Notas iniciais
Oie. Nem demorei muito dessa vez, hein? Kkkk Ok OM. Eu demorei. Sorry. Mas agora o ENEM passou né kkkk, me sinto mais relaxada. Alguém aí ainda acompanha a fic? Se sim, diga um oi! ^^ Desculpem pela demora não tão demorada -vendo meu histórico-. Acho que não vou mais passar um ano sem postar kkkk Digam pelo menos um oi. Bem-vindos, novos e velhos leitores. P.S: pra quem lê minhas outras estórias, estarei atualizando de uma por uma agora kkkk Boa leitura.

– Por que precisamos mesmo comprar os mantimentos para a viagem? -perguntei ao diretor.

Eu não estava nos meus melhores dias. Nem ontem, e muito menos hoje, parecia que tudo dava errado. E quem sempre ficava com a culpa? Pois é, eu.

Parando para pensar agora, eu realmente não entendo essa coisa que é o diretor do colégio. Estranho, miúdo, tem uma estranha relação com os alunos, obriga o conselho a fazer tudo nessa merda de colégio e suborná os alunos.

Que merda hein.

– Pela décima quinta vez, Grace, é função do conselho escolar organizar as excursões promovidas pelo colégio e...

– Obrigar seus alunos a fazer tudo o que os outros não querem fazer. É isso que o conselho está fazendo! Sinceramente, não entendo mais nada! -bati o punho na mesa.

O velhinho à minha frente suspirou alto, visivelmente impaciente. Apoiou os cotovelos sobre a mesa e retirou os óculos, apontando os mesmos em.minha direção.

– Quer saber... Só... Vai. -gesticulou para mim.

– Eu vou processar esse colégio! -me levantei irritada.

– Espere. -chamou.

– Ahhhnn?

Ele me entregou uma folha. Uma lista de compras. Enooormee.

– Eu não...

– Boas compras. -me empurrou para fora, todo sorridente.

– Argh! Odeio isso! -bati o pé no chão, com raiva.

...

Encontrei o Tyler já no portão, me esperando. Ele estava com a blusa do colégio, uma calça jeans, jaqueta preta e uma bota qualquer.

– Vamos? -falei.

Ele assentiu e veio atrás de mim. Fomos de ônibus até o centro, ainda sem proferir nenhuma palavra. De ambos os lados. O Tyler não estava com nenhuma carranca irritada, mas ainda estava sério.

Entramos em uma loja de conveniências gigantesca, quase um shopping. Acho que se você procurasse, teria até um petshop ali dentro.

– Vai pegar os refrigerantes, água mineral, marshmallows e... Barracas? -o encarei e ele deu de ombros.

– É do diretor que estamos falando.

– Ok. Vou estar... É... Por aí. Atrás das outras coisas. -ele assentiu e foi atrás de suas coisas.

...

Três horas depois estávamos voltando para o colégio. Tínhamos pegado um ônibus de outra rota e tivemos que descer em uma parada um pouco longe da Raven.

Aquele silêncio já estava incomodando. E olha que coisa boa, estava serenando.

– Você está... -comecei.

– O que?

– ... Irritado porque mesmo? -o encarei.

– Não estou irritado -suspirou- Não exatamente.

– Como assim?

– Eu... Não sei. Juro que não sei! -colocou as mãos nos bolsos da jaqueta.

– Quê? -eu pisquei, ainda sem entender.

– Eu não sei, caramba!

– Ok. Ok. E por não saber, você ficou sem falar comigo?

– Eu não... -a frase morreu- Desculpe.

– Não.

– O que? -ele tinha uma cara de descrença incrível.

– Não tem nada pra se desculpar, idiota! Isso que eu quis dizer. -soquei seu braço de leve.

– Desde quando você é tão legal assim? -fez uma expressão assustada.

– Que cara de surpresa é essa? Claro que eu sou uma pessoa legal. -bufei.

– Aham. Claro que é. -zombou.

– Idiota.

