Quem Matou Paulina Martins?
28 Capítulo 28 - Felizes
Notas iniciais
Paulinha retribui aquele abraço, era tudo o que ela sonhou, o amor. E esse amor transbordava nesses momentos, uma vida renascia, uma vida tão pequena como Paulinha, é tão incrível como Deus escreve certo por linhas tortas, pois além de fazê-los felizes, esse tempo que Paulina ficou sequestrada serviu para ensinar Paulinha a ser forte, a lidar com a vida. E isso ela soube usar durante sua adolescência, pois com o passar dos anos, Paulinha foi ficando mais madura, cresceu, mas uma coisa que não mudou nela, foi seu caráter. Uma personalidade forte, mas aquele jeitinho meigo, e também um pouco inocente, deixou a menina, agora quase mulher, em uma pessoa honesta.
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Passou-se 8 anos. O tempo do sequestro. *Mas não houve mais nenhum sequestro*. Paulinha, uma menina doce, tinha ganhado os melhores presentes da sua vida: Uma mãe e dois lindos irmãozinhos. Era um casal de gêmeos, o menino se chamava Pablo, e a menina se chamava Daniela. Eles tinham 7 anos, eram crianças adoráveis, igual à irmã. Na aparência, Paulinha tinha pintado seus cabelos de preto, sua aparência tava diferente, agora usava lentes coloridas, (de preto também), tudo isso por que enjoou de sua aparência, que era loira e olhos verdes. Mas essas lentes só usava mesmo para sair, pois dentro de casa não usava. Esse era um dia de verão, aniversário de Carlinhos, iam fazer uma festa surpresa a ele. Estavam todos lá, menos o aniversariante.
Paulinha: Ei ei pequenos, nós temos que esperar Carlinhos para poder atacar a comida.
Daniela: Ahh Paulinha, só um brigadeiro!
Pablo: É, por favor, por favor, por favor!!!
Paulinha: Não dá meninos, isso é uma coisa errada, sabiam? Umm... — olha para os lados — tá bom mas só unzinho, e vão brincar agora, ok?
Pablo e Daniela: Obrigado maninha!
Paulinha: Essas crianças... — sorri.
Paulinha entra na mansão e vai para a cozinha:
Paulinha: Espera Cacilda, deixe que eu te ajudo com essas bandejas!
Cacilda: Ai menina, a família não ia gostar nada de te ver me ajudando...
Paulinha: Não se preocupa não Cacilda, se eles reclamarem eu explico, mas acho difícil eles reclamarem!
Cacilda: Ai menina, você é um doce de pessoa mesmo!
Paulinha ajuda Cacilda, depois passeia um pouco, dá "oi" para os convidados, e se senta na cadeira, onde estavam conversando Vovó Piedade (que estava bem velhinha pra falar a verdade) e Adelina (mais ou menos).
Paulinha: Bom dia Vovó, Adelina!
Vovó: Bom dia minha bisnetinha, como vai?
Adelina: Bom dia Paulinha!
Paulinha: Vou bem vovó, e você, em? To vendo que tá feliz!
Vovó: Muito, com você, sua mãe, seu pai feliz, não tem como eu ficar triste!
Paulinha: Ai vovó... — a abraçando — Eu gosto muito de você, e quero que nunca duvide disto!
Vovó: Claro que não meu anjo, eu também gosto muito de você minha bisneta...
Paulinha: Ah não vovó, não chora não, se não eu choro também...
Vovó: Não Paulinha, se você chorar também, então eu paro...
Paulinha: Hoje é um dia de festa, não quero ver a senhora se lembrando de momentos que eu to tentando esquecer, por mais que é um pouco difícil, eu tento vovó, eu tomei essa decisão, quando percebi que a vida não foi feita para sofrermos e recordarmos momentos que já passaram, que já se foram, e principalmente os momentos ruins, temos que pensar nos bons momentos, e nos basear neles para continuar essa caminhada, pois se ficarmos lá naquele passado cheio de sombras e tristezas, quando iremos ser felizes? Eu te peço vovó, não pense nisso.
Vovó: Como você falou bonito minha bisneta, e você tem razão, eu não vou mais me lembrar dos anos do sequestro, do dia que levou um tiro, quando sofremos por causa da Paola, no tempo da usurpação, no tempo que essa mulher me fez virar uma alcoólatra!
Paulinha: Quando foi isso, vovó?
Vovó: Esquece minha neta, como você disse, vamos esquecer esses momentos, e lembrar da nossa vida atual!
Paulinha: Isso mesmo vovó, isso mesmo.
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