Quem Matou Paulina Martins?
22 Capítulo 22 - Morta
Notas iniciais
Paulinha estava um pouco assustada, para não dizer desesperada por dentro. Mas a vida havia a transformado em uma menina forte, sem medo do que poderia vir pela frente, sem medo de lutar por seus direitos. Ela, antes de se tornar famosa no México, sabia direitinho enfrentar os outros, mas por dentro, em seu interior, morria de medo.
Paulinha: Willy, por que fez isso com a mamãe, e agora está fazendo comigo? O que ganha com isso? Você tem uma família, uma esposa, um filho, para que acabar com sua vida assim?
Willy: Escuta aqui, você não sabe o que está falando, então cala a boca!
No hotel, Paulina acorda de um pesadelo, estava atordoada, sonhou que sua filha tinha sido sequestrada e que fora morta, com um tiro de revólver.
Paulina: Ai santo Deus, ainda bem que foi só um sonho... Mas e se não for? Parecia tão real... Bem, agora tenho que pensar em como vou fazer para achar a família Bracho, ou melhor, como vou fazer para que eles me achem, podem pensar que eu fugi e estou voltando agora... ai meu Deus, o que eu faço?...
Na mansão, a família acorda, não conseguiam dormir direito. Nos jornais, revistas, televisões, tudo falava a respeito do sequestro de Paulinha. Fãs choravam muito, o medo que a menina sofresse algum mal era terrível e muito forte.
Vovó Piedade: Como passou a noite meu neto?
Carlos Daniel: Não consegui praticamente nem pregar o olho! Estou com uma angústia, um mal-pressentimento, hoje o dia amanheceu tão estranho, está um sol, mas uma chuva fininha cai também, está quente, mas o vento que passa fica frio, estou muito nervoso vovó!
Vovó Piedade abraça o neto. Sofrer novamente, isso ele não merecia. Era um pai maravilhoso para seus três filhos, e um tio muito carinhoso também.
Vovó: Meu neto, vá descansar um pouco, você tá precisando. Depois, quando a polícia encontrar Paulinha, ela vai querer brincar o tempo todo com você, e vai estar com sono!
Carlos Daniel: Não vovó, minha ansciedade não deixa eu descansar! O que eu vou fazer é dar uma volta de carro pela cidade, preciso pensar um pouco, esquecer os problemas.
Vovó: Bom, já que deseja assim, quem sou eu para negar não é. Juizo com o trânsito meu neto, você se lembra ainda né!
Carlos Daniel: Claro vovó. Adeus.
Vovó: O que é isso Carlos Daniel? Adeus?
Carlos Daniel: Desculpa vovó, quis dizer tchau.
Carlos Daniel sai com o carro calmamente pelas ruas da Cidade Do México. Sua mente estava atordoada, não imaginava que sua vida iria virar nesse inferno. De repente, passou na frente de uma casinha de madeira no meio da favela, onde não tinha muita gente morando ali perto, e de repente, vê Willy, Raquel e sua filha com um revólver na mão apontando para sua filha. Ele desce rapidamente do carro, e Willy não o deixa se aproximar.
Willy: NÃO SE APROXIME, SE QUISER VER SUA FILHA VIVA!
Carlos Daniel: Seus canalhas, vocês vão pagar por isso, vão passar muitos anos na cadeia, e nunca mais vão sair de lá!
Willy: CALA A BOCA, SUA FILHA VAI SER BALEADA SE CONTINUAR.
Paulinha estava chorando muito, tinha enfraquecido muito depois disso, a única coisa que pensou em fazer naquele momento foi:
Paulinha: PAI!!! SALVA A MAMÃE! ELA ESTÁ VIVA! SALVA ELA PAI!!!
Willy atira e Paulinha cai no chão... MORTA!
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