Notas iniciais
Gente... nós demoramos porque resolvemos postar dois capítulos seguidos, porque sim u_u Estamos tristes, a maioria de vocês sumiram :x Mas então ta... Boa leitura

Acordei com batidas estranhas ecoando por todo o quarto e abri os olhos assustada, encontrando o sol ainda nascendo, e um Castiel com cara de assustado, me levantei e corri para porta a abrindo rápido.

— O que aconteceu? — perguntei desesperada.

— É hoje! — ele gritou.

— Que você vai juntar seus trapinhos e vai embora?

— Não, É hoje!

— Que eu ganhei na loteria?

— Não! É ho... — eu o interrompi.

— Que vai ser criado um botão em que eu só preciso apertar para passar tudo isso, e minha vida será daqui há dez anos onde eu estarei linda, rica e com dois filhos lindos morando em Munique?

— Ruivo? Munique? O quê? — abri a boca para responder mas ele continuou a falar— Tá, esquece. O aniversário da Megan, é hoje.

— Ah... É mesmo— sorri— e o que eu tenho a ver com isso?

— Preciso comprar um presente pra ela!

— Não tem lojas por aqui, então... Boa sorte! —bati a porta na sua cara, mas antes que eu pudesse lhe dar as costas ele a abriu de novo.

— Quero que você vá comigo— ele disse e eu suspirei.

— Por que eu?

— Por que você é especialista em fugas.

O olhei desconfiada, mas ele me olhava sério e eu sorri com aquilo.

— Certo. Mas onde quer ir?

— Tem uma cidade há uns vinte quilômetros daqui, podemos ir de bicicleta.

— Bicicleta? Da onde?

— Tem umas aqui, para os instrutores.

— Eles não vão emprestar.

— Quem disse que vamos pedir?

— Não vou roubar! —gritei e ouvi resmungos das minhas companheiras de dormitório, então saí do lugar, encontrando o moreno no lado de fora.

— Olha só Sam, eu preciso mesmo da sua ajuda. — se não fosse Castiel diria que estava suplicando.

O moreno se escorou na parede.

— Argh! Tudo bem. — revirei os olhos— vá encontrar uma bicicleta pra gente então.

Ele sorriu e saiu correndo, e eu fui trocar meu pijama por um shorts e camiseta, calcei um tênis e prendi os cabelos num rabo.

Quando saí do dormitório avistei o Romanov ao lado de uma bicicleta sorrindo.

— Ta ok, já pode me dar minha bicicleta— eu me aproximava enquanto enrolava a barra da blusa com o dedo.

— Então Sam... Tem um problema, eu só consegui “roubar” uma bicicleta.

— Como assim? — apoiei o braço no guidão da sua bicicleta.

— Eles me viram pegando essa bicicleta, e quando fui pegar uma pra você, não deu mais tempo.

— Mas... — ele me interrompeu.

— Agora vamos ligeiro, antes que eles nos encontrem!

— Ta, vai sozinho então— ele me olhou com cara de tédio— Só da pra eu ir se for na roda né— agora eu que o olhei como cara de tédio.

Ele riu e subiu na bicicleta, depois deu um tapinha no guidão indicando que eu me sentasse ali.

— Não— decidi.

— Escuta Sam. Só nós dois estamos acordados essas horas então isso automaticamente te acusa como minha cúmplice. Ou seja, você vai se ferrar de qualquer jeito, então não é melhor se divertir antes?

Ponderei por um segundo. De algum modo ele estava certo. Bufei e sentei no guidão, e ele riu e começou a pedalar.

— Hm... — olhei por sobre do ombro e vi Alicia apontando para nós irritada— Acho melhor ir mais rápido Romanov, eles nos viram.

Ele passou a pedalar mais rápido pela estrada, e pouco depois entrou numa trilha quase escondida por um arbusto alto.

— Onde estamos indo? Você saiu da estrada! — gritei de olhos arregalados.

— É um atalho!

Fomos quicando através da estrada. Eu me segurava com força no pulso de Castiel tentando me equilibrar. Até que uma pedra muito atrevida decidiu se suicidar ao se jogar no raio da bicicleta. Voamos 10 metros, olhei para o lado e vi Castiel encolhido perto de uma pedra. Me levantei fazendo uma careta ao sentir meu joelho ralado, e me arrastei até onde o moreno estava e agachei ao seu lado, ele me olhou com cara de dor.

— Se machucou? —perguntei inutilmente já que era óbvio a resposta.

— Aham—resmungou.

— Onde?

Ele se virou para me mostrar seu ombro.

— Tira a blusa— pedi sem pensar e ele me olhou malicioso e eu me segurei para não dar-lhe um tapa— só quero ver o machucado, seu pervertido!

Ele riu um pouco e se sentou, então eu o ajudei a tirar a blusa. Tentei não deixar meus olhos se perderem em sua barriga definida. E quem diria que por baixo daquelas camisas largas e daquele tipo magro, havia um corpo bonito?

Me forcei a analisar a ferida. Não tinha sido nada grave, apenas um corte não muito profundo em seu ombro direito, porém estava sangrando.

— Droga— resmunguei ao ver o sangue.

— Está muito ruim?

— Não.

— Está mentindo?

— Não.

— Se estivesse mentindo me diria?

— Não.

— Isso não é muito animador, Sam.

Suspirei e me levantei, então o ajudei a fazer o mesmo.

— Só preciso lavar— falei e ele me apontou a bicicleta jogada no meio do mato, querendo que eu a pegasse. — Você não vai conseguir andar de bicicleta assim.

— Claro que consigo— retrucou.

— Não vamos testar isso— garanti pegando a bicicleta e apontando a trilha — Os monitores ainda devem estar atrás de nós, é melhor continuarmos.

Ele foi emburrado na direção que eu apontei, e eu peguei a camiseta que ele tinha deixado no chão, a pendurei no ombro e o segui com a bicicleta ao meu lado.

Cerca de duzentos metros depois, encontramos um riacho ele se sentou nuca pedra à beira do riacho, molhou a mão e passou no rosto. Mordi o lábio me recriminando mentalmente por estar admirando seus músculos retesados com os movimentos que ele fazia.

Castiel molhou novamente a mão e se contorceu tentando alcançar suas escápulas.— Acho que ser tão alto não te faz alcançar suas escápulas.

— Argh! — ele bateu o pé espirrando água para todos os lados e eu voltei a rir.

— Calma ai Poseidon.

— Poseidon? — ele me olhou confuso.

— O deus dos mares, controla a água e tal, tipo— enchi a mão com água e joguei nele— Ele consegue fazer isso só com a mente.

Ele bufou e tentou fazer o mesmo comigo, mas parou no meio do caminho fazendo uma careta de dor.

— Certo, vamos acabar com isso—suspirei, molhei minha mão e depois a passei sobre a ferida, tirando o sangue que já estava secando ali.

Molhei minha mão novamente e voltei a limpar. Fiz isso até que o sangue parasse de jorrar da ferida, e ele suspirasse de alívio porque a dor estava diminuindo.

— Melhor agora? — indaguei e ele assentiu.

— Podemos ir agora? — pediu ele e eu concordei então ele se levantou e nós atravessamos o riacho, e continuamos andando por algum tempo antes de pegarmos uma trilha que levava a rodovia.

Notas finais
E então gente? Comentem, não sintam vergonha haha