Quem Tem Medo do Lobo Mau?
13 Thirteen
Notas iniciais
Sei que provavelmente vocês estão querendo me matar, mas espero que me perdoem. Sei que demorei, e não tenho desculpas pela demora, alem de, é claro a falta de tempo e falta de inspiração. Me desculpem mesmo. :$
Espero que gostem do capitulo.
Boa Leitura ♥
Nao estava em seu quarto, tentando pensar em uma forma de sair da vigilância do irmão para que pudesse completar o plano e avisar ao médico lobo sobre os planos do Ryu. O problema é que não havia possibilidades de sair sem ser visto. Seu irmão garantia que sempre houvesse alguém com ele, nunca deixando a mínima possibilidade de escapar...
- Nao-chan? – Uma voz baixa foi ouvida do outro lado da porta e Nao se apressou em abri-la revelando um homem baixo, até para os padrões japoneses.
Sato Ichiro era cozinheiro na casa e fazia de tudo que estivesse ao seu alcance para ajudar Nao. Não podia defendê-lo como queria, mas podia facilitar e muito a vida do jovem lobo. Nesse momento estava levando comida para o seu protegido. Comida que muitas vezes era negada para o jovem como castigo.
- Você não devia ter me trago nada Ichiro. – Apesar da frase brusca do garoto o velho senhor sabia que era preocupação. Nao odiava que Ichiro se metesse em complicação por causa dele. Sabia que se o irmão descobrisse que o amigo levava comida e outras coisas para ele escondido, o velho cozinheiro teria problemas.
- Você precisa comer garoto. – Foi à resposta simples do outro.
- Eu preciso sair daqui! – Nao se sentou na cama deixando que o desespero o tomasse. Não agüentava mais a sua situação. Às vezes pensava que era melhor morrer a ter que levar a vida dessa forma. Com medo, aterrorizado por alguém que tinha como obrigação protegê-lo. Nao sabia que era pequeno e fraco para um lobo. Em sua forma de shifter era pouco maior do que um filhote, mas só sabia disso porque na lua cheia era impossível controlar a mudança. Em seu dia-a-dia normal não podia se transformar sob pena de quase ter a pele das costas arrancada por um chicote. – Eu não agüento mais, eu não quero viver se isso significa passar o resto dos meus longos dias aqui.
- Não diga isso. Nunca pense que estaria melhor morto, porque seria mentira... – Ichiro o repreendeu em voz baixa, mas firme. – Você tem uma missão aqui Nao e mesmo que agora não pareça há uma luz no fim do túnel, você só tem que se manter firme.
- Por quanto tempo? – Foi à pergunta em um tom choroso. – Até o meu irmão me matar de tanto bater? Até que eu não tenha forças o suficiente para me recuperar? Até quando Ichiro?
- Até que seja necessário. – Falou com um suspiro. Queria tanto ajudar o jovem a fugir... Mas não via como. Kyoshi mantinha Nao em completa vigilância, morria de medo de perder a sua “propriedade”.
- Eu preciso sair daqui. – Nao se levantou da cama começando a andar de um lado par o outro, tentando pensar em alguma coisa. – Eles querem destruir nosso Alpha Ichiro e eu preciso avisá-lo.
- Você... – Ia responder com uma negativa, mas sabia que o garoto não ia aguentar muito tempo, era a hora de colocar em pratica uma ideia que tinha há algum tempo. – Eu vou te ajudar.
- Como? – Nao parecia surpreso, mas feliz ao mesmo tempo.
- Você vai ver. – Já ia saindo quando se lembrou de avisar para o garoto. – Não beba nada da mesa, hoje no jantar ok? – Nao ia falar mais alguma coisa, mas Ichiro já havia saído.
oOo
Enquanto isso, na casa do Alpha, estava sendo decidido como proceder em relação ao Ryu.
- Não acho que seja uma boa idéia atacar. – Miyavi se pronunciou após algumas discordâncias. – Apesar de muitos vampiros do coven não estejam satisfeitos com Ryu agora, há muitos que o idolatram. A briga seria feia e poucas pessoas sobreviveriam. Muitas perdas dos dois lados.
- Ele tem razão. – Kouyou concordou com um suspiro. Queria destruir Ryu com todas as suas forças, mas não queria ter de sacrificar pessoas para isso. – Ele ainda tem muitos aliados de fora do coven que tomariam o seu partido, Isso pode virar uma guerra gigantesca e eu não acho que nosso mundo consiga sobreviver a mais uma. – Disse relembrando a guerra de vampiros contra lobisomens que havia levado o mundo sobrenatural a quase destruição. Ainda havia seqüelas dessa guerra e tudo estava vivido demais.