– Ei Tyler! Tyler! -nos viramos para ver quem gritava o loiro.

Um garoto moreno de cabelos castanhos corria em nossa direção. Eu nem havia percebido que já estávamos no colégio, até o garoto aparecer e me trazer de volta para a terra.

– Já vou indo. -falei assim que o garoto parou ao meu lado.

– Ok. -respondeu.

Fui para a sala do diretor.

– Cheguei! -abri a porta sem bater.

– Ah sim. Obrigada. -falou sem me encarar, revirando uma gaveta.

– O que está fazendo? -entrei e fechei a porta.

– Onde estão as compras?

– Ah. Mandei entregar aqui, elas devem chegar no fim da tarde... O que está procurando. -tentei novamente.

– A chave. -suspirou.

– Que chave?

– A chave do armário.

– Que armário?

– Vai procurar? -arqueou uma sobrancelha grossa, me encarando.

– Não. Preciso estudar sabe... -dei meia volta, prestes a sair.

– Se achar, me procure.

– Ok. -cantarolei e saí.

Já era hora do intervalo. Quer dizer... Faltava menos de 10 minutos para o fim, mas tudo bem.

– Presidente! -uma cabeleira loira acenou para mim, quer dizer... Duas.

Elas gesticularam para que eu fosse até as mesmas, e assim eu o fiz. Elas estavam sentadas em uma mesa no canto do refeitório, juntamente com o Tyler, o garoto de mais cedo, e outra menina.

– Oi. -sentei e apoiei os cotovelos sobre a mesa.

– Deu tudo certo? -perguntou uma das gêmeas.

– Err... Deu sim... Sasha...? -pendi a cabeça um pouco para o lado.

– É. -ela sorriu.

– E com o loiro também? -falou baixo, para mim e a irmã escutar.

– Como assim? -eu alternava o olhar entre as duas e o loiro, sem entender.

– Esquece. Tapada. -Sasha deu um tapa em meu braço e foi repreendida pela irmã.

– Ei! Eu sou a mais velha!

E assim as duas começaram uma discussão sem sentido enquanto eu ria discretamente. Desviei o olhar para o loiro e vi o mesmo conversando animadamente com a garota ao seu lado, acho que ele nem notara que eu estava ali.

A menina tinha cabelos pretos, ondulados e curtos, sua pele era pálida, e seus olhos azuis reluziam quando ela sorria. Ambos pareciam muito entretidos para notar que eu os encarava, riam descontraidamente. Ela, vez ou outra, passava as mãos delicadamente pelos cabelos e sorria envergonhada. Que raiva!

Me levantei e todos imediatamente voltaram a atenção para mim.

– O intervalo já vai acabar. É melhor irem para as salas. -falei e fui em direção a... Qualquer lugar longe dali.

– Ei ameba, já comprou os mantimentos para a viagem? -a coisa ruiva enfiou um de do em minhas costelas e eu tive que me segurar para não arrancar um de seus olhos.

– Já. -falei com desdém.

– Que bom. Depois da aula temos que dividir os monitores. Eu aviso os outros. Dessa vez. -enfatizou a última frase e saiu.

– Ah vá para a merda. -praquejei, mesmo sabendo que ele estava longe demais para ouvir.

...

– Bom... Onde está o Martin? -perguntei ao Natan.

– Ele estava no terraço, mas não acho que ele vá querer companhia...

– Eu vou atrás dele. Ele está muito enganado de acha que vai deixar a gente dar duro pra ele se safar dessa! Ah não! -pisei duro, decidia a arrastar o cara para cá.

– Grace, você tem certeza? Acho que ele não é uma das pessoas mais confiáveis e simpáticas daqui... — David advertiu.

– Tudo bem. Eu não me importo. -ele beijou minha testa e minhas bochechas esquentatam.

– Se cuida então. -piscou para mim.

Eu ia responder, mas meu braço foi puxado bruscamente para trás e eu tropecei em meus pés, caindo por cima da pessoa que me puxou.

