Notas iniciais
olá, meus amores! fazia tempo que eu não aparecia com uma one-shot original, né? essa é minha primeira (eu acho) song fic e minha primeira original com um enredo q ñ tem nada a ver com "auto conhecimento" *rindo*espero q leiam, gostem e comentem boa leitura

Eu estava sentado, como fazia sempre, com minha guitarra no colo, tirando notas baixas do instrumento enquanto meus companheiros de banda discutiam sobre pequenos detalhes sobre nossa próxima turnê que se iniciaria na próxima semana.

Todos estavam muito concentrados no cronograma das casas de show pelas quais passaríamos que nosso líder apresentava. De novo. Todos menos eu...

Minha mente estava presa, como que por cabos de aço, na única garota do aposento... A razão do meu viver, apesar de tanta rejeição da parte dela...

Ela arrumava algumas coisas com um mínimo sorriso em seus lábios pelas gracinhas que meus colegas faziam durante a reunião. Aquele sorriso que eu desejava tanto que fosse só meu...

“Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber...

Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer...”

Nós dois tínhamos tido nossos momentos... Não que ela já não soubesse o que eu sentia antes que eu me declarasse... Eu nunca fui muito bom em esconder meus sentimentos... Nunca conseguiria manter em silêncio um sentimento tão forte como aquele...

Mas ela me disse que nós não deveríamos confundir as coisas... Nós éramos dois profissionais e, como staff da banda que eu fazia parte, ela não podia ter absolutamente nada comigo que não tivesse a ver com trabalho...

Por um tempo, aquelas palavras não pararam de rodar em minha mente me torturando... Eu via naqueles olhos tão doces que ela também me amava... Que em seu peito batia um amor igual ou maior do que o meu... Era o que mais me magoava... O que a mantinha afastada de mim, se seu coração era meu como o meu era dela?

“Se eu disser
Que já nem sinto nada...
Que a estrada sem você
É mais segura...
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...”

Eu tentei esquecê-la... Tentei sair com outras mulheres e me devastava vê-la no dia seguinte, tão imaculada, tão deprimida... Ela sempre sabia o que eu fizera, mesmo que eu não lhe dissesse, mesmo que eu não demonstrasse... Eu não era nem homem o suficiente pra impedir que ela sofresse... Eu não era homem o suficiente pra impedir que nós dois sofrêssemos...

“Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim prá disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos

No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos”

Tudo em minha vida se resumia àquela garota desde que ela aparecera pra raiar mais forte que o Sol... Ela inundava meus sonhos com seu riso delicioso e eu sonhava em tê-la pra mim como jamais tinha sonhado com outra garota... Sonhava em protegê-la com meus braços, aninhá-la em meu peito... Sonhava em dormir ao seu lado... Sonhava em ter sua boca a minha novamente, em um beijo que, dessa vez, durasse a eternidade... Em que ela abraçasse meus ombros e eu puxasse sua cintura para mim...

E tinha dias em que eu desejava, no minuto em que eu abria meus olhos pela manhã, nunca mais sonhar com aquela morena... Desejava com todas as minhas forças esquecê-la... Acreditar naquilo que ela dizia ser o melhor pra nós dois...

Várias vezes eu me vesti, certo de que era forte o suficiente para encará-la nos olhos de novo, naqueles grandes e lindos olhos, sem me abalar... Jurava que não precisava mais ter notícias dela... Que não me importaria se ela aparecesse com outro...


“E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada...”

— Não vai embora hoje não? – sua voz deliciosa chegou aos meus ouvidos, divertida, me despertando de meus devaneios repletos de sorrisos dela.

— Acho que brisei... – justifiquei, esticando os braços e estalando o pescoço.

— Você acha? – ela gargalhou, encostada à parede. – Não prestou atenção a um minuto da reunião... Onde é que estava sua cabeça?

Olhei fixamente em seu rosto bonito, como um devoto olha pra sua divindade mais sagrada. Com uma satisfação íntima, pude vê-la ofegar com meu olhar.

— Estava pensando... Naquele beijo... – respondi, mordendo meu lábio inferior.

— Não devia ficar pensando nisso enquanto está no meio de uma reunião importante para a turnê! – ela me repreendeu, severamente.

— Eu não dou a mínima pra turnê – me levantei, coloquei minha guitarra em seu suporte e peguei minha mochila, transpassando-a pelo peito e me preparando para sair pela porta.

“E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...”

— Você fala, mas é claro que você liga... – ela tocou meu braço com suavidade e eu fechei os olhos. – Isso aqui é sua vida!

— Isso aqui já foi toda a minha vida... Eu dediquei cada gota de sangue meu por essa banda... – eu lhe disse, sem voltar a encará-la, por medo de me trair por meus sentimentos. – Agora... Eu quero mais, muito mais do que o trabalho pode me dar...


“Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida...”

— Sabe que nós dois temos de ser sérios no nosso ambiente de trabalho... – ela afastou sua mão pequenina de mim.

— Se você agisse tão seriamente comigo só aqui, eu não teria um problema...

— Se é um problema, como você mesmo falou, por que insiste nisso? Eu já lhe dei a minha resposta mil vezes!

— Não... Tudo o que você me diz é que é errado! – girei meu corpo e voltei a encará-la.

“Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar...
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa...”

— Eu não quero discutir isso de novo... – ela desviou os olhos, como se não se importasse, mas eu segurei seu braço, trazendo-a para perto e fazendo-a me olhar.


“Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso...”

— Do que você tem medo? – eu perguntei, vendo-a abaixar os olhos. – Tudo o que eu mais quero é te fazer feliz! Tudo o que eu fizer vai ser pra te fazer feliz sempre...

— Você não pode me prometer isso...

— Eu posso! – puxei sua cintura e ela ofegou. – Eu posso te mostrar tantas coisas, se você deixar...

— A vida não é assim! – suas mãos espalmaram em meu peito, tentando me fazer soltá-la. Apertei-a mais. – A vida não é um conto de fadas! – seus olhos pareciam mais brilhantes com tantas lágrimas.

Segurei seu rosto gentilmente e puxei até que nossos lábios se unissem brevemente num beijo.

— Eu pareci um príncipe pra você? – brinquei.

Quem de nós dois...

Notas finais
mereço reviews? devo voltar a escrever só the GazettE???
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!