Quem deu permissão para abraçar-me?!

8 Uma descoberta. Muito estranha por sinal


Notas iniciais
Oi oi. Genteee, eu passei séculos sumida, não? Desculpa, desculpa, desculpa. É que eu iniciei o meu último ano no ensino médio e está bem puxado w.w e eu também passei por um bloquei sobrenatural de ideias. Não vinha nada legal. Nada mesmo. Peço desculpas mais uma vez e saibam que estou morrendo de saudades *------------------------* Comentem e mostrem que ainda estão vivos e acompanhando kkkkk Boa leitura!

— Eu não acredito que você fez isso!! –gritei em plenos pulmões.

— Fiz e faria de novo. –tenho quase certeza que ele estava tentando se segurar para não rir, já que de vez enquanto soltava uns sons estranhos.

— Preciso me lavar! –corri para a cozinha, ligando a torneira e enfiando minha cabeça em baixo.

— Não precisa disso tudo, você sabe. –ele gargalhava ao meu lado.

— Eu só quero saber que merda você tem na cabeça, garoto. –joguei um pouco de água fria nele.

Opa.

Fria?

Tenho a pequena impressão que vou ficar doente depois dessa.

— A questão é: O que VOCÊ tem na cabeça. –riu.

— Só digo uma coisa. –apontei o dedo a sua cara- Se eu ficar doente a culpa será sua! –gritei a última parte.

— Ah Grace. Foi só uma brincadeirinha inocente. –fez aquela voz manhosa e falsa.

— E pra isso você precisava... bem... deu pra entender.

— O que? Só por que eu...

— Não diga! Por favor. –suspirei.

Desliguei a torneira e tirei minha cabeça de lá. Que ótimo. Agora eu estava congelando ali. Tudo culpa desse doente mental idiota do caralho!

— Lewis. –seu tom de voz era mais sério agora- Eu só coloquei um pouquinho de pimenta em você. –falou como se fosse a coisa mais normal do mundo.

— Na minha boca! –dei um tapa em suas costas.

— Agora sim você está vermelha. E muito. –riu que caiu no chão.

— Hahaha. E a culpa é de quem? –cruzei os braços e fechei os olhos, por conta da água que escorria.

— Você mereceu.

— Não use esse tom fresco comigo Tyler Martinez. –ameacei- Passar bem. –dei-lhe as costas e fui para o meu quarto.

— Grace? –veio atrás de mim.

— O que é agora? –o encarei.

— Não fuja mais de mim. –suspirei.

— Olha aqui. Se eu faço isso é por que tenho meus motivos. –abri a porta e entrei- Tenha uma boa noite. –e bati a mesma na sua cara.

(...)

— Eu te disse. –o encarava mortalmente.

— Quem mandou você não se cuidar? –me encarou de volta.

— A culpa foi toda sua! –joguei um travesseiro em sua cara amassada.

— Ok. Ok. Agora me deixe dormir. –se enrolou, deitando novamente.

— TYLER! –gritei e comecei a tossir.

— Grace, eu quero dormir porra! –levantou-se irritado.

— Ahh... Agora você ficou irritadinho foi? –cruzei os braços.

— Foi. –falou ríspido.

— Eu já disse que a cul...

— Eu sei, eu sei. Foi minha não é? –passou a mão pelos cabelos.

— Totalmente. –bufei irritada.

— Amanhã eu resolvo isso. Deixe-me dormir por agora, ok? –tentou se acalmar.

— Eu já devo estar morta até lá mesmo...

— Grace...

— Aí você não vai mais precisar se irritar no meio da madrugada...

— Grace...

— E ainda se livra de um atrapalho de vida...

— Grace.

Nossa. Nunca pensei que minhas próprias palavras fossem me afetar tanto. Vai ver é porque no fundo é tudo verdade e eu não passo de uma garota irritante e hipócrita, um verdadeiro atrapalho de vida.