- Mas o que podemos fazer então? – Aoi perguntou.
- Posso dar uma sugestão? – Ruki perguntou quase timidamente. Estava no colo do companheiro, um lugar em que adorava estar.
- Claro amor. – Reita concordou com um beijo em sua testa.
- E se nós deixássemos do jeito que está? – Perguntou e todos em volta da mesa o olharam como se estivesse louco, mas ele só levantou as mãos em um pedido de silencio. – Não estou dizendo para não fazer nada, estou dizendo para deixar que ele pense que as coisas estão dando certo para ele. Vocês o descreveram como egocêntrico e meio exibido, se ele achar que está conseguindo tudo o que quer, sua guarda vai baixar.
- Como você acha que podemos fazer isso?– O Alpha perguntou.
- Ele tem espiões aqui não é? Podemos plantar informações de pequenos desacordos entre eu e o Reita. –Começou. – Ou como a aproximação do Uru não deu certo....
- Coisas para que ele fique satisfeito. – Uruha abriu um sorriso de puro orgulho ao perceber que o seu afilhado era tão esperto. – Para que ele ache que vai ser fácil se aproximar.
- Eu concordo. Isso vai fazer com que ele relaxe. – Miyavi concordou. – Seria bom também se plantássemos noticias de brigas entre o Alpha e seu filho. Assim ele vai achar que a matilha está mais vulnerável.
- Enquanto isso vamos fazer nossos próprios aliados. Outras matilhas por exemplo. – Reita propôs.
- Eu vou me concentrar em descobrir o que eles estão usando para transformar humanos em shifter. – Kai falou.
- Então por enquanto o plano consiste em dar corda para que ele se enforque sozinho. – Aoi que até então não havia falado nada se pronunciou.
- Quando ele achar que está ganhando, vai atacar e nos estaremos preparados para isso. – Miyavi comentou. A proximidade do fim de sua vingança o deixava quase sem fôlego. Custava-lhe acreditar que finalmente teria o que sempre sonhou. Ryu não perdia por esperar.
oOo
Nao andava de um lado para o outro no quarto tentando atinar para o que Ichiro tinha a intenção de fazer. Nada vinha em sua mente, entretanto. Assustou-se quando ouviu a voz do seu irmão chamar-lhe. Desceu correndo as escadas para encontrar um Kyoshi bem humorado. Nao estremeceu, afinal se seu irmão estava feliz isso significava que alguma maldade ele havia feito.
- Vamos comer irmãozinho, tenho novidades. – Com um sorriso puxou o mais novo pelo braço. Sentaram-se a mesa que já se encontrava farta de alimentos.
- Eu participei de uma reunião hoje a tarde que tem haver com você irmãozinho. – Proclamou tão logo se sentou e começou a comer.
- Comigo? – Nao perguntou cada vez mais nervoso.
- Encontrei um companheiro para você. – Foi o anuncio que quase fez com que Nao se engasgasse com a comida que havia colocado na boca.
- Como assim? – Perguntou apavorado. Seu irmão queria acasalá-lo com alguém que ele nem conhecia, o afastando de ter um companheiro verdadeiro.
- Você vai acasalar com alguém que eu possa controlar. – Decretou. Nao estava cada vez mais apavorado, sabia que era possível acasalar com alguém que não era o seu companheiro de verdade, o problema é que nenhum acasalamento podia ser quebrado, então mesmo que depois viesse a encontrar o companheiro real não poderia fazer nada. Sentiria o puxar do acasalamento, mas não poderia concretizá-lo. – Nada vai te tirar de mim, nem um possível acasalamento.
Nao manteve a boca fechada a custo, mas sabia que teria de fugir de qualquer forma. Seria isso, ou morrer.
Custou-lhe para manter a compostura e fingir comer alguma coisa. Não demorou para que percebesse que o irmão estava mais lento do que o normal.
- Estou cansado e vou para o meu quarto. Você também vai subir e ficar em seu quarto bonitinho. Não quero te castigar. – Obedientemente Nao saiu da mesa e se dirigiu ao seu quarto.
