Quem Matou Paulina Martins?

5 Capítulo 5 - O pressentimento e a tragédia


Notas iniciais
Gente, quero caprichar bastante nesse capítulo, preparem seus corações, as cenas vão ser muito fortes e chocantes, estou inspirada mesmo rsrsrs bjs e sigam-me no twitter. comentem tbm e pf NÃO ME MATEM!!! RSRS

Paulinha ficou novamente até o anoitecer observando as estrelas, e nada de ver alguém lá em cima.

Lalinha: Paulinha! Paulinha! Venha para dentro de casa, está esfriando na rua!

Paulinha: Está bem Lalinha, eu já vou indo.

Paulinha entra dentro de casa, janta um ensopado preparado por Cacilda, e depois vai para seu quarto. Lá dentro, de repente olha para o espelho e vê um vulto.

Paulinha: Mas o que é isso? Quem está aí?

Paulinha não era uma menina de ter medo de fantasmas, ela não era nem de temer algo, sabia que eles não existiam. Mas agora deu um calafrio, sentiu um frio na espinha, como se fosse um mal pressentimento.

Paulinha: Quem é você do espelho? Por que fez isso???

Paulinha não obteve resposta, então se deitou na cama, se cobriu até a cabeça e dormiu profundamente. No outro dia...

Paulinha: Bom dia papai, hoje você vai ir para a fábrica?

Carlos Daniel: Bom dia filha, não, para a fábrica não, afinal hoje é sábado. Mas eu vou visitar o Rodrigo e a Patrícia. Quer ir comigo?

Paulinha: Ai não papai, obrigada, mas eu estou cansada. Vou ficar em casa mesmo.

Carlos Daniel: Está bem então. Até mais meu amor.

Paulinha: Tchau papai.

Paulinha termina de tomar seu café e vai para a sala assistir tv. Carlos Daniel entra no carro e parte rumo a casa de Patrícia e Rodrigo. No meio do caminho...

Carlos Daniel: Que droga, esse trânsito que não anda!

Carlos Daniel ficou uma meia hora parado no trãnsito. Quando acaba o engarrafamento, acelera o carro. Ele estava no meio da estrada, distraído pensando em sua filha, quando não vê o caminhão e bate o carro.

Motorista do caminhão: Meu Deus! O que foi que eu fiz!!!

Ele desce do caminhão. Nesse momento várias pessoas já estavam ali olhando tudo. O homem vai até perto do carro, que estava totalmente amassado.

Motorista: Senhor, você está me ouvindo?

Carlos Daniel: Paulinha... Paulinha...

Motorista: Quem é Paulinha? Sua esposa, mãe, filha?

Carlos Daniel: Filha... Diga a minha filha que eu a amo por demais, diga por favor, diga...

Motorista: Não fale demais senhor... ALGUÉM CHAME UMA AMBULÂNCIA!!!

Uma senhora que estava com telefone na mão chamou uma ambulância. Na mansão...

Paulinha olhava com tédio à televisão. Lalinha se aproximou e falou:

Lalinha: Paulinha, você quer jogar alguma coisa comigo: — diz, tentando ajudar para ter o que fazer.

Paulinha: Pode ser Lalinha! Que tal xadrez?

Lalinha: Claro, eu vou buscar o jogo.

Lalinha estava indo em direção ao quarto dos brinquedos, quando o telefone toca.

Lalinha: Casa da família Bracho!

Médico: Olá, vocês são parentes de Carlos Daniel Bracho?

Lalinha: Sim, mas o que houve?

Nesse momento, Paulinha se preocupa e olha atentamente para Lalinha.

Médico: Ele sofreu um acidente de carro, e está internado no hospital central. Por favor, precisamos que venham imediatamente aqui.

Lalinha: Claro senhor, vou avisá-los e eles já virão aí! Passar bem.

Paulinha: O que houve Lalinha? Por que queriam saber do papai?

Lalinha: Bem, é que... ele sofreu um acidente Paulinha...

Paulinha agora não tinha mais alegrias, desânimo total em seu coração. Como se uma sombra a enviasse para dentro da escuridão. Um medo tomou conta de si, como se ela não tivesse mais naquele mundo, fosse parar em outro, um mundo de sombras.

Todos da mansão ficaram sabendo da notícia. Patrícia e Rodrigo também, e ficaram chocados. Paulinha, desesperada, estava quietinha no banco do jardim, olhando para as flores, chorando muito.

Esthefanie: Paulinha, vamos com nós para o hospital ver seu pai.

Paulinha se levanta, entra no carro e eles partem para a clínica.

Chegando lá, a família avista o médico, e falam com ele.

Vovó Piedade: Doutor, você sabe como é o estado do paciente Carlos Daniel Bracho? Ele veio a algumas horas para cá por causa de um acidente de carro, o senhor tem alguma notícia?

Doutor: Sim senhora, sou eu o médico que estou cuidando do caso. O paciente tem um caso complicado, posso dizer que somente um milagre pode salvá-lo.

Essas palavras "somente um milagre pode salvá-lo", ficaram gravadas na cabeça de Paulinha. Será que depois de tanto sofrimento, ainda não bastava? Paulinha não queria mais ouvir notícias ruins, então disse:

Paulinha: Vovó, tia, eu posso dar uma volta na cidade? Não aguento mais ouvir notícias ruins.

Esthefanie: Pode sim Paulinha, mas cuidado com os carros e não vá muito longe.

Paulinha andava pelas ruas com o pensamento distante de si. Cansada, resolveu se sentar na praça. Olhava para as crianças sendo felizes, brincando, abraçando seus pais, algumas com irmãozinhos pequenos em carrinhos... Cada problema que vinha, tornava mais distante o sonho de ser feliz.

Paulinha: Será que nunca vou ter uma família assim? Minha mãe morta, minha melhor amiga foi embora, meu pai mal no hospital, e só um milagre poderá salvá-lo... Eu não aguento mais tantas coisas ruins ao meu redor, será que Deus não está vendo? Será que ele existe mesmo? Eu só queria ser feliz ao lado de meus pais, mas pode ser que nem pais eu tenha mais! O que será da minha vida com eles mortos? E você mamãe, por que não apareçe? Eu precisava tanto de você nesses momentos de angústia! O papai está quase morrendo no hospital, vocês vão se encontrar no céu... Eu quero tanto que venha, que volte para nossa casa, que volte para nossa família, trazendo mais alegria... Mas acho que jamais isso irá acontecer...

Notas finais
E aí? Gostaram? (claro que não né) mas quero saber se acharam legal o capítulo, bem escrito, desenvolvido... Eu queria que me dessem dicas para o próximo capítulo, sobre o que aconteceria com Carlos Daniel. bjao