– O que você está fazendo? -perguntei entre dentes.

– Foi sem querer. -deu de ombros.

– Aham. Claro. -meu braço foi puxado novamente e em um pulo eu estava de pé.

– O que você está fazendo? -o Tyler foi para cima do David.

– Você a derrubou e eu ajudei. Simples assim. -olhou para mim- Tudo bem?

– Aham. Melhor eu ir...

– Eu vou com você. -o loiro se pôs ao meu lado.

– Não precisa. -o empurrei de leve pelo ombro.

– Mas...

– Ei coisa ruiva! Dívida aí! Já volto! -gritei e fui em direção ao terraço. Não antes de ouvir o loiro bufar de irritação.

Ele realmente odiava quando eu o ignorava.

– Martin? -chamei na esperança que ele viesse até mim de bom grado.

Encontrei ele deitado em uma sombra, com um dos braços sobre os olhos, ressonando. Seu peito subia e descia calmamente, seus cabelos negros balançavam com a brisa.

Quase que não tive coragem de chegar perto e acordá-lo.

Quase.

– Uhm... Martin? -chamei novamente.
Comecei a cutucá-lo, esperando que ele acordasse.

Ele murmurou alguma coisa e se virou para o outro lado.

Bufei irritada e passei a mão por seus cabelos e peito, dando leves palmadas.

– O que é, inferno!? -ele me assustou quando se sentou abruptamente, segurando meus pulsos.

Levei um tempo para formular alguma coisa, aqueles olhos azuis me encaravam impacientes, mas eu não conseguia dizer algo coerente com o rosto dele tão próximo ao meu.

– Nós... Temos que... Dividir os monitores. É! É isso! -desviei o olhar.

– Vá embora. -ele largou meus pulsos e me jogou para trás.

Eu dei um gritinho assustado e, antes que eu caísse de bunda, ele me agarrou novamente e me puxou em sua direção. Cai em cima dele. Foi quase um abraço estranho.

Hoje é o dia de cair em cima das pessoas. Que ótimo!

– Você é muito desastrada! -rosnou.

– Você que me empurrou!

– Você que veio até aqui.

– Mas... Mas... Você não apareceu na reunião! -apontei o dedo em sua cara.

– E nem vou. Agora saia daqui. -se levantou comigo ainda em cima dele.

– Me solta! Brutamontes! -ele me jogou sobre o ombro.

– Claro. Lá fora. E você é pesada.

– O que... Seu idiota! Me larga! -esperneei.

Ele me colocou no chão em.uma velocidade que chegou a assustar. Pisquei algumas vezes até perceber o que havia acontecido.

– Aí está.

– Agora vamos. -agarrei seu pulso, mas ele não se moveu.

– Eu não vou. Agora você... Dê o fora daqui.

– Você me agarrou! O mínimo que pode fazer agora é ir pra porcaria da reunião!

– Não.

– Mas...

Ele se abaixou um pouco, ficando com o rosto próximo ao meu. Eu teria saído dali se suas mãso não estivessem me segurando pelos cotovelos.

– O que está fazendo? Nós temos que ir e...

Ele uniu os lábios aos meus por uns... Dois segundos.

– Mas que merda...? -eu estava atônita.

– Agora pode ir. Isso foi o pagamento por ter vindo até aqui atrapalhar o meu descanso e ainda se jogar em cima de mim.

E simplesmente virou as costas, saindo dali a passadas largas.

– Que diabos...

Notas finais
Gente idéias para a continuação, por favor! Alguém imaginava que o Martin teria uma personalidade assim? E o que será que o David quer, sendo todo legal? A garota com o Tyler parecia estar tão feliz... Só eu que acho que quando uma garota se interessa por alguém ela tem a mania de mexer nos cabelos? Kkkk O Tyler está um pouco estranho, não? Não sei se ele vai descobrir o que o Martin fez com a Grace... Realmente não sei. Me ajudem com isso, ok? Até o próximo! Beijo.