Quem Diria?
15 Capítulo 15
Notas iniciais
– Boa noite, pessoal – Murmurou com divertimento em voz.
– Mas o que você está fazendo aqui e por que é um convidado? — Perguntou Rose confusa.
– O Edward e eu estamos namorando – Pronto, todo mundo me olhou mais confusos ainda.
– Como assim, eu realmente não estou entendendo mais nada – Puxei ele para que sentasse ao meu lado e eu fiquei ao lado de Rose.
– Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui?
– Calma, gente, eu vou contar tudo a vocês – Edward começou a contar tudo desde o começo, fiquei até com vergonha dos olhares que eu recebi. Mas a vida tende essas coisas, né?
– E é isso – Sorri – Resolvemos tentar um namoro, porque gostamos um do outro e isso é o que impor... — Fui levada ao chão pelo impacto que recebi.
– Ai meu Deus, irmã, desculpa. Não era para ter sido tão forte – Rose se abaixou ao meu lado e me ajudou a levantar.
– Rosalie Swan, por que nocauteou sua irmã? — Minha mãe está com muita raiva.
– Tudo bem, mãe. Eu e Rose fizemos esse acordo, e trato é trato. Bela direita, mana – Choquei minha mão contra a sua e sorrimos.
– Vocês são malucas – Murmurou papai e o pessoal, ainda com cara de assustado, riram.
– Enfim, depois de todo esse alvoroço, podemos comer em paz – E como eu disse, meus familiares ficaram muito feliz, abriram até um dos nossos melhores champanhes para comemorar. Eu te disse, o Edward é idolatrado dentro dessa casa. Nos juntamos na sala de TV e ficamos conversando para o tempo passar.
– Edward, você e sua família estão convidados para virem passar a noite de natal, aqui conosco. Ficarei muito feliz.
– Obrigado, Renée, eu vou dizer a eles. Só temos programação firme no Ano-novo. Mas natal, ficamos livres.
– Que bom – Sorriu toda realizada.
– Ah, mãe. Temos que prepara os quartos de hóspedes, os meninos estão vindo na sexta, já que no sábado é véspera de natal – Senti Edward ficar tenso ao meu lado.
– Ai, ai, ai. Que dor de cabeça que vai ser vocês juntos.
– Estou com saudades daqueles desnaturados, faz um tempão que eles não aparecem aqui.
– Pois é, mãe. Edward, vamos ficar um pouco no meu quarto?
– Cookie, seus pais – Sussurrou.
– Ah, não nos importamos garoto – Papai murmurou risonho – A Bella já é bem grandinha – Edward me seguiu, mas ficou com bastante vergonha por isso. Tadinho, é tímido demais....Só que não, me engana que eu gosto. Quando entramos no quarto, já fui o jogando na cama e o atacando na boca.
– Bella...seus pais... — Tentava falar, mas eu não parei.
– Não, eles estão bem. Esquece-os – Continuei beijando seu peito e descendo.
– Mas...Oh Deus! — Praguejou quando beijei seu pênis por cima da calça.
– Você ainda quer que eu pare? — Sorri cínica.
– Ah não, que se dane – Puxou meu cabelo para que eu subisse para beijá-lo. Antes disso, tirei sua calça e cueca e ele tirou a camisa. Tirei toda minha roupa e montei nele.
– Ah Deus – Gemi quase gritando.
– Shii.. — Edward tapou minha boca – Quando casarmos, tenho que fazer um quarto a prova de som se não quiser assustarmos os nossos vizinhos – Soltei uma risada e me pus em movimento. Estou tão molhada que consigo deslizar facilmente, e isso só estava me levando mais ainda à loucura. A vontade de gritar era imensa, mas tenho que respeitar meus pais. Quando Edward e eu começamos a estremecer, segurei na cabeceira da cama e cavalguei mais rápido. Edward também me ajudou, levantou os quadris e me estocou repetidas vezes e bem rápido. O orgasmo veio forte e para não soltar um grito, mordi os lábios e meu gemido saiu mais como um grunhido e com ele não foi diferente. Tirei seu pau de dentro de mim e me deitei ao seu lado.
– Meu Deus, ás vezes tenho medo de a qualquer momento eu ter um ataque cardíaco – Murmurou e levantei a cabeça para que me beijasse – Cookie, seus lábios estão sangrando – Sorri com isso.
– Tinha que morder alguma coisa para não gritar – Olhou-me chocado, mas dei de ombros.
– Já te disse que você me assusta de vez em quando? — Neguei e ri – Talvez só um pouco. Gosto do seu jeito maluco na cama.
