Quem Matou Paulina Martins?

11 Capítulo 11 - Shed a tear because I\'m missing you


Notas iniciais
Título dado em homenagem à música do Gus'n Roses. Vamos ler meninas!

Paulinha não queria desgrudar os olhos da frente da tela do computador. Aquilo que tinha achado tinha a deixado de boca aberta. No site, estava escrito assim:

"Depois de oito anos do assassinato da jovem Paulina Martins Bracho, nenhuma pista sobre o assassino é encontrada. Alguns detetives foram contratados para achar provas e pistas, mas nenhum deles conseguiu realizar o desejado. Agora, depois de tanto tempo, ninguém mais lembra da morte da jovem, como se tudo isso nunca tivesse ocorrido. A polícia não gasta mais o tempo para procurar as tais provas, pois se o assassinato já ocorreu, e tanto tempo já passou, não tem o porquê de continuar a missão. Os mesmos dizem que há muitos crimes recentes que precisam ser revelados."

Enquanto Paulinha lia, lágrimas brotavam sobre seu delicado rosto. Sua face já não apresentava aquele brilho de esperança, queria mesmo que sua mãe voltasse, que pelo menos dissesse ali que não fora comprovado que ela estivesse morta. Mas estava tudo ao contrário, dizia que a polícia parou de investigar esse crime. Paulinha estava desolada.

Paulinha: Eu quero justiça! Se minha mãe estivesse viva eu pediria felicidade, mas eu quero justiça!!!

Paulinha desliga o computador, se senta em sua cama, e começa a chorar, chorava muito, queria mesmo que o mundo acabasse, pois seu mundo já estava acabado. Depois de chorar, o sol já tinha ido dormir, as estrelas brilhavam no céu noturno, e uma linda lua cheia brilhava no meio da escuridão. Paulinha já havia adormecido, o jantar já estava ocorrendo.

Vovó Piedade: A Paulinha não vem?

Esthefanie: Ela já deveria ter vindo, não vimos ela o dia inteiro!

Carlinhos: Muito estranho, hoje o jantar está tão bom, e uma criança não querer vir comer...

Carlos Daniel: Alguém tem que ir ver o que aconteceu com ela.

Lizete: Ai esperem, deixem que eu irei.

Lizete bateu na porta do quarto de Paulinha, e como estava entreaberta, resolveu entrar.

Lizete: Paulinha, você já foi dormir? Mas está tão cedo! Deixa que eu vou te cobrir! — vendo que estava sem coberta.

Quando Lizete encosta na testa de Paulinha, vê que estava muito quente.

Lizete: PAULINHA VOCÊ ESTÁ COM FEBRE!!!

Lizete vai correndo chamar seu pai, que também vai ver o que a filha tem.

Carlos Daniel: Paulinha, acorde minha filha! Lalinha, chame o doutor aqui.

Lalinha: Claro senhor!

Carlos Daniel: Vamos minha filha, acorde, vamos...

Carlos Daniel estava com muito medo de que sua filha morresse. Desmaiar não era coisa da Paulinha, ela nunca havia desmaiado, ainda mais dormindo. Depois de alguns minutos, Paulinha desperta, mas ainda estava muito fraca, e a febre ainda maior.

Paulinha nada falava, apenas olhava para seu pai, seus irmãos, sua tia e sua avó, que olhavam pra ela assustados.

Lizete: O que você sente irmã?

Paulinha: Ai... estou um pouco tonta e sinto frio... também dor de cabeça...Papai, eu não me sinto bem, me ajuda!!!...

Carlos Daniel: Calma meu amor, o médico já está vindo.

Depois do médico chegar e examiná-la, ele fala para o pai:

Doutor: Senhor, ela pode estar com um princípio de depressão. Ainda pode ser uma tristeza profunda, mas se continuar assim, pode se transformar numa depressão.

Carlos Daniel: Entendo doutor, deve ser pela saudade da mãe.

Doutor: Por que? Ela foi viajar?

Carlos Daniel: Não, ela morreu. Morreu quando minha filha tinha alguns meses. Mesmo sem ter a conhecido, sente falta, você deve me entender.

Doutor: Claro que entendo, minha esposa também faleceu, e deixou uma filha de nove anos. Deve ter quase a idade de sua filha, não é?

Carlos Daniel: Eu sinto muito doutor. Minha filha tem 8 anos.

Doutor: Olha senhor, eu estou tendo uma ideia que pode ser que funcione para tirar sua filha da depressão.

Carlos Daniel: E que ideia?

Doutor: Se você permitir, posso trazer minha filha para brincar com Paulinha. A menina deve ser muito só, sem muitos amigos. Faz bem para uma criança se relacionar com outras da mesma idade.

Carlos Daniel: Claro doutor, minha filha vai adorar tem alguém para brincar. Poderá ser amanhã mesmo doutor?

Doutor: Claro que sim senhor, vou falar para ela e ela irá.

Eles se despedem e depois de muito tempo, Paulinha consegue adormecer.

Notas finais
Gostaram? Fiz com muito carinho e muito tempo kkkkk bjs e comentem!