Em seu quarto olhou ao redor. Varias pinturas decoravam o ambiente, todas de sua autoria. A única coisa que Kyoshi havia cedido para ele no meio de toda tortura e dor que havia causado. A única coisa que o manteve são desde a morte dos pais. Pegou em sua cômoda debaixo de todas as suas roupas o esboço feito em uma folha de papel do vizinho medico. Amava todos os quadros que havia pintado, mas só levaria este esboço, por duas razões. A primeira era o fato de não querer deixar para trás o único desenho do medico. A segunda razão era o fato de saber que seu irmão reviraria seu quarto assim que descobrisse a fuga e se visse o desenho iria atrás do medico e isso não era bom. Encheu uma mochila com algumas roupas e seu equipamento de pintura. Demorou alguns minutos antes que Ichiro chegasse ao quarto colocando um dedo sobre os lábios. Saíram em passos apressados, passando por alguns vigilantes que estavam dormindo.
- Como?! – Perguntou em um tom sussurrado.
- Sonífero. – Foi a resposta simples.
- Mas... – Nao ainda estava desconfiado. Shifters tem metabolismo acelerado, portanto remédios eram queimados rapidamente.
- A dose que coloquei mataria um humano umas três vezes, mas vamos logo antes que eles acordem. – Falou puxando o braço do mais novo. Ao chegarem à porta da cozinha, passaram silenciosamente para o exterior da casa. Nao respirou aliviado quando chegaram ao portão.
- Você vem comigo? – Nao perguntou, mas Ichiro balançou a cabeça.
- Eu tenho que ficar. Desconfio de que você vai precisar de um informante por algum tempo. – Foi a resposta simples.
- Mas... – O garoto ainda hesitava em deixar o amigo para trás.
- Não discuta comigo rapaz! Vá logo. – Não vendo mais nenhuma alternativa para convencer o mais velho, Nao se deu por vencido e começou a caminhar em direção a casa do medico.
oOo
Kai estava apreensivo. Depois da reunião de emergência que eles tiveram, ele sabia que se companheiro teria de voltar para o coven. Só de imaginar isso fez com que Kai ficasse enjoado e apavorado. Não queria ter de deixar Miyavi ir.
- Tudo bem? – Sentiu-se rodeado pelos braços do homem maior e suspirou recostando-se no peito do seu companheiro.
- Eu não quero ficar longe de você – Sussurrou.
- Eu arranjarei um jeito de passar mais tempo com você amor, prometo. – Sentiu um suave beijo em sua cabeça. – Infelizmente ainda tenho que voltar para o coven.
- E que desculpa você vai arranjar para poder vir aqui? – Perguntou. – Ele vai desconfiar de você.
- Não se eu fizer a jogada certa... – O Tom do maior era pensativo e de repente Kai estava curioso. – Acho que isso vai até contribuir para os meus planos, alias, nossos planos.
- Como?
- Eu tenho que voltar para o coven agora, mas prometo que volto ainda esta noite. – Foi a resposta rápida, antes que saísse apressado, não deixando opção para que Kai respondesse.
- Seu companheiro pode ser definido como, no mínimo diferente. – Reita comentou divertido.
- Vou ter que concordar com você. – Kai falou tentando descontrair, mas com o coração pesado de preocupação.
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Ryu se encontrava em seu escritório, não estando com humor para enfrentar um jantar com o coven. Pensava em formas de chegar ao seu objetivo custando a crer que havia parado em um beco totalmente sem saída. No seu intento de atingir Takashima com Matsumoto havia embolado toda uma operação. Agora não conseguia ter noticias nem de Takashima e muito menos de Matsumoto e via todo o seu esforço dar em nada. Seus pensamentos foram interrompidos por uma batida na porta.
- Entre. – Ordenou. Sabia quem era somente pelo cheiro então não se surpreendeu ao ver seu homem de confiança entrando. – O que te traz aqui Ishihara? – Permitiu-se um sorriso ao ver a careta de desagrado de seu subordinado ao ouvir seu nome.
- Você sabe que odeio este nome. – Foi o resmungo que obteve.
- E você sabe que não pode se dirigir a mim dessa forma. – Apesar de ser uma reprimenda, sua voz era desinteressada. Já havia se acostumado com as particularidades do garoto.
- Sim mestre. – Apesar das palavras o tom foi de ironia.
- Você deve ter alguma coisa importante falar, já que se deu ao trabalho de vir até aqui para me incomodar. – Falou ignorando propositalmente a ironia.
- Encontrei meu companheiro. – Ryu quase se engasgou com o sangue que bebericava.
- Como assim, encontrou seu companheiro? – Perguntou chocado.
- É isso ai... – Sentou-se de frente para o vampiro sem demonstrar seu nervosismo. – E falo mais... Ele é um lobo.
- Um cachorro?! – De chocado Ryu se tornou furioso. – Com tanto companheiros vampiros por ai, para você escolher um cachorro?