– De nada – Apoiei-me no braço e o fitei – Você falou mesmo em fazer um quarto a prova de som? Sério mesmo?
– Eu não te disse, mas tenho um apartamento. O uso quando quero ficar a sós – Isso me incomodou um pouco – Não se preocupe, não levo garotas lá. Sempre fui em motéis quando queria transar – Hum, menos mal – E outra coisa: eu falei quando casarmos.
– Não enche – Dei uma mordida em seu peito e ele riu – Até parece que você perderia a chance se tivesse mesmo um quarto a prova de som.
– Pior, quer dizer, o melhor é que tenho mesmo – O olhei com cara de tonta – Bom, onde é o meu quarto agora, era o meu lugar de ensaiar com a banda. A minha mãe me deu de presente...
– E que presente – Falei.
– Mas eu ajudei a pagar quando descobri que ela ainda só tinha pagado 90% por cento dele. Então, reformei essa sala e fiz a prova de som. Mas agora, ele é o meu quarto.
– E por quê?
– Por ser o lugar mais espaçoso do apartamento, gosto de espaço. E agora eu vejo que fiz uma ótima escolha – Beijou-me.
– Edward, eu percebi que você ficou tenso quando disse que os meus amigos viriam para cá.
– Desculpe, eu não consigo evitar. Não brinquei quando disse que sou muito ciumento.
– Não precisa se preocupar, o namoro é novo para mim, quer dizer, não tão novo. Mas eu jamais faria algum tipo de merda com você.
– Eu sei, não ligue para mim – Beijou a minha testa – Confio em você.
– Obrigada. E sério, você não precisa se preocupar com isso – Aconcheguei-me mais a ele e ficamos conversando.
E assim foram passando os dias. Na quarta eu visitei o Ronnie e Melanie, passamos a tarde juntos, trocamos presentes antecipadamente, foi bem legal. Na quinta já começamos a arrumação da casa para receber os meninos, fizemos as compras necessárias para a ceia e finalmente pude descansar com Edward em minha cama, massageando meus pés e assistindo uma comédia.
– Seus pés estão um pouco inchados.
– E minha coluna também doí muito. É porque passei muito tempo em pé.
– Quer que eu faça uma massagem em suas costas? — Perguntou sem malícia alguma.
– Por favor, meu amor. Deixa só eu tomar um banho e pôr uma roupa mais confortável.
– Tudo bem, já comeu?
– Sim – Logo depois do banho coloquei um short moletom e uma blusa de alça fina. Deitei na cama e Edward, com creme massageador em mãos, deu início a massagem. Gemi de satisfação e meu corpo já começava a relaxar mais.
– Dorme aqui comigo? — Minha voz quase não saia.
– Você não vai receber visitas amanhã?
– E qual o problema, você é meu namorado e quero que fique comigo.
– Tudo bem, eu fico. Mas amanhã bem cedo tenho que ir para casa, Esme quer comprar os benditos presentes. Odeio ir ao shopping.
– Então somos dois – Ri fraco – Baby, sua massagem é maravilhosa.
– É um dom – Sorriu. Ao terminar, tirou sua calça e deitou ao meu lado. Eu estou amando essa sensação, ficar deitada aqui com ele, recebendo e dando carinho. É uma coisa muito boa, estou gostando mais do que pensei.
[...]
Acordei com um ótimo humor, estou elétrica que os meninos vão chegar daqui duas horas. São 07:00 horas da manhã e já estou de pé, tomada banho e arrumada, só esperando o belo adormecido do meu namorado acordar.
– Bella?
– Aleluia! Pensei que ia ter que sair sem falar com você.
– Está animada mesmo, para uma hora dessas já está acordada e pronta.
– Meus amigos chegam hoje, lembra?
– Eita, é mesmo. Tinha esquecido, desculpe por te atrasar – Joguei-me na cama e fiquei ao seu lado.
– Não me atrasou, eles chegam às 08:30, temos tempo. Você vem comigo?
– Não vai dar, meu amor. Tenho que ajudar a Esme, lembra?
– É uma pena, queria que fosse comigo – Ganhei um beijo seu.
– Não fique triste, que tal um jantar hoje à noite?
– Podemos fazer isso aqui em casa? Perto da piscina?
– Melhor ainda, vou te fazer uma surpresa.
– Adoro suas surpresas, sempre têm um final de noite que eu adoro – Gargalhamos – Que horas você vêm me pegar?
– Às 19:00 horas. Você pode passar o resto da noite comigo?
