Quem deu permissão para abraçar-me?!

5 Não, por favor. Não surta!


Notas iniciais
Yo-ho. Demorei muito dessa vez? '-' ¬¬ Pra quem gosta de comédia vai amar ese capítulo? Quem aí queria ver o Tyler irritado/com ciumes levanta a mão! uuuuuuuuuhhhhhhhh Não vou enrolar mais aqui. Boa leitura. Nos vemos lá em baixo.

–O que foi agora? -arqueei uma sobrancelha.

–Que vergonha. Vejo que certamente eu sou o mais apto para o cargo de presidente. -falou.

–Oh escroto. Se manda. -fiz uns sinais com a mão.

–Escroto...? -o loiro inclinou um pouco a cabeça.

–Edward se preferir. Chame-o como quiser. -me soltei e caminhei até o ruivo.

–Ei cobra. Está olhando o que? -cruzou os braços.

–Só essa sua cara de idiota de sempre. -fiquei de frente para ele.

–Está me desafiando? É isso mesmo?

–Talvez.

Estávamos prestes a começar um duelo de espadas ali. Mentira, o máximo que iria sair de lá eram uns xingamentos básicos.

–Pre-Presidente... -Ally colocou a cabeça pra dentro da sala, receosa.

–O que foi?

–O diretor está lhe chamando. Ah, e o Ed também. -falou.

Que fofa.

–O que aquele velho quer agora? Tsc. Vamos escroto. -chamei.

–Obrigado Ally. -o ruivo arrepiou os cabelos dela.

–E você -apontei para o loiro- Não faça essa cara assustadora. -dei um tapa em sua bochecha.

–Não gostei dele. -apontou para o escrotinho.

–Ninguém gosta. -dei de ombros- Até.

–Te espero na saída. -me puxou e beijou meu rosto. Bochecha. Na bochecha.

–Faça meu almoço. -não precisei nem olhar para ele para saber que ele sorria.

–Seu namorado? -perguntou. Estávamos andando pelos corredores lotados do colégio.

–Gosta da Ally? -rebati com outra pergunta.

Ele ficou em silencio. Sério isso? Hahahaha! Meu deus. O garoto está vermelho.

–Não...

–Haha. Gosta sim. -pus uma mão na cintura e apontei o dedo em sua cara, com a mão livre.

–Isso é forma de uma representante da escola agir?

–Huh? Quer dizer que agora sou a representante é?

–Odeio você.

–Me ama que eu sei. -mostrei a língua para ele.

–Nunca!

–Ah é mesmo. Desculpa Ed. -ri e entrei na sala do diretor.

–Não sabe bater antes de entrar não? -resmungou o velho.

–Fala o que era velho. -me joguei em uma cadeira.

–Isso é modo de tratar seu diretor? -arqueou uma sobrancelha.

–Manda aí diretor. -ele franziu o cenho- Vovô.

–Oh. Meus queridos netinhos. -abriu os braços e só faltou pular por cima da mesa para nos agarrar.

–Não somos seus netos! -ambos gritamos juntos.

–Estraga prazeres. -fez bico e se sentou novamente.

O relacionamento do diretor com seus alunos era simplesmente excelente. Parecíamos mais avô e netos -odeio admitir isso- ele era um babão, isso sim! Especialmente com o conselho estudantil. Somos muito amáveis, eu sei.

–Sem enrolação, por favor. -cruzei os braços.

–Grace má.

–Diga logo. -pronunciou-se o ruivo.

–Bom, resolvi amenizar o fardo de vocês.

–Nos dar mais pontos? Eba! -pulei de alegria.

–Não. -murchei em desanimo- vou apenas subornar mais alunos para ajudarem vocês nos preparativos.

–Oh não. Vai dar merda. -falei.

–Di... vovô. Sabe o quanto esses seus alunos são preguiçosos certo? Forçá-los a isso será o mesmo que por lenha na fogueira.

–Concordo com o escroto. Se bem que você também nos obrigou. -resmunguei a ultima parte.

–Não adianta voltar atrás, pois já informei aos “escolhidos”.

–E quem são? -perguntei.

–Surpresa.

Fizemos cara feia para ele e ele respirou fundo.

