Notas iniciais
Obrigada para quem ainda continua acompanhando a fic! E um abraço especial àqueles que, além de acompanhar, ainda comentam e fazem meu dia feliz! Amo todos vocês ♥ Voltei mais rápido dessa vez hein.

— Nem acredito que depois de dez anos fora, eles finalmente voltaram! –exclamei.

— Dez anos? Não seja exagerada, Grace. –apertou minha mão, sorrindo.

— Mas faz bastante tempo. –dei de ombros.

— É.

— Ai Deus, por que estou tão nervosa?

— Porque você está comigo. –riu pelo nariz.

— Será?

— Aposto que sim. Afinal, estamos de mãos dadas, como um casal, e estamos prestes a encontrar nossos pais, ou seja, vou poder te pedir para seus pais.

— Como assim “me pedir”? Não! É bem capaz deles realmente me doarem pra você, loucos do jeito que são. –bufei.

— Essa é a intenção.

— Tyler! –bati em seu ombro.

— Certo, desculpe.

Paramos de andar, já estávamos perto de casa. Ele segurou em ambas as minhas mãos, nos deixando de frente um para o outro.

— O que foi? –perguntei.

— Estou indo em casa primeiro, depois eu vou até a sua. Eu prometo.

— Certo. –resmunguei.

— Não precisa ficar nervosa. São só seus pais. –beijou minha testa.

— Eu sei, eu só... –senti meu rosto esquentar.

— Fique tranquila, eles vão aceitar nosso namoro. –me puxou pela cintura, para um abraço.

— Estamos no meio da rua... Ai que vergonha.

— Com um abraço inocente você fica assim, imagina se eu...

— Nada de imaginar! –o empurrei- Agora vá!

— Tem certeza? Não vai sentir minha falta? –fez bico.

— Deixa de ser gay, Tyler. –cruzei os braços.

— Você não devia ter dito isso. –estreitou os olhos para mim.

— Oh que medo. –debochei.

Ele, novamente, me abraçou pela cintura, dessa vez capturando meus lábios com os seus, iniciando um lento e profundo beijo.

— Tyler, não... –falei quando consegui uma pausa para respirar.

— Não deixarei você escapar. –voltou a me beijar.

Seus dedos acariciando meu rosto enquanto ele me beijava estava muito, muito bom, mas...

— Como a juventude é boa... –comentou uma senhora, passando por nós.

— Ainda estamos no meio da rua, seu... IDIOTA! –dei um tapa em seu rosto, forte o bastante para ele se afastar de mim, rindo.

— Não precisa ficar envergonhada, querida. –arqueou a sobrancelha, debochando de mim.

— Tchau. –virei as costas, ignorando suas piadinhas, e fui para casa.

— Cheguei... –falei enquanto abria a porta vagarosamente.

— Grace? –ouvi aquela voz doce.

— Mãe. –falei.

— Estamos de volta, querida. –abriu os braços.

E eu, claro, corri para abraça-la.

— Você continua tão linda. –falou.

Nos separamos, ela segurou em meu rosto com as duas mãos, olhando para mim. Sara Lewis, com seus atuais 45 anos, ainda era uma mulher linda, com seus curtos e lisos cabelos negros e olhos verdes cheios de vida.

— Então a pirralha chegou. –Lorena, minha irmã, apareceu na sala.

— Oi pra você também, Lana, sua chata. –mostrei a língua para ela, o que foi prontamente correspondido.

— Minhas pirralhas preferidas estão de volta!

— Essa voz estridente... Só pode ser o...

— Papai. –falamos juntas, em um suspiro.

— Por que vocês não parecem felizes em me ver? Quer dizer que gostam só da mama? Oh Deus o que eu fiz para merecer isso? –dramatizou.

— Deixa de drama, velho. –resmungou minha irmã.

— Lorena, não seja má com ele. –interveio a mamãe.

— Parece até a Grace. –ela resmungou, revirando os olhos.

— Oh Deus, por que... POR QUE! –ele continuava, jogado no chão.

— Ah! Pare com isso! –a mamãe gritou com ele.

— Mais uma malvada... –resmungou.

— Ah, querido... Vá abraçar as meninas e pronto, ok?

E foi o que ele fez. Se jogou em cima de nós duas, em um abraço doloroso no chão, já que caímos devido a todo aquele peso.

