Quem Sabe.
1 Quem sabe.
XXV-Quem sabe.
Quem sabe, quem sabe...
A gramínea polida cresce pelo vale,
As ondas do mar gritam o seu nome.
Mas é o sonho que corrói e consome
Os blocos concretos do meu castelo de areia.
Desmorona a minha volta toda a sua vitória,
Me deixaste aqui com a mão, com a glória.
Mas não aceito o desgaste do tempo.
Consigo julgá-lo como era antes;
O passado sombreia seus olhos escuros.
Colheste ainda as sementes
Amargas e impuras da discórdia.
A memória embala os cristais,
Os gritais se quebram com o agudo dos seus gritos.
Ah, quem sabe volte.
Assim eu poderia limpar a poeira,
Os grãos me causam asneira.
A minha mente voa pelos momentos dourados.
As estrelas não dispersam seu céu.
Os pés, no chão, à caminhada.
Ondas do mar ainda mais quebradas,
Uma lágrima, quem sabe,
Mostre ao mar que ainda bate os corações.
Afinal, ainda não acabou,
Acredito nos meus sonhos.
Soterrada em meu castelo, agora morro de amor.
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