Eu não mereço a sua preocupação.

— Ei. Ei. Vem cá. –me chamou.

— Não. Eu sou um atrapalho de vida.

— Não é não. E por que começou a falar isso do nada?

— Porque... Porque... Eu não sei... –minha voz já saia meio embargada.

— Vem cá. –chamou novamente.

— Pode dormir. Eu vou indo. –girei a maçaneta da porta atrás de mim e estava pronta para sair.

— Espera. –não sei quando ele chegou aqui, só senti meu corpo sendo virado e meu corpo de encontro ao dele.

— Me desculpa. Eu não queria te culpar. –comecei a chorar.

— Mentira. Queria sim. –me abraçou pela cintura e começou a me balançar discretamente de um lado para o outro.

— Eu sou uma idiota.

— Bem que você tinha dito que estava na TPM. –sorriu.

— Isso não está ajudando em nada. –passei meus braços por suas costas, o abraçando.

— E ainda está com febre. –apoiou a testa em meu ombro.

— Hmm.

— O que disse? –riu.

— Melhor eu ir. –afrouxei meus braços, mas ele não.

— Agora vai ter que ficar. Para que eu possa ficar de olho em você. –fechou a porta e me guiou até sua cama.

— Eu não quero dormir aqui.

— Então fica acordada.

Ele se deitou ainda agarrado a mim, quase me derrubando, e nos cobriu. — Seu lençol é fino. –resmunguei.

— Não é não, o seu que é grosso demais. –me virou para que eu ficasse de frente para ele.

— Vou ter que ficar te olhando é?

— Eu sei que sou lindo, então se quiser pode ficar babando aí por mim. –sorriu e eu tive que dar um tapa nele.

— Nem um pouco idiota também ne. –revirei os olhos.

— Durma agora sua coisa chata. E não espere que eu vá acordar outra vez às 2:00 da manhã para cuidar da carência de uma garota irritante.

— Eu não pedi pra ficar aqui. –suspirei.

— Não foi isso que eu quis dizer. –fez um caminho com uma das mãos, da minha cintura, braço, até chegar aos meus cabelos, onde começou a acariciar, enrolar, bagunçar, entre outros.

— Pervertido.

— O que?

— Imagina o que você faz com as garotas...

— Como assim?

— Acredito eu que nas garotas apaixonadas vadias você não faça só um cafuné gostoso né? –prendi a respiração quando percebi o que tinha feito, ou melhor, falado.

— Por que acha que eu faço alguma coisa com alguma garota. –sorriu divertidamente.

— Tiro por aquela garota do supermercado outro dia. –respondi.

Ele parou de fazer a carícia e me olhava divertido e com um sorriso no rosto.

— Está me olhando assim por quê? –eu já estava me sentindo incomodada.

— Por que você está bem vermelha, estou começando a achar isso charmoso. –apertou minha bochecha.

— Sai. –senti meu rosto esquentar mais ainda.

— Se sente constrangida perto de mim? –acariciou meu rosto, arrancando um suspiro de mim e uma risada dele.

— De vez enquanto. Você é idiota, sabia?

— Sou muitas outras coisas também.

— Tipo?

— Inteligente, bonito, carinhoso... E muitas outras qualidades.

— Pervertido, mandão, irritante... Entre outros defeitos.

— Tenho um defeito que acho o pior de todos.

— Ah é? E qual seria? –confesso que estava até interessada em saber.

— Receoso. Tenho medo de machucar as pessoas, mas tem uma em especial. –me encarou com aqueles seus olhos verdes brilhantes.

— Quem?

— Você.

Notas finais
Depois de muito imaginar... É, foi isso que acabou saindo kkkk Está legal o bastante pra vocês? Se não for pedir muito, principalmente depois dessa minha reaparição milagrosa kkkk, poderiam me mandar suas ideias? Por favor. Obrigada kkkk Até o próximo. P.S: Tyler está conseguindo, não?