- Você sabe bem que não temos escolha quanto a isso. – Miyavi teve de reprimir a sua vontade de pular no pescoço do outro vampiro por estar falando assim de seu companheiro, mas se conteve a tempo. – E, por favor, me deixa terminar de falar.
- O que tem para falar? Você está acasalado com um lobo! – A ira do vampiro mais velho era quase palpável. – Um reles cachorro sem estirpe nenhuma!
- Olha se você não me deixar falar fica difícil. – Miyavi tentou se manter calmo. – Ele é da matilha Suzuki....
- E ainda isso! – Estava cada vez mais exaltado.
- Você não vê que isso ajudará seus planos? – Miyavi jogou o que sabia iria fazer o outro ouvir. – Eles terão de me aceitar, mesmo não querendo. Eu vou poder me infiltrar na matilha e te dar informações mais precisas de lá. — Como havia previsto Ryu havia parado de andar e agora prestava toda a atenção no vampiro tatuado.
- Eu já tenho informantes lá. – Foi a resposta cuidadosa.
- Um bando de incompetentes que não mandam noticia há dias. – se inclinou para frente, mantendo contato visual, sabendo que Ryu poderia cheira qualquer emoção vinda dele. – Eu estarei bem perto do Alpha e de seu filho. Poderei te contar tudo o que ver de primeira mão.
- Você esteve lá? – Os olhos do vampiro mais velho esquadrinhavam todo o rosto de Miyavi a procura de qualquer sinal de desconforto.
- Estive e já posso até te dar algumas informações... – deixou no ar a frase, a espera que Ryu pegasse a dica.
- Que tipo de informações? – A cautela ainda estava presente.
- Seu escolhido, Takashima encontrou o querido afilhado. – Começou a colocar o plano em ação.
- Como ele descobriu?
- Como eu não sei, mas parece que ele não começou com o pé direito. – Soltou mais uma isca. – Parece que o pequeno não gostou de conhecer seu padrinho, o clima estava bem tenso quando deixei a casa do alpha.
- Ele deve estar arrasado. – Finalmente uma noticia que o deixou satisfeito. Queria Takashima frágil e bem fraco para quando atacasse.
- Completamente. – Concordou.
- Eles te aceitaram bem? – Perguntou ainda um pouco desconfiado.
- Claro que não. – Mentiu. – Eles só não querem ir contra esta coisa de companheiros, então concordaram que eu ficasse lá.
- Seu companheiro não vai ser um problema? – Perguntou.
- Eu controlo o relacionamento e meu companheiro vai fazer o que eu mandar. – Miyavi sabia, apesar do pouco tempo que conhecia seu companheiro, que Kai o teria na palma das mãos. Mal havia conhecido o medico, mas já faria qualquer coisa que ele pedisse. Claro que o Ryu não precisava saber disso.
- Você tem a minha permissão para fazer parte da corja de cães, mas quero informações diárias, está me ouvindo? – Miyavi concordou com a cabeça e se levantou para sair. – E Ishihara? – Chamou, fazendo com que Miyavi olhasse para trás, logo se vendo preso a porta por uma força maior que a sua. Ryu ainda estava sentado, mas prendia o outro com a força do pensamento, bônus de ser um dos vampiros mais antigos. – Não se esqueça de quem você serve, porque se eu descobrir que você me traiu... O castigo do seu pai parecerá um passeio no parque se comparado ao que vou fazer com você. – Soltou o vampiro levemente ofegante após estas palavras. Miyavi acenou antes de sair ao corredor.
“Não se eu te pegar antes desgraçado” – Miyavi pensou enquanto se dirigia para o quarto pegar suas coisas. Precisava voltar para seu companheiro.
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Nao se encontrava em frente à casa do vizinho medico. Ele era o único em que podia pensar para pedir ajuda, afinal tinha consciência de que não poderia chegar até o Alpha sozinho. Estava frio e ele estava com medo de que o medico fosse demorar a chegar, e apavorado com a idéia de que seu irmão poderia encontrá-lo. Decidindo se precaver, escondeu a mochila em um canto do jardim da casa enquanto se transformava. Já como lobo se escondeu atrás de alguns arbustos esperando que o medico voltasse.
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- Você se arriscou muito! – Kai não sabia se estava nervoso ou aliviado pelo risco que Miyavi assumiu.
- Deu certo, não deu? – Miyavi deu de ombros. – Todos nós temos consciência de que eu não conseguiria ficar longe de você. – Kai havia se esquecido deste detalhe em especial. Com o calor do acasalamento, ficar longe dos companheiros poderia ter um resultado catastrófico. – Eu iria acabar atrapalhando o nosso plano totalmente.
