Quem Matou Paulina Martins?

6 Capítulo 6 - Milagre da vida


Notas iniciais
Gente, aí vai outro capítulo carregado de emoções, espero que gostem. Estou muito feliz com os comentários, sempre tento responder todos. Bjs e vamos ler por que eu já falei demais... rsrsrs

Paulinha tão distraída olhava para as crianças brincarem e serem felizes, nem viu que uma senhora se aproximava dela. Aparentava ter quase sessenta anos, humilde, diria até que uma mendiga, e branca. Estava toda suja, com os pés descalsos, apenas com a roupa do corpo. A velhinha se aproximou da menina e disse:

Velhinha: Por que choras menina dos olhos verdes?

Paulinha olhou para a senhora e falou:

Paulinha: Por muitas coisas senhora.

Velhinha: Muitas coisas não devem ser. pela sua aparência, deve ter uma família rica, comida e roupas quentinhas, há mais alguma coisa que você precisa para ser feliz?

Paulinha: Sim senhora, tem uma coisa sim. Eu preciso ter uma mãe, uma mãe que nunca tive. Ela morreu um pouco depois de eu nascer.

Velhinha: Eu sinto muito. Mas se você não conheceu ela, porque sofre com isso?

Paulinha: Eu sinto falta de ter uma mãe. Minha família não é feliz por causa disso. Podemos ter tudo, dinheiro, comida, casa, roupas, mas não temos a alegria. E agora meu pai acabou de sofrer um acidente, e está no hospital, entre a vida e a morte. Somente um milagre poderá salvá-lo.

A velhinha olha para o céu, e fala:

Velhinha: Menina, como é seu nome? — Pergunta a senhora.

Paulinha: Meu nome é Paula, mas pode me chamar de Paulinha.

Velhinha: PAULA???

Paulinha: Sim, mas por que o espanto?

Velhinha: Por nada não... como era o nome de sua mãe?

Paulinha: Minha mãe se chamava Paulina, Paulina Martins Bracho.

A senhora fica mais espantada ainda, e sem pensar duas vezes, diz:

Velhinha: Bem, eu tenho que ir, adeus menina.

Paulinha diz: adeus...

Depois de um tempo, Paulinha olha no relógio e vê que já eram seis da tarde. Ela olha para o sol que estava se pondo, e se põe a rezar. Fica um bom tempo rezando pedindo a Deus para proteger seu pai. Depois de orar muito, Paulinha se levanta do banco da praça e segue em direção a casa Bracho. Lá...

Lalinha: Onde você estava Paulinha?

Paulinha: Oi Lalinha, eles me deixaram dar uma volta pra não ficar ouvindo as notícias ruins.

Paulinha nem janta, vai direto dormir, e na cama fica pensando.

"Quem será aquela mulher que falou comigo na praça? Muito estranha, falava de uma maneira estranha"

Paulinha adormeçe. Nem nota uma estrela dar uma forte brilhada nos céus. No outro dia, era um domingo. Paulinha estava pra baixo, decaída, sem forças para ser feliz. Colocou uma saia azul, uma regata branca e uma sapatilha azul. Deixou os cabelos soltos com uma tiara de pano branca, no qual tinha ganhado de sua amiga Vivi a um tempinho atrás. Desceu para a sala e ficou sentada na mesa do café, sozinha. Depois de tomá-lo, se assustou ao ver que sua tia Esthefanie, Rodrigo e Patrícia entraram correndo na mansão.

Adelina: O que aconteceu? E o Carlos Daniel? Vocês passaram a noite fora!

Esthefanie: Adelina, o Carlos Daniel melhorou muito nessa noite, o médico disse que ele está totalmente fora de perigo! Só vão esperar os machucados curarem para dar alta! Foi um milagre Adelina! Um milagre!

Essas palavras deixaram Paulinha surpresa, sem pensar duas vezes, abriu um lindo sorriso e foi correndo abraçar seus tios, que estavam radiantes de alegria, igualmente a ela.

Paulinha: Ai nem to acreditando tios! Eu estava muito aflita com o papai! Ele poderia morrer e um milagre aconteceu!

Lizete, Carlinhos e Raimundo ouvem o barulho na sala e descem as escadas.

Carlinhos: Mas o que aconteceu para vocês estarem tão felizes assim?

Rodrigo: Meninos, o Carlos Daniel recuperou! Ele não vai mais morrer, está realmente fora de perigo!

Os três vão abraçá-los também. Até os empregados festejaram também.

Adelina: A vovó ficou no hospital?

Patrícia: Sim Adelina, ela ficou com o Carlos Daniel. Se vocês quiserem, já podem ir falar com ele lá!

Paulinha: Por favor, deixem eu ir, me levem lá, por favor!

Esthefanie: Claro Paulinha, então vamos já, agora!

Paulinha: Eba!

A felicidade era tanta que Paulinha esqueceu de todos seus problemas com essa notícia. Sem exitar, foi com sua tia até o hospital. Lá, entrou devagar no quarto de Carlos Daniel, que já estava vovó Piedade junto com ele. Se aproxima da cama, e fala:

Paulinha: Papai, você está me ouvindo?

Carlos Daniel: Estou sim meu amor.

Paulinha: Ai papai, eu rezei tanto para que você ficasse bem, eu não suportaria te perder também papai, você é tudo o que eu tenho — o abraçando — eu te amo papai!

Carlos Daniel: Eu também filha, você é minha joia rara, minha preciosa filha, a única que eu tive com Paulina, você é o rosto dela, você tem o jeito dela, tanto por fora quanto por dentro! Eu te amo mais que tudo meu amorzinho, você também é tudo pra mim, a lembrança de sua mãe está em você!

Paulinha e Carlos Daniel não se contiam com as lágrimas, ambos choravam de emoção. O amor que sentia de pai para filha, e de filha para pai, era maior do que todo o dinheiro que tinha no mundo. Paulinha era a filha preferida de Carlos Daniel, tinha um significado importante na vida dele. Depois de chorarem bastante e matarem as saudades, ambos se despedem e Paulinha volta para a mansão, agora mais feliz do que nunca.

Notas finais
Gostaram? Quem vocês acham que seria essa velhinha? Quero comentários, em! rsrsrs