Quem Diria?
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Faz meia hora que estamos parados no trânsito infernal, em um barulho de buzinas infernais e ainda estou durante esta bendita meia hora escutando o Edward perguntar se está tudo bem mesmo e se não fiquei zangada pela cena que presenciei mais cedo.
– Meu amor, você quer aquele seu bolo favorito?
– Caramba, homem, eu já disse que não estou chateada – Bato minhas mãos em minhas pernas, não aguentando mais ele com essa paranoia – Se você tentar mais uma maldita vez, eu vou mesmo descer desse carro.
– É só que... Você está tão quieta.
– O trânsito está me deixando com um péssimo mau humor – Resmungo.
– Olha lá, está começando a andar – Suspiro aliviada e volto a recostar a cabeça no banco.
– Eu aceito aquele bolo agora – Falo depois de um longo silêncio e o Edward sorri.
~.~
– Aproveitando que está todo mundo reunido – Papai limpa sua boca com o guardanapo e sorri – Estaremos saindo da cidade e indo para a casa dos avós de vocês em Montana.
– Vamos para a casa do lago do vô em Bigfork? — Pergunto animada.
– Exatamente. O papai disse que lá está um clima muito bom, o lago não está congelado, então podemos aproveitar bastante – Mamãe parecia tão animada quanto eu.
– Isso é ótimo, respirar novos ares e tomar banho no lago vai ser bom. Quando partimos? — Pergunta Rosie.
– Amanhã cedo, temos que ajudar com o jantar e tudo o mais.
– Ai mãe, quão cedo? — Já faço um muxoxo de preguiça.
– Temos que estar no aeroporto as 8:00 horas – Eu, Rosie e Jazz gememos em protesto.
– Mãe, posso levar a Alice?
– Sobre isso... Convidamos a todos, aproveitamos para comemorar nossa última semana livre de trabalho. Todos confirmaram presença – Charlie me fita – Menos o Edward.
– Como assim, menos ele?
– Não sei, ele só disse que não podia dar certeza agora se iria – Mas o que está acontecendo agora? Terminamos de jantar e logo cada um pegou seu rumo, sentei na sala e fiquei esperando o Edward aparecer. O que não demorou muito a acontecer, logo escutei a campainha ser tocada e logo ele estava no meu campo de visão.
– Boa noite – Sentou ao meu lado e beijou minha bochecha – Olha o que eu te trouxe – Peguei a pequena caixa que estava em sua mão.
– O que é? — Estava desanimada, pensativa porque o Edward não tinha aceitado o convite dos meus pais.
– Abre – Abri ainda desanimada, mas quase caiu para trás quando percebo o que é.
– Edward – Ponho a mão na boca, depois no coração – Eu não acredito, é a editação ilimitada e quase extinta do livro Sonhos de Uma Noite de Verão, o original – Sorriu orgulhoso – Como... como conseguiu isso?
– Tenho meus contatos – Deu de ombros – Não fique brava, mas um dia estava mexendo no seu notebook e vi que você procurava por esse livro. Então, eu tenho um amigo que trabalha com esse tipo de coisa e entrei em contato com ele.
– Você é incrível, Deus te pague pelo resto da sua existência – Pulo em seu colo e o beijo fervorosamente – Obrigada, muito obrigada – Deito a cabeça no vão do seu pescoço e suspirei.
– Está tudo bem? — Balanço a cabeça – Bella?
– Meus pais disseram que você não aceitou o convite deles para viajar conosco – Confesso.
– Ah, então é isso – Faz com que eu o encare – Tenho uma boa razão.
– É?
– Sim – Virou-me de costas e encostei em seu peito – Tenho que resolver umas coisas, documentos, no escritório amanhã e provavelmente ficarei o dia todo. Esse maldito do meu chefe não me dá descanso nem nas minhas férias, estou pensando seriamente em pedir demissão.
– Se você me garantir que vai no outro dia, eu posso ficar aqui com você.
– Eu adoraria, mas não adiantaria muita coisa. Vou passar o dia todo no escritório, você iria ficar sozinha – Virou meu rosto em sua direção e tinha um grande sorriso – Mas obrigado pela pela oferta, fico feliz que tenha pensado em ficar comigo.
– É o mínimo que posso fazer. Mas você promete que vai me encontrar no outro dia?
– Estarei lá o mais breve possível.
– Você vai ter que se preparar, meus tios e seus filhos estarão lá e eles podem ser bem piores que o Emmett, Tânya e Alice juntos. Acredita que eles já pensaram em fazer uma rádio ou tentar fazer um canal no Youtube falando sobre sexo? — Gargalhamos – Eles são muito sem noção.
– Eu amo a sua família, cada vez mais se superando – Rimos e ficamos abraçados conversando sobre outras coisas.
~.~
– O vovô não deveria estar nos esperando aqui com aquela mini van ridícula? — Jasper fala impaciente.
– Ele já deve estar chegando – Charlie é sempre o mais otimista.
– Não sei vocês, mas aquela loja de doces está me chamando. Vou dar um pulo lá, querem alguma coisa? — Negaram – Ok – Caminho até lá e vou para o lado das guloseimas mais práticas. Encho a cestinha com algumas coisas e ainda de cabeça baixa, me viro para o lado e esbarro em alguém, espalhando todas as coisas que estavam em seus braços.
