Notas iniciais
oe oe gentem :B não liguem para meu modo absurdo de escreve em notas finais/inciais ok? Juro que escrevo "certo" quando o assunto é o capítulo haha'-Desculpe se houver erros.

“ Tudo ao meu redor tinha um repugnante tom de verde, eu estava em uma floresta úmida, com folhas espalhadas pelo chão, troncos caídos cobertos de musgo. Todo o silêncio daquele lugar estava me dando nos nervos.
— Alguém aí? — gritei em plenos pulmões.
Sem resposta.
Bufei e comecei a andar, mas depois de alguns minutos ouvi uma gargalhada, que fora seguida por outras, corri na direção de onde viera o som. A risada estava mais alta e parecia vir de trás de um arbusto alto, a minha frente, mas assim que atravessei o arbusto, me vi em uma clareira.
A minha frente havia uma camiseta preta do Blink 182 e um espelho. Ambos os objetos jogados no chão, e senti que tinha que escolher um deles, mas qual?"
— Samantha! — ouvi batidas altas e me sentei assustada na cama. Olhei ao redor e me vi em meu quarto. Havia sido um sonho. — Vá se arrumar, é seu penúltimo dia de aula, não vai chegar atrasada mocinha!
Dei um sorriso de orelha a orelha. Meu penúltimo dia de aula, logo chegariam minhas tão merecidas férias...
— Me ouviu menina?! —ouvi minha mãe gritar ainda trancada para o lado de fora do meu quarto.
— Ouvi! — respondi empolgada e me levantei.

O prédio alto e familiar a minha frente já começava a me deixar nostálgica, apesar de ainda ser o penúltimo dia do segundo ano — portanto eu veria as mesmas pessoas no próximo ano. Aquele dia parecia que não andava, cada segundo parecia minuto, e cada minuto se parecia com incontáveis horas. Fizemos o que sempre se faz nos últimos dias de aula: nada!
No intervalo entre a penúltima aula e a ultima, eu andava eufórica pelos corredores, empolgada com a ideia de um verão na praia, com milhares de jogadores de vôlei, loiros de olhos azuis. Talvez eu encontrasse o pai dos meus filhos naquele verão!
— Sam! — só tive tempo de ouvir sua voz antes de ser esmagada num abraço.
Megan. Concluí.
— Ai meu tímpano —reclamei e ela me soltou. Minha melhor amiga era sempre empolgada.
— Eu vou pro acampamento de verão! —ela gritou empolgada. Sorri
— Parabéns!
Megan adorava coisas relacionadas à natureza, ela era vegetariana e fazia campanhas de preservação em pró dos Ursos Panda.
Então um instrumental do hino canadense tocou, e logo em seguida ouvi a voz do diretor pelos autofalantes.
“ Alunos do colégio Outside, gostaríamos de desejar-lhes um bom verão e lembrar as ultimas séries que haverá uma despedida hoje a noite nas dependências do colégio. O convite é restrito aos últimos anos apenas”. O hino tocou novamente e então o silêncio se fez.
— Vai ter festa aqui hoje? — falei indignada.
Desde quando eu era deixada de fora de algo? Principalmente de uma festa?

[...]

Eram exatamente 00:32 e eu estava me preparando para o meu sono de beleza — hahaha não- quando já se ouvia o canto dos grilos e apenas os meus sonhos, uma música de ritmo estranho começou a invadir o meu sono profundo.
— Mas que droga é essa? —eram 02:40 da manhã e ainda rolava aquela maldita festa no colégio, festa essa da qual não fui convidada.
Morávamos bem ao lado do colégio, então sempre ouvia tudo o que se passava por lá.
Tentei dormir de qualquer jeito, coloquei mil travesseiros no meu ouvido, e nada adiantou, já estava me enchendo daquilo.
Desci as escadas batendo os pés e peguei a primeira coisa que vi na frente, eu ainda estava de camisola e toda descabelada, mas eu não me importava. Aquilo já estava demais!
Abri a porta de casa, calcei meus chinelos e marchei em direção à escola e quando cheguei lá, olhei em volta. Aquilo já tinha saído do controle.
Alguns veteranos bebiam vodca ao redor da fogueira –já que se tratava de uma festa da fogueira-, outros riam alto demais, e acima de tudo havia aquela música bate-estaca-sem-letra que me ensurdecia. Tentei ser educada. Fui até o DJ e pedi que ele abaixasse o volume da música, mas ele riu da minha cara. Olhei ao redor furiosa.
— Eu fui educada— falei sozinha e ignorando olhares confusos na minha direção, corri até um corredor qualquer do colégio e peguei o primeiro extintor que vi, com ele nas mãos corri até a fogueira. Acionei o extintor, a espuma branca saiu apagando as chamas, todos me olharam assustados.
A espuma parou, mas a música ruim ainda tocava, então fui até o aparelho de som e o empurrei de cima da mesa, todos estavam estáticos.
— Eu tentei ser educada! —gritei.
Fui até a mesa dos salgados e peguei uma coxinha e então virei a mesa dos comes e bebes e saí marchando novamente.
Só me dei conta realmente do que eu fizera, quando cheguei em casa, e então caí na gargalhada. Meu deus a minha cara-de-pau não tinha limites.