— Pai! Sai de cima! –falei.

— Pai! Você é pesado! –a outra reclamou.

— Mas eu estava sentindo muita falta das duas!

Ele estava quase chorando.

— Papa, saia de cima delas! –ordenou a mamãe.

— Certo. –obedeceu.

— Pensei que fosse morrer! –falamos juntas, nos sentando.

— Sem drama, meninas. –ela disse.

Nossa mãe sempre fora uma pessoa muito... err... digamos... que tínhamos que obedecer. Era pacífica e gentil a maior parte do tempo, mas depois de contrariada... só Jesus na causa! Essa mulher podia tornar-se um demônio. Pobre do papai...

— Que tal se saíssemos para jantar hoje, mama? –meu pai perguntou.

— Não sei, papa, quem sabe outro dia...

Sem falar no jeito irritante deles se referirem um ao outro como mama e papa. Eles não percebiam o quanto podia ser vergonhoso e estranho?

Joe Lewis, com seus 49 anos, cabelos castanhos escuros, com mechas brancas, e olhos azuis como os meu, tinha uma personalidade um tanto... peculiar. Dramático ao extremo, e muito sentimental.

Meu Deus! Que família!

...

Depois do jantar, nos reunimos na sala para ouvir as histórias de nossos pais do tempo que eles passaram fora.

A campainha tocou e Lana foi atender.

— Grace, seu namoradinho chegou! –gritou.

Engasguei na hora, desejando que ela caísse dura ali no chão.

— Namoradinho? –minha mãe me encarou, com um sorriso maroto.

Então o Tyler entrou, sendo seguido pelos seus pais, Gloria e Tom Martinez. Gloria continuava com seus cabelos loiros longos e impecáveis, assim como seus olhos verdes gentis, com uma elegância que só ela poderia ter, e Tom, com seus cabelos e olhos negros, estava ao seu lado, com aquele jeito sério de sempre. Uma dupla e tanto.

— Boa noite. –falou, sorrindo.

— Ora, ora... Tyler? –minha mãe levantou e foi abraça-lo.

— Sara, a quanto tempo! –a senhora Martinez e a senhora Lewis falavam como se estivessem se falado a anos.

Doidas.

— Quer dizer que a Grace é minha futura nora? –o pai dele comentou.

— Estou tão feliz! –meu pai chorava em um canto, enxugando as lágrimas com um lenço.

— Que povo dramático. –minha irmã reclamou.

— Então... eu vim aqui pedir a Grace oficialmente em namoro, e com o consentimento de vocês, claro. –pegou algo no bolso.

Uma caixinha de veludo.

Eu acho que posso desmaiar a qualquer momento.

— Claro que aceitamos! –meu pai gritou- Não é mesmo, mama?

— Claro que sim, papa. –respondeu.

— Acho que teremos lindos netinhos, não é Tom? –Gloria perguntou ao marido.

— É. –falou, acenando com a cabeça repetidas vezes.

— Netos? –perguntei, cada vez mais nervosa.

— Por que a surpresa, querida? –Tyler segurou minha mão.

— Não... nada. –falei- Espera! Ainda somos muito jovens para isso!

— Quando estivermos mais velhos... –começou.

— Quem diria que o Tyler, no fundo, seria um pervertido. –Lorena gargalhava.

— Pelo menos não estarei sozinho, em uma casa solitária, criando sete gatos pretos. –ele revidou.

— O que quer dizer com isso, Tyler Martinez? –ela falou.

— Nada demais. –deu de ombros.

E logo começou um fuzuê só.

— Deixando eles de lado –o loiro segurou minha mão- Agora somos, oficialmente, namorados. –deslizou o anel prateado, com uma pedra azul no meio.

— C-Certo. –me limitei a falar.

— Se você está toda vermelha só com isso, imagina quando eu pedir sua mão em casamento. –riu.

— Ca-Casamento?! –gritei.

Nessa hora, todos pararam a falação maldita, nos encarando, todos sorridentes.

— Grace, filhos só depois que você terminar a faculdade! –Lana gargalhava.

E logo todos voltaram a “discutir”, enquanto eu e o Tyler namorávamos no jardim.

Notas finais
Gostaram? Mereço comentários? Preparem-se, pois a fic está cada vez mais perto do fim! Até o próximo!