–Três do terceiro ano e três do segundo.

–Por favor me diz que são mulheres. -supliquei.

–Quatro homens e duas mulheres. -falou hesitante.

–Machista! -sai à passos duros.

–Terá que aceitar mesmo que não goste. -gritou e eu bati a porta de sua sala.

(...)

–Grace. -chamou.

–O que? Ah. Loiro. -falei indiferente.

–Vamos? Estou com fome. -começou a andar ao meu lado.

–Digo o mesmo. -comecei a mexer os ombros, fazendo movimentos circulares.

–Cansada?

–Sim. Só preciso dormir até morrer. -ri.

–Exagerada. -revirou os olhos.

– Sério. Estou morrendo de fome. -minha barriga roncou.

–O que vamos almoçar? -me encarou.

–Sendo comida pra mim já está ótimo. -entrei na minha casa temporária, seguida do loiro.

No final a gente encomendou o almoço e a sobremesa, claro. A comida estava ótima, por sinal.

–Vou dormir. Não me acorde. -avisei.

–Posso ir com você?

–Hmm. Tudo bem, só não me moleste. -ele riu.

Resultado: nós dois acabamos deitados na cama dele olhando para o teto.

–Fale alguma coisa. -bocejei.

–O que quer que eu diga? -ficou de lado, me encarando.

– Não me encare. -desviei o olhar.

–Por que?

– Não gosto. Dá agonia. -o olhei pelo canto do olho.

–Por que se tornou a presidente do conselho estudantil? -começou a afagar meus cabelos.

–Hmm. -me contorci um pouco Isso é bom. -ele riu.

–Sei lá. Talvez eu estivesse cansada do machismo. Ou só não quisesse ficar sozinha. -Fechei os meus olhos, aproveitando o carinho.

–Por que nunca me conta essas coisas?

–Estou contando agora, não estou?

– Você me entendeu. -beijou minha testa.

–Ei! -me sentei- o normal seria você puxar meu cabelo ou algo do tipo, não? -o encarei.

– Sério? -sorriu.

–Ta. Não quero mais saber. Vou dormir. -me deitei novamente, só que virada para o lado contrário ao dele.

Passamos mais alguns... Minutos? Conversando idiotices até que eu não lembro mais em que parte da conversa paramos.

(...)

Estava sonhando com borboletas quadrúpedes e pôneis voadores (?). Na melhor parte, quando eu finalmente ia me tornar a rainha das sereias meu sonho é interrompido por cócegas. Muitas cócegas.

–PARA! -chutei a coisa.

–Nem acorda e já está assim?

–Tyler... -ameacei- como ousa me acordar?

– Já está tarde. Vamos fazer compras. Estou com fome.

–Da ultima vez você me levou ao shopping. E eu odiei.

–Vamos só ao supermercado dessa vez. Eu prometo. -fez aquela cara maldita de cachorro. Aquela mesma que eu não consigo dizer não.

–Ah... Tudo bem. -suspirei.

Ele começou com seus ataques estranhos de felicidade.

–Você é uma garota ou algo do tipo? -gargalhei da cara que ele fez.

–Quer provar? -se aproximou sedutoramente de mim.

–Uou. Vai com calma aí. -coloquei as mãos em frente ao corpo, como uma barreira mágica.

–Tome um banho e a gente vai. -deu um peteleco em minha testa.

–Banho? Precisa mesmo? -fiz birra.

–Posso fazer isso por você se preferir. -piscou para mim.

–Quem é você e o que fez com o Tyler fofo?

–Quer dizer que eu sou fofo? -sorriu angelical.

–Bipolar!!! -corri para o banheiro enquanto ele se rachava de rir.

Uns 40 minutos depois já estávamos saindo de casa. Eu agasalhada como sempre e ele de calça, camiseta e botas, lindas!

–Na boa, ainda vou descobrir de onde vem todo esse seu frio. -me olhou de um jeito engraçado.

– Não teve graça. É só que... Eu prefiro o quentinho.

Assustador. Ele. Segurou. A. Minha. Mão. Parece que o fofinho está de volta. Iupi.

–Hmm... Que estranho. -apertou de leve a minha mão e eu olhei para ele.

–O que?