[...]

Mas percebi que a minha cara-de-pau me traria problemas, assim que eu ouvi no dia seguinte:
“Senhorita Samantha Bergenfield, favor comparecer a direção”.
— O que você fez? — Megan virou-se pra mim imediatamente. Eu não tinha contado pra ela.
— Apaguei um fogo— respondi e me levantei, todos da sala me encaravam enquanto eu me arrastava pelo corredor.
Era o ultimo dia de aula, e eu ia me meter em confusão. Abaixei a cabeça e olhei meus próprios pés pensando na desculpa que daria para o que tinha feito. Seu eu me arrependia? Não.
E então senti algo contra o meu peito, logo depois percebi que era frio e estava sobre toda a minha blusa.
— Mas que porr... — falei confusa olhando minha blusa branca que agora estava suja de um líquido roxo.
— Ops... — ouvi uma voz a minha frente, e olhei pra quem havia derrubado suco de uva em mim, ergui os olhos para o rapaz a minha frente. A primeira coisa que vi foram seus olhos, de um tom de azul energético e claro, quase cinza, os cabelos pretos eram rebeldes e compridos, batendo sua nuca, sua pele era pálida, e era mais alto que eu. Estava usando uma blusa do Blink 182, jeans preto, e uma cara de quem não pediria desculpa pelo suco derramado.
Não iria ficar ali esperando suas desculpas, o diretor me esperava. Saí correndo o mais rápido que pude, tentei esquecer a mancha de cheiro horrível em minha blusa. Bati da porta da sala do diretor e entrei.
— Então quer dizer que a senhorita arruinou a festa dos seus colegas — ele me olhou de cima para baixo com uma das sobrancelhas levantada.
— Desculpe-me diretor, eu jurava que era um incêndio, fiquei tão preocupada com meus colegas! — essa foi a história mais rápida que consegui encontrar.
— Você acha que nasci ontem?! — agora ele se levantava da cadeira, podia ver o fogo em seus olhos. — Vou chamar agora mesmo seus pais!
Mordi o lábio para segurar um sorriso e me sentei, esperando o diretor ligar para meus pais. Eu era a filha única, portanto a protegida dos meus pais, eles nunca me puniriam, ainda me consideravam uma criança inconsequente e às vezes isso era bom.
Minutos depois, meus pais entraram na sala do diretor, minha mãe parecia preocupada enquanto meu pai fazia uma cara fechada.
— Senhores Bergenfield— cumprimentou o diretor enquanto apertava a mão dos meus pais que por fim sentaram ao meu lado.
O diretor sentou enquanto ajeitava a postura, tirou os óculos e cruzou as mãos em frente ao rosto, e então olhou meus pais.
— Bom, senhores, eu fui obrigado a chamá-los aqui hoje, porque ontem à noite, houve uma festa na fogueira na qual sua filha arruinou, apagou a fogueira, destruiu o som e jogou fora os salgados.
— Você fez o que?! — minha mãe gritou exasperada. Encolhi-me na cadeira. — Pelo amor de Deus Samantha, por que você fez isso?
— Eu pensei que fosse um incêndio! —menti novamente.
— Não minta para mim mocinha! — falou meu pai e eu me calei. Então ele se voltou ao diretor. — Sentimos muito, pode ter certeza que Samantha não vai passar impune.
O que?!
— Bom, não estou duvidando de suas habilidades educacionais, mas sei que Samantha não fará absolutamente nada já que as férias se iniciam amanhã, então posso sugerir algo?
— Claro— respondeu minha mãe.
— O colégio tem um acampamento de verão, que se inicia amanhã, e por lá os alunos tem tarefas a cumprir, Samantha poderia ir para lá...
— Não! — protestei
— Você tem razão. — meu pai se dirigiu ao diretor e eu estava incrédula. Ele só podia estar brincando.
— Pai! — gritei. Ele não podia fazer isso comigo!
— Está decidido Samantha, seu castigo vai ser ir para o acampamento de verão.
Nããããããão!

Notas finais
O que acham de nos dar reviews hein? Adoraríamos saber o que estão achando da história.