe?

-O que foi filho?

-Aonde está meu pai?- Perguntei mesmo sabendo a resposta. Não tem jeito, a saudade é infinita, sempre vou me lembrar... Só de ver uma foto já dá um aperto no peito.

6 anos depois...

Ainda lembrando de quando soltava pipas e jogava bola com as crianças da escola, sonhando em se tornar rapper, fazendo algumas rimas mal feitas. E olha como o destino é irônico, troquei a igreja por assalto á banco eletrônico, joguei meu sonho fora. Os meus velhos amigos que jogavam futebol e soltavam pipa comigo , hoje me ajudam a furtar joalherias. Destaques em jornais, Lucas, um dos nomes mais procurados pela polícia.

Com 16 anos apenas me importava em dinheiro, era obcecado e acreditava que com alguns golpes conseguiria tudo o que quisesse ganhar, jóias, dinheiro, carros, comida.

Até que um dia eu cheguei em casa e lá estava minha mãe, sentada em um canto do meu quarto com lágrimas rolando no rosto, ela me expulsou de casa, sem pensar duas vezes. Peguei minha mala, já feita em cima da cama, e sai correndo de casa, assutado com a cena da minha mãe. Eu estava chorando, na chuva forte daquele dia. Várias lembranças rodeando a minha mente. Até o momento que fiquei apenas parado... Esperando alguém ver as lágrimas e me oferecer abrigo. Mas que ideia idiota, não sou mais uma criança... Quem é que vai oferecer abrigo á um bandido? Quem é que verá as lágrimas na chuva?

Depois de algum tempo decidi ir a casa de um amigo, ele não era muito confiável, mas é a minha única escolha.

4 anos depois...

Encontrei alguns dos rep que fazia quando era criança e sonhava em ser rapper. As rimas era horríveis, eu consegui rimas "tempo" com "tambor". Ri com isso. Arrumei as rimas e mostrei á Julia, uma amiga minha. Ela adorou e depois falou dando aquele lindo sorriso dela:

-Não tenho medo de você, nem do perigo e muito menos das balas que vem da polícia, Lucas.-

-Então viva comigo.

Aos 20 anos já vivia com a mulher mais incrível que encontrei, entre tantas que encontrei ela é com certeza a mais perfeita.

Ainda vivia em mim as saudades do meu pai. Aquela maldita saudade enterna. Acreditava que o tempo iria me ajudar a superar isso, mas me enganei.

Agora os crimes ainda mais constante, a gangue cresceu conforme o passar do tempo, mas em troca a polícia dobrou, tinha que ser mais cauteloso nos crimes, ainda mais agora... Julia engravidou, acho que nunca fiquei tão feliz.

-Finalmente!Estou grávida!- Nos entre olhamos e começamos a gritar, alguns amigos meus apareceram, mas relaxaram ao saber da notícia.

5 anos depois...

Família, crimes, fugir. Essas três palavras resumiram a minha vida quando cheguei aos 25 anos.

Julia engravidou mais duas vezes em 5 anos, por isso, tive que aumentar os crimes, o que fez com que 3 dos meus amigos fossem presos, o que fez com que diminuísse os crimes.

As coisas estavam difíceis nos últimos anos.

1 anos depois...

Só foi piorando...Foram mortos mais homens da gangue, com isso ficou apenas eu e mais 5, os 5 mais antigos.

A ambição por dinheiro já sumiu a muito tempo, já nem me importava com isso, mas ver minha família chorando de fome era difícil e vai ficando cada vez mais difícil poder sair de casa. Cada passo que dava da porta pra fora de casa era um olhas desesperado direcionado pra mim e uma lágrima que escorria, apenas uma pequena lágrima que rolava dos olhos da minha mulher.

5 meses, apenas 5 meses foi o tempo suficiente pra Julia sair de casa com meus filhos.

-Pra mim já deu, embora eu ainda ame você, não dá mais pra viver assim. Quando você finalmente conseguiu se livrar dessa vida pode me procurar, você sabe aonde vou estar até lá.- Assim que terminou de falar ela pegou as malas e foi no carro que estava as crianças e sua mãe, me deixando sem poder responde-la.

A única coisa que vinha á minha mente era: Bando Central, dinheiro, família, fugir. Pra mim esse era o plano perfeito. Juntei o máximo de homens o possivel e passei dias planejando como executar o plano. Confesso que quase desisti e me dei por vencido, mas sempre que lembrava do rosto da minha família sorrindo continuava tentando.

Impressionante como simples sorrisos podiam me fazer mover tão rápido.

Consigui descolar algumas armas e esquipamento eficaz o suficiente para poder se infiltrar no Banco Central. Estava com medo, afinal, nunca fiz algo assim, um assalto desse nível poderias me custar a vida facilmente, mas eu não me renderia assim...

12:00 o horário que consegui chegar até o cofre. Sorri que nem um psicopata enquanto colocava o dinheiro nos sacos, mas meu sorriso foi morrendo aos poucos quando ouvi barulhos de tiros. A polícia maldita tinha matado os 5 caras da frente que estavam de vigia. Isso é ruim, é muito ruim!

Joguei o saco pro Paulo que estava do lado, ele saiu correndo e atirando e eu fiz o mesmo, ou outros 7 que estavam comigo já tinham morrido, mas vi o Paulo conseguir fugir dalo. Dei um sorriso e continuei atirando e pegando armas sem parar.

Consegui sair do banco, o maldito do Paulo havia levado o carro e ainda a polícia estava atrás de mim!

Um dia normal, no momento que saio do banco, gotas de chuva embasando minha vista e piorando ainda mais a situação, trovões a acompanham, olho para o lado e não tem ninguém molhado ou de guarda-chuva, nem mesmo eu estava molhado, mas eu juro que estava caindo gotas de água, no começo finas e depois algumas gotas grossas, todas acompanhadas de trovões barulhentos. Acabei escorregando em uma poça de água, isso foi o tempo suficiente pra mim sentir várias balas me perfurarem de uma só vez, eu estava tentando me levantar mas meus músculos não me obdeciam, e eu não sentia o chão, como se eu tivesse flutuando. Fui caindo aos poucos e me rendendo completamente daondo de cara na poça do meu próprio sangue.

-Paulo?!-Gritei com o último tanto de voz que tinha, mesmo sabendo que ele não iria aparecer, mas ele era a minha última esperança.

Estava chorando, e esperando mais do que nunca alguém aparecer e me tirar dali. Mas quem irá ajudar um bandido?Quem irá ver lágrimas na chuva?

Ficando cada vez mais sem a audição. Minha visão ficando embasada, depois completamente apagada. E a única coisa que vem á minha mente são lembranças, lembranças de quando meu pai foi embora, aos meus 10 anos, lembro dele gritando com a minha mãe como se fosse hoje, aqueles gritos ainda ecoam em minha cabeça. Lembanças de quando meus filhos nasceram, o primeiro passo, a primeira palavra... É irônico dar tanto valor as pequenas coisas só agora.

Impressionante eu conseguir me lembrar de cada detalhe da minha vida. Do meu pai, da minha mãe, da cor das pipas que soltava quando era pequeno, da minha última professora, do nome da minha avó já falecida e por último da minha família, de cada detalhe deles...Me lembrei de tudo e depois de nada.

Apenas escuro...

Navegando no escuro...

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!