–Nada. Só estranhando o fato de você ainda não ter surtado e puxado a mão. -minha primeira reação foi puxar minha mão- Não faça isso.

–Não faça isso você.

–Isso o quê? Não estou fazendo nada.

–Cretino. -bufei.

Ficamos em silêncio depois daquilo, até chegarmos ao supermercado.

–Opa gato. -duas garotas se aproximaram de nós.

–Ah... -olhou para mim dr soslaio- oi.

–Quem são? -o cutuquei.

–Hmm. Amigas.

–Que rude, gato. Depois de tudo aquilo... -se aproximou dele e começou a traçar linhas imaginárias no peitoral do loiro. Aproveitei e solteira minha mão da dele, o que o fez me encarar.

– Não é nada disso que você está pensando. -falou nervoso.

– Não estou pensando em nada mesmo. -dei de ombros e desviei o olhar.

– Quem é essa daí? -a loira que estava o agarrando apontou para mim.

–Minha namorada. -falou rapidamente.

–Ahn?

Ele veio até mim, colocou as duas mãos em meu rosto e me puxou para si. Nos beijamos. Quer dizer... Quem via a cena dizia que estávamos, mas só por causa do ângulo. Ele colocou um dos braços em minha nuca, tapando toda a visão que as pessoas tinham de nossas bocas e fez o mesmo do outro lado.

– Você não pode sair por aí fazendo isso. -sussurrei.

–O que?

–Me agarrar. -bufei e me separei dele.

–Nos vemos depois lindo. -assoprou um beijo e saiu rebolando.

– Não faça mais isso.

–Ficou nervosa por que?

–Por... Por nada! -Girei os calcanhares pronta para sair dali, foi quando bati em alguem.

–Oh. A garota do festival! -apontou para mim.

–O garoto mulherengo que estava sendo perseguido. Nathan, né?

–Isso. Se apresente também, por gentileza nobre senhorita. -beijou minha mão, rindo.

–Esta nobre senhorita atende pelo nome de Grace. Prazer nobre cavalheiro. -fiz uma discreta reverência e nós rimos.

–Como anda?

–Com as pernas. -respondi- Desculpa. Não resisti.

Ele riu discretamente e se aproximou de mim. Acariciou meu rosto e se inclinou em minha direção.

–Podem me dizer o que está acontecendo? -me virei e me deparei com um loiro com cara de poucos amigos.

–Ah. Tyler. Lembra do Nathan?

–Como não? -ficou de meu lado e o Nathan se distanciou consideravelmente.

–O que estavam fazendo? -ambos se encaravam mortalmente.

–Conversando. -revirei os olhos.

–E que tipo de conversa estavam tendo? Corporal? -falou irônico.

– Não arrume confusão. -alertei.

– Não vou. -falou ríspido.

–Calma aí cara. Só estávamos conversando. Melhor eu ir, não é? -assenti- Me passe seu número. -sorriu para mim.

Fiquei um pouco relutante quanto a isso pois o Tyler me encarava assustadoramente.

–Pronto. Nos vemos. -beijou minha bochecha e se despediu.

–Seu irritante.

–Eu? Huh. -desviou o olhar- Vamos para casa.

–Ei! E as compras? -fui atrás dele

–Perdi a vontade. -e foi a ultima coisa que falamos até chegar em casa.

(...)

–Idiota. -me joguei no sofá.

–Por que? Só porque não deixei você ficar flertando com aquele idiota?

–O Nathan não é idiota. -defendi.

– Não o defenda! -alterou um pouco a voz.

–Por que não? Vai querer mandar na minha vida agora?

–Se eu pudesse...

–O que!?

–Nada. Vá para o quarto. -apontou para as escadas.

– Você não manda em mim. E se eu quiser falar com ele... Eu VOU. -corri para o quarto e bati a porta.

–Grace. -bateu na porta.

– Não vou abrir.

–Conversamos amanhã então. Você não vai fugir de mim para sempre.

Notas finais
O que acharam? Ficou bem grandinho não é mesmo? O que acham que deve acontecer no próximo? Outra briga ou a reconciliação e a volta dos amigos fofos? *----------* Comentem bastante e certifiquem-se de chegarem vivos ao final OK? Ate o próximo. Comentem!