Quem Matou Paulina Martins?
13 Capítulo 13 - Sem pai e sem mãe
Notas iniciais
No outro dia, Carlos Daniel acorda cedinho para ir à fábrica, sai quase sem tomar café. Depois de algum tempinho, toca o despertador para as crianças irem para a escola. Paulinha acorda, troca de roupa, coloca seu uniforma, faz duas maria-chiquinhas, vai para a mesa de café.
Paulinha: Papai! Papai! Como está papai?... O papai já foi é? — desanimada.
Raimundo: Sim, muito estranho ele ir tão cedo à fábrica, ele não é de fazer isso.
Paulinha: Bem, eu vou levar essa maça. Pedro, você vai nos levar?
Pedro: Sim Paulinha.
Raimundo: Bom então vamos, se você não vai comer. Mas eu que vou na frente, em!
Paulina: Vai onde você quiser.
Raimundo: Que estranho, ela não é de fazer isso... Espera Paulinha!!!!!
Pedro leva as crianças na escola. Lá, Paulinha estava andando mais rápido, e Raimundo a alcança.
Raimundo: Por que está assim Paulinha? O que você tem?
Paulinha: Não é nada Raimundo, é besteira da minha cabeça! Agora vai para a sua sala que já vai bater, e eu vou pra minha.
Raimundo: Não adianta esconder Paulinha, eu sei que você está triste com alguma coisa, pode me falar o que é?
Paulinha: Ai Raimundo, você é bem tranquilo, claro, você tem sua mãe ao seu lado, você pode se quiser abraçá-la quando quiser, você não tem que se preocupar com coisas que ADULTOS deveriam se preocupar, como eu.
Raimundo: Não fale besteira Paulinha, eu posso ter minha mãe ao meu lado, mas não tenho meu pai!
Paulinha: Mãe é mãe Raimundo, não ter pai é bem diferente do que não ter mãe!
Raimundo: Você fala isso porque tem seu pai ao seu lado. Fique sabendo, que dá no mesmo, não ter mãe pode ser para você pior, mas para mim, o pior é não ter pai!
Os dois acabam dando um abraço, abraço muito forte, que significava os mesmos problemas das duas crianças.
Raimundo: Paulinha, não fique triste por esse motivo, a vida é muito curta para ficarmos tristes. Pense que tem uma família que te ama, dois irmãos carinhosos, uma bisavó engraçada, um tio que te acolhe na casa dele em seus momentos de tristeza, duas tias que te adoram, um pai maravilhoso e um primo que... Cuida de você...
Paulinha: Bem, pode ser difícil mas irei tentar Raimundo — O sinal toca para as crianças entrarem — Bem, vamos indo, antes que os professores reclamam né.
Raimundo: Claro.
Na fábrica, Carlos Daniel é o primeiro chegar, pega o telefone, e liga para a delegacia. Conta tudo o que lembrou sobre a morte de sua esposa, e o delegado fala:
Delegado: Bem senhor, não é bem assim, é um caso complicado, a polícia já está meio que desistindo desse caso e...
Carlos Daniel: Como desistindo? Paulina era minha esposa, mãe de minha filha, vocês não podem desistir disso! Eu exijo que voltem com as investigações! E além disso, quero que vejam a hipótese de Paulina estar viva.
Delegado: Ai... está bem Senhor Bracho, vamos abrir esse inquérito. E para tentar resolver definitivamente esse caso, vamos contratar a maior perícia que tem aqui no país.
Carlos Daniel: Sim Delegado, faça isso por favor, tenho quase certeza de que Paulina esteja viva! — Ficando radiante de alegria.
Eles se despedem, e Carlos Daniel volta a trabalhar, como se nada tivesse acontecido. Ele queria fazer uma surpresa para o fim da tarde.
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