– Posso sim, não se preocupe. Bom, você já é de casa, conhece todo mundo e é bem mais tratado que eu. Então, fiquei à vontade e eu te vejo depois, tenho que sair senão não chego a tempo – Dei um beijo casto nele e saiu.
No aeroporto, parecia mais um pandemônio, está uma loucura. É gente brotando de tudo quanto é lugar, subindo e descendo escadas, desembarcando, viajando...Acho que só perdia para as ruas de Tókio. Fiquei dando uns pequenos pulos para conseguir enxergar alguma coisa que passasse pelo portão de desembarque.
– Que demora – Reclamei, mudando de pé pela milésima vez. Já faziam 20 minutos que estou estava esperando aqui no portão.
– Oi cabeça de repolho – Senti braços me envolverem e dei um pulo com o susto. Consegui me soltar dos ganchos e virei sorrindo.
– Seu idiota, quase tive um AVC aqui em pé. Como passaram por ali se não vi?
– Teve um problema ai e tivemos que desembarcar pelo outro portão – Murmurou Paul, muito bem humorado – Agora você pode parar de reclamar e me dar um abraço? — Saltei em seus braços e ficamos uns três minutos abraçados e sorrindo. Dei vários beijos em seu rosto antes de me afastar e ir em direção ao Seth.
– Oi, pequeno urso – Seu abraço fez jus ao apelido. Esses meninos são uns brutamontes, quase morro sem ar quando me abraçam.
– Estava com muitas saudades, minha branquinha – Disse ele. Seth sempre foi o mais sentimental do grupo, e isso é contando comigo.
– Oi Embry – Pulei encima dele e enrolei minhas pernas em sua cintura – Nossa, você cresceu. Nem sequer tombou para trás quando pulei em você.
– Rá, muito engraçadinha – Beijou minha bochecha – Como está?
– Muito, mas muito contente que vocês estão aqui comigo.
– Não ganhamos nem um abraço?
– Claro que sim, Jake – Fui até ele e nos abraçamos, dando nosso costumeiro selinho, abracei também a Nessie e enfim chega de boas vindas.
– Será que podemos ir almoçar? Estou cheio de fome – Murmurou Seth.
– Não são nem 11:00 da manhã – Sorri.
– Então vamos para algum lugar e depois almoçamos.
– Já sei! Podemos ir patinar no gelo e brincar de guerra de bola de neve como nos velhos tempos – Falei animada.
– Bella, quantos anos você tem?.... Estou dentro – Seth veio para meu lado. Enfim todos concordaram e fomos. Jake alugou um carro, então no dele foram ele, Nessie e Embry, o resto foi no meu. O bom de irmos para lá, é que por estar nevando e ser quase hora de almoço, tem poucas pessoas por lá. Fomos conversando e cantando pelo caminho todo, o Paul tinha uma voz linda, já até fizemos um vídeo cantando um dueto, mas nada sério. Só nos divertíamos com isso e eu amava. Parei no acostamento e coloquei algumas moedas do negócio lá que nunca me esforcei em lembrar o nome e já sai correndo toda animada. O sorriso está quase rasgando meu rosto, estou realmente muito feliz por ter todos os meus amigos, aqui, comigo. O Seth foi o primeiro a se jogar na neve e fazer o anjinho. Joguei-me do seu lado e ficamos fazendo o mesmo e rindo muito. O resto do pessoal ficou só olhando, até eu juntar um monte de gelo em minhas mãos e tacar na cara da Nessie. Ela me olhou horrorizada e riu, se abaixou e pensei que fosse devolver, mas virou para o lado e jogou no ouvido do Jake. Ele saiu correndo atrás dela, que veio para perto de mim e a bagunça estava feita! Escorreguei várias vezes tentando correr dos meninos, Paul me pegava nos braços e me fazia de escudo. Eu só gargalhava e tentava me soltar, eu parecia uma boneca em seu manoseio. Entre risada e tropeços, a minha barriga roncou e vimos que já estava na hora de almoçar, alcançamos o restaurante mais próximo e chegamos fazendo muito barulho, o que não foi nada educado. Recebemos muitos olhares, algumas pessoas acabavam rindo junto conosco, outras eram amarguradas e nos olhavam feio. Que se dane, eu nem ligo mesmo. Comemos bastante, quase o cardápio todo, o que tinha de bom pelo menos, e a conta ficou para os meninos pagarem. Claro! Fizemos mais planos, ao anoitecer, pegamos um cinema, que se esticou para dois filmes e enfim decidimos ir para casa.
Fale com o autor