- Ele tem razão doutor. – Uruha concordou. – Isso nos atrapalharia e no final a idéia de seu companheiro foi o primeiro passo para conseguirmos levar o plano adiante.
- Olha é muita coisa para absorver. – Kai explicou. – Encontrei meu companheiro que é um vampiro e de repente me vi em meio a uma guerra...
- É melhor você ir para casa descansar. – Reita falou. – Alias todos nós precisamos.
- Meu filho tem razão. – Alpha concordou se levantando. – Amanha é um novo dia e se estamos mesmo dispostos a entrar em uma guerra contra esse vampiro, teremos de estar descansados, tanto de mente quanto de corpo.
- O senhor tem razão Alpha. – Kai concordou também se levantando, pronto para partir. – Eu volto amanhã para dar mais uma olhada no Ruki. – Prometeu puxando o companheiro pela mão.
Do lado de fora da casa, o ar frio fez com que Kai se arrepiasse.
- Você acha que isso vai dar certo? – Perguntou casualmente enquanto caminhavam
- Sinceramente? Eu não sei. – Miyavi fechou os olhos e meio que inconscientemente se aproximando de seu companheiro. – Só espero que dê certo, pois o mundo ficará bem melhor quando Ryu estiver morto. – Abriu os olhos e sorriu resolvendo deixar a discussão sobre Ryu para o da seguinte, afinal de contas tinha um companheiro para reivindicar. – Mas vamos deixar isso para depois. – Com um sorriso malicioso parou fazendo co que seu companheiro parasse também. – Agora eu quero... Na verdade preciso sentir o seu gosto de novo. – deu tempo para que Kai respondesse e logo abaixou a cabeça e tomou os lábios do outro em um beijo que fez com que as pernas do lobo ficassem moles e um calor quase insuportável tomasse conta de seu corpo.
- Você não devia ter feito isso. – O moreninho ofegou quando o beijo terminou.
- Porque não? – Miyavi perguntou.
- Estamos na rua, se você não reparou. – Tentou se afastar do vampiro que o abraçou mais apertado. – Vamos para minha casa, lá é menos arriscado de sermos pegos por outros lobos.
- Tudo bem, mas assim que chegarmos lá, você não escapa. – com um ultimo selinho Miyavi o soltou.
- E quem disse que eu quero escapar? – Miyavi gemeu e Kai sorriu satisfeito por estar causando reações tão deliciosas em seu companheiro. – Vamos meu grande vampiro, temos um acasalamento para consumar.
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Nao estava quase desistindo de esperar quando sentiu um cheiro maravilhoso. Choramingou e se virou em direção ao cheiro, precisando sentir mais. Mesmo através da visão descolorida de lobo pode ver que era o medico que chegava a casa. Em forma de lobo ele não tinha muito controle sobre seus instintos então se sentiu puxado para a forma que vinha caminhando. Só ai percebeu que havia mais de uma pessoa. Choramingou mais uma vez, quase enlouquecido pelo cheiro, andou vários passos para frente e ganiu para se fazer notar. Viu que o acompanhante do medico tomou a dianteira, o tampando sua visão. Seu lobo rosnou para o intruso... Até que sentiu o cheiro que emanava do estranho. Era diferente, mas igualmente delicioso, deu-lhe vontade de rolar e mostrar a sua barriga para ser acariciada.
- Este é um dos seus. – Ouviu o estranho falar.
- Ele é sim um shifter, mas o que está fazendo aqui? – Kai se abaixou tentando se aproximar, mas Miyavi o deteve.
- Você não o conhece, Kai, ele pode ser perigoso. – Alertou.
- Eu sou um medico e ele pode estar ferido. – Kai revirou os olhos enquanto se baixava. Imediatamente o pequeno lobo se aproximou lhe lambendo o rosto.
- Ele não parece ferido para mim. – Miyavi comentou, mas não obteve resposta, curioso se abaixou e foi atingido por um cheiro completamente diferente do Kai, mas delicioso da mesma forma. “Meu!” Quando se deu conta do pensamento quase caiu para trás.
- Miyvs... – Ouviu a voz do Kai, mas não encontrou voz. – Nós temos mais um companheiro.
Notas finais
Mereço reviews?
Ah! antes que eu me esqueça, no próximo chapie, provavelmente haverá lemon entre os novos acasalados, mas isso vai depender dos reviews...
Beijos e até o proximo ♥
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