– Caramba, me desculpe. Eu não te vi ai – Falei e abaixei junto para lhe ajudar.
– Tudo bem, princesa – Reviro os olhos ao ouvir essa porcaria de nome.
– Aqui – O dei o último produto que apanhei – Acho que está tudo ai.
– Não tudo – O encarei confusa – Eu ainda não tenho seu número de celular – Sério? Esse cara tem o quê? Uns 50 anos?
– Nossa, rápido você, não?
– Para que perder tempo, não é mesmo? — Ele acha que seu sorriso é sexy.
– Não, obrigada – Começo a me afastar dele, indo para o caixa.
– Hei, vamos lá, só um encontro, uma única noite.
– Eu tenho namorado, idiota.
– É só um encontro.
– Você vai adorar o meu punho bem no meio da sua fuça – Não lhe dou mais atenção e pago minhas compras, me juntando logo a minha família.
– Que cara é essa? — Jazz tenta pegar um doce e bato em sua mão.
– Esse maldito mundo onde você não pode mais ser gentil com um cara que ele já pensa que você quer dar para ele – Ele ri.
– Não deixa isso te tirar a paciência, homens são assim, idiotas, quando perto de uma mulher linda – O encaro e sorriu sínica para ele.
– Jasper, devolve a minha barra de chocolate.
– Meu Deus, que mulher ruim.
– Não reclama, eu perguntei se queria alguma coisa. Agora se dane e fica longe dos meus doces.
– Graças a Deus – Renée fala e vejo meu avô andando em nossa direção.
– Hei, desculpem a demora, a van quebrou no meio do caminho – Cada um pegou suas coisas e andamos até a van. Uns 20 minutos depois, chegamos na casa do lago e escolhemos os nossos quartos. A casa era muito grande e cada um podia ficar com o seu, claro, tínhamos que dividir com os nossos namorados e maridos, mas isso é só detalhe. Por falar em namorado, vou ligar para o meu. Disco seu número e ele atende quando penso que já ia cair na caixa postal.
– Oi – Falo sorrindo – Está muito ocupado?
– Na verdade estou – Fala sem jeito.
– Ah, tudo bem. Só liguei para dizer que cheguei bem e para saber como você está.
– É bom ouvir sua voz e saber que você está bem. Também estou bem e com saudades – Ri. Adoro quando ele diz que sente minha falta.
– Eu também. Tente vir o mais rápido possível amanhã, ok?
– Pode deixar. Agora tenho mesmo que ir.
– Senhor Cullen – Escuto alguém o chamar e seu suspiro de frustração.
– Viu, não tenho sossego nem para beber um copo de água. Tenho que ir, eu te ligo depois, beijos.
– Vou ficar esperando. Ah, deixei o meu travesseiro na sua cama para que você durma pensando em mim – Riu.
– Como essa minha namorada é boba – Ri – Mas obrigado, vai ser muito útil.
– Senhor Cullen!!!
– Tenho mesmo que ir, até depois – Desliga sem esperar que eu responda. Fico um pouco encostada na soleira da porta principal, observando a paisagem verde bem a minha frente.
– Sei que está apaixonada, mas seus avós não merecem um pouco de amor seu? — Viro-me sorrindo para os dois dramáticos e corro para os abraçar.
– Oi, minhas paixões – Eles me abraçam apertado.
– Estávamos com saudades.
– Eu também, eu sei que tenho sido uma péssima neta, mas eu estava arrancando os cabelos com a minha graduação – Bufo.
– Tudo bem, vamos aproveitar bastante esses dias.
– Vamos sim – Os beijo na bochecha.
– Onde está o famoso Edward? Já conhecemos o namorado da Rosie e a namorada do Jazz, só falta você.
– Pois bem, vão ter que esperar até amanhã. Ele teve que fazer umas horas extras no trabalho.
– Que pena – Fala o meu vô com a mão na cintura.
– É sério que o senhor está com essa arma na cintura? — Reviro meus olhos e minha vó ri.
– Não está carregada, era só para ver se o homem era macho, mesmo – Acabo rindo.
– Como foi com o Emm?
– Suou frio igual um porco – Caímos na gargalhada.
– Cadê a vagina mais nova da família – Pois bem, conheçam a minha tia.
– Estou bem aqui – Falo rindo, mas já cobrindo minhas partes íntimas. Ela tem essa mania de ficar nos apalpando para ver o tamanho das nossas coisas.
– Olha só ela ali – Correu para me abraçar e não conseguir evitar a molestamento nos meus seios.
– Oi, tia Brooke – Já estou acostumada, nem ligo mais.
– Vejo que os seus seios não evoluíram, mas está linda, meu amor.
– Ela sempre foi linda, deve está colecionando vários pênis por onde passa.
– Oi, tio Apollo – Vão se acostumando, é sério. A tendência é piorar – Cadê os malucos dos meus primos?
– Bem aqui – Fitei a porta da frente e lá estava os dois: Beckan e Roy.
– Oi meninos – Nos abraçamos em grupo. Logo estava todo mundo reunido na sala e eu me senti bem, por mais que estivesse faltando alguém, um dos mais importantes, eu estava em casa e minha felicidade era tamanha gratificante, que me peguei rindo muito e pensando o quanto senti falta de estar com todos eles assim, livres, sorridentes e nos divertindo.
Fale com o autor